MISSÃO:

Profissional especializado em Atividade Física, Saúde e Qualidade de Vida. Sérgio Nunes e sua empresa QualiFis, pretendem desenvolver junto aos seus alunos e clientes a ideia da verdadeira Saúde, que obviamente não é apenas a ausência de doença, mas também o Encantamento com a Vida, dotando-os de um entendimento adequado de se Priorizar, de compreender que vale a pena Investir no seu Potencial de Ser, através do investimento na melhoria da Qualidade de Vida, aprimorando a saúde e usando como meio, a Atividade Física, em suas mais diferentes possibilidades.

“As informações, dicas e sugestões contidas nesse blog têm caráter meramente informativo, e não substituem o aconselhamento individual e o acompanhamento de médicos, nutricionistas, psicólogos e profissionais de educação física.”

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sábado, 5 de novembro de 2011

BREVE HISTÓRIA DO ATLETISMO NA ANTIGUIDADE

 O atletismo é um conjunto de esportes constituído por três modalidades: corrida, lançamentos e saltos. De modo geral, o atletismo é praticado em estádios, com exceção de algumas corridas de longa distância, praticadas em vias públicas ou no campo, como amaratona.
O romano Juvenal sintetizou na expressão “mens sana in corpore sano” a própria filosofia do esporte.
O Atletismo é a modalidade esportiva, com organização e regras (ainda que arcaicas) mais antiga da história. E apesar da primeira Olimpíada ter sido organizada pelos gregos no ano 776 a.C. O Atletismo vem de muito antes.
A história do atletismo pode ser dividida em três períodos: o primeiro, de suas origens, nas civilizações primitivas, à extinção dos antigos jogos olímpicos, pelo imperador romano Teodósio, no ano de 393 d.C.; o segundo, da Idade Média, a época de atividade descontínua ou mesmo de decadência para as competições de pista e campo, ao século passado, quando educadores vitorianos introduziram os esportes nas escolas inglesas, definindo-os, codificando-os e mais tarde difundindo-os pela Europa; e o terceiro, do renascimento dos jogos olímpicos, em 1896, com o barão francês Pierre de Coubertin, ao atletismo dos dias atuais.

No Egito Antigo e Mesopotâmia

T
emos muitos registros dos Jogos Olímpicos da antiguidade, mas e antes deles? Havia competições atléticas ainda mais antigas?
Sim, as primeiras civilizações no Egito e Mesopotâmia, milênios antes dos Jogos na Grécia antiga, já tinham a tradição de atividades atléticas . Isto é comprovado por fontes literárias e iconográficas descrevendo cenas atléticas já em 3.000 a.C.
No Egito e Mesopotâmia, o interesse por atividades atléticas ficou registrado em templos e tumbas. O esporte no Egito antigo incluía: luta, combate com varas, boxe, acrobatismo, arco e flecha, vela, jogos de bola e eventos eqüestres. Tudo indica que os eventos atléticos eram restritos aos membros das classes elevadas. Textos egípcios mostram a importância da atividade física na preparação do faraó e membros da corte.


Os gregos pré-clássicos - micênicos e minóicos

Além do Egito e Mesopotâmia, outras civilizações, inclusive na própria Grécia pré-clássica, já praticavam o atletismo antes dos Jogos Olímpicos.
Os minóicos, civilização que habitava a ilha de Creta no período de 2.100 a 1.100 a.C., tinham interesse especial pela ginástica. Os afrescos indicam que as atividades atléticas eram praticadas por membros da nobreza em áreas perto do palácio.

Na cultura minóica os touros eram muito importantes (lembrem-se da lenda do minotauro de Creta) e também faziam parte dos eventos atléticos através do salto sobre o touro. Sim, os atletas realizavam saltos sobre touros vivos e provavelmente não muito amistosos!
Outros esportes praticados pelos minóicos eram o boxe, luta e acrobacias. Os estudos indicam que havia um componente religioso forte nos eventos atléticos. 
Já os micênicos (1600-1100 a.C.), adotaram os esportes minóicos e acrescentaram a corrida de bigas e competições de pista. Tal qual na Creta minuana, os esportes tinham caráter religioso, porém os micênicos preferiam a luta e o boxe.

Os Jogos Olímpicos começaram em 776 a.C. em Olímpia, na Grécia antiga, e duraram por mais de mil anos. Entretanto, o evento religioso que deu origem aos Jogos é bem mais antigo podendo datar do século 13 a.C.

Tal qual a Olimpíada moderna, os jogos eram realizados de 4 em 4 anos. Porém eles sempre aconteciam em Olímpia, os esportes eram menos numerosos e só podiam participar homens que falassem o idioma grego.

Olímpia atraía homens (as mulheres não eram permitidas) de todo o mundo grego. Não se sabe quantas pessoas compareciam aos Jogos, mas o estádio olímpico tinha a capacidade estimada entre 45 mil e 50 mil espectadores. 
Os competidores chegavam a Olímpia um mês antes do início oficial do Jogos e passavam por um treinamento moral, físico e espiritual sob a supervisão dos juízes.

