MISSÃO:

Profissional especializado em Atividade Física, Saúde e Qualidade de Vida. Sérgio Nunes e sua empresa QualiFis, pretendem desenvolver junto aos seus alunos e clientes a ideia da verdadeira Saúde, que obviamente não é apenas a ausência de doença, mas também o Encantamento com a Vida, dotando-os de um entendimento adequado de se Priorizar, de compreender que vale a pena Investir no seu Potencial de Ser, através do investimento na melhoria da Qualidade de Vida, aprimorando a saúde e usando como meio, a Atividade Física, em suas mais diferentes possibilidades.

“As informações, dicas e sugestões contidas nesse blog têm caráter meramente informativo, e não substituem o aconselhamento individual e o acompanhamento de médicos, nutricionistas, psicólogos e profissionais de educação física.”

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sexta-feira, 4 de abril de 2014

A EFICIÊNCIA DA DIETA PALEOLÍTICA



Por: 
Melissa Manzoni 

https://www.facebook.com/melissa.manzoni.3?fref=ts




Você já ouviu falar na dieta paleolítica? Essa dieta se aproxima de nossos ancestrais que comiam carnes, peixes, frutos do mar, vegetais, frutas e oleaginosas cruas de forma balanceada. Esses alimentos devem de preferência ser frescos, orgânicos e com o mínimo de alimentos transgênicos, processados e industrializados que é o que se resume nossa dieta de hoje, repleta de alimentos refinados, gorduras trans e açúcar, que está na raiz de várias doenças degenerativas, como: obesidade, câncer, diabetes, doenças cardíacas, mal de Parkinson, Alzheimer, depressão e até mesmo a infertilidade.

Essa dieta é a que mais se aproxima com a nossa genética. Tem tudo o que a natureza traz na sua forma mais íntegra e completa. Contém alto teor de gorduras saudáveis, alto teor de proteínas de qualidade, e os carboidratos vem das raízes e frutas.


Esse tipo de dieta é muito usada com atletas e praticantes de atividades físicas intervaladas de alta resistência, por esse ser o estilo de exercício que o homem paleolítico praticava. Atletas de alto rendimento que seguem a dieta tendem a perder peso em excesso. Mas vale lembrar que deve ser adaptada ao gasto energético de forma individual.


Para seguir uma dieta paleolítica:


1) Frutas e verduras:


Frutas e vegetais são ricos em fibras, vitaminas e minerais antioxidantes e fitonutrientes. A ingesta adequada de nutrientes promove uma prevenção de doenças degenerativas, incluindo câncer, diabetes e declínio neurológico.



2) Proteínas magras:


A ingesta adequada de proteínas de boa qualidade garante músculos fortes, e uma função imunológica ideal. Além disso promove maior saciedade auxiliando no controle do peso.



3) Gorduras saudáveis:


Pesquisas mostram que as gorduras monoinsaturadas compunham aproximadamente a metade da gordura total da dieta dos caçadores-coletores. Além das carnes, o homem paleolítico utilizava as nozes como uma fonte facilmente acessível de alimento de alta densidade calórica e nutritivo. Estudos epidemiológicos mostram que o consumo de 5 ou mais porções de nozes por semana está associado com a redução de 50% do risco de infarto do miocárdio comparado com o risco de pessoas que raramente ou nunca comem nozes. Além das nozes, azeite de oliva, abacate, sementes, omega 3 e carnes magras.

Nossos antepassados paleolíticos bebiam quase exclusivamente água. Esta prática é benéfica para a saúde em geral. A ingestão de 5 ou mais copos de água por dia está associada com um risco mais baixo de doença arterial coronariana. O consumo de açúcares era muito baixo, sendo que o mel contribuía com 2-3% da ingestão energética, em comparação às taxas atuais de contribuição de açúcares refinados, que chegam a ser superiores a 18%.


A agricultura alterou visivelmente a forma da nutrição humana. No decurso de poucos milênios, a proporção de carne diminuiu drasticamente, enquanto que os alimentos vegetais e os cereais como o trigo e o arroz passaram a constituir mais de 90% da alimentação. Este fato elevou o nível dos carboidratos complexos. A carne teve, também, várias transformações, pois a carne de gado é mais gorda e tem uma distribuição diferente das gorduras em relação à carne de animais silvestres. Os produtos lácteos passaram a ser consumidos, aumentando ainda mais a contribuição de gorduras saturadas. O sal apareceu na conservação dos alimentos, e o seu uso passou também a ser ditado pela progressiva sofisticação do paladar.


Estas modificações nutricionais, em conjunto com o sedentarismo e o consumo de álcool, deram origem à obesidade com todas as suas consequências metabólicas e patológicas bem conhecidas: o diabetes melito, as dislipidemias e a arteriosclerose.

