MISSÃO:

Profissional especializado em Atividade Física, Saúde e Qualidade de Vida. Sérgio Nunes e sua empresa QualiFis, pretendem desenvolver junto aos seus alunos e clientes a ideia da verdadeira Saúde, que obviamente não é apenas a ausência de doença, mas também o Encantamento com a Vida, dotando-os de um entendimento adequado de se Priorizar, de compreender que vale a pena Investir no seu Potencial de Ser, através do investimento na melhoria da Qualidade de Vida, aprimorando a saúde e usando como meio, a Atividade Física, em suas mais diferentes possibilidades.

“As informações, dicas e sugestões contidas nesse blog têm caráter meramente informativo, e não substituem o aconselhamento individual e o acompanhamento de médicos, nutricionistas, psicólogos e profissionais de educação física.”

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terça-feira, 10 de abril de 2012

CURTAS (1) - Erros na corrida podem causar lombalgia



A pedidos de seguidores... A partir de agora, publico também os Curtas!

São Publicações Simplificadas (Curtas) de Informações Diversas e que considero relevantes!
 

O número de pessoas que pratica as corridas de rua no Brasil vêm aumentando ano a ano. Até o início desta década, eram menos de 100 provas anuais. Atualmente, são mais de 600 corridas todos os anos. Estima-se que existam no país mais de quatro milhões de corredores, sendo que pelo menos 300 mil disputam corridas de rua. 


A corrida é um esporte que não exige habilidade específica, como outras modalidades, por isso qualquer um, teoricamente, pode iniciar treinos de corrida, ou até mesmo participar de uma prova. 



Entretanto, é preciso ter boas condições de saúde e um preparo físico necessário para iniciar a corrida, como também qualquer tipo de atividade física. 



É preciso ter boas condições de saúde e um preparo físico mínimo necessário para iniciar a corrida.



A lombalgia (dor coluna lombar) é uma das principais queixas entre os corredores. A corrida é uma atividade física que depende da ação da musculatura do tronco para mantê-lo dentro de uma postura correta durante um longo período de tempo. A coluna lombar funciona como ponte de que transmite forças entre os membros inferiores e o tronco, fazendo movimentos básicos de flexão, extensão e rotação.



Por isso a dor ocorre por um problema mecânico. Os músculos não estão suficientemente alongados para permitir uma amplitude total de movimentos do tronco e quadril, e, dessa forma, sofrem mínimas lesões por estiramento durante posturas inadequadas ou movimentos bruscos, resultando em uma resposta de espasmo muscular. 



Vários fatores contribuem para o surgimento da lombalgia mecânica em corredores, como o desequilíbrio das forças entre os grupos musculares flexores e extensores do tronco; cargas repetidas ou excessivas na coluna lombar; vícios de postura durante a corrida; menor flexibilidade nos grupos musculares do tronco e membros inferiores; intervalos curtos de descanso entre treinos; fadiga muscular; aumento do treinamento; além de treino em pisos rígidos e tênis inadequado.  

Prevenção

A prevenção das lombalgias se dá através de exercícios de alongamento que devem ser feitos de forma contínua e progressiva, sem sobressaltos, até o limite da dor, quando o atleta deve permanecer na posição alongada durante 20 a 30 segundos, preferencialmente sentado e trabalhando tanto os músculos dos membros superiores quanto inferiores. 
Os exercícios de fortalecimento devem envolver a musculatura paravertebral, pélvica como também toda musculatura abdominal (musculatura do CORE). Estes exercícios, são importantíssimos para a proteção da coluna, além disso, o excesso de peso na região abdominal é outra causa na ocorrência das lombalgias, pois muda o centro de gravidade do corpo, exercendo sobrecarga constante sobre a lombar e facilitando o surgimento de lesões, principalmente nas atividades de impacto como a corrida. 

Importante: Se suas dores forem persistentes, deverá procurar seu médico. 

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

CORRA NO VERÃO! MAS... CUIDADO!


Siga as dicas para correr no verão sem passar mal...

Problemas como desidratação e insolação podem atrapalhar o seu ritmo de treino! 


