MISSÃO:

Profissional especializado em Atividade Física, Saúde e Qualidade de Vida. Sérgio Nunes e sua empresa QualiFis, pretendem desenvolver junto aos seus alunos e clientes a ideia da verdadeira Saúde, que obviamente não é apenas a ausência de doença, mas também o Encantamento com a Vida, dotando-os de um entendimento adequado de se Priorizar, de compreender que vale a pena Investir no seu Potencial de Ser, através do investimento na melhoria da Qualidade de Vida, aprimorando a saúde e usando como meio, a Atividade Física, em suas mais diferentes possibilidades.

“As informações, dicas e sugestões contidas nesse blog têm caráter meramente informativo, e não substituem o aconselhamento individual e o acompanhamento de médicos, nutricionistas, psicólogos e profissionais de educação física.”

EM DESTAQUE AGORA NO BLOG....

EM DESTAQUE AGORA! É SÓ CLICAR PARA SE INFORMAR!

Mostrando postagens com marcador Hipertensão. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Hipertensão. Mostrar todas as postagens

domingo, 27 de setembro de 2015

SÍNDROME METABÓLICA

Síndrome Metabólica? O que É Isso?

Muito tem se falado a respeito da Síndrome Metabólica. Mas, afinal o que significa isso? 
Na década de 80, um pesquisador chamado Reaven, observou que doenças frequentes como hipertensão, alterações na glicose e no colesterol estavam, muitas vezes, associadas à obesidade. E mais que isso, essas condições estavam unidas por um elo de ligação comum, chamado resistência insulínica. A valorização da presença da Síndrome se deu pela constatação de sua relação com doença cardiovascular. Quando presente, a Síndrome Metabólica está relacionada a uma mortalidade geral duas vezes maior que na população normal e mortalidade cardiovascular três vezes maior.


A Síndrome Metabólica corresponde a um conjunto de doenças cuja base é a resistência insulínica. Daí também ela ser conhecida como síndrome de resistência à insulina. Isto é: a insulina age menos nos tecidos, obrigando o pâncreas a produzir mais insulina e elevando o seu nível no sangue. Pela dificuldade de ação da insulina, decorrem as manifestações que podem fazer parte da síndrome. 

A insulina é o hormônio responsável por retirar a glicose do sangue e levá-la às células do nosso organismo. A ação da insulina é fundamental para a vida. Mas, a insulina também é responsável por inúmeras outras ações no organismo, participando, por exemplo, do metabolismo das gorduras. Resistência insulínica corresponde então a uma dificuldade desse hormônio em exercer suas ações. Geralmente ocorre associada à obesidade, sendo esta a forma mais comum de resistência. 
Desta maneira, o termo Síndrome Metabólica descreve um conjunto de fatores de risco metabólico que se manifestam num indivíduo e aumentam as chances de desenvolver doenças cardíacas, derrames e diabetes. Não existe um único critério aceito universalmente para definir a Síndrome. Os dois mais aceitos são os da Organização Mundial de Saúde (OMS) e os do National Cholesterol Education Program (NCEP) - americano. Porém o Brasil também dispõe do seu Consenso Brasileiro sobre Síndrome Metabólica, documento referendado por diversas entidades médicas.
Alguns fatores contribuem para o aparecimento: os genéticos, excesso de peso (principalmente na região abdominal) e a ausência de atividade física.
O diagnóstico é dado quando três ou mais fatores de risco estiverem presentes numa mesma pessoa.


Fatores de Risco:


Os fatores de risco principais são aqueles que levam ao ganho de peso, ficando os HOMENS EM FORMA DE MAÇÃ E MULHERES EM FORMA DE PERA. Contribui para isso alimentação com excesso de carboidratos simples e gorduras saturadas, além do sedentarismo. Além disso, o tabagismo pode aumentar o risco cardíaco e potencializar as consequências da síndrome metabólica ao coração. A história familiar de problemas cardíacos também é importante quando analisamos o impacto na síndrome metabólica no organismo. 

