MISSÃO:

Profissional especializado em Atividade Física, Saúde e Qualidade de Vida. Sérgio Nunes e sua empresa QualiFis, pretendem desenvolver junto aos seus alunos e clientes a ideia da verdadeira Saúde, que obviamente não é apenas a ausência de doença, mas também o Encantamento com a Vida, dotando-os de um entendimento adequado de se Priorizar, de compreender que vale a pena Investir no seu Potencial de Ser, através do investimento na melhoria da Qualidade de Vida, aprimorando a saúde e usando como meio, a Atividade Física, em suas mais diferentes possibilidades.

“As informações, dicas e sugestões contidas nesse blog têm caráter meramente informativo, e não substituem o aconselhamento individual e o acompanhamento de médicos, nutricionistas, psicólogos e profissionais de educação física.”

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sábado, 2 de junho de 2012

ALIMENTOS PARA UMA BOA DIGESTÃO

Quem nunca sentiu aquele mal estar depois que comeu demais ou sofreu as dores de uma escolha errada no cardápio?  

Muitas pessoas apresentam problemas de 
digestão, como a azia e a prisão de ventre, que estão entre os desconfortos mais populares. No entanto, a solução para esses problemas pode estar na própria dieta, com a ingestão de alimentos que possuem propriedades digestivas. O gastroenterologista Irineu Pantoja, de São Paulo, explica que se os problemas persistirem, o ideal é procurar um médico, que poderá dar uma orientação mais específica.

Confira os alimentos que podem ajudar na digestão e acabe com o desconforto após as refeições: 

1) Fibras -


As fibras têm papel importante na digestão, pois prolongam o tempo que o alimento permanece no tubo digestivo. Tanto as fibras insolúveis (cerais e farelos) quanto as solúveis (frutas, legumes e verduras) são recomendadas, porém vale lembrar que o mecanismo de ação de cada uma é diferente. "As fibras insolúveis não são digeridas, e atuam aumentando a velocidade intestinal, contribuindo principalmente para o bom funcionamento intestinal e a prevenção de doenças no intestino", diz o gastroenterologista Irineu Pantoja, de São Paulo. Já as insolúveis agem retendo líquidos, formando um gel viscoso no estômago que retarda o esvaziamento gástrico, promovendo mais saciedade. O consumo ideal é de 25 a 30g ao dia de fibras no geral. Lembrando que, para ter efeito desejado, é importante consumir as fibras em conjunto com a água. "Ela que irá ajudar na formação do bolo fecal, melhorando o fluxo do intestino", completa Irineu.


2) Ameixa - 


Por conta do seu alto teor de fibras e da presença de determinados ácidos orgânicos digestivos, a ameixa é um fruta com potencial laxativo, capaz de melhorar o trânsito intestinal. "A quantidade depende do consumo de outras fibras provenientes da alimentação, mas uma média de uma a duas ameixas por dia seria ideal para pessoas com o intestino preso".


3) Gengibre -


Essa raiz auxilia na secreção gástrica e tem um poder anti-inflamatório natural, auxiliando na digestão e em quadros de gastrite, além de melhorar a sensação de queimação, dor e náusea. "O gengibre pode ser consumido na forma de chás, gengibre ralado, sopas, saladas e sucos".


4) Mamão e Abacaxi -


De acordo com Irineu Pantoja, o abacaxi e o mamão possuem naturalmente enzimas em sua composição chamadas bromelina e papaína, respectivamente, que auxiliam na digestão principalmente de proteínas. "Consumir uma fatia de abacaxi ou um quarto de mamão papaya após uma refeição rica em proteínas, como o churrasco, seria o ideal para uma digestão eficiente", diz o gastroenterologista.  


5) Banana -


"A banana possui frutano, um amido resistente que contribui para o controle do índice glicêmico, melhora o colesterol e regulariza o trânsito intestinal". Essa fibra está presente principalmente na banana verde, e que o consumo ideal é de uma colher de sopa da fruta por dia. "Apesar de o frutano estar mais presente na fruta verde, a banana madura também ajuda a reverter quadros de diarreia". 


