MISSÃO:

Profissional especializado em Atividade Física, Saúde e Qualidade de Vida. Sérgio Nunes e sua empresa QualiFis, pretendem desenvolver junto aos seus alunos e clientes a ideia da verdadeira Saúde, que obviamente não é apenas a ausência de doença, mas também o Encantamento com a Vida, dotando-os de um entendimento adequado de se Priorizar, de compreender que vale a pena Investir no seu Potencial de Ser, através do investimento na melhoria da Qualidade de Vida, aprimorando a saúde e usando como meio, a Atividade Física, em suas mais diferentes possibilidades.

“As informações, dicas e sugestões contidas nesse blog têm caráter meramente informativo, e não substituem o aconselhamento individual e o acompanhamento de médicos, nutricionistas, psicólogos e profissionais de educação física.”

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sexta-feira, 17 de junho de 2016

MELANOMA






O melanoma é tumor maligno originário dos melanócitos (células que produzem pigmento) e ocorre em partes como pele, olhos, orelhas, trato gastrointestinal, membranas mucosas e genitais. Um dos tumores mais perigosos, o melanoma tem a capacidade de invadir qualquer órgão, criando metástases, inclusive no cérebro e coração. Portanto, é um câncer com grande letalidade. O melanoma cutâneo tem incidência bem inferior aos outros tipos de câncer de pele, mas sua incidência está aumentando no mundo inteiro. Há diversos tipos clínicos de melanoma, como o melanoma nodular, melanoma lentigioso acral, melanoma maligno disseminado e melanoma maligno lentigo.
Embora o câncer de pele seja o mais frequente no Brasil e corresponda a 25% de todos os tumores malignos registrados no país, o melanoma representa apenas 4% das neoplasias malignas do órgão, apesar de ser o mais grave. De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA), são estimados mais de 6 mil novos casos de melanoma por ano.
Existem quatro tipos principais de melanoma:
  • O melanoma extensivo superficial é o tipo mais comum. Ele geralmente é plano e irregular, quanto ao formato e à cor, e ocorre em tons diferentes de preto e marrom. Ele pode se manifestar em qualquer idade ou região do corpo e é mais comum em pessoas de pele branca.
  • O melanoma nodular geralmente começa como uma área elevada de cor preta azulada ou vermelha azulada. Entretanto, alguns melanomas não apresentam cor alguma.
  • O melanoma lentigo maligno geralmente ocorre em idosos. Ele é mais comum em peles danificadas pelo sol na região do rosto, do pescoço e dos braços. As áreas de pele anormal geralmente são grandes, planas e têm aspecto bronzeado com áreas marrons.
  • O melanoma lentiginoso acral é a forma menos comum de melanoma. Ele geralmente ocorre nas palmas, solas ou embaixo das unhas e é mais comum em afroamericanos.

O melanoma ocorre quando algo dá errado nas células produtoras de melanina (melanócitos) que dão cor à pele.
Normalmente, as células da pele se desenvolvem de maneira controlada e ordenada - novas células saudáveis empurram as células mais velhas para a superfície da pele, onde morrem e, eventualmente, caem. Mas quando algumas células se desenvolvem com danos no DNA, as novas células podem começar a crescer fora de controle e, eventualmente, formar uma massa de células cancerosas.
Não está claro como exatamente os danos ao DNA das células da pele podem causar o melanoma. É provável que uma combinação de fatores ambientais e genéticos provoque o melanoma. Ainda assim, os médicos acreditam que a exposição à radiação ultravioleta (UV) do sol e de câmaras de bronzeamento é a principal causa de melanoma.
A luz UV não causa todos os melanomas, especialmente aqueles que ocorrem em lugares em seu corpo que não recebem a exposição à luz solar. Isso indica que outros fatores podem contribuir para o risco de melanoma.


Fatores de risco:





1) Exposição solar - Pessoas que tomaram muito sol ao longo da vida sem proteção adequada têm um risco aumentado para melanoma. Isso porque a exposição solar desprotegida agride a pele, causando alterações celulares que podem levar ao câncer. Quanto mais queimaduras solares a pessoa sofreu durante a vida, maior é o risco de ela ter um câncer de pele.

Viver perto do equador ou em maior altitude também aumenta o risco, uma vez que os raios do sol são mais diretos. Além disso, pessoas que moram em grandes altitudes estão mais expostas a radiação UV.