Veja, a seguir, quais são eles...


  • Obesidade central ou seja, grande quantidade de gordura abdominal - Em homens cintura com mais de 102cm e nas mulheres maior que 88cm;
  • Baixo HDL ("bom colesterol") - Em homens menos que 40mg/dl e nas mulheres menos do que 50mg/dl.
  • Triglicerídeos elevado (nível de gordura no sangue) - 150mg/dl ou superior
  • Hipertensão Arterial (Pressão sanguínea alta) -  pressão arterial sistólica maior que 130 e/ou pressão arterial diastólica superior a 85 mmHg ou se está utilizando algum medicamento para reduzir a pressão;
  • Glicose elevada - 110mg/dl ou superior ou diagnóstico de Diabetes;
  • Ácido úrico elevado;
  • Alguns marcadores no sangue, entre eles a proteína C-reativa (PCR), são indicativos da síndrome;
  • Processos inflamatórios (a inflamação da camada interna dos vasos sanguíneos favorece a instalação de doenças cardiovasculares);
  •  Fatores pró-trombóticos que favorecem a coagulação do sangue;
  •  Microalbuminúria, isto é, eliminação de proteína pela urina;
Ter três ou mais dos fatores acima é um sinal da presença da resistência insulínica, que é um hormônio produzido pelo pâncreas. Esta resistência significa que mais insulina do que a quantidade normal está sendo necessária para manter o organismo funcionando e a glicose em níveis normais.

As manifestações começam na idade adulta ou na meia-idade e aumentam muito com o envelhecimento. O número de casos na faixa dos 50 anos é duas vezes maior do que aos 30, 40 anos. Embora acometa mais o sexo masculino, mulheres com ovários policísticos estão sujeitas a desenvolver a síndrome metabólica, mesmo sendo magras.
A maioria das pessoas que tem a Síndrome Metabólica sente-se bem e não tem sintomas. Entretanto, elas estão na faixa de risco para o desenvolvimento de doenças graves, como as cardiovasculares e o diabetes. Pelo fato da Síndrome Metabólica estar associada a maior número de eventos cardiovasculares é importante o tratamento dos componentes da Síndrome. A principal preocupação da síndrome metabólica é o aumento do risco de problemas cardíacos e vasculares, como infartoAVC e obstruções vasculares (entupimento de artérias).
É fundamental que seja adotado um estilo de vida saudável, evitando fumo, realizando atividades físicas e perdendo peso. 
A melhor maneira de prevenir a síndrome metabólica é manter hábitos saudáveis, o que inclui praticar atividades físicas de forma regular e ter uma alimentação equilibrada, o que inclui frutas, verduras, legumes, proteínas, carboidratos complexos (como grão integrais) e gorduras boas (como o ômega 3 e 6), além de uma alimentação com pouco sal, gorduras saturadas e açúcar.
Em alguns casos o uso de medicação se faz fundamental. Um endocrinologista pode avaliar e orientar seu caso especificamente.

Recomendações:

* Passe por avaliação médica regularmente, mesmo que não esteja muito acima do peso, para identificar a instalação de possíveis fatores de risco;
* Lembre-se de que a síndrome metabólica é uma doença da civilização moderna associada à obesidade. Alimentação inadequada e sedentarismo são os maiores responsáveis pelo aumento de peso. Coma menos e mexa-se mais;
* Deixe o carro em casa e caminhe até a padaria ou a banca de revistas. Sempre que possível, use as escadas em vez do elevador. Atividade física não é só a que se pratica nas academias;
* Escolha criteriosamente os alimentos que farão parte de sua dieta diária. As dietas do Mediterrâneo, ricas em gorduras não-saturadas e com reduzida ingestão de carboidratos, tem-se mostrado eficazes para perder peso;
* Evite cigarro e bebidas alcoólicas que, associados aos fatores de risco, agravam muito o quadro da síndrome metabólica.


FAÇA A COISA CERTA! 

ORIENTE-SE COM O SEU PROFESSOR DE EDUCAÇÃO FÍSICA!