Um estudo foi feito, comparando a dieta mediterrânea, que sempre foi colocada como uma das melhores escolhas de um padrão alimentar saudável, com a dieta paleolítica, em indivíduos diabéticos ou intolerantes à glicose com doença isquêmica do coração. Após 12 semanas o grupo que recebeu a dieta do paleolítico (carne magra, peixes, frutas, hortaliças folhosos e crucíferas, raízes e tubérculos (incluindo quantidades restritas de batata), ovos e nozes, teve um aumento maior da tolerância à glicose do que o grupo que recebeu a dieta mediterrânea (cereais integrais, produtos lácteos pobres em gordura, batatas, leguminosas, hortaliças, frutas, peixes, óleos refinados ricos em ácidos graxos monoinsaturados e no ácido alfa-linolênico). Esses resultados sugerem, que, as dietas saudáveis baseadas em cereais integrais e nos produtos lácteos pobres em gordura poderiam ser uma boa escolha na prevenção e/ou tratamento do diabetes tipo 2.


Mudanças na saúde:


Essa dieta merece um destaque por seus fatores protetores: a composição de gordura, a baixa carga glicêmica dos componentes da dieta, o equilíbrio do sódio e potássio, o alto conteúdo de fibras, a presença equilibrada da maioria dos micronutrientes. Isto tudo ajustado à atividade física mais vigorosa pode promover hoje um maior equilíbrio a saúde.



Quais mudanças adotar?



- Comer alimentos integrais, naturais e frescos; evitar alimentos processados e de índice glicêmico alto;


- Consumir frutas, hortaliças, nozes, sementes em abundância. Reduzindo a ingestão de grãos refinados e de açúcares. Alimentos que contenham um alto valor nutritivo e carga glicêmica baixa, como: cerejas, ameixas, cítricos, maçãs, melão, espinafre, tomates, brócolis, couve-flor, e abacates;


- Aumentar o consumo dos ácidos graxos ômega-3 através do consumo de peixe, óleo de peixe e das fontes vegetais como: semente de linhaça dourada ou chia;


- Evitar gorduras trans e limitar a ingestão de gorduras saturadas. Elimine alimentos fritos, margarinas, produtos de padaria e os alimentos industrializados. Substituir gordura saturada por monoinsaturada e polinsaturada. Incorporar óleo de oliva e/ou óleo de canola na dieta;





- Aumentar o consumo de proteína magra, como a de aves domésticas sem pele, de peixes e de carnes de caça, além de cortes magros da carne vermelha. As carnes de caça não são especificadas pelos autores, mas sabe-se que atualmente existem vários tipos disponíveis comercialmente, como por exemplo: codorna, perdiz, javali, avestruz.


- Evite leite e derivados ricos em gordura, carnes embutidas, defumadas e curadas;


- Beba bastante água ao longo do dia;


- Faça exercício físico regularmente.



CONCLUSÃO: A dieta de nossos antepassados, que melhor se ajusta ao nosso acervo genético, deveria ser um padrão de referência da dieta humana atual para defender-nos cada vez mais das enfermidades universais desenvolvidas pela civilização atual.
 


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sábado, 2 de junho de 2012

DIETA ANCESTRAL OU ORIGINAL


Observação (minha): Os Vegetarianos, os mais radicais, não gostarão desta matéria... contudo, vamos aos Fatos! 
O PARADOXO DA DIETA DE NOSSOS ANCESTRAIS: RICA EM CARNE E SAUDÁVEL!


Muita carne, gordura boa e pouco carboidrato = Menor risco de doenças cardiovasculares

Diversos estudos demonstraram que as sociedades primitivas, cuja alimentação era obtida da caça e da coleta de frutos, estavam livres de doenças comumente observadas em sociedades modernas, como por exemplo a aterosclerose. Estes dados evidenciam a importância de entendermos como os caçadores/coletores (C/C) se alimentavam, afim de descobrirmos quais características de nossa dieta atual podem estar associadas ao padrão de doenças observado na sociedade ocidental.



 
Fonte da imagem: Google - Adaptada por biologiadasaúde
Estudos iniciais nesta área, baseados em dados etnográficos limitados, inferiram que os vegetais proveriam a maior parte das calorias na dieta das sociedades C/C.

Contudo, estudos recentes e mais amplos (229 sociedades de C/C) demonstram que os alimentos de origem animal na realidade representavam aproximadamente 65% do consumo energético destes indivíduos, enquanto os alimentos vegetais comporiam os 35% restantes. Outros estudos que analisaram tecidos de hominídeos paleolíticos (colágeno), redução no tamanho do estômago, atividade de certas enzimas e dados sobre procura de alimento (forrageamento ótimo) apontam para uma longa história de alimentação baseada em carne em nossa espécie.
Devido ao fato de que o aumento no consumo de carne costuma ser associado com aumento de risco de doença cardiovascular na sociedade ocidental, parece paradoxal o fato de que as sociedades C/C eram relativamente livres de sinais e sintomas de doenças cardiovasculares. Em adição, a carne contribui com o maior percentual de gordura (27%) entre todos os grupos alimentares, e ainda com o maior percentual de gordura saturada (28%). Deste modo, uma dieta rica em carne, independentemente de sua quantidade e tipo de gordura, é normalmente considerada “não saudável”.
 
