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Profissional especializado em Atividade Física, Saúde e Qualidade de Vida. Sérgio Nunes e sua empresa QualiFis, pretendem desenvolver junto aos seus alunos e clientes a ideia da verdadeira Saúde, que obviamente não é apenas a ausência de doença, mas também o Encantamento com a Vida, dotando-os de um entendimento adequado de se Priorizar, de compreender que vale a pena Investir no seu Potencial de Ser, através do investimento na melhoria da Qualidade de Vida, aprimorando a saúde e usando como meio, a Atividade Física, em suas mais diferentes possibilidades.

“As informações, dicas e sugestões contidas nesse blog têm caráter meramente informativo, e não substituem o aconselhamento individual e o acompanhamento de médicos, nutricionistas, psicólogos e profissionais de educação física.”

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quarta-feira, 13 de julho de 2016

HIPOTENSÃO ORTOSTÁTICA (OU POSTURAL)


O QUE É?       



ATENÇÃO: As informações contidas neste artigo têm caráter meramente informativo, e não substituem o aconselhamento e acompanhamento individual pelo profissionais competentes! Faça a coisa CERTA!!


HIPOTENSÃO: Hipotensão, ou pressão baixa, significa que a sua pressão arterial é mais baixa do que o esperado. Na maioria dos adultos saudáveis, a pressão baixa não causa problemas ou sintomas. Em alguns casos, ela pode até ser normal. Por exemplo, as pessoas que se exercitam regularmente podem ter uma pressão arterial mais baixa do que pessoas que são sedentárias. Mas se a pressão arterial cai subitamente ou causa sintomas como tontura desmaio, pode ser um problema de saúde.
A pressão arterial é uma medida de quão intenso é o fluxo de sangue passando pelas suas artérias. Os valores de referência para pressão arterial são medidos em milímetros de mercúrio (mmHg) e ela é composta de duas medidas: sistólica e diastólica.
  • A pressão sistólica (superior) reflete a maior intensidade do fluxo sanguíneo no momento em que o coração está bombeando sangue;
  • A pressão diastólica (inferior) reflete o fluxo de sangue entre os batimentos cardíacos, quando o coração está relaxado e se enchendo de sangue.
Alguém com uma pressão sistólica de 120 e uma pressão diastólica de 80 tem uma pressão arterial de 120/80, ou "12 por 8". A pressão arterial normal é inferior ou igual a 140x90 mmHg.
Não há um número específico que defina a pressão sanguínea baixa. Dessa forma, consideramos hipotensão toda pressão baixa que causa algum tipo de sintoma. Em geral, os sintomas acontecem quando a pressão arterial é inferior a 90/60.


A hipotensão ortostática ou postural é a queda excessiva da pressão arterial quando a pessoa fica em pé, ou muda subitamente de uma posição para outra, normalmente de uma mais baixa para uma mais alta, acarretando diminuição significativa do fluxo sanguíneo para o cérebro (reduzindo o aporte de oxigênio neste tecido), podendo levar inclusive a uma queda/desequilíbrio importante ou desmaio.
Especialmente quando o indivíduo assume a posição em pé abruptamente, a força da gravidade faz com que haja acúmulo de uma quantidade de sangue nas veias dos membros inferiores e na parte inferior do corpo.O acúmulo reduz discretamente o volume sanguíneo que retorna ao coração e também o volume de sangue bombeado pelo coração. Em conseqüência, ocorre uma queda da pressão arterial. O corpo responde então imediatamente: o coração bate mais rapidamente e suas contrações tornam-se mais fortes. Os vasos sanguíneos contraem e, conseqüentemente, ocorre uma redução de sua capacidade. Se essas respostas compensatórias não ocorrerem ou forem lentas, o indivíduo apresentará hipotensão ortostática.
                               