EXCELENTES ATIVIDADES FÍSICAS E ATÉ A PRÓXIMA!


CONTINUE LENDO... MAIS INFORMAÇÕES ABAIXO!

 - AINDA:
> MEUS LIVROS
> DICA
> PARTICIPAR DESTE BLOG
> MEMBROS
> BOA MÚSICA
> DIREITO DE IMAGEM

sábado, 14 de maio de 2011

CHOCOLATE E HIPERTENSÃO



SOBRE O CHOCOLATE: 

A orígem do Chocolate remonta a 1.500 A.C., segundo registram estudos que demonstram que a civilização Olmeca foi a primeira a aproveitar o fruto do cacaueiro.


Eles habitavam as terras baixas do Golfo do México. Evidências arqueológicas comprovam que pouco depois os Maias, Toltecas, a Aztecas também já utilizavam o cacau, a consideravam-no o alimento dos Deuses. 


Nesta época o cacau era usado como uma bebida, geralmente acrescida de algum condimento. Era ingerida pelos sacerdotes em rituais religiosos. 


Houve tempo também, na mesma época, em que as sementes de cacau, de tão valorizadas, viraram moeda corrente. Eram usadas como meio de troca a referencial de valor.


Históricamente, foi Cristovam Colombo quem descobriu o cacau para a Europa, quando de sua quarta viagem ao Novo Mundo, por volta de 1502. Teria levado sementes de cacau para o rei Fernando II, sementes estas que passaram quase desapercebidas no meio de todas as outras riquezas que trouxe. 


Em 1519, Hernando Cortez descobriu o cacau durante suas conquistas no México, mas os espanhóis não prezavam muito a bebida, achando-a fria, gordurosa a amarga. Porém logo perceberam o valor da semente como referencial de valor a moeda de troca. Em nome da coroa Espanhola começou plantações de cacau no México onde a " moeda" seria cultivada. 


Em 1528, Cortez trouxe de volta para a Espanha cacau a as ferramentas necessárias para seu preparo. Com o passar do tempo, os espanhóis começaram a agregar açúcar a outros adoçantes a bebida, tornando-a menos amarga a mais palatável, portanto, ao gosto Europeu.


Estes passaram a tomar o líquido quente, e o chocolate quente começava cada vez mais a cair no gosto da elite espanhola. Também nesta época o cacau começou a ser feito em tabletes, que depois eram mais facilmente transformados em bebida. 
Ao longo dos próximos 150 anos, a novidade foi se espalhando pelo resto da Europa, e seu use foi sendo difundido na França, Inglaterra, Alemanha, Itália, etc. Vários ingredientes continuavam sendo agregados ao chocolate liquido: leite, vinho, cerveja, açúcar, a especiarias. 


Foi somente em 1755 que o cacau apareceu nos Estados Unidos. 


Em 1795 os ingleses começaram a usar uma máquina a vapor para esmagar os grãos de cacau, a este invento deu início à fabricação de chocolate em maior escala. 


Mas a verdadeira revolução do chocolate aconteceu cerca de 30 anos depois, quando os holandeses desenvolveram uma prensa hidráulica que pela primeira vez permitia a extração, de um lado, da manteiga de cacau, a do outro a torta, ou massa, de cacau. Esta última era pulverizada para se transformar em pó de cacau, que quando acrescido de sais alcalinos se tornava facilmente dissolúvel em água. Daí ao desenvolvimento de bebidas achocolatadas foi um passo rápido, a em seqüência a mistura com manteiga de cacau fez aparecer os primeiros tabletes de chocolate mais ou menos como os conhecemos hoje. 


Em pouco tempo a Espanha, que tinha praticamente o monopólio do cacau, perdeu sua hegemonia para a Inglaterra, França, Holanda, etc. 