Fonte da imagem: Clique aqui 
Dietas no período pré-agricultura -
As primeiras teorias a respeito da dieta dos hominídeos paleolíticos considerava estes indivíduos primariamente carnívoros, por serem caçadores natos. Contudo, entre as décadas de 60 e 70 esta imagem do “Homem Caçador” foi contestada. Neste período, pesquisas com sociedades de C/C contemporâneas apresentaram certas evidências de que sua alimentação seria primariamente baseada em vegetais oriundos da coleta.
Entre as sociedades C/C contemporâneas, os !Kung africanos receberam significativa atenção. Os pesquisadores mostraram que nesta população os alimentos vegetais compreendiam 67% da alimentação diária, e o alimento animal os 33% restantes. Em outro estudo, uma compilação de dados de 58 sociedades C/C (dados obtidos do Atlas Etnográfico ) indicou que a média e a moda obtidos para o consumo de alimentos originários da caça estava em torno de 35%. Este dado foi similar para sociedades C/C de todas as latitudes.
Estas informações foram erroneamente interpretadas durante os anos subsequentes, entendidas equivocadamente como uma demonstração de que os alimentos vegetais representavam a principal fonte de energia nestas populações. Mas esta análise estava comprometida, uma vez que os dados sobre alimentação com carne não haviam levado em consideração o consumo de peixes pescados, mas apenas de animais terrestres caçados, e também não verificaram a contribuição de cada grupo alimentar em termos de calorias fornecidas ao total da dieta.
 
Povo !Kung: Fonte da imagem AQUI.  Mais informações sobre o povo !kung AQUI

Os dados atuais confirmam que a maioria das sociedades C/C no mundo obtinha mais de 50% do total calórico de peixes e de animais caçados. Em análises amplas, com 229 sociedades C/C, a média do consumo animal é de 66-75%, e de vegetais é de 26-35%. Quando as populações C/C que vivem nas regiões polares, e portanto tem acesso limitado aos alimentos vegetais, são excluídas da análise, a contribuição das carnes fica em 59%, e dos vegetais em 41%.

Além disto, análises do esqueleto de Neandertais e de humanos do período paleolítico também suportam a hipótese de que o predomínio de carne na dieta humana não é um fenômeno limitado às sociedades C/C contemporâneas, mas antes tem uma longa história na linhagem humana.
É interessante notar que os hominídeos, assim como os felinos, apresentam ao longo do tempo uma redução no tamanho do estômago, paralelamente a um aumento no tamanho do cérebro e na atividade de determinadas enzimas, conforme estes incluem alimentos de maior densidade energética em sua dieta.
Adicionalmente a similaridade destes caracteres evolutivos, o padrão de procura por alimentos (forrageamento) dos humanos em sociedades C/C é também similar àquele observado para outros grupos animais. Este processo apresenta uma organização natural que potencializa a relação entre captura de energia e gasto energético da caça, pesca ou coleta. Na tebela abaixo é possível observar a taxa de energia ganha para diferentes alimentos comuns na dieta de C/C
 
                     Fonte da tabela: CORDAIN,. 2002 (Referência ao final do testo)

Fica claro que o alimento de origem animal fornece as maiores taxas de ganho energético. E os animais de grande porte são energeticamente mais vantajosos que os de pequeno. Isto porque, apesar de um veado (aproximadamente 44 kg) fornecer a mesma eficiência energética que 1600 camundongos (aproximadamente 28g cada), o gasto energético para a captura de um único veado é bem inferior àquele necessário para a captura de 1600 camundongos. Deste modo a captura de animais de grande porte melhora a relação Captura de energia/ Gasto energético para a captura.
O maior conteúdo de gordura dos animais de grande porte é outro aspecto importante. Caso estes humanos estivessem limitados a uma dieta majoritariamente constituída de animais com pouca massa de gordura, a quantidade de proteína necessária para cobrir as necessidades energéticas seria demasiadamente excessiva. Isto acarretaria distúrbios no metabolismo hepático e renal.

A dieta dos caçadores coletores e a doença cardiovascular -
O consumo total de gordura das sociedades C/C (33 a 43% do consumo calórico) excedia os valores atualmente recomendado para a saúde (≤30%).
Contudo, hoje existem evidências suficientes para afirmarmos que o conteúdo total de gordura da dieta é menos importante para as alterações dos lipídeos do sangue (LDL, VLDL, HDL), e para o risco de doença cardiovascular, que as variações nas quantidades de diferentes ácidos graxos (os componentes básicos da gordura). Por exemplo, a relação entre ácidos graxos poliinsaturados ômega 3/ômega 6, ou entre o conteúdo de ácidos graxos monoinsaturados e o conteúdo total de gordura, bem como a presença de ácidos graxos saturados ou ácidos graxos trans, são importantes análises para avaliar os efeitos da gordura da dieta sobre a saúde.
 