As mulheres não eram permitidas nos Jogos Olímpicos, não porque os atletas competiam nus, mas por ser Olímpia dedicada ao deus Zeus, sendo uma área sagrada para homens. Nas competições de bigas, realizadas fora da área sagrada, as mulheres era permitidas. Havia festivais femininos nos quais os homens eram banidos, sendo o mais famoso o Heraean, em Argos, o qual incluía competição de lançamento de dardo.
A corrida foi o único esporte praticado nas primeiras 13 Olimpíadas. A distância era de um "stadia" que correspondia aproximadamente a 85 metros. Depois foram acrescentadas corridas mais longas como o "diaulos" (365 metros) e o "dolichos" (24 "stadias" ou 2 km). Em 708 a.C. foram acrescentados o pentatlo e eventos de luta, em 688 a.C. o boxe e em 680 a.C. a corrida de bigas. 

O prêmio pela vitória era uma simples coroa feita de ramos de Oliveira. Entretanto os atletas viravam celebridades e  era comum os vitoriosos receberem benefícios tais como ter toda a sua alimentação paga pelo resto da vida, ou ter um lugar reservado na primeira fileira dos teatros.
Com o domínio romano sobre os gregos os Jogos Olímpicos foram perdendo sua identidade. Na época do Imperador Nero, no lugar de cidadãos livres, escravos passaram a competir por suas vidas contra animais selvagens. Em 393 d.C. os gloriosos Jogos Olímpicos foram abolidos  por decreto do Imperador Romano Teodósio.



Diz a lenda...


No ano de 490 a.C. quando os soldados atenienses partiram para a planície de Marathónas para combater os persas na Primeira Guerra Médica, suas mulheres ficaram ansiosas pelo resultado porque os inimigos haviam jurado que, depois da batalha, marchariam sobre Atenas, violariam suas mulheres e sacrificariam seus filhos.
Ao saberem dessa ameaça, os gregos deram ordem a suas esposas para, se não recebessem a notícia da sua vitória em 24 horas, matar seus filhos e, em seguida, suicidarem-se.
Os gregos ganharam a batalha, mas a luta levou mais tempo do que haviam pensado, de modo que temeram que elas executassem o plano. 
Para evitar isso, o general grego Milcíades ordenou a seu melhor corredor, o soldado e atleta Pheidippides, que corresse até Atenas, situada a cerca de 42 km dali, para levar a notícia.
Pheidippides correu essa distância tão rapidamente quanto pôde e, ao chegar, conseguiu dizer apenas “vencemos”, e caiu morto pelo esforço.

Na verdade não existe prova desta lenda, mas a história era boa e inspirou a competição que foi realizada pela primeira vez na Olimpíada de 1896 em Atenas.



Mas a história real é ainda mais incrível...

Se você achou notável um mensageiro correr 42 km subindo desde a planície de Maratona até Atenas, espere pela verdadeira história.

Na verdade Pheidippides foi encarregado de uma tarefa mais árdua e importante. Quando o Persas estavam chegando na Grécia para destruir Atenas, coube a Pheidippides ir até Esparta e a outras cidades gregas, num total de 240 km de distância, em dois dias!, pedir reforços. Correndo!


Isso mesmo, correndo. Como caminho era irregular para os cavalos, somente um mensageiro corredor poderia cobrir a distância em tempo.

E então Pheidippides correu em dois dias os 240 km por terreno irregular, só para chegar em Esparta e receber um não como resposta. Os espartanos estavam comemorando o festival de Artemis  e se recusaram a ajudar. E lá veio Pheidippides de volta a Atenas com a má notícia, correndo.

Se você acha que Pheidippides era um caso a parte, saiba que foi através da corrida que os atenienses venceram os Persas.



Não era só Pheidippides que corria

Na verdade não era só Pheiddipedes que corria, já que a preparação física era fundamental no exército ateniense. E foi graças à corrida que eles derrotaram os Persas em Maratona. Como?

O plano persa era simples: desembarcar na planície de maratona, derrotar o pequeno exército ateniense e então dar a volta pela costa para invadir Atenas pelo sul desprotegido. 

Eram menos de 10 mil atenienses que, sabendo da má notícia trazida por Pheidippides, resolveram fazer um ataque rápido ao exército de mais 25 mil persas que havia desembarcado na planície de Maratona.

O ataque surpresa foi um sucesso e os persas formam expulsos de volta aos seus barcos. Aí começou a segunda fase do plano persa: navegar por 8-10 horas até a praia de Phaleron que acreditavam estaria desprotegida.

Foi aí que os atenienses precisaram usar todo o seu preparo físico. Depois de uma batalha que havia durado um dia inteiro, eles teriam que correr aproximadamente 40 km até Phaleron para impedir o desembarque persa. 

Nesta maratona os primeiros atenienses conseguiram alcançar Phaleron entre 5-6 horas e, uma hora antes dos barcos persas chegarem, os gregos já estavam na praia prontos para a batalha. Esta corrida foi decisiva para a vitória.