THEOBROMA CACAU O cacaueiro (" Theobroma cacau" theobroma, significando, em grego, alimento dos deuses)


Em medicina, como medicamento: 


Os invasores espanhóis que se encantaram com o chá desta planta, se surpreenderam menos com o seu gosto e mais agradavelmente com os seus outros efeitos. O gosto amargo foi contornado adocicando o cacau conforme o gosto de cada um. 


Desde cedo, aconteceram surpresas com o chocolate, o que continua acontecendo até os nossos dias. A primeira indicação terapêutica do chocolate veio quando descobriram que ele ajudava aos asmáticos nas suas crises, e a última surpresa agradável vem agora da Alemanha, onde um estudo muito bem conduzido chegou à conclusão que o chocolate é útil no combate à hipertensão arterial e na prevenção de doenças isquêmicas decorrentes da elevação da pressão arterial. 


Um dos primeiros componentes estudados do cacau foi a teobromina. Esta palavra vem do grego e significa “alimento dos deuses”. A teobromina é um alcalóide do grupo das metilxantinas, assim como a cafeína e a teofilina. No chocolate o alcalóide de maior concentração é a teobromina. 


Por outro lado, o chocolate teria a capacidade de liberar endorfinas, substâncias que provocam bem estar e facilitam o sono. É por esta razão que as camareiras dos hotéis costumam colocar à disposição um bombom ou um pequeno chocolate sob o travesseiro para que os hóspedes durmam bem. 


O cacau contém outras substâncias, como os poilifenóis e os flavonóides. Os flavonóides têm a propriedade de diminuirem a pressão arterial, se administrados em doses maiores correspondendo a mais de 100 gramas de cacau ao dia. A novidade que é importante: os médicos pesquisadores (D.Taubert, R. Roesen, C. Lehmann, N. Jung e E. Schöemig) da Universidade de Colônia, na Alemanha, estudaram o efeito do cacau sobre a pressão arterial, administrando 6,3 g/dia de chocolate amargo ou 5,6 g/dia de chocolate branco e observaram o efeitos sobre a pressão arterial de pessoas voluntárias, da terceira idade, hipertensas leves e sãs sob demais aspectos. O estudo foi publicado na revista JAMA, 4 de Julho de 2007,. Vol. 298. 


Foi constatado que depois de ingerir chocolate, (5,6 gramas por dia), havia uma diminuição da pressão arterial, já observável após 6 dias , e que depois de 18 dias baixava mais ainda, tanto em homens como em mulheres. A redução na pressão sistólica (a máxima), depois de 18 dias ingerindo 5,6 g de chocolate amargo/dia, era em média de 2,9 mm de Hg nas mulheres e 3,0 mm de Hg nos homens. Já na pressão diastólica (a mínima) a redução foi de 1,9 mm de Hg nas mulheres e 1,8 mm de Hg nos homens. Isto aconteceu somente com o chocolate amargo. Com o branco não houve influência sobre a pressão arterial. 


A substância responsável por esta diminuição da pressão arterial seria do grupo S-nitrosoglution, encontrada somente no chocolate negro. A quantidade de chocolate administrada de 5,6 gramas ao dia, não alterou os níveis de açúcar no sangue e de colesterol, triglicerídeos ou creatinina. Os pacientes também não engordaram. 


O cacau puro é bastante amargo, mas no chocolate o cacau é associado ao açúcar, o que pode tornar o seu consumo prejudicial nas dietas de emagrecimento ou para diabéticos. Já existem no mercado chocolates dietéticos, sem açúcar. 


Podemos concluir que, além das dietas ricas em fibras, frutas e verduras, pobres em gorduras saturadas ou trans, o chocolate é recomendável para ajudar a controlar a pressão arterial. Aos pacientes se recomenda que não se fiem somente nestes dados, devem continuar controlando a sua pressão arterial com o seu médico.