                                                        Fonte da imagem: Clique aqui 
Os C/C apresentam ainda um consumo de proteínas significativamente acima das médias das sociedades ocidentais (19-35% x 15%). Apesar de o consumo exacerbado de proteínas ser fator associado ao desenvolvimento de hipercalciúria e elevação da velocidade de progressão de disfunção renal, existem evidências importantes de que dietas com maior teor protéico podem melhorar o perfil de lipídeos do sangue e, consequentemente, reduzir o risco de doença cardiovascular.
Adicionalmente, os humanos do período pré agricultura apresentavam maior densidade óssea e maior resistência a fraturas nos ossos quando comparados aos humanos modernos. Estes dados indicam que o efeito de desmineralização óssea atribuído a dietas com alto teor de proteínas não se manifesta nestes indivíduos. É possível que estas características ósseas sejam associadas a maiores níveis de atividade física, o que aumenta a sobrecarga óssea. Outro mecanismo potencial seria a elevada ingestão de frutas e vegetais, os quais teriam efeito de tamponamento da acidez causada pelas proteínas da dieta. De fato, diversos trabalhos demonstram que a ingestão de um agente alcalinizante previne a calciúria que comumente acompanha dietas hiperprotéicas.
 
Por outro lado os carboidratos representavam algo em torno de 22 a 40% das calorias na dieta dos C/C, valores consideravelmente inferiores àqueles observados nas sociedades ocidentais (49%), e também àqueles recomendados por órgãos governamentais e de pesquisa (55-60%). Os carboidratos da dieta apresentam um importante papel nos distúrbios do perfil lipídico, com notável importância para os chamados carboidratos simples. De fato, os C/C não apenas ingeriam menor quantidade de carboidratos, como ingeriam tipos bem diferentes daqueles típicos de nossa sociedade. Os carboidratos na sociedade ocidental são caracterizados por elevados índices glicêmicos, enquanto aqueles consumidos pelos C/C apresentariam elevado teor de fibras, sendo lentamente digeridos, e afetando de maneira mais equilibrada a resposta glicêmica e insulinêmica.
Adicionalmente, é provável que a dieta das sociedades de C/C fornecesse significativas quantidades de antioxidantes e outros compostos benéficos. Os C/C raramente (se é que o faziam) acrescentavam sal a seus alimentos, e o estudo de sociedades C/C contemporâneas também demonstrou maiores concentrações plasmáticas de folato e vitamina B12 . Estes fatores, associados aos maiores níveis de atividade física típicos destes indivíduos, fornecem significativa proteção contra o desenvolvimento de doenças cardiovasculares.
 
                           Comparação dos tipos de carboidratos da dieta paleolítica e da atual.
                                                              Fonte da imagem: Clique AQUI 
Em resumo - 
O consumo elevado de carne na dieta das sociedades de caçadores coletores não desencadeava distúrbios no perfil lipídico devido aos efeitos hipolipidêmicos associados ao maior conteúdo de proteínas (19-35%) e a ingestão relativamente baixa de carboidratos (22-40%). Apesar de a ingestão de gordura (28-58%) ser similar, ou até maior que àquela encontrada nas sociedades ocidentais, é provável que existam diferenças qualitativas importantes nos lipídeos ingeridos pelos C/C como, por exemplo, maior ingestão de ácidos graxos mono e poli-insaturados, e menor ingestão de saturados. Outras características da dieta, incluindo ingestão elevada de antioxidantes, fibras, vitaminas e baixa ingestão de sal contribuíram de maneira sinérgica a outros fatores ambientais como exercício, menos estresse e ausência de tabagismo.

Não se esqueça, tenha uma alimentação saudável e pratique atividade física.
 
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Referências:
L Cordain, SB Eaton, J Brand Miller, N Mann, K Hill. The paradoxical nature of hunter-gatherer diets: meat-based, yet non-atherogenic. European Journal of Clinical Nutrition (2002) 56, Suppl 1, S42–S52.
SB Eaton, SB Eaton, MJ Konner. Paleolithic nutrition revisited: A twelve-year retrospective on its nature and implications European Journal of Clinical Nutrition (1997) 51, 207-216
Nadiah Moussavi, Victor Gavino, Olivier Receveur. Could the Quality of Dietary Fat, and Not Just Its Quantity, Be Related to Risk of Obesity? Obesity (2008) 16, 7–15. 2007

segunda-feira, 30 de abril de 2012

CURTAS (4) - Por que algumas pessoas não conseguem emagrecer fazendo dietas


É impossível emagrecer comendo as mesmas coisas", afirma a endocrinologista e vice-presidente da Associação Brasileira paro o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (Abeso), Leila Maria Batista Araújo. Mas nem sempre esse é o caso. Algumas doenças podem, sim, afetar a capacidade de emagrecimento. 

O endocrinologista da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) João Cesar Castro Soares explica que a pessoa deve ficar atenta se costumava ter o peso estável e começou a engordar de uma hora para outra, de forma rápida e sem ter mudado a alimentação. Algumas doenças que podem estar ligadas a isso são hipotireoidismo, síndrome de cushing e síndrome de ovário policístico. 

Segundo a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, o hipotireoidismo é uma disfunção na tireoide (glândula que regula importantes órgãos do corpo) que ocorre mais em mulheres, principalmente naquelas acima dos 30 anos. Mas qualquer pessoa, independente de gênero ou idade, até mesmo recém-nascida, pode ter a doença. 