Os persas não acreditaram em seus olhos quando, ao chegar em Phaleron, viram o exército ateniense. Apesar de serem mais numerosos ficaram atemorizados pelos atenienses que pareciam super-homens. A frota persa navegou mais alguns dias procurando em vão um porto seguro para desembarque e então se retiraram. 


















quinta-feira, 10 de junho de 2010

CORRER DESCALÇO - OPINIÃO

          Como venho recebendo inúmeras perguntas e dúvidas sobre o assunto, e parte da mídia especializada vem dando um bom espaço para o mesmo...

          Primeiro uma história, é real!

          Aconteceu com este que digita, vagarosamente, estes caracteres:

Época Passada (mas não muita!):


         
          Ainda na Universidade, cursando Educação Física, final de ano, temporada de verão, praia, galera! Meu pai tinha uma propriedade em um dos areais aqui do estado. Ele um homem muito trabalhador, forte e ativo em casa, porém nunca foi um esportista. Trabalhou no campo, primeiro na juventude em terras da família, e, depois seguiu sua vocação e foi dar assistência aos trabalhadores rurais. Assim, andava muito por todos os tipos de terrenos! Como gostava muito de caminhar, esta era a sua atividade física diária! Não era diferente no litoral, logo cedo saia para o seu percurso!

          Nesta época, eu ainda muito jovem, tinha um preparo físico digamos que... razoável. Não era de correr por gostar de correr, mas jogava muita bola (em quantidade, para ficar bem claro!), no futebol e voleibol eu me virava. E ainda, levava alguns caldos com a minha Prancha, quando o mar ajudava!

          Neste dia em especial, ensolarado, como não estava entrando aquelas ondulações esperadas, resolvi fazer companhia ao “velho”. Vesti meu tênis especial (o da época) para corrida e preparado... Vi meu pai descalço! Ele sempre anda descalço na Praia! Mas explicando, ele não tem, não usa e não gosta de tênis! Seus pisantes são os chinelos, sandálias, sapatos, e em alguns casos a própria sola dos pés! Não tive dúvida... Também vou descalço hoje!

         Vale como consideração que eu, nesta época, deixara a infância alguns anos atrás, e há muito não sabia o que era pisar em terreno com os pés pelados! Pelo menos corriqueiramente. Limitava-me, quando na praia, uma pequena caminhada de deslocamento da casa até o mar e o retorno, e quase sempre (ainda na praia e somente por lá) os jogos de futebol e vôlei na areia fofa.

          E lá fomos nós... Passadas apressadas, como é de hábito do meu pai, e eu, num esforço para acompanhá-lo sem correr! Foi uma atividade muito agradável, conversamos... Trocamos algumas impressões... Atualizamos nossos conhecimentos um do outro e eu impaciente em meus pensamentos íntimos, até onde iria aquela pernada! Passado já quase uma hora, as solas e dedos dos meus pés já ardendo pelo atrito causado com a areia dura, vez ou outra desviava para ir ao encontro da água e aliviar o desconforto nos pés! Jovem, descompromissado com o mundo, sem grandes responsabilidades, não pensava muito no futuro, o que importava era o aqui e o agora... A companhia agradável! De repente me dei conta... Uma hora indo!! Putz... Cada passo adiante significava na realidade dois!! E aqui não existe atalho!! “Pai, penso que já é hora de retornarmos, não acha? O sol já está ficando alto e o calor...” Ele entendeu o recado!! Fizemos meia-volta!!! Seguindo na mesma passada, o retorno foi mudo e desconfortável para mim. Após duas horas e alguns minutos desde nossa largada... Avistei entusiasticamente a chegada!

          O restante do dia foi para tratar das bolhas e machucados nos dedos e solas dos pés! E o meu “velho” inteiro!! Isso é para aprender... Sem o hábito de andar descalço em terreno duro e áspero... Até então não tinha a mínima idéia que a situação iria complicar ainda mais!

          E passei este dia espichado numa rede!! Aproveitei para uma boa leitura ao menos!!


          Um novo dia começa, a turma que estava conosco (eles, todos os anos, quase sempre estavam!) já no agito com as arrumações das pranchas para levá-las ao mar! Aquela época era preciso parafinar as pranchas! Foi quando ouvi: “Parece que tem boas ondas hoje!” Disse alguém! Oba!! Mais do que depressa saltei da cama e... em contato com o chão... não eram mais as bolhas que me incomodavam!! Minhas panturrilhas (as pernas) estavam duras como pedras, uma dor que nunca havia sentido, pior do que aquela de quando fraturei a tíbia da perna direita em um jogo de futebol de salão na época ginasial (mas esta é uma outra história!) Quando dei conta que este desconforto não era apenas das “batatas das pernas” e sim, muito mais dos tendões logo abaixo delas! Explorando as áreas doloridas descobri que estavam extremamente sensíveis ao toque, a pressão! A perna parecia estar inchada, com um intumescimento febril. Não conseguia andar direito, mal dava para apoiar os pés no chão com o peso do corpo (naquela época eu era um pau de vira tripa!). Como pode! O que é tudo isso! O que aconteceu! Paaaaaaai, está tudo bem com o senhor? Se eu to assim... “Seu pai foi caminhar”, foi a resposta lá da cozinha dada pela minha mãe! Mas o que está acontecendo comigo? E foi mais um dia de boa leitura, rede, gelo, anti inflamatórios, analgésicos e muitas... Muitas Reflexões!