Fonte: ABC da Saúde 




Leia mais abaixo a DICA DA SEMANA!

sexta-feira, 1 de abril de 2011

HIPERTENSÃO



VEJA O VÍDEO NO FINAL DA PUBLICAÇÃO

A hipertensão arterial (HTA), hipertensão arterial sistêmica (HAS) conhecida popularmente como pressão alta é uma das doenças com maior prevalência no mundo moderno e é caracterizada pelo aumento da pressão arterial, aferida com esfigmomanômetro (aparelho de pressão) ou tensiômetro, tendo como causas a hereditariedade, a obesidade, o sedentarismo, oalcoolismo, o estresse, o fumo e outras causas. Ela ocorre a ativação excessiva de uma proteina chamada de RAC1.Pessoas negras possuem mais risco de serem hipertensas. A sua incidência aumenta com a idade, mas também pode ocorrer na juventude.
Existe um problema para diferenciar a pressão alta da pressão considerável normal. Ocorre variabilidade entre a pressão diastólica e a pressão sistólica e é difícil determinar o que seria considerado normal e anormal neste caso. Alguns estudos farmacológicos antigos criaram um mito de que a pressão diastólica elevada seria mais comprometedora da saúde que a sistólica. Na realidade, um aumento nas duas é fator de risco.
Considera-se hipertenso o indivíduo que mantém uma pressão arterial acima de 140 por 90 mmHg ou 14x9, durante seguidos exames, de acordo com o protocolo médico. Ou seja, uma única medida de pressão não é suficiente para determinar a patologia. A situação 14x9 inspira cuidados e atenção médica pelo risco cardiovascular.
Pressões arteriais elevadas provocam alterações nos vasos sanguíneos e na musculatura do coração. Pode ocorrer hipertrofia do ventrículo esquerdo, acidente vascular cerebral (AVC), infarto do miocárdio, morte súbitainsuficiências renal e cardíacas, etc.
O tratamento pode ser medicamentoso e/ou associado com um estilo de vida mais saudável. De forma estratégica, pacientes com índices na faixa 85-94 mmHg (pressão diastólica) inicialmente não recebem tratamento farmacológico.



A Pressão alta transformou-se numa epidemia no mundo moderno. Estudos mostram que cerca de 50% dos adultos acima de 50 anos são hipertensos no mundo e, infelizmente, esse número não pára de crescer. A prevalência estimada de hipertensão no Brasil atualmente é de 35% da população acima de 40 anos. Isso representa em números absolutos um total de 17 milhões de portadores da doença, segundo estimativa de 2004 do Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE). 
Lembrando: Pressão alta, ou hipertensão arterial, é aquela de 140/90 mmHg ou superior.





  • O termo prevalência indica o número de doentes em um determinado momento. A prevalência da hipertensão arterial no Brasil foi levantada por amostras em algumas cidades. Estes estudos mostraram uma variação de 22,3% a 43,9% de indivíduos hipertensos conforme a cidade considerada. Pode estimar assim que entre uma a duas pessoas a cada cinco são hipertensas. Em 2004, 35% da população brasileira acima de 40 anos estava hipertensa. Acredita-se que 20% da população mundial apresente o problema.
  • A proporção de óbitos por doença cardiovascular no Brasil em 2007, segundo dados do DATASUS, foi de 29,4%. Dentro deste grupo, a distribuição por doença foi como abaixo:
Óbitos por Doenças Cardiovasculares (29,4% do total)Percentual
Acidente vascular cerebral31,4%
Doença isquêmica do coração30,0%
Hipertensão arterial12,8%
Outras25,1%



Pessoas com pressão arterial elevada estão mais propensas a apresentar comprometimentos vasculares, tanto cerebrais, quanto cardíacos, porque na hipertensão ocorre o estreitamento dos vasos. Por causa dessa vasoconstrição, o coração precisa fazer mais força para bombear o sangue, fica hipertrofiado e a circulação sangüínea é comprometida. Vasos mais estreitos também são responsáveis por menor fluxo de sangue no cérebro. Os efeitos da pressão alta nos tecidos podem ser devastadores. Além de acelerar a arteriosclerose, ela é a principal causa de derrames cerebrais, doença nos rins, insuficiência cardíaca e enfarte agudo de miocárdio.