Alguns sintomas são depressão, desaceleração dos batimentos cardíacos, intestino preso, menstruação irregular, falhas de memória, cansaço excessivo, dores musculares, pele seca, queda de cabelo, ganho de peso e aumento do colesterol ruim (LDL). A síndrome de cushing acontece quando há um intenso e prolongado excesso de cortisona no organismo. "Tumores podem produzir esse excesso", acrescenta Soares. Entre os sinais da patologia estão aumento de peso, com gordura concentrada no rosto, tronco e pescoço, escurecimento da pele em dobras e cicatrizes, aparecimento de estrias roxas, fraqueza muscular, depressão, problemas de memória e hipertensão arterial. 

"Já a síndrome de ovário policístico é quando há produção excessiva de insulina", explica o endocrinologista da Unifesp. A mulher que apresenta ovários policísticos produz uma quantidade maior de hormônios masculinos, os andrógenos, fator que pode afetar a fertilidade feminina. 

Alguns indícios de que a mulher possa ter o problema são alterações menstruais (menstruação a cada dois ou três meses e, frequentemente, apenas dois ou três episódios por ano), aumento de pelos no rosto, nos seios e no abdômen, além de obesidade. 

A obesidade também pode estar ligada a fatores emocionais. Um estudo realizado por pesquisadores de diversas universidades holandesas concluiu que obesidade e depressão são doenças interligadas. A pesquisa, que analisou 15 trabalhos envolvendo 58.745 pessoas, mostrou que a obesidade aumenta o risco de depressão e, por outro lado, este pode ser o primeiro passo para o distúrbio. 

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

O QUE FAZ ENGORDAR?


 Você faz tudo direitinho - come menos, malha mais - e nem assim consegue derrotar a balança? É que a guerra contra os quilos a mais conta mesmo com inimigos ocultos, capazes de levar seu esforço por água abaixo. Conheça quem são eles e vire o jogo a seu favor

Claro que fechar a boca e fazer ginástica é uma fórmula certeira para manter a forma, mas nem sempre a dobradinha é suficiente para afinar a cintura. Antes de desistir da sua meta de diminuir o manequim, saiba que o caminho para emagrecer tem curvas que muita gente nem imagina e que esbarram em questões ligadas à sua saúde. Aqui, você vai descobrir quais são esses fatores e finalmente vencer sua batalha contra o peso. 


Além das calorias a mais, descubra por que os quilos extras não somem:


1. Células inflamadas:



Quem não vive sem pão francês, arroz, massa e açúcar, carne vermelha, queijos amarelos e pratos industrializados demora mais para chegar ao peso desejado, isso não é novidade. O problema é que, calorias à parte, esses alimentos são inflamatórios, como avisa a nutricionista Roseli Rossi, de São Paulo. "Incluí-los no cardápio de todo dia, mesmo em pequenas quantidades, significa nutrir os adipócitos, células que armazenam gordura", fala. Num mecanismo de autodefesa, eles acabam produzindo adipocinas, substâncias com alto poder inflamatório que tomam conta de boa parte das células do corpo e levam à formação da indesejada gordura branca, aquela que acumula na barriga, no culote e no bumbum. 

A saída: coma mais peixes de água fria, como salmão, atum, bacalhau e sardinha. Eles estão lotados de gorduras poli-insaturadas, como o ômega 3, inimigo número 1 de inflamações. Para reforçar esse exército anti-inflamatório, consuma também aveia, linhaça e chia (semente riquíssima em nutrientes), além de maçã e leguminosas (feijão, lentinha, grão-de-bico). Todos esses alimentos têm substâncias com ação antioxidante e, como são ricos em fibras, diminuem a velocidade de absorção do açúcar pelo sangue. Isso evita a produção excessiva de insulina, o acúmulo de gordura e a inflamação das células.

2. Emoções descontroladas: 

Todo mundo já passou por isto: na hora da tristeza, do stress, da dúvida ou da ansiedade, quando vem aquele nó na garganta, quase nada funciona melhor para aliviar a angústia do que comer. Estudos sugerem que nessas situações-limite, em que você está a um passo do descontrole, o organismo ativa um gene que provoca a larica pelas comidas engordativas. Nessas horas, você é capaz de fazer tudo por um docinho, algo gordo ou simplesmente devora tudo o que tiver pela frente. Isso acontece porque o açúcar e a gordura acionam o centro de recompensa do cérebro, que libera dopamina e manda o baixo-astral embora no ato. 

A saída: busque outras formas de atingir o centro de recompensa do cérebro, que responde pelo prazer e pelo bem-estar, e de aliviar a tensão. Malhar, meditar, se envolver em um hobby que a faça se sentir bem e até transar são maneiras de se fazer feliz sem descontar no peso.