A hipotensão ortostática (HO), especialmente na idade avançada, é causa importante de morbidade e mortalidade, pois pode precipitar quedas, síncopes, infarto agudo do miocárdio (IAM) e acidentes vasculares cerebrais. 
Na prática geriátrica, constitui ainda uma importante barreira à reabilitação. Portanto, o seu diagnóstico torna-se imperativo, particularmente naqueles pacientes que apresentam sintomas sugestivos. Entretanto, observa-se que, apesar de sua importância e facilidade de detecção, sua pesquisa é freqüentemente omitida do exame físico do paciente idoso. Assim, a grande maioria dos casos não é reconhecida. 
A prevalência da HO na idade avançada é alta, podendo chegar a cifras em torno de 30% em idosos institucionalizados. Neste grupo etário, a HO relaciona-se, via de regra, com a presença de múltiplos fatores etiológicos (drogas e enfermidades diversas), associados a alterações fisiológicas próprias do envelhecimento. A HO de causa neurogênica [disfunções do sistema nervoso autônomo (SNA)] embora apresente uma frequência menor, reveste-se da maior importância se pensarmos que ela pode dar origem a sintomas muito incapacitantes, muitas vezes refratários à terapêutica usual. Todos os especialistas envolvidos com o cuidado de idosos e que procuram diagnosticar HO, deparar-se-ão com um número crescente significativo de HO neurogênica. 

ATENÇÃO: As informações contidas neste artigo têm caráter meramente informativo, e não substituem o aconselhamento e acompanhamento individual pelo profissionais competentes! Procure um médico! Faça a coisa CERTA!!

1º Passo - Reconhecendo a hipotensão ortostática (Sintomatologia) - Os sintomas sugestivos de HO aparecem com as mudanças de posição, particularmente pela manhã ou após refeições copiosas, exercício físico e banho quente, situações que levam a uma redistribuição desfavorável do volume sanguíneo. Os sintomas podem ser secundários à hipoperfusão cerebral (tonteira, síncope, quedas, distúrbios visuais déficits neurológicos focais, cervicalgia com irradiação para os ombros) ou à hipoperfusão de órgãos à distância (claudicação intermitente, isquemia silenciosa, angina de peito, IAM). Quando a HO ocorre pós-exercício físico, seus sintomas (cansaço, sensação de peso nos membros inferiores e dispneia) podem ser mal interpretados pelo idoso ou passarem despercebidos.

2º Passo - Medida da pressão arterial - Perante a suspeita da HO, o próximo passo é procurar detectar a presença de queda na pressão arterial (PA) postural. Não existe uma metodologia padronizada para a aferição da PA em ortostatismo. 
A hora do dia, o tempo transcorrido desde a última refeição e o tempo que o paciente deve repousar em decúbito dorsal antes da medida, tudo isso pode interferir na medida da pressão postural. Recomenda-se que, antes da medida da PA em ortostatismo, o paciente repouse em decúbito dorsal por, pelo menos, 30min, medindo-se a PA a cada 10min. Considera-se como PA supina, a 3ª medida (30ºmin). O tempo no qual a PA deve ser medida após se levantar também é variável em diversos estudos, onde a medida é realizada somente até o 2ºmin, embora se saiba que em alguns pacientes, a queda da pressão é gradual, só ocorrendo após o 2ºmin. Portanto, a medida da PA em ortostatismo deve prosseguir até, pelo menos, 4min, quando necessário. 

Não há consenso na literatura quanto à definição de HO, particularmente no idoso. Estudos de populações de idosos, entretanto, demonstraram que uma queda na pressão arterial sistólica (PAS) de 20mmHg ou mais pode produzir sintomas de má perfusão cerebral, sendo ainda um importante fator de risco para quedas 10 e síncopes 11 e se associa a um aumento da taxa de mortalidade em cinco anos, em pacientes diabéticos e hipertensos. Apesar de não haver concordância geral, uma queda de 20mmHg na PAS é o valor mais aceito para o diagnóstico de HO em idosos.



A pressão arterial ortostática é um sinal vital medido em pacientes que podem ter problemas circulatórios. A chamada "hipotensão ortostática" é caracterizada por uma queda considerável da pressão arterial de alguém que está de pé — e gera sensações de atordoamento e vertigem. É diagnosticada quando a pressão arterial sistólica (que tem um valor maior) de uma pessoa cai em 20 unidades ou a diastólica (o menor valor) cai em 10 unidades quando ela se levanta. Para fazer um diagnóstico por conta própria, meça essas pressões em diferentes posições.

Medindo a pressão arterial com a pessoa deitada:
Você precisará de um Estetoscópio e de um Esfigmomanômetro 

1
Peça que a pessoa se deite e fique ereta em um sofá, mesa ou cama por pelo menos cinco minutos. Passe o esfigmomanômetro bem pelo braço direito do paciente e prenda a tira de velcro.