A hipertensão é um mal silencioso. Também chamada de "assassina silenciosa" porque geralmente não tem sintomas numa primeira fase. Porém, à medida que os anos vão passando, eles podem começam a aparecer. Os mais comuns são: dor de cabeça, falta de ar, enjôos, visão turva que pode estar acompanhada de zumbidos, debilidade, sangramento pelo nariz, palpitações e até desmaios. Algumas pessoas podem não descobrir que têm pressão alta até que apresentem problemas no coração, cérebro ou rins. A ausência de sintomas retarda o diagnóstico que, muitas vezes, é feito quando as complicações já estão instaladas. A única maneira de saber se a pessoa apresenta o problema é medir sua pressão com certa regularidade. Nem os jovens estão livres dessa doença.
Se não descoberta e tratada a tempo, ela ainda pode causar:

Aumento do coração, o qual pode ocasionar mau funcionamento; 

•Aneurismas nos vasos sangüíneos, mais comumente na aorta e artérias no cérebro, pernas e intestinos;

•Estreitamento dos vasos sangüíneos nos rins, o que pode causar a falha destes;

•"Endurecimento" precoce de artérias pelo corpo, especialmente aquelas no coração, cérebro, rins e pernas. Isso pode causar ataque cardíaco, infarto, falha nos rins ou amputação de parte da perna;

•Sangramento ou ruptura de vasos sangüíneos nos olhos, o que causa alterações na visão e pode resultar em cegueira. 
O sangue é levado do coração para todas as partes do corpo em vasos sanguíneos chamados artérias. Pressão arterial é a força do sangue contra as paredes das artérias. Cada vez que o coração bate, ele bombeia (empurra) sangue pelas artérias e este exerce uma pressão sobre as suas paredes. Assim a pressão sangüínea sistólica representa a pressão máxima de pico quando o seu coração está plenamente contraído durante a batida. E a pressão sangüínea diastólica representa a pressão quando o seu coração está em descanso entre as batidas.


Pressão arterial é sempre dada por esses dois números, as pressões sistólica e diastólica. Ambas são importantes. Geralmente elas são escritas uma acima ou antes da outra, como 120/80 mmHg. O primeiro número (o maior) é a pressão sistólica (contração) e o último (o menor) a diastólica (relaxamento). 

A pressão arterial muda durante o dia. Ela é menor quando você dorme e aumenta quando acorda. A pressão também se eleva quando você está ativo fisicamente ou nervoso. Ainda, na maioria das suas horas caminhando, sua pressão arterial permanece bem parecida com a de quando está sentado ou parado em pé. Esse nível deve ser menor que 120/80. Quando o nível da pressão fica alto, 140/90 ou mais, você tem hipertensão. Com a pressão alta, o coração trabalha mais forte, suas artérias são "surradas" e as chances de infarto, ataque cardíaco ou problema nos rins são maiores.

Uma pressão arterial de até 120/80 é considerada normal. Em geral, quando mais baixo melhor. Porém, pressão arterial muito baixa pode algumas vezes causar inquietações e deve ser checada por um médico. Se os valores forem demasiados baixos, isto é, se a pressão sistólica for inferior a 100 mm/Hg e/ou a diastólica inferior a 60 mm/Hg, deverá também fazer uma visita ao médico cardiologista. 



Os médicos classificam a pressão arterial abaixo de 140/90 e acima de 120/80, como "pré-hipertensão". Caso sua pressão esteja na faixa da "pré-hipertensão", então é maior a probabilidade de no futuro ter pressão alta, a menos que tome providências para preveni-la.


Pressão alta é aquela de 140/90 mmHg ou superior. Ambos os números são importantes. Se um ou ambos os números são consistentemente altos, então você tem pressão alta. Importante: Se você está sendo tratado para hipertensão e apresenta hoje medidas repetidas de pressão na faixa normal, ainda assim você tem pressão alta!


É importante ressaltar aqui que a hipertensão é uma desordem séria e embora possam ter boas sugestões a seguir para normalizá-la, é importante que você faça um acompanhamento com o seu médico. Em muitos casos, somente o uso de medicamentos irá normalizar a pressão. 