3. Tireoide em pane:

Essa glândula, localizada no pescoço, produz dois hormônios (T3 e T4) que regulam o organismo - dos batimentos do coração ao trabalho do intestino, o raciocínio e a força muscular. Outra glândula, a hipófise, que fica na base do cérebro, secreta o TSH, que estimula a tireoide a fabricar T3 e T4. Quando ela produz esses hormônios em quantidade insuficiente, ocorre o hipotireoidismo, que deixa o corpo inteiro mais lento, inclusive o metabolismo - daí a dificuldade para emagrecer. "A doença também está relacionada à retenção de sal e água, que levam ao famoso inchaço", observa a endocrinologista Carolina Mantelli Borges, de São Paulo. "A mulher com hipotireoidismo ganha, em média, de 3 a 5 quilos em um ano." 

A saída: "Um exame de sangue comum pode medir os níveis de TSH no organismo. Se houver alteração, o médico indica fazer a reposição hormonal", explica a endocrinologista. De maneira geral, o controle do hipotireoidismo consiste em tomar diariamente um comprimido com hormônio tireoidiano sintético, com dosagem orientada pelo endocrinologista de acordo com os resultados do exame de sangue. "O inconveniente é que o tratamento, na maioria das vezes, precisa ser mantido por toda a vida para regular a tireoide e prevenir o retorno dos sintomas", fala Carolina.

4. Stress demais:

Quando a rotina de trabalho está alucinante, a relação não vai bem ou as contas não fecham no fim do mês - ou, pior, tudo isso junto -, é bem possível que quem acabe pagando o pato é o peso. Isso porque, nos momentos de alta tensão, o organismo é bombardeado por cortisol, adrenalina e noradrenalina, substâncias que levam ao acúmulo de gordura corporal. Para piorar, elas derrubam o ritmo do metabolismo, o que dificulta o gasto de energia. Fora que, no impulso de aplacar a tensão, é comum cair de boca nos doces e nas comidas engordativas. E, com o corpo trabalhando mais devagar, o resultado é conhecido: quilos extras na balança. 

A saída: em primeiro lugar, encontre a origem do seu stress - o trabalho, o relacionamento, a falta de grana? Então, analise formas de aliviá-lo, sabendo que provavelmente terá de fazer mudanças no seu estilo de vida. Se não está malhando, não sabe o que está perdendo: a atividade física é uma poderosa válvula de escape das tensões, pois estimula a liberação de substâncias que aumentam o bem-estar e melhoram o humor. Enquanto se exercita, a cabeça também fica mais relaxada, o que favorece a reflexão sobre as questões que geram preocupação. É experimentar para comprovar. 

5. Pílula errada: 

A reação ao anticoncepcional é bem individual - algumas mulheres têm queixas como ganho de peso, pele oleosa e alteração da libido depois que começam a tomar, mas outras não sentem mudança alguma. Os especialistas esclarecem que o principal vilão para quem reclama que engordou é o estrógeno, hormônio presente em alguns medicamentos. Ele pode levar à retenção de líquido (e não gordura) e dificultar a eliminação, o que provoca inchaço e reflete na balança. 

A saída: muitas vezes, é necessário experimentar pílulas de marcas e dosagens diferentes até encontrar uma que combine com você e não ofereça efeitos colaterais negativos. As mais modernas costumam ter menos impacto sobre o peso do que as antigas, pois trazem doses menores de estrógeno e, portanto, não causam tanta retenção hídrica. Converse com seu ginecologista para conhecer as melhores alternativas para você. 

6. Alergia a alimentos: 

Não estamos falando de comidas que desencadeiam, pouco depois de ingeridas, erupções na pele, coceira, cólicas... A alergia que faz engordar acontece mais tarde: com o tempo, você nota que o ponteiro da balança subiu sem motivo aparente. Isso acontece por causa da imunoglobulina G, o anticorpo que ativa as células de defesa nos processos alérgicos e provoca, como efeitos colaterais perversos, a retenção hídrica e o armazenamento de gordura. Além disso, ocorrem grandes flutuações na glicemia, a taxa de açúcar no sangue. Num piscar de olhos, ela vai de alta para baixa. "Essa é a hipoglicemia, uma manifestação de mau funcionamento do pâncreas, frequentemente causada por alergia alimentar", diz Tamara Mazaracki, nutróloga do Rio de Janeiro. O baixo nível de açúcar no sangue vem acompanhado de fraqueza, fome, aí você precisa comer de novo... 

A saída: "Ironicamente, os alimentos que temos vontade de comer, em geral, são também os que mais provocam alergia", alerta a nutróloga. Aqui os vilões são leite e laticínios, glúten (a proteína do trigo), soja e ovo, além dos corantes presentes nos alimentos industrializados. Se você se encaixa na descrição acima, procure um nutricionista para identificar o alimento que provoca a alergia. O suspeito deve sair do cardápio por 30 dias, tempo necessário para que seu organismo fique livre dos efeitos negativos dele. 

7. Sono ruim:

A qualidade do seu descanso está diretamente ligada à ação dos hormônios grelina (que diminui a sensação de fome) e leptina (que dá o sinal de que você está saciada) no organismo. Quando você dorme bem e o suficiente, ele produz mais leptina e menos grelina, o que mantém o apetite sob controle. Se você passa a noite em claro ou dorme mal, porém, a gangorra hormonal se inverte - sobe a grelina e desce a leptina. Resultado: ataques de gula durante a noite que fica acordada e no dia seguinte, o que inflaciona sua cota ideal de calorias. 