2
Ponha o estetoscópio sobre a artéria braquial. Com o esfigmomanômetro envolvido no braço da pessoa, peça que ela deixe a palma da mão virada para cima e ponha o estetoscópio no ponto interior do cotovelo. Esse equipamento tem uma superfície ampla e, por isso, poderá alcançar toda a artéria (que passa ali). Você ouvirá os sons para verificar a pressão.

3
Use a bomba para inflar a braçadeira. Infle-a até chegar ao valor inicial de 200 e, depois, esvazie-a. Nesse processo, consulte o valor da pressão arterial sistólica; ela representa a força com que o sangue é bombeado pelas artérias (e costuma ficar entre 110 e 140).
  • Você reconhecerá a pressão arterial sistólica no momento em que ouvir os "baques" no estetoscópio. Esses serão os sons do sangue passando pela artéria braquial.
  • Memorize esse valor e continue ouvindo bem enquanto esvazia a braçadeira.
4
Anote a leitura da pressão diastólica após o som se extinguir. Ele será menor (entre 60 e 90). A diastólica representa a pressão nas artérias nos intervalos dos batimentos cardíacos.
  • Anote os valores das pressões arteriais sistólica e diastólica, separando-os com uma barra. Eles são medidos em milímetros de mercúrio ou mmHg. Por exemplo: "120/70 mmHg".

5
Para finalizar, meça o pulso radial do paciente. Para encontrá-lo, ponha o indicador e o dedo médio por cima da parte interna do pulso direito. Quando sentir a pulsação, consulte um relógio por exatos 60 segundos, contando os batimentos.
  • A maioria das pessoas tem entre 60 e 100 batimentos por minuto (BPM). Se você encontrar um valor maior, seu paciente pode não ser capaz de se levantar e continuar o exame.
  • Anote o pulso (ou a frequência cardíaca) e, depois, prepare-se para as próximas etapas do exame — em que terá de pedir que a pessoa se levante.
Medindo a pressão arterial com a pessoa em pé:

1
Peça que a pessoa fique de pé em um local onde possa se apoiar (caso sinta fraqueza nos pés). Ademais, peça que segure algo com a mão esquerda enquanto você mede a pressão e o pulso do braço direito.
  • Espere até que o paciente esteja estável — mas faça o exame assim que possível (dentro de um minuto) depois dele se levantar.
  • Peça que a pessoa fale caso sinta atordoamento ou tontura, para que você a ajude a se sentar. Embora ela tenha de estar de pé para que o exame seja bem feito, não arrisque piorar a situação.
2
Infle a braçadeira do esfigmomanômetro mais uma vez. Meça as pressões arteriais sistólica e diastólica e anote os valores. Depois, repita o exame do pulso e anote os resultados.

3
Espere dois minutos, enquanto o paciente continua de pé. Após esses dois minutos (e três minutos depois que a pessoa tiver se levantado), você obterá outro valor para a pressão arterial. Infle a braçadeira mais uma vez e anote os valores da sistólica e diastólica. Na fisiologia normal, os valores obtidos devem ser maiores na segunda vez, já que o corpo teve mais tempo para se acostumar à mudança na postura.

4
Meça o pulso do paciente mais uma vez e anote o resultado. Peça que ele se sente enquanto você calcula as alterações da pressão e examina os valores.

Avaliando os resultados...

1
Avalie os resultados. Subtraia os valores do minuto em que a pessoa ficou de pé dos valores em que ficou deitada. Subtraia também os três minutos em que ficou deitada; assim, você poderá comparar tudo e ver em quanto tempo o corpo se adaptou.
  • Se o valor da pressão sistólica cair em 20 mmHg ou a diastólica cair em 10 mmHg, é provável que ela tem esse problema.
  • Atenção: o provável "diagnóstico" dessa condição se baseia no valor da pressão arterial do minuto em que a pessoa ficou de pé, não no valor da pressão dos outros três minutos (que serve apenas para se fazer uma comparação e ver a velocidade em que o corpo se adapta quando demora mais para se levantar).
  • Veja também se o pulso do paciente aumentou a uma frequência normal. Geralmente, esse valor aumenta entre 10 e 15 batimentos por minuto. No entanto, caso se eleve a 20 batimentos ou mais, aconselhe a pessoa a procurar um médico para um exame mais profissional.
2
Considere os sintomas da pessoa. A diferença entre os valores da pressão enquanto ela estava deitada e enquanto estava de pé não importa; se o paciente se sentir atordoado ou tonto sempre que se levantar, deverá consultar um médico para fazer um exame mais profissional e detectar a causa desses problemas. Esses sintomas são suficientes para que se faça o diagnóstico da hipotensão ortostática, quaisquer sejam os valores da pressão. Por isso, é importante saber o que a pessoa sente quando se ergue de repente.