Época Passada (Muita...., Pré histórica):

          A pré-história é o período anterior ao aparecimento da escrita, por volta do ano 4000 a.C..Seu estudo depende da análise de documentos não-escritos, como restos de armas, utensílios, pinturas, desenhos e ossos.

          O gênero HOMO apareceu entre 4 e 1 milhão de anos a.C. Aceita-se três etapas na evolução do homem pré-histórico, entre os estudiosos.



São elas:

I - PALEOLÍTICO (idade da pedra lascada)

a) Paleolítico inferior: 500.000 – 30.000 a.C.

b) Paleolítico superior: 30.000 – 8.000 a.C.

II - NEOLÍTICO (nova idade da pedra)

8.000 – 5.000 a.C.

III - IDADE DOS METAIS

5.000 – 4.000 a.C.

          Portanto, durante milhões de anos, se seguirmos na teoria evolutiva das espécies pela seleção natural, proposta pelo naturalista britânico Charles Darwin em seu livro de 1859, "A Origem das Espécies" (muito contestada hoje não só pela igreja! Vale aqui lembrar!), o ser humano primitivo, ainda deslocava pelas planícies em busca do seu alimento através da caça e da coleta, como fazem ainda hoje, boa parte dos nossos índios, descalços. E esta adaptação muito provavelmente foi a ocorrida e introduzida em nossos gens pela seleção natural.



Sobre os Calçados:

          Muitos atribuem aos egípcios, a 4.000 anos a..C., a arte de curtir couro e fabricar sapatos, porém, existem evidências de que os “sapatos” foram inventados muito antes, no final do Período Paleolítico. Existem algumas evidências que a história do ancestral do sapato começa a partir de 10 mil a.C., ou seja, no final do Paleolítico, pois pinturas desta época, em cavernas na Espanha e no sul da França, fazem referência ao calçado.



          Em sendo assim desde o aparecimento dos primeiros homo sapiens (considerando apenas este novo ser em evolução mais parecidos conosco) sobre esta nossa terra por volta de 250.000 anos até a suposta utilização de calçados protetores para os pés, temos uma lacuna de “apenas” 240.000 anos (!) de deslocamentos com os pés no chão! Temos que convir que é um tempo razoável para ocorrer adaptações duradouras, que em um intervalo de míseros 10.000 de uso de pisantes provavelmente pouco confortáveis, iriam jogar por “água abaixo!” Só lembrando que não estou considerando o período anterior ao Sapiens (4 a 1 milhão de anos!), e que, possivelmente, já estavam presentes estas adaptações!

          Vale informar, como referência histórica, que a primeira manufatura em série conhecida do calçado vem da Inglaterra em 1642, quando Thomas Pendleton forneceu quatro mil pares de sapatos e 600 pares de botas para o exército. As campanhas militares desta época iniciaram uma demanda substancial por botas e sapatos. Em meados do século XIX começaram a surgir as máquinas para auxiliar na confecção dos calçados mas, só com a máquina de costura o sapato passou a ser mais acessível. A partir da quarta década do século XX, grandes mudanças começam a acontecer na Indústria calçadista, como a troca do couro pela borracha e pelos materiais sintéticos e estes passaram a ficar definitivamente mais confortáveis e populares.

Época Moderna (Dias Atuais):

          Nossas estruturas articulares, ligamentares, proprioceptivas, tendinosas, musculares e ósseas altamente adaptadas durante centenas de séculos de evolução pela seleção natural (é claro que você precisa acreditar ou no mínimo suspeitar que esta teoria possa ser verdadeira, para dar algum crédito no que eu estou querendo te empurrar!), para deslocamentos a pelo, agora passa a ganhar um grande “aliado” (?) para maior conforto, segurança e proteção!

         
          E estes pisantes vão se incorporando cada vez mais ao nosso vestuário e aos nossos dias. E mais, alta tecnologia em conforto e absorção da “terrível agente maligna” - a Força da Gravidade!

Em tempo:

          Na natureza reconhecemos alguns tipos de forças fundamentais, enumeradas por sua ordem de grandeza:

1) A força nuclear que está presente no núcleo atômico e não é observada no cotidiano;

2) A força eletromagnética que é responsável por todas as interações observadas no dia-a-dia, excetuando-se as interações gravitacionais;

3) A força da gravidade que constitui-se na espécie de força, sobre a qual Newton se debruçou, questionando-se sobre o motivo dos objetos caírem no solo (fábula da maçã caindo junto ao nascer da lua no horizonte).