A saída: não se obrigue a dormir oito horas toda noite se você fica bem com menos, afinal, está mais do que provado que a necessidade de sono varia de uma pessoa para outra. O que importa é a qualidade do repouso, ou seja, dormir a noite inteira, acordar descasada e render no dia seguinte. Para isso, algumas atitudes ajudam: fazer atividade física, transformar o quarto em um lugar tranquilo e gostoso, evitar café e muito tempo no computador perto da hora de ir para a cama, por exemplo. 

8. Hormônios desregulados: 

Não se sabe com certeza se é a síndrome dos ovários policísticos que leva ao ganho de peso ou o sobrepeso que provoca a síndrome, mas é fato que engordar sem razão (e ter dificuldade para emagrecer) é um dos sintomas desse transtorno feminino. Para o ginecologista Domingos Mantelli Borges Filho, de São Paulo, a explicação é que a síndrome desregula os hormônios. "A mulher pode desenvolver resistência à insulina", explica. Isso significa que o pâncreas passa a produzi-la em maior quantidade para colocá-la dentro das células. E quanto mais insulina sobrar na corrente sanguínea, maior é a fome e o sacrifício para fechar a boca. "Para piorar, o aumento da insulina no sangue desequilibra dois hormônios da hipófise, o LH e o FSH, responsáveis pelo controle dos ovários, o que aumenta ainda mais o risco de ganhar peso", acrescenta Domingos. 

A saída: não existe cura para a síndrome, mas tratamento, sim, que geralmente é por meio de pílula anticoncepcional para corrigir o desequilíbrio hormonal. Desconfie do problema se, além de engordar sem motivo aparente, a pele ficar mais oleosa, a menstruação desregulada e você perceber o crescimento de pelos em lugares esquisitos (como rosto, barriga e seios). Então, procure o seu ginecologista, que vai confirmar o diagnóstico e apontar o tratamento adequado. 

9. Trabalhar à noite engorda: 

Saiba como alterações no seu ritmo biológico levam ao ganho de peso:

Ninguém está livre de ter que ficar até mais tarde no escritório ou levar trabalho para casa e terminar na madrugada de vez em quando, mas fazer disso um hábito é uma armadilha para quem quer manter o peso, como comprovou um estudo liderado pelo endocrinologista Bruno Geloneze, do Laboratório de Investigação em Metabolismo e Diabetes da Unicamp. Além de sofrer o stress associado ao excesso de tarefas (que aumenta a produção de cortisol e leva ao acúmulo de gordura, como já falamos), o organismo de quem sacrifica o sono e trabalha até altas horas perde a capacidade de reconhecer os sinais de fome e de saciedade e, com isso, o controle do que come nessas horas extras. "Observamos que, mesmo depois de uma refeição, a produção de grelina (que reduz a fome) não cai nem a de xenina (que promove a saciedade) aumenta em quem trabalha à noite", explica Bruno.

Sobre a Dieta:
Atento às orientações dos especialistas em nutrição, você já sabe o que fazer para manter um cardápio equilibrado: fica de olho no valor calórico dos alimentos, privilegia nutrientes importantes ao organismo e evita os doces e as tentações fritas. Mas, nem assim o ponteiro da balança desce. O mistério certamente vai ser desvendado quando você consertar alguns outros hábitos que influenciam no ganho de peso.
Vamos supor que, em um prato, temos a quantidade de energia fornecida pelos alimentos. No outro, a quantidade de energia gasta pelo corpo, completa. A partir daí, três situações são possíveis.
Em uma delas, os dois lados estão iguais, mantendo o equilíbrio do peso corporal. Quando o lado da energia consumida é maior, o aumento de peso acontece, pois o excesso é guardado em forma de gordura. O contrário acontece quando o lado da energia gasta é maior que o da consumida. É justamente este desbalanceamento que leva à eliminação dos quilos extras.
A conclusão é que a subida do ponteiro da balança realmente se dá por causa das calorias desnecessárias e não gastas. O engano está em achar que os culpados são somente os alimentos ricos nelas. Os nutrientes fornecedores de energia são quatro: carboidratos, proteínas, gorduras e álcool.
Sendo assim, não importa o tipo de alimento ou padrão alimentar seguido, mas sim, a quantidade deles. Se a ingestão de alimentos que oferecem bons nutrientes, como legumes, frutas, verduras e cereais integrais, for exagerada, o ganho de peso também vai ser notado.
Evidentemente que, priorizando os alimentos menos calóricos, é mais fácil economizar calorias. Ao comer um bolo recheado, você consome muito mais calorias do que comendo uma fruta. Por outro lado, se comer seis frutas pode chegar ao valor calórico do bolo.
Para emagrecer, é preciso dar preferência aos bons alimentos, mas, ao mesmo tempo, adequar a quantidade deles, garantindo que não haja excesso calórico.