6) Iogurtes probióticos -


Os probióticos são bactérias boas, que em contato com a mucosa intestinal favorecem a proliferação de micro-organismos que atuam promovendo o equilíbrio da flora intestinal. "Eles atuam prevenindo a proliferação de organismos patogênicos, revertendo quadros de diarreias e inibindo a colonização de bactérias no trato gástrico". A recomendação é ingerir uma porção (um potinho) de iogurte por dia.  


7) Azeite -


Pesquisas recentes indicam que o azeite pode inibir a formação excessiva de ácido gástrico, melhorando a digestão e prevenindo a azia. "Por ser uma gordura, o azeite estimula a produção de suco pancreático e a bile, facilitando a digestão", completa. O azeite pode ser consumido nas saladas ou como tempero em qualquer outra preparação. 


8) Chás Digestivos (Ervas)-


Alguns tipos de chá ajudam na digestão dos alimentos e diminuem a sensação de barriga estufada. "Chás de hortelã, Alecrim, Boldo, Erva cidreira, Camomila, Sálvia, Menta, Carqueja, Cravo, Erva-doce, Gengibre, Espinheira Santa, Alfavaca, Canela, Jurubeba e Cocullus (calumba) e Psyllium são os digestivos mais conhecidos". O ideal é beber o chá entre 30 e 40 minutos após a refeição. "E quanto menor o processo de oxidação da planta, maior é a concentração de oxidantes e mais efetivo ele é". Os chás podem ser consumidos de forma clássica ou acrescidos em sucos. 
Lembrando que, a quantidade de ervas influi na qualidade do efeito. Assim, é bom não abusar da quantidade. Um pequeno punhado, o equivalente a uma colher rasa de sopa, deve bastar para cada preparado. 


9) Couve -



Essa verdura em especial contém substâncias que auxiliam no processo de cicatrização da mucosa, desintoxicando o aparelho digestivo e acalmando os sintomas da indigestão. O ideal é que a couve seja consumida crua, mas seus benefícios não se perdem com a cocção.  


10) Limão -

Inicialmente, todas as manhãs antes do café, espremer o suco fresco de 1 limão em 250ml - 500ml de água filtrada e sem açúcar. Um pouco de mel pode ser considerado. A eficácia torna-se significativa com uma rotina diária, pois vai ajudar a limpar o estômago de restos e remover qualquer excesso de acidez. Em tempo, o suco de limão é um excepcional curativo para azia, a famosa queimação de estômago. 

11) Vinagre de Maçã e Suco de Maçã -

Outra bebida diária que pode ser tomada pela manhã, ou algum tempo antes do almoço complementa a primeira Dica, e ajuda ainda mais na sua digestão. A dose pode variar entre uma colher de chá e uma colher de sopa de vinagre de maçã orgânico misturado com 250ml - 500ml de suco de maçã (o suco feito na hora é mais eficaz). Esta bebida irá equilibrar os sucos digestivos, especificamente para níveis baixos ou elevados de ácido clorídrico, que é um poderoso corrosivo que faz parte do nosso suco gástrico. Em excesso provoca gastrites, úlceras, queimações, e vários problemas causados pelo refluxo do excesso dos líquidos estomacais. 

12) Ervas com sabor amargo -

Estas geralmente podem ser encontradas em lojas naturais e de comida saudável. O sabor de ervas, alimentos e sucos amargos, aproximadamente 20-30 minutos antes de comer vai aumentar a função digestiva, incentivando a liberação de enzimas digestivas, sucos e ácidos. 


Outras Dicas: 


1) Auto-Massagem -
Técnicas específicas de auto-massagem e exercícios utilizados como parte de uma rotina diária também vão contribuir para uma melhor digestão. 

Exemplo 1: Exercício Fígado
Este exercício massageia o fígado e a vesícula biliar, tonificando e limpando esses órgãos, para auxiliar na digestão. Ele ajuda a lidar com os gases e desconfortos abdominais. 
Método: Coloque a palma da mão direita no lado direito do corpo abaixo das costelas, e logo acima do osso do quadril. Os dedos devem estar em linha reta apontando para baixo . Pressionando firmemente, mova a mão lentamente até o centro do abdômen, você deve acabar com a palma da mão sobre o umbigo. Repita esta ação 10-20 vezes. 