A melhor forma de prevenir a doença é mediante um controle periódico (verificar a pressão), exames médicos, não abusar das comidas com sal, atividades físicas regulares e evitar o fumo e o café, que aumentam a pressão arterial. Em resumo, tentar modificar o estilo de vida. 

A hipertensão arterial pode ou não surgir em qualquer indivíduo, em qualquer época de sua vida, mas algumas situações aumentam o risco. Dentro dos grupos de pessoas que apresentam estas situações, um maior número de indivíduos será hipertenso. Como nem todos terão hipertensão, mas o risco é maior, estas situações são chamadas de fatores de risco para hipertensão. São fatores de risco conhecidos para hipertensão:
  • Idade: Aumenta o risco com o aumento da idade.

  • Sexo: Até os cinquenta anos, mais homens que mulheres desenvolvem hipertensão. Após os cinquenta anos, mais mulheres que homens desenvolvem a doença.


  • Nível socioeconômico: Classes de menor nível sócio-econômico têm maior chance de desenvolver hipertensão.

  • Consumo de sal: Quanto maior o consumo de sal (sódio), maior o risco da doença.

  • Consumo de álcool: O consumo elevado está associado a aumento de risco. O consumo moderado e leve tem efeito controverso, não homogêneo para todas as pessoas.

  • Obesidade: A presença de obesidade aumenta o risco de hipertensão.




Já os tratamentos são destinados a manter a pressão arterial dentro dos limites normais, que por um lado incluem as formas acima descritas de prevenção, e por outro, através de medicamentos que, por diferentes ações, mantêm a pressão dentro dos limites normais. Os fármacos mais receitados são os diuréticos, os betabloqueadores e os vasodilatadores.
Algumas Recomendações:

Reduzir sal: Antigamente a sociedade consumia uma quantidade muito menor de sal na dieta e a incidência de hipertensão era muito menor. Estudos já provaram a relação direta do alto consumo de sal (cloreto de sódio) com a hipertensão. Reduzir a presença de sal na dieta reduz a pressão sanguínea na maioria das pessoas. Quanto maior a restrição de sal, maior é o efeito de diminuição na pressão do sangue.

Emagrecer: A maioria das pessoas com pressão alta estão acima do peso. A perda de peso baixa a pressão sanguínea de forma significativa nas pessoas que estão acima do peso e com hipertensão. Diminuir apenas alguns quilos já pode representar uma significativa redução da pressão sanguínea. A perda de peso parece ter um efeito ainda mais poderoso do que a restrição de sal na dieta quando o assunto é baixar a pressão sanguínea de hipertensos.

Parar de fumar: Fumar faz especialmente mal para as pessoas que tem hipertensão. A combinação de hipertensão com o fumo aumenta muito o risco de doenças cardíacas e morte. Todas as pessoas com pressão alta devem para urgentemente com o cigarro.

Exercitar-se: Estudos mostram que exercícios físicos orientados e periódicos, podem reduzir de forma muito significativa a pressão sanguínea. Um estudo de 12 semanas analisando, por exemplo, o Tai Chi Chinês (um tipo de exercício) concluiu que ele é tão eficiente quanto exercícios aeróbicos (os mais recomendados) para baixar a pressão sanguínea. Exercícios de resistência progressiva (com pesos, por exemplo, na musculação) com intensidade moderada também ajudam a reduzir a pressão. Ao mesmo tempo, a pressão sanguínea durante exercícios com pesos elevados, aumenta significativamente. Por essa razão, pessoas com a pressão alta, em especial os que têm doenças do coração, parece ser prudente tomar cuidado ao fazer exercícios com pesos muito intensos. Recomendo evitar!!
Reduzir açúcar: Estudos recentes também demonstraram que o açúcar aumenta a pressão sanguínea tanto em animais quanto em humanos. Embora o mecanismo de ação ainda não esteja completamente esclarecido, alguns médicos recomendam que pessoas com pressão alta diminuam o consumo de açúcares em suas dietas. 