2) Idade e sexo - O melanoma incide preferencialmente na idade adulta, a partir da quinta década de vida, uma vez que quanto mais avançada a idade maior é o tempo de exposição solar daquela pele. Também é um câncer que atinge homens com mais frequência do que mulheres.



3) Características da pele -

  • Pessoas com a pele, cabelos e olhos claros têm mais chances de sofrer câncer de pele;
  • Pessoas que têm albinismo ou sardas pelo corpo;
  • Uma pele que sempre se queima e nunca bronzeia quando exposta ao sol também corre mais risco;
  • Aqueles que têm muitos nevos (pintas) espalhados pelo corpo também devem ficar atentos a qualquer mudança, como aparecimento de novas pintas ou alterações na cor e formato daquelas que já existem;
  • Pessoas com pintas ou manchas de tamanhos grandes também devem ficar atentas.

4) Histórico familiar - O melanoma é mais comum em pessoas que têm antecedentes familiares da doença. Nesses casos, principalmente se associado a outros fatores de risco, o rastreamento com o dermatologista deve ser mais intenso.




5) Histórico pessoal - Pessoas que já tiveram um câncer de pele ou uma lesão pré-cancerosa anteriormente têm mais chances de sofrer com o melanoma. Caso a pessoa já tenha sido tratada para um determinado tipo de câncer de pele e ele retorna, o processo é chamado de recidiva.




6) Imunidade enfraquecida- Pessoas com o sistema imunológico enfraquecido têm um risco aumentado de câncer de pele. Isso inclui as pessoas que têm a leucemia ou linfoma, pacientes que tomam medicamentos que suprimem o sistema imunológico, ou então aqueles que foram submetidos a transplantes de órgãos.


Sintomas de Melanoma

O melanoma pode ocorrer na pele, olhos, nas orelhas, no trato gastrointestinal, nas membranas mucosas e genitais. As áreas mais comuns são o dorso para os homens e os braços e pernas para as mulheres. Os primeiros sinais e sintomas de melanoma são frequentemente:
  • Uma mudança em uma mancha ou pinta existente;
  • O desenvolvimento de uma nova mancha ou pinta bem pigmentada ou de aparência incomum em sua pele;
  • Outras mudanças suspeitas podem incluir coceira, comichão, sangramento e a não cicatrização da área.

Sinais 


O melanoma varia muito na aparência. Alguns podem mostrar todas as alterações citadas, enquanto outros podem ter apenas uma ou duas características incomuns. Por isso, como regra geral, qualquer novo sinal na pele ou mudança em uma pinta/mancha que já existia deve servir de alerta para procurar um dermatologista. É importante procurar um médico sempre que notar uma nova lesão, ou quando uma lesão antiga tiver algum tipo de modificação. Existe uma regra didática para os pacientes, chamada ABCDE, cujo objetivo é reconhecer um câncer de pele em seu estágio inicial:
  • (A) Assimetria: imagine uma divisão no meio da pinta e verifique se os dois lados são iguais. Se apresentarem diferenças deve ser investigado;
  • (B) Bordas irregulares: verifique se a borda está irregular, serrilhada, não uniforme;
  • (C) Cor: verificar se há várias cores misturadas em uma mesma pinta ou mancha;
  • (D) Diâmetro: veja se a pinta ou mancha é maior que 5mm;
  • (E) Evolução: se apresentou alguma alteração nos critérios acima.

Melanoma em um sinal existente


Sinais de melanoma em um sinal existente incluem alterações na:
  • Elevação, como espessamento ou aumento de uma pinta anteriormente plana;
  • Superfície, tais como oxidação, erosão, inchaço, sangramento ou crostas;
  • Pele ao redor, tais como vermelhidão, inchaço ou pequenas novas manchas de cor em torno de uma lesão maior (pigmentações satélite);
  • Sensação, tais como coceira, formigamento, queimação ou dor;
  • Consistência, como amolecimento ou pequenos pedaços que se quebram facilmente.
Muitas outras doenças da pele (tais como queratose seborreica, verrugas e carcinoma de células basais) tem características semelhantes às do melanoma.

Sinais de melanoma que se espalhou

Os sintomas de que um melanoma se espalhou (melanoma metastático) podem ser vagos. Eles incluem nódulos linfáticos inchados, especialmente nas axilas ou virilhas, e uma protuberância incolor ou espessamento sob a pele.