Exemplo 2: Exercício Estômago
Este exercício é semelhante ao Exercício de fígado, mas é aplicado para o outro lado do corpo. Beneficia a digestão, o baço e o pâncreas, bem como o estômago. 
Método: Coloque a palma da mão esquerda entre a caixa torácica e o osso do quadril esquerdo, com os dedos apontando para baixo do corpo. Mova a mão com firmeza até o centro do abdômen, até que ele estiver acima do umbigo. Repita 10-20 vezes. 



2) Tempo para um rápido Jejum -
Esta é uma maneira de permitir que o sistema digestivo tenha uma pausa bem merecida, se alimentando apenas de líquidos. No entanto, para uma primeira vez, você deve tentar o processo por um máximo de 24 horas. Lembre-se sempre de beber bastante suco de frutas. Planeje o seu jejum para dias em que você não estará fazendo muito trabalho físico pesado e possa descansar bastante. 

3) Mastigue bem e devagar -
Um dos mecanismos mais importantes da digestão, mas na maioria das vezes, o mais esquecido! A Mastigação é o primeiro estágio da digestão. Não só fisicamente, quebra os alimentos, mas emite os sinais para os órgãos que secretam sucos digestivos (enzimas pancreáticas, os ácidos do estômago, etc), a fim de preparar-se para os alimentos a serem recebidos. Também, a lenta mastigação permite que o mecanismo cerebral encarregado de sinalizar a saciedade ou enchimento do estômago, terá mais tempo para agir. 

4) Tente um tratamento Homeopático -
Embora ainda contestada pela terapia oficial, os remédios homeopáticos, considerados inócuos pela alopatia (a prescrição médica tradicional), não podemos negar que alguns preparados trazem um evidente alívio quando o assunto são as dificuldades digestivas. Lembrando sempre que tais alternativas não substituem os conselhos médicos, quando os fatores causadores de tais distúrbios precisam ser determinados. Mas, enquanto o socorro não chega, alguns medicamentos podem ajudar. Nux Vomica, Arsenicum Album, Camomila e Antimonium Crudum, são alguns que podem ser testados. Oriente-se com um Especialista. 

5) Combinando Alimentos -
Combinar alimentos pode funcionar bem para muitas pessoas. A Combinação envolve os três principais tipos de nutrientes. São os carboidratos (massas, batatas, arroz); as proteínas (derivados do leite e grãos) e as gorduras (abacate, óleos vegetais). Logo, combinar um pouco de cada uma das classes de alimentos pode garantir uma boa digestão e correta nutrição. 

6) Limpeza do Fígado e do Cólon -
A limpeza do cólon e do fígado através do uso de ervas, alimentos e suplementos, beneficia o sistema digestivo inteiro. Estas são duas das abordagens mais populares para começar com desintoxicação, que culmina em benefícios a cada parte do corpo, ajudando a eliminar toxinas e abrandar todos os órgãos e as funções corporais. Ervas como Espinheira Santa, Boldo, Jurubeba e Cocullus (calumba), sem dúvida podem ajudar. 



7) Identifique quais os alimentos que são indigestos para você -
Existem alimentos que são sabidamente indigestos, tais como pinha, gorduras, pimentão, pepino, os condimentados, frituras, etc. O leite e o glúten, amido presente nos derivados de trigo, podem ser a causa de problemas digestivos para muitos. Como saber se existe intolerância para alguns alimentos? Simples, fique atento aos sintomas, que podem alternar de uma simples flatulência, para desconforto abdominal, cólicas intestinais, constipação ou diarreia, indigestão (sensação de peso estomacal, com ou sem cólica), azia, enjoo, ou casos severos de intoxicação alimentar. Para aqueles que não toleram a lactose do leite, podem tentar leite de soja; já para os intolerantes ao glúten, as farinhas de milho resolvem a questão.

E Ainda... Evite beber durante as refeições!