          Em física clássica, a força (F) é aquilo que pode alterar (num mesmo referencial assumido inercial) o estado de repouso ou de movimento de um corpo, ou em deformá-lo. Detectamos uma força através de seus efeitos. Estes podem ser: a variação no módulo da velocidade do corpo (por exemplo, quando se dá um chute numa bola em repouso); uma alteração na direção e/ou sentido do movimento do corpo (no Movimento Circular Uniforme ou no "efeito" no voo de uma bola); ou pode haver uma deformação no corpo em que é aplicada a força (como exemplo geral a deformação momentânea da bola quando é chutada).

          Enquanto isso... a nossa evolução estrutural como seres humanos continua! Agora já nascemos com um par de tênis nos pés! E que tênis! Equipados com Sistemas de Redirecionamento de Força, Amortecedores, Freios, Sistemas Anti Derrapantes, Estabilizadores, e de Correção de Pisadas, ainda para os mais exigentes, acessórios tipo luzes, sinalizadores, alertas, contador de passos e/ou distância, som, computador de bordo, GPS... (e para não exagerar não vou fazer piada!)

          Temos então um produto para nos proteger de algo que, na realidade (ao que parece pela própria história!), nunca nos causou tanto mal assim!

          Pelo menos até aquelas estruturas, altamente preparadas e adaptadas ao longo dos séculos de pés nús, serem destreinadas por aquilo que quer resguardá-las!

Princípio da Adaptação:

          Podemos dizer que a adaptação é um dos princípios da natureza. Não fosse a capacidade de adaptação, que se mostra de diferentes modos e intensidades, várias espécies de vida não teriam sobrevivido ou conseguido sobreviver por longos tempos e em diferentes ambientes. O próprio homem conseguiu prevalecer no planeta, como espécie, devido à sua capacidade de adaptação.

          De acordo com Weineck, a adaptação é a lei mais universal e importante da vida. Adaptações biológicas apresentam-se como mudanças funcionais e estruturais em quase todos os sistemas. Sob “adaptações biológicas no esporte”, entendem-se as alterações dos órgãos e sistemas funcionais, que aparecem em decorrência das atividades psicofísicas e esportivas (WEINECK, 1991): “Na biologia, compreende-se “adaptação” fundamentalmente como uma reorganização orgânica e funcional do organismo, frente a exigências internas e externas; adaptação é a reflexão orgânica, adoção interna de exigências. Ela ocorre regularmente e está dirigida à melhor realização das sobrecargas que induz. Ela representa a condição interna de uma capacidade melhorada de funcionamento e é existente em todos os níveis hierárquicos do corpo. Adaptação e capacidade de adaptação pertencem à evolução e são uma característica importante da vida. Adaptações são reversíveis e precisam constantemente ser revalidadas (Israel 1983, 141).” (ibidem, 1991, p. 22).

          Imagino então que devemos ter, quando nascemos, esta capacidade de andar e/ou correr com os pés no chão, estamos adaptados para este tipo de atividade natural dos nossos ancestrais. E ao longo da nossa pré-infância, infância e adolescência, com os pés no chão, vamos treinando todos aqueles mecanismos de proteção e estruturas locomotoras para poder suportar a “Grande Força Maligna.”

         
          Penso que, ao usarmos quase que diuturnamente algum tipo de proteção ortopédica, desde o nosso nascimento, acabamos por destreinar e enfraquecer diversas estruturas fundamentais para o nosso desenvolvimento físico e motor. Pois desta maneira, a força gravitacional e a aceleração que deveriam impor às nossas estruturas algum estresse no momento, por exemplo, de um salto horizontal ou vertical (que são movimentos naturais), presentes nas atividades corriqueiras das crianças (ao menos deveriam ser!!), acabam por ser reduzidas sobremaneira com os recursos de proteção, tipo Tênis! E isso por um longo período da fase de desenvolvimento físico e motor (ou por todo a fase!).

          E mais... e não estou considerando ainda o sistema proprioceptivo.

Informando:

          Propriocepção também denominado de Cinestesia, é o termo utilizado para nomear a capacidade em reconhecer a localização espacial do corpo, sua posição e orientação, a força exercida pelos músculos e a posição de cada parte do corpo em relação às demais, sem utilizar a visão. Este tipo específico de percepção permite a manutenção do equilíbrio postural e a realização de diversas atividades práticas. Resulta da interação das fibras musculares que trabalham para manter o corpo na sua base de sustentação, de informações táteis e do sistema vestibular, este localizado no ouvido interno.
          O conjunto das informações dadas por esses receptores sensoriais nos permitem, por exemplo, desviar a cabeça de um galho, mesmo que que não se saiba precisamente a distância segura para se passar, ou mesmo o simples fato de poder tocar os dedos do pé e o calcanhar com os olhos vendados, além de permitir atividades importantes como andar, coordenar os movimentos responsáveis pela fala, segurar e manipular objetos, manter-se em pé ou posicionar-se para realizar alguma atividade e ainda corrigir movimentos indesejáveis.