Para praticar atividade física ao ar livre, é preciso saber se proteger do calor. Caso contrário, vários problemas podem colocar seu treino em risco: hipertermia, moleza, desidratação ou até mesmo cãibras, ainda mais se você for um corredor que pegou leve o ano todo e resolveu investir no exercício só na estação mais quente. "É essencial se preocupar com o horário da corrida ao ar livre, priorizar tecidos leves e manter o corpo sempre hidratado", afirma o fisiologista Diego Barros, do HCor. Confira os problemas mais comuns dessa época e veja o que especialistas recomendam para evitá-los.

1) Hipertermia 

A hipertemia acontece quando o corpo atinge uma temperatura muito alta, prejudicando o funcionamento de muitos órgãos e o próprio metabolismo. "A partir de 41 graus, começam os riscos graves à saúde, incluindo desmaios e perda de consciência, além de sangramentos no nariz", afirma o médico do HCor. Para evitar essa reação do corpo, é preciso praticar exercícios em horários em que o sol esteja mais ameno, utilizar roupas que facilitem a transpiração e não se esquecer de beber água.  

2) Desidratação 

"Com a redução de líquidos no corpo, o sangue fica mais espesso, a pressão arterial cai e rins, fígado e coração passam a ter funcionamento prejudicado", afirma o fisiologista Diego Barros. "Em estágios mais severos, ocorre perda de coordenação, confusão mental e até a morte." 



Além de água, o corpo perde sais minerais quando exposto ao sol. "Numa corrida de intensidade moderada, o atleta pode perder até um quilo do peso corporal", afirma o especialista. O cardiologista Nabil Ghorayeb, do HCor, afirma que a reposição apenas com água costuma ser suficiente. "Caso a perda ultrapasse dois quilos, isotônicos são indicados. Além de água, eles contêm altas doses de sais minerais", diz. 



Terminada a corrida, o cardiologista recomenda outro cuidado: 'Evite bebidas alcoólicas em seguida ao treino. Tome apenas água ou suco de frutas na primeira hora para repor carboidratos e líquidos". 

3) Cãibra

Durante a corrida, as altas temperaturas do verão podem levar à perda de água e à queda no nível de sódio do corpo. "Além da perda de sódio pelo suor, há o uso deste sal, presente no músculo, quando acaba o glicogênio (substância que serve de fonte de energia para as atividades). Como resultado, há o aumento de contrações espontâneas dos músculos, ou seja, as cãibras, afirma o ortopedista Moisés Cohen, da UNIFESP. 



Para evitar esse problema, é importante: 

1.Alongar e aquecer a musculatura antes de iniciar a atividade física; 
2.Hidratar-se antes, durante e após a atividade física; 
3.Tomar isotônicos durante os intervalos de corridas intensas;
4.Ingerir carboidratos nas refeições, evitando o uso de proteína muscular como forma de energia. 


4) Preguiça típica do calor 

A causa dessa moleza do verão pode ser a redução da pressão arterial, provocada pelas altas temperaturas. "Para reduzir a preguiça, é conveniente fazer refeições mais leves, de fácil digestão, e manter uma garrafa de água sempre próxima", recomenda o fisiologista Diego Barros, do HCor. 

5) Insolação 

O excesso de sol pode causar sintomas como falta de ar, dor de cabeça, náuseas e tontura. "Para evitar a insolação, é necessário evitar os raios entre 10 e 15 horas, passar sempre protetor solar, usar bonés e beber água sempre", indica Diego Barros. 

6) Queimaduras na pele 

Não adianta passar protetor solar uma vez só no dia e achar que ele vai durar durante toda a corrida. "É preciso repassar a cada duas horas, pois o suor atrapalha a durabilidade do protetor", afirma a dermatologista Gabriela Casabona, de São Paulo. 



Tenha cuidado também na escolha da camiseta, preferindo um modelo com proteção UV no tecido. "Nada de roupas que impeçam a troca de calor com o ambiente, como tecido de nylon e moletom. Use algodão ou dry-fit, já que ambos também ajudam a prevenir desidratação e hipertermia", aconselha o cardiologista Nabil Ghorayeb. 