O gastroenterologista não aconselha a ingestão de líquidos durante a refeição. "Esse hábito compromete o processo digestivo, dificultando-a pela diluição do suco gástrico e a utilização plena dos nutrientes ingeridos, comprometendo sua absorção", diz. O melhor é ingerir líquidos antes ou 30 minutos após a refeição para garantir uma boa digestão. 



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sexta-feira, 1 de abril de 2011

HIPERTENSÃO



VEJA O VÍDEO NO FINAL DA PUBLICAÇÃO

A hipertensão arterial (HTA), hipertensão arterial sistêmica (HAS) conhecida popularmente como pressão alta é uma das doenças com maior prevalência no mundo moderno e é caracterizada pelo aumento da pressão arterial, aferida com esfigmomanômetro (aparelho de pressão) ou tensiômetro, tendo como causas a hereditariedade, a obesidade, o sedentarismo, oalcoolismo, o estresse, o fumo e outras causas. Ela ocorre a ativação excessiva de uma proteina chamada de RAC1.Pessoas negras possuem mais risco de serem hipertensas. A sua incidência aumenta com a idade, mas também pode ocorrer na juventude.
Existe um problema para diferenciar a pressão alta da pressão considerável normal. Ocorre variabilidade entre a pressão diastólica e a pressão sistólica e é difícil determinar o que seria considerado normal e anormal neste caso. Alguns estudos farmacológicos antigos criaram um mito de que a pressão diastólica elevada seria mais comprometedora da saúde que a sistólica. Na realidade, um aumento nas duas é fator de risco.
Considera-se hipertenso o indivíduo que mantém uma pressão arterial acima de 140 por 90 mmHg ou 14x9, durante seguidos exames, de acordo com o protocolo médico. Ou seja, uma única medida de pressão não é suficiente para determinar a patologia. A situação 14x9 inspira cuidados e atenção médica pelo risco cardiovascular.
Pressões arteriais elevadas provocam alterações nos vasos sanguíneos e na musculatura do coração. Pode ocorrer hipertrofia do ventrículo esquerdo, acidente vascular cerebral (AVC), infarto do miocárdio, morte súbitainsuficiências renal e cardíacas, etc.
O tratamento pode ser medicamentoso e/ou associado com um estilo de vida mais saudável. De forma estratégica, pacientes com índices na faixa 85-94 mmHg (pressão diastólica) inicialmente não recebem tratamento farmacológico.



A Pressão alta transformou-se numa epidemia no mundo moderno. Estudos mostram que cerca de 50% dos adultos acima de 50 anos são hipertensos no mundo e, infelizmente, esse número não pára de crescer. A prevalência estimada de hipertensão no Brasil atualmente é de 35% da população acima de 40 anos. Isso representa em números absolutos um total de 17 milhões de portadores da doença, segundo estimativa de 2004 do Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE). 
Lembrando: Pressão alta, ou hipertensão arterial, é aquela de 140/90 mmHg ou superior.





  • O termo prevalência indica o número de doentes em um determinado momento. A prevalência da hipertensão arterial no Brasil foi levantada por amostras em algumas cidades. Estes estudos mostraram uma variação de 22,3% a 43,9% de indivíduos hipertensos conforme a cidade considerada. Pode estimar assim que entre uma a duas pessoas a cada cinco são hipertensas. Em 2004, 35% da população brasileira acima de 40 anos estava hipertensa. Acredita-se que 20% da população mundial apresente o problema.
  • A proporção de óbitos por doença cardiovascular no Brasil em 2007, segundo dados do DATASUS, foi de 29,4%. Dentro deste grupo, a distribuição por doença foi como abaixo:
Óbitos por Doenças Cardiovasculares (29,4% do total)Percentual
Acidente vascular cerebral31,4%
Doença isquêmica do coração30,0%
Hipertensão arterial12,8%
Outras25,1%



Pessoas com pressão arterial elevada estão mais propensas a apresentar comprometimentos vasculares, tanto cerebrais, quanto cardíacos, porque na hipertensão ocorre o estreitamento dos vasos. Por causa dessa vasoconstrição, o coração precisa fazer mais força para bombear o sangue, fica hipertrofiado e a circulação sangüínea é comprometida. Vasos mais estreitos também são responsáveis por menor fluxo de sangue no cérebro. Os efeitos da pressão alta nos tecidos podem ser devastadores. Além de acelerar a arteriosclerose, ela é a principal causa de derrames cerebrais, doença nos rins, insuficiência cardíaca e enfarte agudo de miocárdio.


A hipertensão é um mal silencioso. Também chamada de "assassina silenciosa" porque geralmente não tem sintomas numa primeira fase. Porém, à medida que os anos vão passando, eles podem começam a aparecer. Os mais comuns são: dor de cabeça, falta de ar, enjôos, visão turva que pode estar acompanhada de zumbidos, debilidade, sangramento pelo nariz, palpitações e até desmaios. Algumas pessoas podem não descobrir que têm pressão alta até que apresentem problemas no coração, cérebro ou rins. A ausência de sintomas retarda o diagnóstico que, muitas vezes, é feito quando as complicações já estão instaladas. A única maneira de saber se a pessoa apresenta o problema é medir sua pressão com certa regularidade. Nem os jovens estão livres dessa doença.
Se não descoberta e tratada a tempo, ela ainda pode causar:

Aumento do coração, o qual pode ocasionar mau funcionamento; 

•Aneurismas nos vasos sangüíneos, mais comumente na aorta e artérias no cérebro, pernas e intestinos;

•Estreitamento dos vasos sangüíneos nos rins, o que pode causar a falha destes;

•"Endurecimento" precoce de artérias pelo corpo, especialmente aquelas no coração, cérebro, rins e pernas. Isso pode causar ataque cardíaco, infarto, falha nos rins ou amputação de parte da perna;

•Sangramento ou ruptura de vasos sangüíneos nos olhos, o que causa alterações na visão e pode resultar em cegueira. 
O sangue é levado do coração para todas as partes do corpo em vasos sanguíneos chamados artérias. Pressão arterial é a força do sangue contra as paredes das artérias. Cada vez que o coração bate, ele bombeia (empurra) sangue pelas artérias e este exerce uma pressão sobre as suas paredes. Assim a pressão sangüínea sistólica representa a pressão máxima de pico quando o seu coração está plenamente contraído durante a batida. E a pressão sangüínea diastólica representa a pressão quando o seu coração está em descanso entre as batidas.


Pressão arterial é sempre dada por esses dois números, as pressões sistólica e diastólica. Ambas são importantes. Geralmente elas são escritas uma acima ou antes da outra, como 120/80 mmHg. O primeiro número (o maior) é a pressão sistólica (contração) e o último (o menor) a diastólica (relaxamento). 

A pressão arterial muda durante o dia. Ela é menor quando você dorme e aumenta quando acorda. A pressão também se eleva quando você está ativo fisicamente ou nervoso. Ainda, na maioria das suas horas caminhando, sua pressão arterial permanece bem parecida com a de quando está sentado ou parado em pé. Esse nível deve ser menor que 120/80. Quando o nível da pressão fica alto, 140/90 ou mais, você tem hipertensão. Com a pressão alta, o coração trabalha mais forte, suas artérias são "surradas" e as chances de infarto, ataque cardíaco ou problema nos rins são maiores.

Uma pressão arterial de até 120/80 é considerada normal. Em geral, quando mais baixo melhor. Porém, pressão arterial muito baixa pode algumas vezes causar inquietações e deve ser checada por um médico. Se os valores forem demasiados baixos, isto é, se a pressão sistólica for inferior a 100 mm/Hg e/ou a diastólica inferior a 60 mm/Hg, deverá também fazer uma visita ao médico cardiologista. 



Os médicos classificam a pressão arterial abaixo de 140/90 e acima de 120/80, como "pré-hipertensão". Caso sua pressão esteja na faixa da "pré-hipertensão", então é maior a probabilidade de no futuro ter pressão alta, a menos que tome providências para preveni-la.


Pressão alta é aquela de 140/90 mmHg ou superior. Ambos os números são importantes. Se um ou ambos os números são consistentemente altos, então você tem pressão alta. Importante: Se você está sendo tratado para hipertensão e apresenta hoje medidas repetidas de pressão na faixa normal, ainda assim você tem pressão alta!


É importante ressaltar aqui que a hipertensão é uma desordem séria e embora possam ter boas sugestões a seguir para normalizá-la, é importante que você faça um acompanhamento com o seu médico. Em muitos casos, somente o uso de medicamentos irá normalizar a pressão. 


A melhor forma de prevenir a doença é mediante um controle periódico (verificar a pressão), exames médicos, não abusar das comidas com sal, atividades físicas regulares e evitar o fumo e o café, que aumentam a pressão arterial. Em resumo, tentar modificar o estilo de vida. 

A hipertensão arterial pode ou não surgir em qualquer indivíduo, em qualquer época de sua vida, mas algumas situações aumentam o risco. Dentro dos grupos de pessoas que apresentam estas situações, um maior número de indivíduos será hipertenso. Como nem todos terão hipertensão, mas o risco é maior, estas situações são chamadas de fatores de risco para hipertensão. São fatores de risco conhecidos para hipertensão:
  • Idade: Aumenta o risco com o aumento da idade.

  • Sexo: Até os cinquenta anos, mais homens que mulheres desenvolvem hipertensão. Após os cinquenta anos, mais mulheres que homens desenvolvem a doença.


  • Nível socioeconômico: Classes de menor nível sócio-econômico têm maior chance de desenvolver hipertensão.

  • Consumo de sal: Quanto maior o consumo de sal (sódio), maior o risco da doença.

  • Consumo de álcool: O consumo elevado está associado a aumento de risco. O consumo moderado e leve tem efeito controverso, não homogêneo para todas as pessoas.

  • Obesidade: A presença de obesidade aumenta o risco de hipertensão.




Já os tratamentos são destinados a manter a pressão arterial dentro dos limites normais, que por um lado incluem as formas acima descritas de prevenção, e por outro, através de medicamentos que, por diferentes ações, mantêm a pressão dentro dos limites normais. Os fármacos mais receitados são os diuréticos, os betabloqueadores e os vasodilatadores.
Algumas Recomendações:

Reduzir sal: Antigamente a sociedade consumia uma quantidade muito menor de sal na dieta e a incidência de hipertensão era muito menor. Estudos já provaram a relação direta do alto consumo de sal (cloreto de sódio) com a hipertensão. Reduzir a presença de sal na dieta reduz a pressão sanguínea na maioria das pessoas. Quanto maior a restrição de sal, maior é o efeito de diminuição na pressão do sangue.

Emagrecer: A maioria das pessoas com pressão alta estão acima do peso. A perda de peso baixa a pressão sanguínea de forma significativa nas pessoas que estão acima do peso e com hipertensão. Diminuir apenas alguns quilos já pode representar uma significativa redução da pressão sanguínea. A perda de peso parece ter um efeito ainda mais poderoso do que a restrição de sal na dieta quando o assunto é baixar a pressão sanguínea de hipertensos.

Parar de fumar: Fumar faz especialmente mal para as pessoas que tem hipertensão. A combinação de hipertensão com o fumo aumenta muito o risco de doenças cardíacas e morte. Todas as pessoas com pressão alta devem para urgentemente com o cigarro.

Exercitar-se: Estudos mostram que exercícios físicos orientados e periódicos, podem reduzir de forma muito significativa a pressão sanguínea. Um estudo de 12 semanas analisando, por exemplo, o Tai Chi Chinês (um tipo de exercício) concluiu que ele é tão eficiente quanto exercícios aeróbicos (os mais recomendados) para baixar a pressão sanguínea. Exercícios de resistência progressiva (com pesos, por exemplo, na musculação) com intensidade moderada também ajudam a reduzir a pressão. Ao mesmo tempo, a pressão sanguínea durante exercícios com pesos elevados, aumenta significativamente. Por essa razão, pessoas com a pressão alta, em especial os que têm doenças do coração, parece ser prudente tomar cuidado ao fazer exercícios com pesos muito intensos. Recomendo evitar!!
Reduzir açúcar: Estudos recentes também demonstraram que o açúcar aumenta a pressão sanguínea tanto em animais quanto em humanos. Embora o mecanismo de ação ainda não esteja completamente esclarecido, alguns médicos recomendam que pessoas com pressão alta diminuam o consumo de açúcares em suas dietas. 

Moderar o consumo de álcool: O consumo de mais de 3 (três) doses de bebidas alcoólicas por dia mostrou aumentar a pressão sanguínea. E apesar de muita especulação, ainda não está comprovado se uma ou duas doses por dia tem um efeito negativo sobre ela. Existe sim muita controvérsia!!

Aumentar o consumo de potássio: Você pode aumentar o consumo de potássio comendo de 8 a 10 porções de frutas e vegetais por dia. A alta ingestão de potássio está relacionada a redução da pressão sanguínea de pessoas com hipertensão. A recomendação de ingestão de potássio é de 4,7 gramas por dia. No entanto, essa quantidade pode ser muito grande para pessoas que tem problemas renais ou severa insuficiência cardíaca, fique atento!!
Alimentos e Nutrientes que podem Auxiliar:
Alho: Alguns estudos indicam que o alho possui um efeito benéfico para redução da hipertensão arterial. Experimentos onde o alho foi administrado diariamente por pelo menos quatro semanas, normalmente utilizando 600–900 mg de extrato de alho, ele mostrou efeitos positivos na redução da pressão. 
Fibras: Vários estudos duplo-cego demonstraram que adicionar 6 a 7 gramas de fibras por dia na dieta (por exemplo Aveia) por vários meses levou a uma diminuição da pressão sanguínea, e a razão para isso não ficou evidente. No entanto outros estudos realizados não chegaram a essa mesma conclusão.
Omega-3: EPA (Ácido Eicosapentaenóico) e DHA (Ácido Docosahexaenóico), ou seja, os ácidos graxos de omega-3, encontrados principalmente nos óleos de peixe de clima frio, demonstraram reduzir a pressão sanguínea na analise de pelo menos 31 experimentos. Os efeitos variaram dependendo da quantidade de omega-3 usado. Os melhores resultados ocorreram a medida que se testava a utilização de maiores quantidades (foram feitos testes de até 15 gramas por dia). 
Magnésio: Alguns estudos mostram que suplementos de magnésio — geralmente 350–500 mg por dia — baixam a pressão sanguínea. O magnésio parece ser especialmente eficaz para pessoas que estão tomando diuréticos que esgotam potássio. 
Cálcio: Outros estudos indicam que a suplementação com cálcio — geralmente entre 800 e 1500 mg por dia — tende a baixar a pressão do sangue. Uma analise de 42 experimentos mostrou uma redução média estatisticamente significativa. A redução na prática foi de 1,4 na pressão sistólica e 0,8 na pressão diastólica. No entanto, pesquisadores acreditam que os resultados poderiam ter sido ainda melhores se os estudos tivessem considerado apenas as pessoas com pressão alta que tomaram cálcio. Isso porque a suplementação com cálcio parece não produzir quase nenhum efeito nas pessoas hipertensas que já estão com a pressão normal. Os efeitos positivos evidenciados nesses estudos foram obtidos tanto com aumento de cálcio pela dieta quando com suplementos. 
Vitamina C: Analisados 5 (cinco) estudos duplo-cego, onde a suplementação com vitamina C reduz a pressão sanguínea. No entanto, esta redução foi estatisticamente significativa em apenas três dos cinco estudos. Alguns médicos recomendam que pessoas com pressão alta suplementem com 1000 mg de vitamina C por dia. 


Classificação das Sociedade Brasileira de Cardiologia, Sociedade Brasileira de Hipertensão e Sociedade Brasileira de Nefrologia. 

CategoriaPA diastólica (mmHg)PA sistólica (mmHg)
Pressão ótima< 80<120
Pressão normal< 85<130
Pressão limítrofe85-89130-139
Hipertensão estágio 190-99140-159
Hipertensão estágio 2100-109160-179
Hipertensão estágio 3≥110≥180
Hipertensão sistólica isolada< 90≥140



Importante: Lembre-se, somente o seu médico poderá lhe orientar adequadamente!!!