          A propriocepção é efetiva devido à presença de receptores específicos que são sensíveis a alterações físicas, tais como variações na angulação de uma articulação, rotação da cabeça, tensão exercida sobre um músculo, e até mesmo o comprimento da fibra muscular.

Mas voltando ao raciocínio...

          Continuamos ainda ao longo da vida adulta a usar cada vez mais nossas armaduras ortopédicas! E já não andamos mais descalço rotineiramente faz muito tempo, não é mesmo?

          Quando foi a última vez que pisamos com os pés nús na grama, ou na terra molhada, ou na areia com pedrinhas??

          Quando foi a última trombada de seu dedão com um obstáculo e em um misto de dor e prazer soltou um PqP ou um FdP sem receios! Isso faz parte do processo!!

          Com raras exceções; quando jogamos uma pelada na areia, um mergulho na piscina ou mar, uma caminhada na praia, executamos o que deveria ser corriqueiro!!

          E Hoje (maior absurdo!) existe uma paranóia entre os pais de que se a criança andar descalça, vai pegar alguma doença ou bicho no pé ou parasita que vai entrar no corpo... Meu Deus!!! Desencorajamos nossos filhos desde cedo... incutimos em seu subconciente a ojeriza, o nojo de andar descalço!

          E é claro, depois de passar anos aprisionados em algum tipo de equipamento ortopédico seja para estética, conforto ou segurança... agora, do nada, sem mais nem menos... cansei, me revoltei, quero minha liberdade de volta!!

Abaixo os calçados!! Viva os pés Descalços!!

Opa!! Calma! Não é bem assim...

Veja bem...(não, não vou enrolar!)

          Acontece que hoje, estamos completamente destreinados para esta situação que deveria ser NORMAL!

          Então, não parecer ser prudente, agora com nossas estruturas enfraquecidas ou destreinadas para este tipo de atividade, sobrecarregá-las andando ou o que é pior correndo desmedidamente!!

          Ressalto que, esta recomendação é uma opinião minha para indivíduos que não tem o hábito de andar descaços!!

          Entretando... podemos começar a treinar novamente!!

          Sempre há tempo para recomeçar!

Para Refletir:



          Quero através destas informações, alertar para uma possível possibilidade (vamos fazer uso da nossa capacidade de reflexão!) que: o uso exagerado dos pisantes, principalmente aqueles que absorvem em demasia a carga que deveriamos carregar e ainda estabilizam ao máximo nossos tornozelos, situação que o nosso sistema proprioceptivo deveria trabalhar, não acabarão por destreinar e/ou enfraquecer todas estas estruturas?

          Com este breve (talvez tenha ficado um pouco maior do que o planejado) relato informativo, quero compartilhar que particularmente sou sim favorável não só a corrida deslaço, como qualquer outra atividade física que for possível usar nosso meio de proteção natural, os pés!

Ainda em tempo:

          Após aquele infeliz episódio ocorrido na minha juventude, sempre que possível faço atividades físicas sem nenhuma proteção para os pés, inclusive corridas. Já se passaram mais de vinte anos e meus pés, tornozelos, joelhos e quadris estão muito bem, obrigado!

É bom que se diga também... há muito não tenho pés de moça!!

terça-feira, 8 de junho de 2010

INVESTINDO NA SAÚDE!!

 SAÚDE –  Multiplicidade de aspectos do comportamento humano voltados a um estado de completo bem-estar físico, mental e social (OMS, 1978).


          A prática de exercícios físicos regulares tráz reconhecidas vantagens na melhoria da QUALIDADE DE VIDA. Segundo Guedes (1995), “a atividade física influencia diretamente os índices de aptidão física (ver matéria), os quais, por sua vez, interferem nos níveis de prática daquela”, ou seja, quanto melhor (e não mais) desenvolver alguma atividade física, melhor será o índice de aptidão; e, quanto melhor este índice, melhor será o desenvolvimento da prática esportiva.
          Diz ainda Guedes (1995) - “Considerando que o estado de ser saudável não é algo estático; pelo contrário, é necessário adquiri-lo e reconstruí-lo dia após dia de forma individualizada, constantemente ao longo de toda a vida”, a atividade física (juntamente com outros bons hábitos de vida) torna-se um dos meios mais eficazes e recomendados por toda a comunidade científica para tal objetivo. Justamente pela capacidade de agregar outras mudanças salutares no estilo de vida de quem se engaja definitivamente na prática regular de algum exercício físico!

          É muito divulgado os benefícios que a atividade física planejada, orientada e sistematizada traz ao aprimoramento da aptidão física e conseqüentemente à nossa saúde. Constata-se hoje, através dos inúmeros mecanismos de comunicações (televisão, revista, rádio, jornal, internet, etc.), orientações e indicações das mais diferentes modalidades e tipos de exercícios físicos para este ou aquele indivíduo ou grupos de indivíduos com esta ou aquela finalidade, necessidades e/ou objetivos. Segundo o Professor Bassoli (UFJF), “estes procedimentos, tem características genéricas e, invariavelmente, são desacompanhados de efetivas orientações e diagnósticos das condições físicas atuais e individuais dos praticantes..”.