7) Desconforto na vista 

O uso de óculos escuros é muito mais do que uma questão estética. "Óculos de qualidade, que absorvem e refletem os raios solares durante a prática de esportes, ajudam a prevenir doenças oculares, como a catarata", esclarece o oftalmologista Virgílio Centurion, diretor do Instituto de Moléstias Oculares. Segundo ele, a luz ultravioleta pode causar sensação de corpo estranho nos olhos, dor e irritação ocular. "O desconforto costuma aparecer de seis a dez horas após a exposição aos raios solares e pode chegar à perda da visão com o passar do tempo", afirma.  


Fonte: http://www.minhavida.com.br/


quinta-feira, 20 de outubro de 2011

TREINO E RECUPERAÇÃO

                    TREINO E RECUPERAÇÃO



Uma das realidades da corrida é que se você faz um treino forte hoje, não será um corredor mais rápido no dia seguinte. De fato, no dia seguinte o atleta estará cansado e, desta forma, um pouco mais lento. Porém, em algum ponto, a fadiga do exercício irá dissipar e você se adaptará a um nível mais elevado. 
Isso leva a duas perguntas: 
1) Quantos dias depois do treino você pode de fato obter benefícios?; e 
2) Quanto tempo você deve manter entre treinos fortes ou entre um treino forte e uma competição? 

Vamos tentar responder a essas questões!

Para otimizar seu treinamento, você precisa encontrar o equilíbrio certo entre treinamento e recuperação. Treinos fortes causam fadiga imediata e avaria de tecidos. Dependendo da dificuldade da sessão de treinamento (e outros fatores discutidos abaixo), você pode precisar de 2 dias a 2 semanas para recuperação completa. Sua sessão de treinamento também fornece estímulo para seu corpo se adaptar, porém é preciso tempo para permitir a adaptação e melhora. 

Ligando e Desligando os Genes:

A intensidade, duração e freqüência (número de sessões por semana) do seu treinamento influenciam a taxa na qual seu corpo se adapta. As adaptações nos níveis hormonais, capacidade de queimar gordura, densidade dos capilares, etc; que resultam do treinamento, ocorrem devido às repetidas sessões de treinamento e não a um treino isolado. É como se o seu corpo devesse ser convencido que você está realmente levando o treino a sério antes de fazer as adaptações fisiológicas que o levam a um novo patamar.
O processo de adaptação começa com seus genes. O treinamento provê estímulo (por exemplo, esgotamento de glicogênio), o que liga e desliga genes específicos. Ao alterar a expressão dos genes, o treinamento muda a taxa de síntese e de quebra das proteínas. Por exemplo, treinamento de resistência liga os genes para a produção de proteína mitocondrial. Mais treinamento de resistência resulta em mais mitocôndria nos seus músculos, de modo que você pode produzir mais energia aerobicamente. Seus músculos e sistema cardiovascular adaptam-se durante dias e semanas devido ao efeito cumulativo do treinamento repetido.

Fatores que afetam a melhora:

Há grande variação, entre corredores, no tempo necessário para recuperar ou adaptar em função de um treino. Diferenças no tempo de recuperação e taxa de melhora são determinadas por fatores genéticos e de estilo de vida. Sua genética determina a predisposição para adaptação - alguns de nós são programados para adaptar mais rapidamente do que outros. Fatores relacionados ao estilo de vida como dieta, quantidade e qualidade do sono, saúde geral, idade (temos a tendência de recuperamos mais devagar com a idade), sexo (os músculos das mulheres tendem a se recuperar mais lentamente devido ao menores níveis de testosterona) e variados fatores de estresse como trabalho e relacionamentos; tudo isso influencia o quão rápido você recupera-se do treino e se adapta. 
Já que há uma grande variação entre os corredores em relação à quantidade de treinamento que podem tolerar em um dado período de tempo, você não deve simplesmente copiar o programa de treinamento do seu companheiro de corrida. Somente através da experiência você aprenderá a quantidade de treinamento pode suportar.
Tempo Necessário para Recuperação e Supercompensação:

Infelizmente, a literatura científica não dá evidência clara da quantidade de tempo necessária para ocorrerem os benefícios de uma sessão de treinamento individual. Experiências pessoais e conversas com treinadores e atletas indicam que 10 dias é a quantidade de tempo adequada para adaptar e colher as recompensas de maioria das sessões de treinamento forte. 
Dado que qualquer treino provê somente um pequeno benefício (na ordem de magnitude de menos de 1%), mas que um treino pode causar fadiga severa de curto prazo, é prudente errar para o lado da cautela, e permitir dias suficientes para total recuperação do treinamento antes de uma corrida importante.