Câncer de pele x melanoma

O câncer de pele comum nunca irá se tornar um melanoma. Os cânceres são divididos em tipos justamente porque surgem de estruturas diferentes do corpo. O carcinoma espinocelular tem origem nas células epiteliais, o carcinoma basocelular tem origem nas células basais e o melanoma dos melanócitos (células que formam o pigmento).

Buscando ajuda médica


O sinal de aviso mais importante para o melanoma é uma mudança no tamanho, forma, cor ou pele ao redor de uma pita ou marca de nascença. Chame o seu médico se você tem:
  • Qualquer mudança em uma pinta;
  • Uma pinta com sangramento;
  • Área descolorida sob a unha que não foi causada por uma lesão;
  • Um escurecimento da pele em geral relacionada com a exposição ao sol.
Procure atendimento o mais rápido possível se você já foi diagnosticado com melanoma e:
  • Tem dificuldade para respirar ou engolir;
  • Tossir ou cuspir sangue;
  • Tem sangue em seu vômito ou diarreia;
  • A urina ou fezes são negras.

Na consulta médica

Especialistas que podem diagnosticar melanoma são:
  • Dermatologista e
  • Oncologista.
Estar preparado para a consulta pode facilitar o diagnóstico e otimizar o tempo. Dessa forma, você já pode chegar à consulta com algumas informações:
  • Uma lista com todos os sintomas e há quanto tempo eles apareceram;
  • Histórico médico, incluindo outras condições que o paciente tenha e medicamentos ou suplementos que ele tome com regularidade;
  • Se possível, peça para uma pessoa te acompanhar.
O médico provavelmente fará uma série de perguntas, tais como:
  • Quando você começou a notar este crescimento da pele ou lesão?
  • Tem crescido significativamente desde que você o encontrou pela primeira vez?
  • É uma lesão dolorosa?
  • Você tem outros crescimentos ou lesões parecidas?
  • Você já teve um câncer de pele anteriormente?
  • Você foi muito exposto ao sol quando era criança?
  • Você se expõe muito ao sol agora?
  • Você está tomando ou já tomou algum medicamento?
  • Alguma vez você já recebeu radioterapia para outra condição médica?
  • Você já tomou medicamentos que afetam o sistema imunológico?
  • Há condições médicas significantes para as quais você foi tratado para, inclusive na sua infância?
  • Você fuma ou já fumou? Por quanto tempo?
  • Você toma precauções para se manter seguro do sol, tais como evitar horários de picos e usar protetor solar?
  • Você examina sua própria pele com que frequência?
Também é importante levar suas dúvidas para a consulta por escrito, começando pela mais importante. Isso garante que você conseguirá respostas para todas as perguntas relevantes antes da consulta acabar. Para melanoma, algumas perguntas básicas incluem:
  • Tenho melanoma?
  • Quão grande é o meu melanoma?
  • Quão profundo é o melanoma?
  • O melanoma se espalhou para além da área da pele onde foi descoberto pela primeira vez?
  • Que exames complementares eu preciso?
  • Quais são as minhas opções de tratamento?
  • Pode o tratamento curar meu melanoma?
  • Quais são os efeitos colaterais de cada opção de tratamento?
  • Existe um tratamento que seja melhor para mim?
  • Há algum material impresso que eu posso levar comigo? Quais sites você recomenda?
  • O que vai determinar se eu deveria planejar visitas de acompanhamento?
ATENÇÃO: Não hesite em fazer outras perguntas, caso elas ocorram no momento da consulta!!

Diagnóstico 

O diagnóstico é feito pela avaliação clínica e exame anátomo patológico (biópsia) do tecido suspeito. O médico também pode verificar os seus nódulos linfáticos para ver se eles são maiores do que o normal. Veja os exames que podem ser pedidos para o diagnóstico de câncer de pele:

Dermatoscopia


A dermatoscopia é um exame complementar importante para o diagnóstico de melanoma. Na dermatoscopia manual, o dermatologista olha as pintas que tem relevância com o próprio dermatoscópio e avalia naquele momento o risco de cada lesão. Já a dermatoscopia digital permite a análise de uma fotografia ampliada das pintas na pele, para que o profissional possa identificar lesões de risco muito antes do olho nu. No mapeamento digital da pele há o registro das fotos do corpo todo e a documentação das lesões, para que os resultados possam ser acompanhados com o passar do tempo. Isso aumenta a sensibilidade de identificação de novas lesões ou mudanças importantes.