          Serão abordados em outras matérias (e são um consenso no meio acadêmico e científico), os benefícios da prática regular e orientada da atividade física. Porém, devemos ter o maior cuidado de onde colhemos as informações para a escolha e execução de determinado tipo de exercício ou atividade.
          Pode inicialmente lhe parecer simples uma orientação sobre atividade física, não é? Mas... Quem está passando as informações? As orientações serão direcionadas às suas realidades? O que está sendo proposto é o que realmente se tem necessidade? Qual é o objetivo a ser alcançado? E para quê? Enfim... Inúmeras são as perguntas!!

          O que tem que ficar claro para o público interessado em iniciar ou dar continuidade na prática de qualquer atividade física, é de como estabelecer uma prescrição saudável, segura, sem riscos e com máximo de benefícios para cada realidade, condição pessoal, faixa etária, limitações e possibilidades.

         O quanto de atividade física necessita-se, que atividade física é a mais apropriada, quais a capacidades físicas a serem aprimoradas, qual o local mais adequado, qual a intensidade a ser utilizada, por quanto tempo, quantos são os exercícios, quantas repetições, em que velocidade, com qual amplitude de movimento, qual a melhor postura, qual técnica utilizar, que tipo de respiração, quais serão os materiais, que implemento ou equipamento se adapta melhor, qual metodologia de trabalho é a ideal usar em determinado momento. Ainda, acrescente a todas estas variáveis, o estilo de vida, tipo de trabalho, alimentação, sono, tempo disponível para a prática, possíveis limitações de ordem física ou neurológica, psicológicas ou fisiológicas, histórico familiar para doenças crônico-degenerativas como cardiopatias, diabetes, hipertensão, obesidade, osteoporose, acidente vascular cerebral, etc. São todos estes, fatores individuais, que um bom profissional da área de Educação Física irá avaliar para estabelecer um programa de atividade física ou exercícios físicos apropriados para cada praticante.
          Ainda assim lhe parece simples estruturar um programa que atenda a seus objetivos e necessidades com segurança e eficácia?

          Percebe-se desta maneira que, mais que motivar a prática geral das atividades físicas, é imprescindível orientá-la de maneira satisfatória para as diferentes realidades. O que se torna impossível através das reproduções sistemáticas e generalizadas das receitas formuladas e prontas, que tanto são empurradas por pseudo-profissionais e muitas vezes vendidas como “realidades milagrosas” pelos diferentes meios de comunicações. FAÇA A COISA CERTA! VALORIZE SUA SAÚDE! VALORIZE SEU PROFESSOR DE EDUCAÇÃO FÍSICA!


"Toda parte do corpo se tornará sadia, bem desenvolvida e com envelhecimento lento se exercitadas; no entanto, se não forem exercitadas, tais partes se tornarão suscetíveis a doenças, deficientes no crescimento e envelhecerão precocemente." (Hipócrates)

          Ao longo da história a atividade física sempre esteve presente na rotina da humanidade, em todo o tempo associado ao estilo da época; a caça dos homens das cavernas para a sobrevivência; os Gregos e suas práticas desportivas na busca de um corpo perfeito; ou de cunho militar como o exemplo na formação das legiões romanas... Mas essa relação entre a atividade física e o homem, em sua rotina diária, parece estar diminuído gradativamente ao longo de nossa história.

          E a medida em que as ciências e seus aparatos tecnológicos facilitam nosso dia-a-dia, o progresso traz uma situação paradoxal; de um lado temos a redução da mortalidade infantil e por doenças infecto-contagiosas e ainda o aumento da longevidade; e do outro, o aumento de doenças crônico-degenerativas e a perda da qualidade de vida, porque o fato de viver mais não necessariamente indica viver melhor. Destacando então a importância de reaprendermos hábitos saudáveis, como o cuidado com a dieta, prática de atividade física regular, administração de trabalho e lazer, controle do estresse, além de evitar substâncias e atividades que possam acelerar a degradação do nosso corpo.

          A tecnologia e o progresso trouxeram facilidades, isso é inquestionável, mas junto incrementaram as doenças silenciosas formando uma epidemia que se estabelece quase sem sintomas em suas primeiras fases e vão gradativamente se desenvolvendo ao longo dos anos, identificadas como Doenças Crônicos Degenerativas, que tem sua origem em uma série de fatores como: predisposição genética, influência do meio externo e hábitos de vida e nesse último inclui em destaque a prática de atividades físicas.


         Mas apesar dessa fórmula milagrosa, a atividade física, estar presente hoje em todas as mídias, cada vez mais a população apresenta problemas relacionados com a falta de exercícios. E a desculpa mais freqüente é a falta de tempo ou falta de condições para prática. Isso tudo é agravado pela economia de movimentos em nossa rotina, como a comodidades do controle remoto, telefone celular, elevadores e escadas rolantes, meios de transporte automotivos, sem falar nas horas diárias dedicadas a televisão ou ao computador. E infelizmente, parece ser um fenômeno de dimensões mundial, pois uma das doenças associadas à falta de exercícios como a obesidade tem prevalência em quase todo planeta.