A tabela abaixo dá linhas gerais sobre o tempo necessário para colher os benefícios dos 3 tipos principais de treinamento. A coluna "número de dias antes de corrida preparatória ou próximo treino forte" indica a quantidade de tempo típica necessária para a completa recuperação para cada tipo de treinamento. Apesar de você não ver os benefícios dos treinos desta semana no Domingo da competição, se fizer o treino no começo da semana irá recuperar-se o suficiente para que não haja efeito prejudicial na performance durante a prova. 
A tabela assume que nós geralmente tomamos parte em uma corrida preparatória ou fazemos o próximo treino forte quando a fadiga do treinamento prévio estiver reduzido, ao invés do que quando a supercompesação tiver ocorrido. Geralmente só para a competição que temos como meta principal é que damos tempo e descanso suficientes para obter os resultados máximos. 

Os treinos "Tempo runs" são os mais fáceis de se recuperar porque não danificam tanto o organismo quanto outros tipos de treino forte. Tempo runs não são rápidos o suficiente para causar muitos danos aos músculos, e nem longos o suficiente para esvaziar totalmente o glicogênio na musculatura. As corridas longas têm um maior grau de variabilidade no tempo de recuperação entre corredores, embora o reabastecimento das reservas de glicogênio somente requeira de 48 a 72 horas. 
A variabilidade no tempo de recuperação depende da genética e de fatores relacionados ao estilo de vida, já mencionados acima, assim como do tipo de percurso (descidas causam mais danos aos músculos e requerem maior tempo de recuperação). 
Treinamento intervalado geralmente requer o tempo mais longo para recuperação total porque coloca seus músculos e sistema cardiovascular sob mais estresse.
Tempo Mínimos entre Treinos Duros e Competições Preparatórias:

Tipo de treino
Exemplo de treino
Número de dias antes de corrida preparatória ou próximo treino forte
Dias antes da competição-meta
Tempo run
6,5 km no ritmo de corrida de 10 milhas 
3-5
6-8
Corrida longa
27 a 32 km
3-6
7-10
Intervalos no VO2 máximo 
6 x 800m no ritmo de corrida de 3 km
4-6
8-11


Fonte:   http://www.copacabanarunners.net



LEIA TAMBÉM EM: 


http://qualifissaudecorrendo.blogspot.com/2011/06/treino-e-recuperacao.html

PRINCÍPIOS DE TREINAMENTO PARA CORREDORES




A mentalidade de corrida leva a si mesma a extremos. Porém, o lema "Tudo que vale a pena ser feito, vale a pena ser feito em excesso", acaba levando ao desastre. 
Para alcançar seu potencial como corredor, você precisa ou de umtreinador que possa elaborar e monitorar seu treino, ou aprender como planejar seu próprio programa de treinamento.

Ao estruturar seu programa de treinamento, você deve seguir os cinco princípios abaixo:

1. Seu corpo se adapta especificamente ao estresse do treinamento.

2. Adaptações fisiológicas levam tempo.

3. Seu organismo somente pode adaptar-se positivamente a aumentos graduais na carga de treinamento.

4. Alterne treinos fortes com dias de recuperação.

5. Você é uma experiência única.


Especificidade do treinamento -
Para alcançar seu potencial como corredor de longa distância, você precisa desenvolver uma variedade de atributos-chave, incluindo base de resistência, limiar anaeróbico, capacidade aeróbica máxima (VO2 máximo), velocidade básica e técnica de corrida. Durante o treinamento para uma maratona, por exemplo, você provavelmente irá focar-se somente em melhorar sua base de resistência, enquanto virtualmente ignora os outros ingrediente necessários para o sucesso. Essa seria a estratégia apropriada, dada uma meta específica (completar a maratona) e um período limitado de tempo. Porém, seu corpo adapta-se especificamente aos tipos de treinamento que você faz, então quando estiver treinando corridas longas estará fazendo pouco para melhorar seu VO2 máximo, velocidade ou técnica de corrida. Para maximizar sua performance na corrida, precisará incorporar cada um desses componentes no seu programa de treinamento e no equilíbrio certo para você.