Microscopia confocal


A microscopia confocal é um método de diagnóstico por imagem não invasivo, que permite a avaliação das camadas da pele em um tecido ainda vivo e a observação de lesões alteradas. O exame é feito com um laser de diodo que serve como fonte de luz, tornando possível a visualização de detalhes da estrutura celular da pele, com resolução próxima a de um exame microscópico, sem que seja necessário causar dano ao tecido.

Biópsia


Todo tecido coletado para biópsia é enviado para uma avaliação histológica - é isso que irá dizer se aquele tecido é mesmo canceroso, qual o tipo de câncer de pele, qual seu grau de malignidade e outras informações importantes. O exame histopatológico da pele com tumor e suas classificações são de grande importância para os pacientes, pois é o que faz a confirmação final do câncer.
No caso do melanoma, a biópsia é o único modo de se obter um diagnóstico definitivo de câncer.

Exames de imagem


Os exames de imagem são usados para ver se o câncer se espalhou para outras partes do seu corpo, como os pulmões, cérebro ou fígado. Estes testes incluem a tomografia de emissão (PET), tomografia computadorizada (TC) e ressonância magnética (MRI).
Tratamento 
O melhor tratamento depende do tamanho e estágio do câncer, sua saúde e suas preferências pessoais.

Melanomas em estágio inicial

O tratamento para o melanoma em estágio inicial geralmente inclui cirurgia para remover o tumor. O melanoma muito fino pode ser removido totalmente durante a biópsia e não necessitar de tratamento adicional. O cirurgião irá remover o cancro, bem como uma margem de pele normal e de uma camada de tecido normal por baixo da pele. Para as pessoas com melanomas em estágio inicial, este pode ser o único tratamento necessário.

Melanomas avançados

Se o melanoma se espalhou para além da pele, as opções de tratamento podem incluir:
  • Cirurgia para remover linfonodos comprometidos;
  • Quimioterapia;
  • Radioterapia;
  • Terapia biológica;
  • Terapia-alvo.
Convivendo/ Prognóstico
Algumas mudanças de hábito podem ajudar a gerenciar os efeitos colaterais que o tratamento pode causar. Se o médico deu instruções ou medicamentos para tratar estes efeitos secundários, não se esqueça de usá-los. Em geral, hábitos saudáveis, como uma dieta equilibrada, dormir o suficiente, gerenciar os estresses diários e exercícios físicos orientados pode ajudar a controlar os seus sintomas.
  • Tratamento para náusea ou vômito inclui identificar e tratar os primeiros sinais de desidratação, como ter a boca seca ou sensação de tontura ao levantarse. Comer pequenas refeições pode ajudar;
  • Tratamento para diarreia inclui descansar o estômago e observar sinais de desidratação. Verifique com o médico antes de utilizar qualquer medicamento sem receita para diarreia;
  • Tratamento para a constipação inclui exercícios leves juntamente com a ingestão de líquidos e uma dieta rica em frutas, vegetais e fibras. Verifique com o médico antes de usar um laxante para a sua constipação;
  • Tratamento para fadiga inclui obter um descanso extra. A fadiga é muitas vezes pior no final do tratamento ou logo após o término do tratamento;
  • Tratamento para problemas de sono inclui ir para a cama no mesmo horário todas as noites e fazer exercícios durante o dia;
  • Tratamento para dor inclui o uso de compressas quentes e frias.

Estresse, perda de cabelo e imagem corporal


O diagnóstico de melanoma e a necessidade de tratamento pode ser muito fatigante. Aprender técnicas de relaxamento pode ajudar a reduzir o stress.
A queda de cabelo pode ser emocionalmente estressante. Nem todos os medicamentos quimioterápicos causam queda de cabelo. E algumas pessoas têm apenas um desgaste leve. Converse com o médico sobre a possibilidade da perda de cabelo ser um efeito colateral esperado.
Seus sentimentos sobre seu corpo podem mudar depois de um diagnóstico de melanoma e a necessidade de tratamento. A forma como você vê seu corpo muda ao falar abertamente sobre suas preocupações com o seu parceiro(a) e discutir seus sentimentos com o médico. Ele pode também ser capaz de encaminhá-lo para grupos que podem oferecer mais apoio e informação.
Prevenção

a) Cuidado com a exposição solar:

É extremamente importante evitar a exposição solar sem proteção adequada para prevenir o câncer de pele. Para isso, é necessário adotar uma série de hábitos:
Usar filtro solar FPS no mínimo 30, diariamente. Reaplique-o pelo menos mais duas vezes no dia e espere pelo menos 30 minutos após a aplicação para se expor ao sol.
Procure evitar os momentos de maior insolação do dia (entre 10h e 16h) e fique na sombra o máximo que você puder. O sol emite vários tipos de radiação, sendo os tipos UVA e UVB os mais conhecidos. Os raios UVB são os mais prejudiciais, responsáveis por aquela pele avermelhada, que fica ardendo, e sua concentração é maior nos horários centrais do dia, quando o sol está mais forte. Já os raios UVA são aqueles que deixam a pele bronzeada e oferecem menos risco.
Além do protetor solar, use protetores físicos, como chapéus e camisetas.

b) Conheça sua pele:

Examinar sua pele periodicamente é uma maneira simples e fácil de detectar precocemente o câncer de pele. Com a ajuda de um espelho, o paciente pode enxergar áreas que raramente consegue visualizar. É importante observar se há manchas que coçam, descamam ou sangram e que não conseguem cicatrizar, além de perceber se há pintas que mudaram de tamanho, forma ou cor. O diagnóstico precoce é muito importante, já que a maioria dos casos detectados no início apresenta bons índices de cura.

c) Vá ao dermatologista:

É importante que as pessoas com fatores de risco sejam acompanhadas por um dermatologista. Em casos mais arriscados, a recomendação do médico pode ser a prevenção absoluta contra exposição solar. Nessas situações, pode ser que o especialista receite suplementação de vitamina D, para evitar a deficiência e conseguir manter o paciente o mais longe possível do sol.
Para pacientes que já sofreram como câncer de pele e foram tratados, é ainda mais importante o acompanhamento. Uma vez tratado, o paciente com câncer de pele não deve ser abandonado nunca. O dermatologista irá acompanhar o local de onde o câncer foi retirado, principalmente a pele no entorno, e cuidar para que o tumor tenha sido completamente removido e tratado.

fontes e referências

  • Sociedade Brasileira de Dermatologia
  • Instituto Nacional do Câncer (INCA)
Para maiores informações assista a entrevista abaixo com o
Dr. Leandro Carvalho Ribeiro

http://www.iop.com.br/wp-content/uploads/2016/06/DR.-LEANDRO-CARVALHO-RIBEIRO.mp3


E para saber mais sobre o Câncer leia em: http://sergionunespersonal.blogspot.com.br/2011/05/exercicio-e-cancer-parte-i.html


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quinta-feira, 16 de junho de 2011

EXERCÍCIO E CÂNCER (PARTE II)


Exercício e câncer – Parte II
http://www.biologiadasaude.org/
  Continuando a discussão a respeito dos efeitos do exercício sobre o câncer, nesta postagem vamos aprofundar um pouco nos mecanismos biológicos que correlacionam as adaptações promovidas pelo exercício que também promovem proteção e melhoram a defesa contra o desenvolvimento de tumores.

Etapas do desenvolvimento do câncer (Fonte - INCA)

Exercício, obesidade e risco de câncer
A importância dos biomarcadores na pesquisa em exercício e câncer 

O sobrepeso e a obesidade são considerados fatores de risco no desenvolvimento de diversos tipos de câncer, incluindo adenocarcinoma do esôfago, câncer de cólon, câncer de mama (mulheres pós-menopausa), câncer de endométrio e câncer renalEvidencia epidemiológica também indica que cânceres de fígado, vesícula biliar e pâncreas estão relacionados à obesidade, podendo ainda estar elevado o risco de cânceres hematopoiéticos e de câncer agressivo de próstata.  A etiologia da tumorigenese associada à obesidade é relacionada a resistência à insulina, a hiperinsulinemia, aumento em hormônios esteróides, hiperleptinemia e inflamação. A resistência a insulina desenvolve-se como uma adaptação a níveis circulantes elevados de ácidos graxos livres liberados do tecido adiposo, especialmente o intra-abdominal, sendo geralmente compensada por um aumento na secreção de insulina pelo pâncreas. Existe evidência epidemiológica e experimental para indicar que a hiperinsulinemia crônica eleva o risco de câncer de cólon e endométrio e provavelmente outros tumores como pancreáticos e renais. Em adição, níveis séricos elevados do fator de crescimento semelhante à insulina (IGF-1) também está associado a diferentes formas de câncer. Por exemplo, altos níveis circulantes de IGF-1 e baixos níneis da proteína ligadora de IGF (IGFBP-3), são associados com aumento no risco de câncer de cólon, mama, próstata e pulmão. 

(Clique na Gravura)
Contudo, níveis circulantes elevados de estrógenos são provavelmente os principais fatores medidores do risco aumentado de cânceres de mama (pós menopausa) e endométrio, em mulheres com sobrepeso ou obesas. Os adipócitos possuem a maquinaria enzimática necessária para a conversão de andrógenos a estrógenos, sendo o principal local de síntese de estrógenos em mulheres pós menopausa e em homens.  Além disto, em 4-8% das mulheres pré-menopausa, a obesidade e a resistência a insulina podem tanto causar como agravar a síndrome do excesso de andrógeno ovariano (síndrome do ovário policístico) e deficiência crônica de progesterona. Há forte evidência de que a soma de tais eventos eleva o risco de câncer endometrial.
 Hipotetiza-se ainda que eventos menstruais e reprodutivos influenciem a iniciação e a progressão do câncer. Aumento no tempo de exposição a estrógenos durante a vida devido a uma menarca em idade precoce, menopausa em idade avançada, primeiro filho em idade avançada, falta de lactação, e maior número de ciclos ovulatórios são fatores de risco para câncer de mama. Adicionalmente, a elevada densidade mineral óssea, um marcador de alta exposição a estrógenos durante a vida, é relacionado a aumento no risco de câncer de mama. Existe também ainda, forte relação entre aumento no risco de câncer de próstata com aumento nos níveis séricos de testosterona.
Neste sentido, diversos estudos foram conduzidos no intuito de avaliar os efeitos do exercício em biomarcadores do câncer. Em um estudo clínico randomizado de 12 meses, McTiernan e colaboradores analisaram os efeitos do exercício nos níveis circulantes de estrógenos em mulheres sedentárias saudáveis. Demonstraram que o exercício de intensidade moderada (45 minutos por dia, 5 dias por semana) reduz os níveis séricos de estrógenos. Este efeito se dá por redução da conversão periférica de andrógenos adrenais em estrógenos e por aumento nas concentrações de globulinas ligadoras de hormônios sexuais (SHBG), que competitivamente ligam-se a estrógenos e andrógenos, reduzindo assim os níveis destes hormônios. O exercício crônico também reduz os níveis circulantes de IGF-1, por aumentar suas proteínas ligadoras (IGFBP-3).

Biomarcadores, adiposidade e tumorigênese

















Outros hormônios associados à obesidade, que tem o tecido adiposo como local de síntese, vem recebendo grande atenção por uma provável relação com a etiologia do câncer.  De fato, o tecido adiposo sintetiza e secreta na circulação uma ampla variedade de hormônios com funções relacionadas ao processo inflamatório, crescimento celular e diversos aspectos metabólicos. Destes, a leptina é provavelmente o hormônio cujas funções foram mais bem estudadas nos últimos anos, sendo de grande importância em mecanismos centrais de regulação da saciedade.

Desenho esquemático mostrando o tecido adiposo e diversas moléculas secretadas (Adipocinas) 

 Surmacz mostrou que a leptina é hiper expressa no câncer de mama e que esta hiper expressão esta associada ao excesso de insulina, outro hormônio vinculado ao câncer de mama, e uma condição metabólica comum em pessoas com sobrepeso. Uma possível relação entre a atividade promotora de crescimento da leptina e uma eficiência reduzida de drogas quimioterápicas tem sido investigada atualmente. Outros hormônios sintetizados pelo tecido adiposo agem potencializando os efeitos dos ácidos graxos livres sobre a resistência a insulina, como é o caso do fator de necrose tumoral (TNFα) e da resistina. Leptina, TNFα e resistina são ainda importantes mediadores de processos inflamatórios.
De modo geral, as doenças crônicas não transmissíveis são caracterizadas por um quadro inflamatório crônico, com aumentada concentração de mediadores inflamatórios na circulação, tais como TNF-α. De fato, a inflamação esta associada ao desenvolvimento do câncer, e o exercício regular exerce efeitos positivos reduzindo as concentrações de mediadores e marcadores inflamatórios.

Como o exercício interfere em processos inflamatórios?

O músculo esquelético como um órgão endócrino 
Músculo esquelético secretando IL-6, e representação esquemática de suas possíveis funções.

      Os efeitos do exercício sobre a inflamação são mediados por diversos mecanismos, contudo, a descoberta de que o músculo esquelético produz e secreta na circulação moléculas com função anti-inflamatórias tem recebido grande atenção na literatura atual. Dentre estas, a interleucina 6 (IL-6) é consideradas uma das mediadoras dos efeitos protetores do exercício em patologias que envolvem quadros inflamatórios, como diabetes, aterosclerose e câncer. Esta citocina é produzida pelo músculo esquelético durante contração muscular e suas concentrações aumentam até 100 vezes acima aquelas observadas no repouso. IL-6 exerce efeitos potencialmente antiinflamatórios, de modo marcante, sua habilidade em inibir moléculas próinflamatórias (ex. TNF-α) esta bem estabelecida atualmente. Outros efeitos do exercício envolvem alterações nas enzimas responsáveis pela síntese de importantes mediadores inflamatórios, como por exemplo, a enzima ciclooxigenase-2 (COX-2), reduzindo produção de prostaglandina E.

Exercício e função imunitária
Os efeitos da atividade física sobre a função imunitária são sugeridos como um mecanismo adicional na prevenção do câncer. Uma hipótese é a de que a atividade física possa melhorar o número e a função de células natural killer (NK), as quais têm importante função na supressão do crescimento tumoral.  Existe uma relação dose-resposta que resulta um gráfico em forma de J invertido com atividade física moderada resultando em melhora, enquanto atividade exaustiva leva a decréscimo de diversos parâmetros da função imunitária. Contudo, os efeitos da atividade física nas funções imunes relacionada à prevenção do câncer carecem de mais investigações.

Correlação entre função imunitária, risco de infecção e volume e intensidade de exercício

Em resumo, a atividade física de intensidade moderada esta associada a risco reduzido de diversos tipos de câncer, incluindo câncer de mama, cólon e endométrio. A atividade física melhora ou reverte as principais disfunções fisiológicas relacionadas com um risco aumentado do desenvolvimento destes cânceres, como resistência á insulina, hiperinsulinemia, hiperglicemia e diabetes tipo 2. A atividade física reduz os níveis de estrógenos e andrógenos, e também modula a função menstrual, principalmente por seu efeito sobre a adiposidade. A atividade física ainda reduz o quadro de inflamação sistêmica, tanto de modo independente como dependente dos seus efeitos sobre a adiposidade. Para diversos tipos de câncer, um efeito dose-resposta parece existir, com sessões mais longas de exercício, ou sessões mais intensas promovendo uma redução maior no risco de desenvolvimento da doença. De fato, atividade moderada a intensa, com duração de 45 ou mais minutos, cinco ou mais dias é necessária para maior metabolização de gordura corporal acumulada e para modificar funções fisiológicas como as concentrações de insulina, estrógenos, andrógenos, prostaglandinas e a função imune.

 

Como este é um tema de grande complexidade e muito extenso, um último post será produzido abordando os aspectos relacionados a prescrição do exercício para tratamento do câncer.

Até lá,

E não se esqueça

Tenha uma alimentação saudável, e pratique atividade física...



Leia Também: 

Exercício e Câncer (Parte 1) -

http://sergionunespersonal.blogspot.com/2011/05/exercicio-e-cancer-parte-i.html

Exercício e Câncer (Parte 3) -


Fonte:http://www.biologiadasaude.org/search?updated-max=2011-04-30T20%3A24%3A00-07%3A00 


Referências:

McTiernan A, Tworoger SS, Ulrich CM, Yasui Y, Irwin ML, Rajan KB, Sorensen B, Rudolph RE, Bowen D, Stanczyk FZ, Potter JD, Schwartz RS. Effect of exercise on serum estrogens in postmenopausal women: a 12-month randomized clinical trial. Cancer Res. 2004 Apr 15;64(8):2923-8.


McTiernan A, Ulrich C, Slate S, Potter J. Physical activity and cancer etiology: associations and mechanisms. Cancer Causes Control. 1998 Oct;9(5):487-509.

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