Maus hábitos engordam -
Somadas às calorias abundantes, algumas atitudes na hora de sentar à mesa juntam pontos a favor do excesso de peso.
Confira a lista, entenda como os maus costumes influenciam no ponteiro da balança e certifique-se que tais hábitos não fazem parte da sua rotina alimentar.

1) Jejum prolongado:
 ao passar muitas horas sem ingerir nada, a fome se acumula e você fica mais vulnerável aos abusos. Para driblar o inconveniente e evitar que os quilos a mais se instalem, é aconselhado dividir o menu diário em cinco refeições. Entre elas, café-da-manhã, almoço, jantar e lanches intermediários.
2) Corte de refeições: o café-da-manhã costuma passar batido por muitas pessoas, apesar de se destacar como uma das principais refeições do dia. Os alimentos consumidos nas primeiras horas do dia quebram um longo período de jejum. Além disso, o café-da-manhã conta com a participação de alimentos fornecedores de nutrientes fundamentais para o bom funcionamento do organismo, como o leite e seus derivados, ricos em cálcio. (Monte um banquete de nutrientes no café-da-manhã).
3) Petiscar sem parar: o maior problema de não estipular horários para fazer as refeições principais e os lanches intermediários é que o descontrole pode te levar a beliscar o dia todo. O costume é atalho certo para o excesso de calorias, já que é fácil se perder na quantidade das porções ingeridas.
Não beber a quantidade ideal de água: além de hidratar o corpo, a ingestão regular faz com que a sensação de fome seja retardada. O consumo de, pelo menos, dois litros diários de água combinado com as fibras dos alimentos melhora a função intestinal , comenta a nutricionista sobre mais um beneficio da ingestão correta da bebida.
4) Trocar água por sucos: embora os sucos naturais sejam boas fontes de nutrientes, eles não podem substituir a água livremente. Os sucos são calóricos e a ingestão excessiva não é recomendada. Para se hidratar nos intervalos das refeições, prefira água natural ou chá com adoçante. Os sucos podem entrar em cena nas refeições principais, não ultrapassando a medida de um copo de 200 ml.


5) Comer rapidamente: deixe a correria de lado e reserve, pelo menos, 30 minutos para fazer suas refeições, em um ambiente calmo e agradável. Ao se alimentar em pouco tempo, você deixa a textura e o sabor dos alimentos passar despercebidos. Outra agravante é que o cérebro não tem tempo suficiente de captar a sinalização de saciedade. Resultado: provavelmente, você vai consumir mais do que precisa.



segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

COMA MENOS E MANTENHA O CÉREBRO SAUDÁVEL



 Um dos pilares para uma boa saúde cerebral é uma alimentação balanceada, rica em folhas verdes, castanhas, peixe e frutas, também conhecida como dieta mediterrânea. Além de fazer bem para a saúde de diversas formas, ela ajuda a proteger contra a doença de Alzheimer. Mas isso já não é novidade para muita gente...
A novidade é que uma pesquisa científica recente identificou uma molécula do nosso corpo que ajuda o cérebro a se manter jovem e que pode ser desencadeada simplesmente comendo menos. Esta molécula, chamada de CREB1, é ativada por uma dieta de baixa caloria e atua como um indutor de genes importantes para a longevidade e o bom funcionamento do cérebro.
Manter um hábito alimentar saudável não é fácil, porém já há evidências de que o exercício físico não só eleva o gasto calórico, mas também auxilia a pessoa a melhorar seus hábitos alimentares. O exercício físico, além de ajudar na regulação do apetite, também estimula os circuitos cerebrais responsáveis pelo auto-controle.
O estudo da literatura sobre as bases neurocognitivas dos hábitos alimentares e o impacto da atividade física no cérebro indica que esses assuntos estão interligados através das regiões do cérebro responsáveis pelas funções executivas, ou raciocínio lógico. O controle inibitório é uma das funções executivas do cérebro e trata-se basicamente da habilidade de suprimir respostas inadequadas ou não desejadas a um estímulo (o contrário de impulsividade), o que torna possível a modificação ou o controle de um hábito.
O exercício físico modifica o cérebro, fortalecendo os circuitos responsáveis pelas funções executivas o que, consequentemente, ajuda no controle da alimentação, auxiliando no processo de reeducação alimentar. A influência dos exercícios físicos sobre os processos cerebrais já está bastante divulgada, tanto que um corpo em forma é sinônimo de um cérebro em forma. Porém existem outras formas de se fortalecer esses circuitos cerebrais para se obter resultados semelhantes em relação aos hábitos alimentares, tais como a terapia cognitiva, técnicas de visualização e o treinamento cerebral.
A importância de se controlar a alimentação foi reforçada com esse estudo que liga a jovialidade do cérebro a uma dieta de restrição calórica, que significa ingerir apenas 70% das calorias que se normalmente consumiria, o que exige muito auto-controle. Evidências indicam que os que seguem essa dieta de baixa caloria não ficam obesos, não desenvolvem diabetes, são menos agressivos e demonstram um maior desempenho cognitivo, além de serem menos suscetíveis à doença de Alzheimer.