3
Entenda por que é importante medir a pressão arterial ortostática. A hipotensão ortostática (quando a pressão arterial da pessoa fica baixa logo após ela se levantar) é muito comum, principalmente entre idosos. Causa sintomas como atordoamento e tontura e pode fazer com que o paciente desmaie ao se erguer devido ao baixo fluxo sanguíneo. Esteja ciente dessa condição para poder corrigi-la ou aprender a viver com ela.
  • Eis algumas causas comuns de hipotensão ortostática em idosos: uso de medicamentos, desidratação, consumo insuficiente de sal (embora exagerar nesse consumo possa aumentar a pressão) ou a simples demora na normalização da pressão arterial quando se fica de pé — o que, de certa forma, tem a ver com o processo natural de envelhecimento.
  • Embora a hipotensão ortostática seja rara em pessoas jovens, ainda pode ocorrer como consequência de outras doenças ou devido à desidratação extrema ou à perda de altas quantidades de sangue em situações de trauma.
Fonte: http://pt.wikihow.com/Medir-a-Press%C3%A3o-Arterial-Ortost%C3%A1tica


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sexta-feira, 1 de abril de 2011

HIPERTENSÃO



VEJA O VÍDEO NO FINAL DA PUBLICAÇÃO

A hipertensão arterial (HTA), hipertensão arterial sistêmica (HAS) conhecida popularmente como pressão alta é uma das doenças com maior prevalência no mundo moderno e é caracterizada pelo aumento da pressão arterial, aferida com esfigmomanômetro (aparelho de pressão) ou tensiômetro, tendo como causas a hereditariedade, a obesidade, o sedentarismo, oalcoolismo, o estresse, o fumo e outras causas. Ela ocorre a ativação excessiva de uma proteina chamada de RAC1.Pessoas negras possuem mais risco de serem hipertensas. A sua incidência aumenta com a idade, mas também pode ocorrer na juventude.
Existe um problema para diferenciar a pressão alta da pressão considerável normal. Ocorre variabilidade entre a pressão diastólica e a pressão sistólica e é difícil determinar o que seria considerado normal e anormal neste caso. Alguns estudos farmacológicos antigos criaram um mito de que a pressão diastólica elevada seria mais comprometedora da saúde que a sistólica. Na realidade, um aumento nas duas é fator de risco.
Considera-se hipertenso o indivíduo que mantém uma pressão arterial acima de 140 por 90 mmHg ou 14x9, durante seguidos exames, de acordo com o protocolo médico. Ou seja, uma única medida de pressão não é suficiente para determinar a patologia. A situação 14x9 inspira cuidados e atenção médica pelo risco cardiovascular.
Pressões arteriais elevadas provocam alterações nos vasos sanguíneos e na musculatura do coração. Pode ocorrer hipertrofia do ventrículo esquerdo, acidente vascular cerebral (AVC), infarto do miocárdio, morte súbitainsuficiências renal e cardíacas, etc.
O tratamento pode ser medicamentoso e/ou associado com um estilo de vida mais saudável. De forma estratégica, pacientes com índices na faixa 85-94 mmHg (pressão diastólica) inicialmente não recebem tratamento farmacológico.



A Pressão alta transformou-se numa epidemia no mundo moderno. Estudos mostram que cerca de 50% dos adultos acima de 50 anos são hipertensos no mundo e, infelizmente, esse número não pára de crescer. A prevalência estimada de hipertensão no Brasil atualmente é de 35% da população acima de 40 anos. Isso representa em números absolutos um total de 17 milhões de portadores da doença, segundo estimativa de 2004 do Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE). 
Lembrando: Pressão alta, ou hipertensão arterial, é aquela de 140/90 mmHg ou superior.





  • O termo prevalência indica o número de doentes em um determinado momento. A prevalência da hipertensão arterial no Brasil foi levantada por amostras em algumas cidades. Estes estudos mostraram uma variação de 22,3% a 43,9% de indivíduos hipertensos conforme a cidade considerada. Pode estimar assim que entre uma a duas pessoas a cada cinco são hipertensas. Em 2004, 35% da população brasileira acima de 40 anos estava hipertensa. Acredita-se que 20% da população mundial apresente o problema.
  • A proporção de óbitos por doença cardiovascular no Brasil em 2007, segundo dados do DATASUS, foi de 29,4%. Dentro deste grupo, a distribuição por doença foi como abaixo:
Óbitos por Doenças Cardiovasculares (29,4% do total)Percentual
Acidente vascular cerebral31,4%
Doença isquêmica do coração30,0%
Hipertensão arterial12,8%
Outras25,1%



Pessoas com pressão arterial elevada estão mais propensas a apresentar comprometimentos vasculares, tanto cerebrais, quanto cardíacos, porque na hipertensão ocorre o estreitamento dos vasos. Por causa dessa vasoconstrição, o coração precisa fazer mais força para bombear o sangue, fica hipertrofiado e a circulação sangüínea é comprometida. Vasos mais estreitos também são responsáveis por menor fluxo de sangue no cérebro. Os efeitos da pressão alta nos tecidos podem ser devastadores. Além de acelerar a arteriosclerose, ela é a principal causa de derrames cerebrais, doença nos rins, insuficiência cardíaca e enfarte agudo de miocárdio.


A hipertensão é um mal silencioso. Também chamada de "assassina silenciosa" porque geralmente não tem sintomas numa primeira fase. Porém, à medida que os anos vão passando, eles podem começam a aparecer. Os mais comuns são: dor de cabeça, falta de ar, enjôos, visão turva que pode estar acompanhada de zumbidos, debilidade, sangramento pelo nariz, palpitações e até desmaios. Algumas pessoas podem não descobrir que têm pressão alta até que apresentem problemas no coração, cérebro ou rins. A ausência de sintomas retarda o diagnóstico que, muitas vezes, é feito quando as complicações já estão instaladas. A única maneira de saber se a pessoa apresenta o problema é medir sua pressão com certa regularidade. Nem os jovens estão livres dessa doença.
Se não descoberta e tratada a tempo, ela ainda pode causar:

Aumento do coração, o qual pode ocasionar mau funcionamento; 

•Aneurismas nos vasos sangüíneos, mais comumente na aorta e artérias no cérebro, pernas e intestinos;

•Estreitamento dos vasos sangüíneos nos rins, o que pode causar a falha destes;

•"Endurecimento" precoce de artérias pelo corpo, especialmente aquelas no coração, cérebro, rins e pernas. Isso pode causar ataque cardíaco, infarto, falha nos rins ou amputação de parte da perna;

•Sangramento ou ruptura de vasos sangüíneos nos olhos, o que causa alterações na visão e pode resultar em cegueira. 
O sangue é levado do coração para todas as partes do corpo em vasos sanguíneos chamados artérias. Pressão arterial é a força do sangue contra as paredes das artérias. Cada vez que o coração bate, ele bombeia (empurra) sangue pelas artérias e este exerce uma pressão sobre as suas paredes. Assim a pressão sangüínea sistólica representa a pressão máxima de pico quando o seu coração está plenamente contraído durante a batida. E a pressão sangüínea diastólica representa a pressão quando o seu coração está em descanso entre as batidas.


Pressão arterial é sempre dada por esses dois números, as pressões sistólica e diastólica. Ambas são importantes. Geralmente elas são escritas uma acima ou antes da outra, como 120/80 mmHg. O primeiro número (o maior) é a pressão sistólica (contração) e o último (o menor) a diastólica (relaxamento). 

A pressão arterial muda durante o dia. Ela é menor quando você dorme e aumenta quando acorda. A pressão também se eleva quando você está ativo fisicamente ou nervoso. Ainda, na maioria das suas horas caminhando, sua pressão arterial permanece bem parecida com a de quando está sentado ou parado em pé. Esse nível deve ser menor que 120/80. Quando o nível da pressão fica alto, 140/90 ou mais, você tem hipertensão. Com a pressão alta, o coração trabalha mais forte, suas artérias são "surradas" e as chances de infarto, ataque cardíaco ou problema nos rins são maiores.

Uma pressão arterial de até 120/80 é considerada normal. Em geral, quando mais baixo melhor. Porém, pressão arterial muito baixa pode algumas vezes causar inquietações e deve ser checada por um médico. Se os valores forem demasiados baixos, isto é, se a pressão sistólica for inferior a 100 mm/Hg e/ou a diastólica inferior a 60 mm/Hg, deverá também fazer uma visita ao médico cardiologista. 



Os médicos classificam a pressão arterial abaixo de 140/90 e acima de 120/80, como "pré-hipertensão". Caso sua pressão esteja na faixa da "pré-hipertensão", então é maior a probabilidade de no futuro ter pressão alta, a menos que tome providências para preveni-la.


Pressão alta é aquela de 140/90 mmHg ou superior. Ambos os números são importantes. Se um ou ambos os números são consistentemente altos, então você tem pressão alta. Importante: Se você está sendo tratado para hipertensão e apresenta hoje medidas repetidas de pressão na faixa normal, ainda assim você tem pressão alta!


É importante ressaltar aqui que a hipertensão é uma desordem séria e embora possam ter boas sugestões a seguir para normalizá-la, é importante que você faça um acompanhamento com o seu médico. Em muitos casos, somente o uso de medicamentos irá normalizar a pressão. 


A melhor forma de prevenir a doença é mediante um controle periódico (verificar a pressão), exames médicos, não abusar das comidas com sal, atividades físicas regulares e evitar o fumo e o café, que aumentam a pressão arterial. Em resumo, tentar modificar o estilo de vida. 

A hipertensão arterial pode ou não surgir em qualquer indivíduo, em qualquer época de sua vida, mas algumas situações aumentam o risco. Dentro dos grupos de pessoas que apresentam estas situações, um maior número de indivíduos será hipertenso. Como nem todos terão hipertensão, mas o risco é maior, estas situações são chamadas de fatores de risco para hipertensão. São fatores de risco conhecidos para hipertensão:
  • Idade: Aumenta o risco com o aumento da idade.

  • Sexo: Até os cinquenta anos, mais homens que mulheres desenvolvem hipertensão. Após os cinquenta anos, mais mulheres que homens desenvolvem a doença.


  • Nível socioeconômico: Classes de menor nível sócio-econômico têm maior chance de desenvolver hipertensão.

  • Consumo de sal: Quanto maior o consumo de sal (sódio), maior o risco da doença.

  • Consumo de álcool: O consumo elevado está associado a aumento de risco. O consumo moderado e leve tem efeito controverso, não homogêneo para todas as pessoas.

  • Obesidade: A presença de obesidade aumenta o risco de hipertensão.




Já os tratamentos são destinados a manter a pressão arterial dentro dos limites normais, que por um lado incluem as formas acima descritas de prevenção, e por outro, através de medicamentos que, por diferentes ações, mantêm a pressão dentro dos limites normais. Os fármacos mais receitados são os diuréticos, os betabloqueadores e os vasodilatadores.
Algumas Recomendações:

Reduzir sal: Antigamente a sociedade consumia uma quantidade muito menor de sal na dieta e a incidência de hipertensão era muito menor. Estudos já provaram a relação direta do alto consumo de sal (cloreto de sódio) com a hipertensão. Reduzir a presença de sal na dieta reduz a pressão sanguínea na maioria das pessoas. Quanto maior a restrição de sal, maior é o efeito de diminuição na pressão do sangue.

Emagrecer: A maioria das pessoas com pressão alta estão acima do peso. A perda de peso baixa a pressão sanguínea de forma significativa nas pessoas que estão acima do peso e com hipertensão. Diminuir apenas alguns quilos já pode representar uma significativa redução da pressão sanguínea. A perda de peso parece ter um efeito ainda mais poderoso do que a restrição de sal na dieta quando o assunto é baixar a pressão sanguínea de hipertensos.

Parar de fumar: Fumar faz especialmente mal para as pessoas que tem hipertensão. A combinação de hipertensão com o fumo aumenta muito o risco de doenças cardíacas e morte. Todas as pessoas com pressão alta devem para urgentemente com o cigarro.

Exercitar-se: Estudos mostram que exercícios físicos orientados e periódicos, podem reduzir de forma muito significativa a pressão sanguínea. Um estudo de 12 semanas analisando, por exemplo, o Tai Chi Chinês (um tipo de exercício) concluiu que ele é tão eficiente quanto exercícios aeróbicos (os mais recomendados) para baixar a pressão sanguínea. Exercícios de resistência progressiva (com pesos, por exemplo, na musculação) com intensidade moderada também ajudam a reduzir a pressão. Ao mesmo tempo, a pressão sanguínea durante exercícios com pesos elevados, aumenta significativamente. Por essa razão, pessoas com a pressão alta, em especial os que têm doenças do coração, parece ser prudente tomar cuidado ao fazer exercícios com pesos muito intensos. Recomendo evitar!!
Reduzir açúcar: Estudos recentes também demonstraram que o açúcar aumenta a pressão sanguínea tanto em animais quanto em humanos. Embora o mecanismo de ação ainda não esteja completamente esclarecido, alguns médicos recomendam que pessoas com pressão alta diminuam o consumo de açúcares em suas dietas. 

Moderar o consumo de álcool: O consumo de mais de 3 (três) doses de bebidas alcoólicas por dia mostrou aumentar a pressão sanguínea. E apesar de muita especulação, ainda não está comprovado se uma ou duas doses por dia tem um efeito negativo sobre ela. Existe sim muita controvérsia!!

Aumentar o consumo de potássio: Você pode aumentar o consumo de potássio comendo de 8 a 10 porções de frutas e vegetais por dia. A alta ingestão de potássio está relacionada a redução da pressão sanguínea de pessoas com hipertensão. A recomendação de ingestão de potássio é de 4,7 gramas por dia. No entanto, essa quantidade pode ser muito grande para pessoas que tem problemas renais ou severa insuficiência cardíaca, fique atento!!
Alimentos e Nutrientes que podem Auxiliar:
Alho: Alguns estudos indicam que o alho possui um efeito benéfico para redução da hipertensão arterial. Experimentos onde o alho foi administrado diariamente por pelo menos quatro semanas, normalmente utilizando 600–900 mg de extrato de alho, ele mostrou efeitos positivos na redução da pressão. 
Fibras: Vários estudos duplo-cego demonstraram que adicionar 6 a 7 gramas de fibras por dia na dieta (por exemplo Aveia) por vários meses levou a uma diminuição da pressão sanguínea, e a razão para isso não ficou evidente. No entanto outros estudos realizados não chegaram a essa mesma conclusão.
Omega-3: EPA (Ácido Eicosapentaenóico) e DHA (Ácido Docosahexaenóico), ou seja, os ácidos graxos de omega-3, encontrados principalmente nos óleos de peixe de clima frio, demonstraram reduzir a pressão sanguínea na analise de pelo menos 31 experimentos. Os efeitos variaram dependendo da quantidade de omega-3 usado. Os melhores resultados ocorreram a medida que se testava a utilização de maiores quantidades (foram feitos testes de até 15 gramas por dia). 
Magnésio: Alguns estudos mostram que suplementos de magnésio — geralmente 350–500 mg por dia — baixam a pressão sanguínea. O magnésio parece ser especialmente eficaz para pessoas que estão tomando diuréticos que esgotam potássio. 
Cálcio: Outros estudos indicam que a suplementação com cálcio — geralmente entre 800 e 1500 mg por dia — tende a baixar a pressão do sangue. Uma analise de 42 experimentos mostrou uma redução média estatisticamente significativa. A redução na prática foi de 1,4 na pressão sistólica e 0,8 na pressão diastólica. No entanto, pesquisadores acreditam que os resultados poderiam ter sido ainda melhores se os estudos tivessem considerado apenas as pessoas com pressão alta que tomaram cálcio. Isso porque a suplementação com cálcio parece não produzir quase nenhum efeito nas pessoas hipertensas que já estão com a pressão normal. Os efeitos positivos evidenciados nesses estudos foram obtidos tanto com aumento de cálcio pela dieta quando com suplementos. 
Vitamina C: Analisados 5 (cinco) estudos duplo-cego, onde a suplementação com vitamina C reduz a pressão sanguínea. No entanto, esta redução foi estatisticamente significativa em apenas três dos cinco estudos. Alguns médicos recomendam que pessoas com pressão alta suplementem com 1000 mg de vitamina C por dia. 


Classificação das Sociedade Brasileira de Cardiologia, Sociedade Brasileira de Hipertensão e Sociedade Brasileira de Nefrologia. 

CategoriaPA diastólica (mmHg)PA sistólica (mmHg)
Pressão ótima< 80<120
Pressão normal< 85<130
Pressão limítrofe85-89130-139
Hipertensão estágio 190-99140-159
Hipertensão estágio 2100-109160-179
Hipertensão estágio 3≥110≥180
Hipertensão sistólica isolada< 90≥140



Importante: Lembre-se, somente o seu médico poderá lhe orientar adequadamente!!!