Moderar o consumo de álcool: O consumo de mais de 3 (três) doses de bebidas alcoólicas por dia mostrou aumentar a pressão sanguínea. E apesar de muita especulação, ainda não está comprovado se uma ou duas doses por dia tem um efeito negativo sobre ela. Existe sim muita controvérsia!!

Aumentar o consumo de potássio: Você pode aumentar o consumo de potássio comendo de 8 a 10 porções de frutas e vegetais por dia. A alta ingestão de potássio está relacionada a redução da pressão sanguínea de pessoas com hipertensão. A recomendação de ingestão de potássio é de 4,7 gramas por dia. No entanto, essa quantidade pode ser muito grande para pessoas que tem problemas renais ou severa insuficiência cardíaca, fique atento!!
Alimentos e Nutrientes que podem Auxiliar:
Alho: Alguns estudos indicam que o alho possui um efeito benéfico para redução da hipertensão arterial. Experimentos onde o alho foi administrado diariamente por pelo menos quatro semanas, normalmente utilizando 600–900 mg de extrato de alho, ele mostrou efeitos positivos na redução da pressão. 
Fibras: Vários estudos duplo-cego demonstraram que adicionar 6 a 7 gramas de fibras por dia na dieta (por exemplo Aveia) por vários meses levou a uma diminuição da pressão sanguínea, e a razão para isso não ficou evidente. No entanto outros estudos realizados não chegaram a essa mesma conclusão.
Omega-3: EPA (Ácido Eicosapentaenóico) e DHA (Ácido Docosahexaenóico), ou seja, os ácidos graxos de omega-3, encontrados principalmente nos óleos de peixe de clima frio, demonstraram reduzir a pressão sanguínea na analise de pelo menos 31 experimentos. Os efeitos variaram dependendo da quantidade de omega-3 usado. Os melhores resultados ocorreram a medida que se testava a utilização de maiores quantidades (foram feitos testes de até 15 gramas por dia). 
Magnésio: Alguns estudos mostram que suplementos de magnésio — geralmente 350–500 mg por dia — baixam a pressão sanguínea. O magnésio parece ser especialmente eficaz para pessoas que estão tomando diuréticos que esgotam potássio. 
Cálcio: Outros estudos indicam que a suplementação com cálcio — geralmente entre 800 e 1500 mg por dia — tende a baixar a pressão do sangue. Uma analise de 42 experimentos mostrou uma redução média estatisticamente significativa. A redução na prática foi de 1,4 na pressão sistólica e 0,8 na pressão diastólica. No entanto, pesquisadores acreditam que os resultados poderiam ter sido ainda melhores se os estudos tivessem considerado apenas as pessoas com pressão alta que tomaram cálcio. Isso porque a suplementação com cálcio parece não produzir quase nenhum efeito nas pessoas hipertensas que já estão com a pressão normal. Os efeitos positivos evidenciados nesses estudos foram obtidos tanto com aumento de cálcio pela dieta quando com suplementos. 
Vitamina C: Analisados 5 (cinco) estudos duplo-cego, onde a suplementação com vitamina C reduz a pressão sanguínea. No entanto, esta redução foi estatisticamente significativa em apenas três dos cinco estudos. Alguns médicos recomendam que pessoas com pressão alta suplementem com 1000 mg de vitamina C por dia. 


Classificação das Sociedade Brasileira de Cardiologia, Sociedade Brasileira de Hipertensão e Sociedade Brasileira de Nefrologia. 

CategoriaPA diastólica (mmHg)PA sistólica (mmHg)
Pressão ótima< 80<120
Pressão normal< 85<130
Pressão limítrofe85-89130-139
Hipertensão estágio 190-99140-159
Hipertensão estágio 2100-109160-179
Hipertensão estágio 3≥110≥180
Hipertensão sistólica isolada< 90≥140



Importante: Lembre-se, somente o seu médico poderá lhe orientar adequadamente!!!