          Como o avanço dessas epidemias silenciosas até o conceito de saúde teve de ser revisto e as instituições de saúde pública governamentais e não governamentais ressaltam a importância dos conceitos como promoção e prevenção na saúde. Destacando para a importância de hábitos mais saudáveis ao logo de toda a vida. Assim essas iniciativas foram divididas em duas frentes, uma de âmbito macro com o destaque em papel de políticas públicas (combate à poluição, saneamento básico e preocupação com o meio ambiente) e outra com a necessidade do compromisso pessoal com a manutenção da própria saúde.

          Para ressaltar o papel da atividade física basta comparar uma pessoa ativa fisicamente de qualquer idade com um inativo de mesma idade, quando comparados a diferença nos índices fisiológicos (não visíveis) são consideráveis, porém o que fica evidente é que o ativo invariavelmente terá maior mobilidade, autonomia e maiores capacidades físicas como por exemplo: força muscular, flexibilidade e resistência aeróbia, tão importantes em sua vida diária.

          Baseados nesse novo paradigma, diversos programas e projetos foram implementados ao longo dessas últimas décadas, mas sempre destacando a importância do envolvimento pessoal e a necessidades de hábitos mais saudáveis como a prática regular de atividades físicas.

          Mas por que toda essa preocupação com o grau de condicionamento físico da população mundial? Porque estudos longitudinais apontam para a relação direta e favorável entre o nível de aptidão física, atividade física praticada e a saúde.

          A relação abaixo demonstra quais as doenças que podem ser evitadas ou minimizadas com o fato de exercitar-se regularmente:

- Doenças aterosclerótica coronariana;

- Diabetes melito tipo II;

- Hipertensão arterial sistêmica

- Osteoporose e Osteoartrose;

- Acidente Vascular Encefálico -AVC;

- Obesidade;

- Doenças Vascular Periférica;

- Ansiedade e Depressão;

- Câncer de Cólon, Mama, Próstata e Pulmão;

Fonte: Consenso da Sociedade Brasileira de Medicina Desportiva - 1999

          E uma revisão das principais orientações quanto a prescrição da atividade física para a promoção da saúde se destacam:

TIPO DA ATIVIDADE PRATICADA:

          A escolha deste quesito passa pela interpretação do estado de saúde, nível do condicionamento físico, objetivos e necessidades perante a prática das modalidades e afinidades pessoais. Com a união desses fatores aumenta a possibilidade de aderência ao estilo de vida ativo.

          Seria interessante incluir a variabilidade na escolha (praticar mais de um tipo de atividade), outro ponto seria a necessidade de associar o trabalho aeróbico, com o trabalho de força ou localizado e o trabalho de flexibilidade formando um programa global em relação à promoção da saúde.

          Mas o que deve ser ressaltado é o investimento continuo no futuro onde as pessoas devem buscar formas de se tornarem mais ativas em suas rotinas diárias, subir escadas, sair para dançar, praticar atividades como jardinagem, lavar o carro, passear no parque, a palavra de ordem é movimento.

FREQUÊNCIA SEMANAL DE PRÁTICA:

          Esse item tem uma relação direta com a intensidade do esforço; não se deve exercitar menos de 3 vezes por semana com o risco de não haver benefícios fisiológicos ou até mesmo de se lesionar; de outra maneira, cargas de trabalho muito intensas necessitam de repouso maiores para regeneração após o esforço. Mas em geral, para iniciantes a cargas de trabalho deve ser de leve a moderada e a recomendação é para a prática na maioria dos dias da semana.

DURAÇÃO DA SESSÃO:

          Aqui está a grande novidade quanto a prescrição da atividades, antes era apenas recomendado atividades realizadas de forma contínuas, mas pesquisas recentes apontam para benefícios também de uma nova situação; a acumulação de cargas de trabalho em um mesmo dia. Assim a indicação é para um mínimo de 30 minutos por dia, que podem ser realizados de forma contínua ou acumulada em duas sessões de 15 minutos ou três de 10 minutos, o que facilita a adesão de pessoas com pouca disponibilidade de tempo ou iniciante nas atividades físicas regulares.

INTENSIDADE DAS ATIVIDADES:

          Esse é o grande problema a ser equacionado, porque sua definição passa pela individualidade biológica onde cargas muito leves não trazem benefícios e cargas muito pesadas podem ser prejudiciais. Mas se o objetivo é a promoção da saúde os estudos apontam como limiar mínimo de proteção cargas de leves a moderadas e recomendam a importância da regularidade e continuidade do trabalho. E conseqüentemente a adesão de um estilo de vida mais ativo, geralmente existe uma progressão natural da intensidade do trabalho.

Portanto... Dê um Tempo para Você!


Invista na sua SAÚDE!


Invista na Atividade Física Personalizada!!

MOVIMENTE-SE!!!!

Fonte: