MISSÃO:

Profissional especializado em Atividade Física, Saúde e Qualidade de Vida. Sérgio Nunes e sua empresa QualiFis, pretendem desenvolver junto aos seus alunos e clientes a ideia da verdadeira Saúde, que obviamente não é apenas a ausência de doença, mas também o Encantamento com a Vida, dotando-os de um entendimento adequado de se Priorizar, de compreender que vale a pena Investir no seu Potencial de Ser, através do investimento na melhoria da Qualidade de Vida, aprimorando a saúde e usando como meio, a Atividade Física, em suas mais diferentes possibilidades.

“As informações, dicas e sugestões contidas nesse blog têm caráter meramente informativo, e não substituem o aconselhamento individual e o acompanhamento de médicos, nutricionistas, psicólogos e profissionais de educação física.”

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sexta-feira, 17 de junho de 2016

MELANOMA






O melanoma é tumor maligno originário dos melanócitos (células que produzem pigmento) e ocorre em partes como pele, olhos, orelhas, trato gastrointestinal, membranas mucosas e genitais. Um dos tumores mais perigosos, o melanoma tem a capacidade de invadir qualquer órgão, criando metástases, inclusive no cérebro e coração. Portanto, é um câncer com grande letalidade. O melanoma cutâneo tem incidência bem inferior aos outros tipos de câncer de pele, mas sua incidência está aumentando no mundo inteiro. Há diversos tipos clínicos de melanoma, como o melanoma nodular, melanoma lentigioso acral, melanoma maligno disseminado e melanoma maligno lentigo.
Embora o câncer de pele seja o mais frequente no Brasil e corresponda a 25% de todos os tumores malignos registrados no país, o melanoma representa apenas 4% das neoplasias malignas do órgão, apesar de ser o mais grave. De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA), são estimados mais de 6 mil novos casos de melanoma por ano.
Existem quatro tipos principais de melanoma:
  • O melanoma extensivo superficial é o tipo mais comum. Ele geralmente é plano e irregular, quanto ao formato e à cor, e ocorre em tons diferentes de preto e marrom. Ele pode se manifestar em qualquer idade ou região do corpo e é mais comum em pessoas de pele branca.
  • O melanoma nodular geralmente começa como uma área elevada de cor preta azulada ou vermelha azulada. Entretanto, alguns melanomas não apresentam cor alguma.
  • O melanoma lentigo maligno geralmente ocorre em idosos. Ele é mais comum em peles danificadas pelo sol na região do rosto, do pescoço e dos braços. As áreas de pele anormal geralmente são grandes, planas e têm aspecto bronzeado com áreas marrons.
  • O melanoma lentiginoso acral é a forma menos comum de melanoma. Ele geralmente ocorre nas palmas, solas ou embaixo das unhas e é mais comum em afroamericanos.

O melanoma ocorre quando algo dá errado nas células produtoras de melanina (melanócitos) que dão cor à pele.
Normalmente, as células da pele se desenvolvem de maneira controlada e ordenada - novas células saudáveis empurram as células mais velhas para a superfície da pele, onde morrem e, eventualmente, caem. Mas quando algumas células se desenvolvem com danos no DNA, as novas células podem começar a crescer fora de controle e, eventualmente, formar uma massa de células cancerosas.
Não está claro como exatamente os danos ao DNA das células da pele podem causar o melanoma. É provável que uma combinação de fatores ambientais e genéticos provoque o melanoma. Ainda assim, os médicos acreditam que a exposição à radiação ultravioleta (UV) do sol e de câmaras de bronzeamento é a principal causa de melanoma.
A luz UV não causa todos os melanomas, especialmente aqueles que ocorrem em lugares em seu corpo que não recebem a exposição à luz solar. Isso indica que outros fatores podem contribuir para o risco de melanoma.


Fatores de risco:





1) Exposição solar - Pessoas que tomaram muito sol ao longo da vida sem proteção adequada têm um risco aumentado para melanoma. Isso porque a exposição solar desprotegida agride a pele, causando alterações celulares que podem levar ao câncer. Quanto mais queimaduras solares a pessoa sofreu durante a vida, maior é o risco de ela ter um câncer de pele.

Viver perto do equador ou em maior altitude também aumenta o risco, uma vez que os raios do sol são mais diretos. Além disso, pessoas que moram em grandes altitudes estão mais expostas a radiação UV.


2) Idade e sexo - O melanoma incide preferencialmente na idade adulta, a partir da quinta década de vida, uma vez que quanto mais avançada a idade maior é o tempo de exposição solar daquela pele. Também é um câncer que atinge homens com mais frequência do que mulheres.



3) Características da pele -

  • Pessoas com a pele, cabelos e olhos claros têm mais chances de sofrer câncer de pele;
  • Pessoas que têm albinismo ou sardas pelo corpo;
  • Uma pele que sempre se queima e nunca bronzeia quando exposta ao sol também corre mais risco;
  • Aqueles que têm muitos nevos (pintas) espalhados pelo corpo também devem ficar atentos a qualquer mudança, como aparecimento de novas pintas ou alterações na cor e formato daquelas que já existem;
  • Pessoas com pintas ou manchas de tamanhos grandes também devem ficar atentas.

4) Histórico familiar - O melanoma é mais comum em pessoas que têm antecedentes familiares da doença. Nesses casos, principalmente se associado a outros fatores de risco, o rastreamento com o dermatologista deve ser mais intenso.




5) Histórico pessoal - Pessoas que já tiveram um câncer de pele ou uma lesão pré-cancerosa anteriormente têm mais chances de sofrer com o melanoma. Caso a pessoa já tenha sido tratada para um determinado tipo de câncer de pele e ele retorna, o processo é chamado de recidiva.




6) Imunidade enfraquecida- Pessoas com o sistema imunológico enfraquecido têm um risco aumentado de câncer de pele. Isso inclui as pessoas que têm a leucemia ou linfoma, pacientes que tomam medicamentos que suprimem o sistema imunológico, ou então aqueles que foram submetidos a transplantes de órgãos.


Sintomas de Melanoma

O melanoma pode ocorrer na pele, olhos, nas orelhas, no trato gastrointestinal, nas membranas mucosas e genitais. As áreas mais comuns são o dorso para os homens e os braços e pernas para as mulheres. Os primeiros sinais e sintomas de melanoma são frequentemente:
  • Uma mudança em uma mancha ou pinta existente;
  • O desenvolvimento de uma nova mancha ou pinta bem pigmentada ou de aparência incomum em sua pele;
  • Outras mudanças suspeitas podem incluir coceira, comichão, sangramento e a não cicatrização da área.

Sinais 


O melanoma varia muito na aparência. Alguns podem mostrar todas as alterações citadas, enquanto outros podem ter apenas uma ou duas características incomuns. Por isso, como regra geral, qualquer novo sinal na pele ou mudança em uma pinta/mancha que já existia deve servir de alerta para procurar um dermatologista. É importante procurar um médico sempre que notar uma nova lesão, ou quando uma lesão antiga tiver algum tipo de modificação. Existe uma regra didática para os pacientes, chamada ABCDE, cujo objetivo é reconhecer um câncer de pele em seu estágio inicial:
  • (A) Assimetria: imagine uma divisão no meio da pinta e verifique se os dois lados são iguais. Se apresentarem diferenças deve ser investigado;
  • (B) Bordas irregulares: verifique se a borda está irregular, serrilhada, não uniforme;
  • (C) Cor: verificar se há várias cores misturadas em uma mesma pinta ou mancha;
  • (D) Diâmetro: veja se a pinta ou mancha é maior que 5mm;
  • (E) Evolução: se apresentou alguma alteração nos critérios acima.

Melanoma em um sinal existente


Sinais de melanoma em um sinal existente incluem alterações na:
  • Elevação, como espessamento ou aumento de uma pinta anteriormente plana;
  • Superfície, tais como oxidação, erosão, inchaço, sangramento ou crostas;
  • Pele ao redor, tais como vermelhidão, inchaço ou pequenas novas manchas de cor em torno de uma lesão maior (pigmentações satélite);
  • Sensação, tais como coceira, formigamento, queimação ou dor;
  • Consistência, como amolecimento ou pequenos pedaços que se quebram facilmente.
Muitas outras doenças da pele (tais como queratose seborreica, verrugas e carcinoma de células basais) tem características semelhantes às do melanoma.

Sinais de melanoma que se espalhou

Os sintomas de que um melanoma se espalhou (melanoma metastático) podem ser vagos. Eles incluem nódulos linfáticos inchados, especialmente nas axilas ou virilhas, e uma protuberância incolor ou espessamento sob a pele.

Câncer de pele x melanoma

O câncer de pele comum nunca irá se tornar um melanoma. Os cânceres são divididos em tipos justamente porque surgem de estruturas diferentes do corpo. O carcinoma espinocelular tem origem nas células epiteliais, o carcinoma basocelular tem origem nas células basais e o melanoma dos melanócitos (células que formam o pigmento).

Buscando ajuda médica


O sinal de aviso mais importante para o melanoma é uma mudança no tamanho, forma, cor ou pele ao redor de uma pita ou marca de nascença. Chame o seu médico se você tem:
  • Qualquer mudança em uma pinta;
  • Uma pinta com sangramento;
  • Área descolorida sob a unha que não foi causada por uma lesão;
  • Um escurecimento da pele em geral relacionada com a exposição ao sol.
Procure atendimento o mais rápido possível se você já foi diagnosticado com melanoma e:
  • Tem dificuldade para respirar ou engolir;
  • Tossir ou cuspir sangue;
  • Tem sangue em seu vômito ou diarreia;
  • A urina ou fezes são negras.

Na consulta médica

Especialistas que podem diagnosticar melanoma são:
  • Dermatologista e
  • Oncologista.
Estar preparado para a consulta pode facilitar o diagnóstico e otimizar o tempo. Dessa forma, você já pode chegar à consulta com algumas informações:
  • Uma lista com todos os sintomas e há quanto tempo eles apareceram;
  • Histórico médico, incluindo outras condições que o paciente tenha e medicamentos ou suplementos que ele tome com regularidade;
  • Se possível, peça para uma pessoa te acompanhar.
O médico provavelmente fará uma série de perguntas, tais como:
  • Quando você começou a notar este crescimento da pele ou lesão?
  • Tem crescido significativamente desde que você o encontrou pela primeira vez?
  • É uma lesão dolorosa?
  • Você tem outros crescimentos ou lesões parecidas?
  • Você já teve um câncer de pele anteriormente?
  • Você foi muito exposto ao sol quando era criança?
  • Você se expõe muito ao sol agora?
  • Você está tomando ou já tomou algum medicamento?
  • Alguma vez você já recebeu radioterapia para outra condição médica?
  • Você já tomou medicamentos que afetam o sistema imunológico?
  • Há condições médicas significantes para as quais você foi tratado para, inclusive na sua infância?
  • Você fuma ou já fumou? Por quanto tempo?
  • Você toma precauções para se manter seguro do sol, tais como evitar horários de picos e usar protetor solar?
  • Você examina sua própria pele com que frequência?
Também é importante levar suas dúvidas para a consulta por escrito, começando pela mais importante. Isso garante que você conseguirá respostas para todas as perguntas relevantes antes da consulta acabar. Para melanoma, algumas perguntas básicas incluem:
  • Tenho melanoma?
  • Quão grande é o meu melanoma?
  • Quão profundo é o melanoma?
  • O melanoma se espalhou para além da área da pele onde foi descoberto pela primeira vez?
  • Que exames complementares eu preciso?
  • Quais são as minhas opções de tratamento?
  • Pode o tratamento curar meu melanoma?
  • Quais são os efeitos colaterais de cada opção de tratamento?
  • Existe um tratamento que seja melhor para mim?
  • Há algum material impresso que eu posso levar comigo? Quais sites você recomenda?
  • O que vai determinar se eu deveria planejar visitas de acompanhamento?
ATENÇÃO: Não hesite em fazer outras perguntas, caso elas ocorram no momento da consulta!!

Diagnóstico 

O diagnóstico é feito pela avaliação clínica e exame anátomo patológico (biópsia) do tecido suspeito. O médico também pode verificar os seus nódulos linfáticos para ver se eles são maiores do que o normal. Veja os exames que podem ser pedidos para o diagnóstico de câncer de pele:

Dermatoscopia


A dermatoscopia é um exame complementar importante para o diagnóstico de melanoma. Na dermatoscopia manual, o dermatologista olha as pintas que tem relevância com o próprio dermatoscópio e avalia naquele momento o risco de cada lesão. Já a dermatoscopia digital permite a análise de uma fotografia ampliada das pintas na pele, para que o profissional possa identificar lesões de risco muito antes do olho nu. No mapeamento digital da pele há o registro das fotos do corpo todo e a documentação das lesões, para que os resultados possam ser acompanhados com o passar do tempo. Isso aumenta a sensibilidade de identificação de novas lesões ou mudanças importantes.

Microscopia confocal


A microscopia confocal é um método de diagnóstico por imagem não invasivo, que permite a avaliação das camadas da pele em um tecido ainda vivo e a observação de lesões alteradas. O exame é feito com um laser de diodo que serve como fonte de luz, tornando possível a visualização de detalhes da estrutura celular da pele, com resolução próxima a de um exame microscópico, sem que seja necessário causar dano ao tecido.

Biópsia


Todo tecido coletado para biópsia é enviado para uma avaliação histológica - é isso que irá dizer se aquele tecido é mesmo canceroso, qual o tipo de câncer de pele, qual seu grau de malignidade e outras informações importantes. O exame histopatológico da pele com tumor e suas classificações são de grande importância para os pacientes, pois é o que faz a confirmação final do câncer.
No caso do melanoma, a biópsia é o único modo de se obter um diagnóstico definitivo de câncer.

Exames de imagem


Os exames de imagem são usados para ver se o câncer se espalhou para outras partes do seu corpo, como os pulmões, cérebro ou fígado. Estes testes incluem a tomografia de emissão (PET), tomografia computadorizada (TC) e ressonância magnética (MRI).
Tratamento 
O melhor tratamento depende do tamanho e estágio do câncer, sua saúde e suas preferências pessoais.

Melanomas em estágio inicial

O tratamento para o melanoma em estágio inicial geralmente inclui cirurgia para remover o tumor. O melanoma muito fino pode ser removido totalmente durante a biópsia e não necessitar de tratamento adicional. O cirurgião irá remover o cancro, bem como uma margem de pele normal e de uma camada de tecido normal por baixo da pele. Para as pessoas com melanomas em estágio inicial, este pode ser o único tratamento necessário.

Melanomas avançados

Se o melanoma se espalhou para além da pele, as opções de tratamento podem incluir:
  • Cirurgia para remover linfonodos comprometidos;
  • Quimioterapia;
  • Radioterapia;
  • Terapia biológica;
  • Terapia-alvo.
Convivendo/ Prognóstico
Algumas mudanças de hábito podem ajudar a gerenciar os efeitos colaterais que o tratamento pode causar. Se o médico deu instruções ou medicamentos para tratar estes efeitos secundários, não se esqueça de usá-los. Em geral, hábitos saudáveis, como uma dieta equilibrada, dormir o suficiente, gerenciar os estresses diários e exercícios físicos orientados pode ajudar a controlar os seus sintomas.
  • Tratamento para náusea ou vômito inclui identificar e tratar os primeiros sinais de desidratação, como ter a boca seca ou sensação de tontura ao levantarse. Comer pequenas refeições pode ajudar;
  • Tratamento para diarreia inclui descansar o estômago e observar sinais de desidratação. Verifique com o médico antes de utilizar qualquer medicamento sem receita para diarreia;
  • Tratamento para a constipação inclui exercícios leves juntamente com a ingestão de líquidos e uma dieta rica em frutas, vegetais e fibras. Verifique com o médico antes de usar um laxante para a sua constipação;
  • Tratamento para fadiga inclui obter um descanso extra. A fadiga é muitas vezes pior no final do tratamento ou logo após o término do tratamento;
  • Tratamento para problemas de sono inclui ir para a cama no mesmo horário todas as noites e fazer exercícios durante o dia;
  • Tratamento para dor inclui o uso de compressas quentes e frias.

Estresse, perda de cabelo e imagem corporal


O diagnóstico de melanoma e a necessidade de tratamento pode ser muito fatigante. Aprender técnicas de relaxamento pode ajudar a reduzir o stress.
A queda de cabelo pode ser emocionalmente estressante. Nem todos os medicamentos quimioterápicos causam queda de cabelo. E algumas pessoas têm apenas um desgaste leve. Converse com o médico sobre a possibilidade da perda de cabelo ser um efeito colateral esperado.
Seus sentimentos sobre seu corpo podem mudar depois de um diagnóstico de melanoma e a necessidade de tratamento. A forma como você vê seu corpo muda ao falar abertamente sobre suas preocupações com o seu parceiro(a) e discutir seus sentimentos com o médico. Ele pode também ser capaz de encaminhá-lo para grupos que podem oferecer mais apoio e informação.
Prevenção

a) Cuidado com a exposição solar:

É extremamente importante evitar a exposição solar sem proteção adequada para prevenir o câncer de pele. Para isso, é necessário adotar uma série de hábitos:
Usar filtro solar FPS no mínimo 30, diariamente. Reaplique-o pelo menos mais duas vezes no dia e espere pelo menos 30 minutos após a aplicação para se expor ao sol.
Procure evitar os momentos de maior insolação do dia (entre 10h e 16h) e fique na sombra o máximo que você puder. O sol emite vários tipos de radiação, sendo os tipos UVA e UVB os mais conhecidos. Os raios UVB são os mais prejudiciais, responsáveis por aquela pele avermelhada, que fica ardendo, e sua concentração é maior nos horários centrais do dia, quando o sol está mais forte. Já os raios UVA são aqueles que deixam a pele bronzeada e oferecem menos risco.
Além do protetor solar, use protetores físicos, como chapéus e camisetas.

b) Conheça sua pele:

Examinar sua pele periodicamente é uma maneira simples e fácil de detectar precocemente o câncer de pele. Com a ajuda de um espelho, o paciente pode enxergar áreas que raramente consegue visualizar. É importante observar se há manchas que coçam, descamam ou sangram e que não conseguem cicatrizar, além de perceber se há pintas que mudaram de tamanho, forma ou cor. O diagnóstico precoce é muito importante, já que a maioria dos casos detectados no início apresenta bons índices de cura.

c) Vá ao dermatologista:

É importante que as pessoas com fatores de risco sejam acompanhadas por um dermatologista. Em casos mais arriscados, a recomendação do médico pode ser a prevenção absoluta contra exposição solar. Nessas situações, pode ser que o especialista receite suplementação de vitamina D, para evitar a deficiência e conseguir manter o paciente o mais longe possível do sol.
Para pacientes que já sofreram como câncer de pele e foram tratados, é ainda mais importante o acompanhamento. Uma vez tratado, o paciente com câncer de pele não deve ser abandonado nunca. O dermatologista irá acompanhar o local de onde o câncer foi retirado, principalmente a pele no entorno, e cuidar para que o tumor tenha sido completamente removido e tratado.

fontes e referências

  • Sociedade Brasileira de Dermatologia
  • Instituto Nacional do Câncer (INCA)
Para maiores informações assista a entrevista abaixo com o
Dr. Leandro Carvalho Ribeiro

http://www.iop.com.br/wp-content/uploads/2016/06/DR.-LEANDRO-CARVALHO-RIBEIRO.mp3


E para saber mais sobre o Câncer leia em: http://sergionunespersonal.blogspot.com.br/2011/05/exercicio-e-cancer-parte-i.html


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segunda-feira, 25 de julho de 2011

ANTICARCINOGÊNICO I3C... MAS O QUE É O I3C?


 Realizo esta postagem porque aconteceu de alguns alunos meus começarem a comentar sobre esta substância, o I3C! Ouvi dizer que... Um médico recomendou! Li em algum lugar... Faz milagres! Cura Câncer! É Anticarcinogênico! 

Curioso, que sou, fui investigar!

Anticarcinogênicos (que palavrão!):
São agentes que reduzem a freqüência ou a taxa de [manifestação de] tumores espontâneos ou induzidos independentemente do mecanismo envolvido. Eles diferem dos antineoplásicos por impedirem a formação das neoplasias. As substâncias anticarcinogênicas podem ser divididas em três categorias. 
A primeira consiste em compostos que impedem a formação de carcinógenos a partir de substâncias precursoras. 
A segunda categoria consiste em "agentes bloqueadores" que inibem a carcinogênese impedindo os agentes carcinogênicos de alcançarem ou de reagirem com os alvos críticos nos tecidos
O terceiro grupo é formado pelos "agentes supressores" que agem suprimindo a expressão da neoplasia em células que foram previamente expostas a carcinógenos que, de outra forma, causariam neoplasia.

I3C: 
Indole-3-carbinol (C9H9NO)

Muitos fatores dietéticos estão associados à prevenção ou surgimento do câncer; variando desde nutrientes tradicionais como vitaminas antioxidantes, gordura e polissacarídeos vegetais a alimentos como verduras e legumes, carnes e frutas, a fitoquímicos como glucosinolatos, fitoestrógenos e carotenóides. A quimioprevenção através dos fitoquímicos presentes na alimentação representa um grande avanço na elucidação do papel preventivo do alimento no combate ao câncer.
Assim, o homem há várias décadas vem isolando compostos presentes em alimentos de origem vegetal para testá-los como possíveis agentes anticarcinogênicos.
Alguns tipos de alimentos, se consumidos regularmente durante longos períodos de tempo, parecem fornecer o tipo de ambiente que uma célula cancerosa necessita para crescer, se multiplicar e se disseminar. Esses alimentos devem ser evitados ou ingeridos com moderação.
O Instituto Nacional de Câncer do EUA sugere, de acordo com as evidências científicas, os seguintes alimentos com substâncias protetoras para alguns tipos de câncer:




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De acordo os estudos não são os compostos isolados e ingeridos sob a forma de suplementos que podem diminuir o risco de câncer, mas sim uma dieta rica em substâncias anti-carcinogênicas, associada a hábitos de vida saudável, como abandono do tabagismo; etilismo, e prática de atividade física.


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Sobre o I3C:
      
Indol-3-Carbinol é um fitoquímico encontrado em grandes quantidades nas espécies Brassica ou vegetais crucíferos como a couve, brócolis, couve-flor e couve de Bruxelas. Nos vegetais encontramos a glucobrassicina (3-indolilmetil glucosinolate) que é hidrolizada por uma enzima endogena da planta a mirosinase que no final do processo fornece o Indol-3-Carbinol. Nas condições ácidas do estômago o Indol-3-Carbinol (I3C) ingerido é convertido em uma série de oligômeros entre eles o 3,3’-Di-Indolil-Metano (DIM), que é o principal responsável pelos efeitos do Indol-3-Carbinol in vivo (Grose-1992), tais como o antitumoral (diminui a proliferação, aumenta a apoptose e diminui a neoangiogênese) e a desintoxicação hepática (aumenta a expressão das enzimas de fase I  e fase II ).

O Indol-3-Carbinol mostrou-se muito eficaz na quimioprevenção do câncer em modelos animais submetidos a vários tipos de agentes carcinogênicos (He-2000, Jin-1999, Oganesian-1997). Por exemplo, a alimentação rica em Indol-3-Carbinol de camundongos fêmeas C3H/OuJ reduziu em 50% o aparecimento de câncer de mama espontâneo nesta raça geneticamente propensa (Bradrolow-1991).  


Mais importante é o fato comprovado dos efeitos benéficos clínicos do Indol-3-Carbinol (I3C) nas neoplasias humanas como o câncer de mama (Reed-2005 e 2006), neoplasia vulvar intra epitelial (Naik-2006), displasia cervical (Bell-2000) e vários tipos de câncer (Stein-1991). Por exemplo, o I3C é capaz de inibir a proliferação de células do câncer de mama humano dependente de estrógeno (Tiwari-1994) e independente de estrógeno (Cover-1998).  


Evidências epidemiológicas sugerem que dietas ricas em vegetais estão associadas com baixo risco de neoplasias dependentes de estrógeno como o câncer de mama (Steinmetz-1996, Freudnheim-1996).


O I3C suprime em várias extensões a proliferação de grande série de tumores incluindo; mama, próstata, endométrio, colo-retal, leucemia mieloide e recentemente foi mostrada a sua eficácia contra a leucemia/linfoma de células T em adultos –ATLL- (Aggarwal-2005, Machijima-2009).


O mecanismo de ação do I3C não está ainda estabelecido, como acontece com a maioria dos medicamentos que se usa na medicina, entretanto, sabemos muito bem os efeitos benéficos que provoca nos pacientes com câncer tanto do ponto de vista curativo como preventivo.


Aggarwal um dos pesquisadores que mais estudam os efeitos bioquímicos e fisiológicos das substâncias naturais assim resume os efeitos do indol-3-carbinol, ao lado de seus colegas:



1-In vitro:  o I3C suprime a proliferação de várias linhagens tumorais incluindo o câncer de mama, de próstata, endometrial, colo-retal e células leucêmicas; induz a parada do ciclo celular em G1, e induz a apoptose. A parada do ciclo celular envolve a diminuição da ciclina D1, ciclina E, ciclinas-dependentes das kinases: CDK2, CDK4 e CDK6  e o aumento da p15, p21 e p27. A apoptose envolve:
    a) diminuição dos produtos de genes anti apoptóticos - Bcl-2, Bcl-xL, survivina, IAP (Inibidor-da-Proteína-Apoptótica), XIAP (cromossoma X ligado ao IAP) e FLIP (Fas-associated death domain protein-Like Interleukin-1-beta-converting enzyme Inhibitory Protein) e; b) o aumento de proteínas pró apoptóticas - Bax, liberação de citocromo C pela mitocôndria, ativação da caspase-9 e da caspase-3.
O I3C inibe a ativação de vários fatores de transcrição incluindo o NF-kappaB, Akt, SP1, receptor estrogênico, receptor androgênico  e o Nrf2 (fator nuclear E2 relacionado ao fator 2). Esta substância potencializa o TRAIL (Tumor necrosis factor-Related Apoptosis-Inducing Ligand) através da indução dos receptores de morte celular e potencializa a quimioterapia  diminuindo na membrana da célula neoplásica a P-glicoproteína (P-gp) agente que retira o quimioterápico do intracelular. Possui também efeito anti angiogênico.
O I3C é mais uma substância que diminui o potencial de membrana mitocondrial.

    2- In vivo: o I3C é potente agente quimiopreventivo nas neoplasias hormônio-dependentes como o câncer cervical, de mama e de próstata. Estes efeitos são mediados pela supressão dos radicais livres, inibição da formação de carcinógenos que lesam o DNA, estímulo da 2-hidroxilação do estrógeno (inativação do estrógeno), inibição da angiogênese e indução da apoptose. Acresce a forte atividade hepato protetora contra vários tipos de carcinógenos, devido a indução da enzima p-450 (Safe-2008, Aggarwal-2005, Sarkar-2004, Manson-2005, Kim-2005, Naugler-2008, Mori-1999). Sabemos que os estrógenos do meio ambiente contribuem para o aumento da incidência de câncer de mama na mulher e disfunções sexuais no homem tanto no desempenho sexual como na reprodução (Sharpe-1993, in Colburn-1992). Um estudo antigo, porém sério, já identificava a presença de 17-beta-estradiol (E2), em amostras ambientais (Shore-1993). Compostos fenólicos industriais (Soto-1991, Krishnan-1993) e pesticidas organoclorados e análogos do DDT (Bulger-1983, Kupfer-1976, Hammond-1979) possuem atividade estrogênica.  Mostrou-se que o aumento de bifenois policlorinados no tecido adiposo da mulher, assim como o aumento sérico de 1,1 dicloro-2,2-bis (p-clorofenil) etileno se associa com o aumento do risco de câncer de mama (Wolff-1993, Falck-1992). Mais uma vez os produtos naturais nos protegem, assim a ingestão de vegetais ricos em indol-3-carbinol, assim como de retinoides, lignanos, flavonóides e ácidos anacárdicos  (extratos de cashew)  protegem homens e mulheres do estrogênio do  meio que vivemos (Lacroix-1980 , Scambia-1991, Kubo-1993, Liu-1994, Jellink-1993, Baldwin-1992, Bradlow-1991). A maioria dos fatores de risco do câncer endometrial está associada com a exposição prolongada ou a quantidades aumentadas de estrógeno. O estrógeno é um potente mitógeno do útero e a exposição prolongada por menarca precoce ou menopausa tardia e o seu aumento por reposição hormonal de ginecologistas afoitos, aumenta o risco de câncer. Em 2001, Leong mostrou que o 3,3’-di-indolil-metano (DIM) provocou efeito citostático em células Ishikawa do câncer endometrial humano aumentando em 4 vezes a expressão do TGF-alfa em 24 horas de exposição. Os níveis da proteína TGF-alfa aumentou mais que 10 vezes. A inibição do TGF-alfa impede o efeito do DIM. Em 1978, Wattenberg já mostrava que a administração por 8 dias dos indóis I3C e DIM  ou como dose única 20 horas antes da indução do câncer de mama em ratas com o antraceno  inibiu fortemente a formação deste câncer. Observou também inibição da formação do câncer de estômago induzida pelo benzo-pireno. A indol-3-acetonitrila outro indol encontrado nas crucíferas não mostrou atividade antitumoral. Em 1990, Morse mostra que o I3C inibe a formação de tumor de pulmão de camundongos injetados com a nitrosamina do tabaco (NNK). Observou também aumento da metilação do DNA hepático e fato muito interessante a diminuição da metilação do DNA pulmonar provocada pelo agente carcinógeno. A metilação do DNA inibe genes supressores de tumor (Felippe-2004). Em 1994, Liu mostrou que o I3C formando o indol-3,2-bcarbazol (ICZ) possui atividade antiestrogênica em células MCF-7 do câncer de mama humano, entretanto, em determinadas situações pode apresentar leve ação estrogênica. Este achado não foi mostrado em outros estudos. Em 1995, Chen mostrou que o ICZ é um potente indutor da enzima CYP1A1 nas células do hepatoma murino (Hepa-1). O ICZ -indol-3,2-bcarbazol- é produzido in vivo e in vitro no trato gastrointestinal a partir das crucíferas em reações ácidas específicas e também a partir do triptofano como sub-produto bacteriano. O CYP1A1 é uma enzima da fase1 envolvida no metabolismo de muitas drogas e carcinógenos e também responsável pela inativação do estradiol nos tumores de mama. O ICZ é semelhante em vários aspectos ao potente agente poluidor do meio ambiente o TCDD (2,3,7,8-tetraclodibenzeno-p-dioxina). Ambos possuem forte atividade anti estrogênica, incluindo a inibição de células estrógeno dependentes do tumor de mama humano. Acresce que ambos ICZ e TCDD induzem o aumento da atividade do CYP1A1 in vivo e em cultura de células, entretanto o ICZ é isento de efeitos colaterais. Em 1998, Carolina Covert mostra pela primeira vez na literatura que o I3C inibe a expressão da CDK-6 (ciclina dependente da kinase-6) e induz parada do ciclo celular em G1 em células MCF-7 do câncer de mama humano de uma forma independente do receptor estrogênico. Em 1999 a mesma pesquisadora mostra que tanto o I3C como o tamoxifeno cooperam para a parada do ciclo celular em células MCF-7 do câncer de mama humano e que ambos funcionam bem melhor do que quando usados em separado. Somente quando administrados em conjunto eles conseguem inibir quase que totalmente a fosforilação da proteína retinoblastoma provocando a parada da proliferação celular neoplásica. Em 2001, Cram mostra que o I3C inibe a expressão da CDK-6 em células MCF-7 do câncer de mama humano por diminuição da sua transcrição agindo na Sp1 (promoter specific transcription factor 1) na zona promotora do CDK-6 no DNA. Em 2002, Hong mostrou que o 3,3’-di-indolil-metano (DIM) induziu inibição do ciclo celular em G1 que variou de 51 a 79% das células do câncer de mama humano estrógeno dependente e estrógeno independente. Este fato foi acompanhado pela ativação da expressão do p21 mediado pelo Sp1 (promoter specific transcription factor 1). Este trabalho foi corroborado por Firestone em 2003. Em 2001, Chen mostrou que tanto o I3C como o DIM induzem apoptose em 3 linhagens de células do câncer cervical humano in vitro e no epitélio cervical pré-neoplásico murino in vivo submetido ao HPV16 transgênico. Verificou também que o DIM é mais potente que o I3C.  
    Emprego do indol-3-carbinol em clínica: 
    Naik em 2006 usa o I3C no tratamento da neoplasia vulvar intra epitelial, diagnosticada por histologia. As pacientes receberam 200 ou 400mg/dia de I3C de uma forma randomizada. Houve significante melhoria da sintomatologia clínica (prurido e dor) e a aparência à vulvoscopia após o I3C por 6 meses com as duas doses. O tamanho e a gravidade da lesão também diminuíram no histopatológico.  Entretanto, as biopsias das piores áreas da neoplasia vulvar não revelaram melhora em 6 meses de tratamento.    Reed em 2006 completou a fase I do uso do I3C em mulheres com alto risco de câncer de mama.. Elas receberam doses de 400, 600, 800, 1000 e 1200mg de I3C. O indol-3-carbinol não é detectado no plasma, a única substância que aparece no plasma é o DIM. Na dose de 400mg de I3C o DIM no plasma é de 61 ng/ml e na dose de 1000mg o DIM é de 607 ng/ml. Doses maiores que 1000 mg /dia de I3C não aumentam a concentração de DIM no sangue.  A dose de 400mg 2 vezes ao dia por 8 semanas não provocou efeitos náuseas ou distúrbios gastrointestinais. Quando o I3C está contaminado com 3-metil-indol, o odor é desagradável e provoca náuseas e vômitos.
    Conclusão:
    A explanação é técnica e complicada para a leitura leiga. Porém pode-se entender que, realmente, parece  estarmos diante de mais um produto manufaturado pela mãe Natureza que protege as células dos mamíferos do planeta Terra. Está aí ao alcance de todos nós! Na feira, nos mercados e... melhor ainda no quintal de casa, em nossas hortas! 
    Parece também certo que não teremos o apoio de qualquer tipo, da indústria química e farmacêutica, no tocante a trabalhos científicos ou divulgação massiva com estas substâncias. Não faz bem ao sistema! Contudo... É dos médicos a responsabilidade de bem empregar os conhecimentos que estão a disposição para melhorar a qualidade e expectativa de vida dos pacientes que portam células neoplásicas, células em sofrimento que necessitam de cuidados e não de execução. 
    Fonte:  http://www.medicinacomplementar.com.br/temajul09.asp

quinta-feira, 30 de junho de 2011

EXERCÍCIO E CÂNCER (PARTE III)





Exercício e câncer – Parte III






Imagem Google



Exercício no tratamento do câncer



Estudos com sobreviventes do câncer demonstraram que indivíduos engajados em atividades recreacionais equivalentes a 2 a 3 vezes por semana de caminhada vigorosa após diagnóstico,  tem um menor risco de recorrência da doença e de todas as causas de  mortalidade quando comparadas a indivíduos inativos.

Recomendações para a prescrição de 

atividade física


Adotar um estilo de vida fisicamente ativo é a recomendação geral para fins de prevenção do câncer. De fato, existem muitas questões não respondidas sobre qual a intensidade, duração e freqüência ótimas de atividade física necessárias para reduzir o risco da doença, contudo, a evidência atual sugere que há uma redução significativa neste risco para alguns tipos de câncer simplesmente por não ser sedentário.


A sociedade americana do câncer preconiza que adultos devem engajar-se em pelo menos 30 minutos ou mais de atividade física moderada, cinco ou mais vezes por semana para obter os benefícios preventivos proporcionados pelo exercício, e que atividade moderada a intensa por 45 ou mais minutos, em cinco ou mais dias por semana, pode reduzir ainda mais o risco de câncer de mama e de cólon, bem como diversos outros tipos de câncer, incluindo renal, endometrial e esofágico.
Existe pouca evidência se a atividade física é mais protetora quando praticada em uma única sessão, ou fracionada ao longo do dia. Contudo, parece razoável assumirmos que os benefícios podem ser acumulados com sessões separadas de 20 a 30 minutos cada, de atividades tanto ocupacionais, recreacionais quanto com exercícios programados. Os efeitos da atividade física na prevenção do câncer e de outras doenças crônicas provavelmente acumulam-se ao longo da vida, sendo facilitadas pelo estabelecimento de padrões de estilo de vida mais ativos desde a infância. Assim, a ACS preconiza que crianças e adolescentes devem praticar 60 minutos diários de atividade física moderada a vigorosa pelo menos cinco dias por semana já como fator auxiliar na prevenção futura de câncer .

Pirâmide da Atividade Física - Adaptado por Biologia da Saúde.
 Uma das grandes problemáticas no uso do exercício como terapia adjuvante contra câncer é o transporte das intensidades, freqüência e duração dos diferentes tipos de exercício testados em estudos usando animais para direta aplicação em humanos. Poucas informações existem sobre as recomendações para a prescrição de exercício com o objetivo de auxílio do tratamento de diferentes tipos de câncer tão pouco sobre a relação dose-resposta a diferentes tipos e cargas de treinamento nesta população. Dentro desta ótica, os profissionais que trabalham com esta parcela da população necessitando de atenção especial geralmente utilizam exercícios de intensidade baixa a moderada com controle cauteloso da adequação da atividade conforme as limitações decorrentes de cada sintoma ou co-morbidade ligada a particularidade do câncer no indivíduo em questão. De fato, a habilidade para a prática do exercício está modificada no paciente com câncer, especialmente durante períodos de tratamento, e pode variar em função do tipo de câncer, tipo de tratamento, idade do portador e presença de co-morbidades. Esta situação geralmente caracteriza a necessidade da formulação de planejamentos de atividade física personalizada e altamente controlada, o que em termos populacionais ainda confere limitações para a aplicação dessa intervenção no número crescente de casos de indivíduos com câncer. Contudo, a falta de informações consolidadas não deve ser colocada como justificativa ao não uso do exercício como terapia adjuvante para o câncer. Assim como para indivíduos saudáveis, podem existir contra indicações para prática de alguns tipos de atividade física conforme o quadro do paciente em diferentes estágios do tratamento, no entanto, mais uma vez é adequado citar que isso não significa que estes indivíduos, mesmo com limitações, não possam se favorecer de um programa de exercício bem controlado e supervisionado.

Nos últimos anos se mostrou bastante evidente existir uma ótima relação dose resposta entre o aumento da prática de atividade física por indivíduos com câncer e variáveis de qualidade de vida, saúde e capacidade funcional. 
A tabela apresenta modificações nesses parâmetros encontradas em indivíduos com vários tipos câncer após iniciar programas de treinamentos envolvendo diferentes modalidades de exercício.


Aumentada
Diminuída
Massa muscular
Força e potência muscular
Condicionamento cardiorrespiratório
Maximizar a distância de caminhada
Capacidade imunitária
Habilidade física funcional
Flexibilidade
Qualidade de vida
Hemoglobina
Náusea
Percentual de gordura
Fadiga
Sintomas gerais
Linfócitos e monócitos
Duração da hospitalização
Freqüência cardíaca
Pressão arterial sistólica de repouso
Estresse psicológico e emocional
Depressão e ansiedade


Resumo das mudanças em pacientes com câncer induzidas por exercício relatado por Galvão e Newton após revisar 26 artigos científicos.


Alguns autores recomendam o uso de protocolos de exercício com várias sessões diárias, com intensidade leve a moderada, enquanto sessões contínuas de exercício em intensidades mais elevadas devem ser evitadas. Outros têm utilizado modelos de treinamento intervalado para pacientes em preparação para cirurgia de câncer durante quimioterapia ou imediatamente após transplante de medula óssea como uma alternativa. Contudo, apanhados recentes, de vários estudos envolvendo diferentes protocolos de exercício em pacientes com tipos distintos de câncer, colocam que já é possível propor faixas de intensidade e freqüência mais específicas para diferentes tipos de atividades para indivíduos com câncer, visando auxiliar os profissionais da área nos direcionamentos das condutas de prescrição. O Colégio Americano de Medicina Esportiva propôs recentemente considerações específicas para prescrição de exercício para indivíduos durante e pós-tratamento de câncer, estas considerações estão resumidas na tabela a seguir:

Recomendações de atividade física
Durante o tratamento do câncer
Pós-tratamento do câncer
Considerações especiais
Atividade física para saúde
30min, 5 ou mais dias por semana
Permanecer o mais ativo possível durante o tratamento
Aumentar o volume de exercício através de repetidas sessões de 10 min de exercício
A doença pode diminuir a habilidade de caminhar e pode ser necessário praticar outras formas de exercício
Exercício para melhorar a capacidade aeróbia
Exercício de intensidade moderada (40-60% da FC de reserva) 20-45min, 3-5 dias/semana
Limitação por sintomas: modificar a carga de trabalho para ajustar aos dias de menor disposição. Considerar a fragmentação da sessão de treino para aqueles que incapazes de fazer exercício contínuo
Diminuir a progressão e aumentar o tempo de tratamento para idosos, sedentários ou sobreviventes mais descondicionados
Monitorar qualquer efeito colateral agudo ou crônico do tratamento
Exercício para melhorar força e endurance muscular
8-10 exercícios para os grandes grupos musculares, 10-15rep, 1-3 séries, 2-3dias por semana
Limitação por sintomas: podem ter dificuldade de manter o volume/progressão durante os estágios do tratamento. Considerar a adição de treinamento funcional
Podem precisar iniciar com exercício resistido de baixa intensidade (ex: 30% de 1RM) e progredir para a prescrição padrão (60-70% de 1RM)
Evitar a exaustão: monitorar sintomas de dor, fadiga, dor muscular tardia; reduzir/ajustar as cargas de trabalho se os sintomas piorarem com o exercício
Exercício para melhorar a flexibilidade
2-4 vezes para cada grande grupo muscular, cada vez por 10-30seg, 3-4 dias por semana
Pode ser necessário para prevenir déficits específicos de movimento ou constrição tecidual causada pelo tratamento
Podem necessitar aumentar a freqüência dos treinos para 5-7 dias por semana para melhorar a rigidez tecidual decorrente de cirurgia ou radioterapia
Evitar exercício de alongamento em regiões com reações agudas a terapia com radiação (ex: queimaduras graves/bolhas) na região.
Tabela – Considerações sobre prescrição de exercício para pacientes com câncer e sobreviventes de câncer. Adaptado de ACSM

Após o tratamento, a recomendação de continuidade na prática de atividade física é de grande importância, estando relacionada com melhora na qualidade de vida bem como na prevenção de reincidências.

CONCLUSÕES


A literatura corrente fornece evidências convincentes de que a atividade física pode prevenir o surgimento de diversos tipos de câncer, e também demonstra que, além de seguro e praticável, o exercício crônico melhorara o bem estar físico e a qualidade de vida, sendo importante fator adjuvante no tratamento do portador de câncer. A cura de indivíduos portadores de câncer, bem como sua sobrevida e qualidade de vida esta na dependência de uma interação complexa de diversos fatores. Assim, os efeitos de um programa de exercício durante a terapia do cancer devem ser balanceados com os riscos potenciais de se manter inativo, o que também acarreta riscos de curto e longo prazo a saúde, como redução na capacidade cardiorespiratória, redução na massa ossea, atrofia muscular, alterações no metabolismo da glicose, na sensibilidade a insulina, função digestiva e função imune. Levando-se ainda em consideração a crescente população de sobreviventes do cancer, existe a necessidade de se estabelecer a medida na qual a atividade física é apropriada durante e após o tratamento.
De fato, encorajar pacientes a manterem níveis balanceados de atividade física, com períodos eficientes de recuparação, é mais apropriado que a recomendação clássica de grande volume de repouso.
Tenha uma alimentação saudável e pratique atividade física.



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