Adaptações fisiológicas levam tempo - 
Seu corpo se adapta ao estresse do treinamento, porém esse processo leva tempo. Adaptações fisiológicas ocorrem ao seu próprio tempo, e ainda que você possa fazer ajustes finos no seu treino, para otimizar o processo, não pode apressar a Mãe Natureza. 
Adaptações nos seus músculos, como a elevação da capilarização, ocorrem gradualmente durante meses ou até anos. Embora você possa ter se safado com um aumento rápido do treinamento para completar aquela prova, agora precisa pensar a longo prazo. Seja paciente. A quantidade mínima de tempo para começar a experimentar as melhoras do treinamento é de em torno de seis semanas. Não fique desencorajado caso não note melhoras imediatas na sua corrida.


Aumente a carga de treinamento gradualmente -  
Sua carga de treinamento é a combinação da distância, intensidade e número de treinos por semana (freqüência de treinamento). 
Seu organismo somente pode adaptar-se positivamente a elevações moderadas na carga de treinamento em um curto período de tempo. Por exemplo, você pode dobrar ou mesmo triplicar seu volume de treinamento no curso de alguns anos, porém muita elevação da quilometragem de uma vez só é quase certo que ocasionará lesões, doenças ou cansaço excessivo. Embora não haja regras rígidas para elevação da carga de treinamento, é melhor aumentar em uma semana apenas ou a distância ou a intensidade ou a freqüência. 
Um progresso lento e constante pagará mais dividendos na sua performance a longo prazo do que uma entrada rápida e impetuosa no treinamento de alto quilometragem ou intensidade elevada.

Alterne treinos fortes com dias de recuperação - 
Com todos os componentes para o sucesso na corrida para encaixar no seu programa de treinamento, é tentador treinar forte dia após dia. Porém, seu corpo somente pode tolerar uma quantidade limitada de treinos fortes e irá melhorar mais rapidamente se lhe for dada a chance de recuperar-se. É assim que funciona!
Quando você treina forte dá o estímulo para seu condicionamento progredir, mas quando recupera-se permite ao seu corpo adaptar-se positivamente e melhorar. 
O padrão clássico de treinamento é a alternância entre dias duros e dias fáceis ou de descanso. Alternativamente, você pode fazer dois treinos fortes em seqüência, mas certifique-se de seguir isso com dois ou mais dias de recuperação. 
A falha em seguir essa norma, é um caminho muito curto para as lesões e overtraining.

 Overtraining =  é uma condição física, comportamental e emocional que ocorre quando o volume e a intensidade de exercício para um indivíduo  excede sua capacidade de recuperação. Deixa de fazer progressos, e pode até mesmo começar a perder as melhoras adquiridas.  O Overtraining é um problema muito comum na musculação , mas também é muito experimentado por corredores e outros atletas .


Você é uma experiência única -
Cada corredor responde de forma única ao treinamento. O que é excessivo para seu companheiro de treinamentos, pode ser o correto para você. De forma inversa, o programa que funciona para seu parceiro de corridas pode deixá-lo acabado. 
Sua habilidade para responder positivamente ao treinamento depende na sua genética (sua predisposição natural para adaptar ao treino), histórico de treinamento (o quanto e que tipos treinamento fez no passado), saúde geral, histórico de lesões e estilo de vida (dieta, padrões de sono, e outros estresses na sua vida). Como vê, são muitos fatores intervenientes!
Ao elaborar seu programa de treinamento, preste atenção a como responde aos treinos e lembre-se que você é único.




LEIA TAMBÉM EM: 

http://qualifissaudecorrendo.blogspot.com/2011/06/principios-de-treinamento-para.html

terça-feira, 18 de outubro de 2011

PARA INICIAR NA CORRIDA




        Vamos iniciar um programa de Corrida?


Então... prepare-se, em qualquer caso, para o mais difícil nesta etapa: as dores e fadigas que sofrerá por fazer algo que não está acostumado. 
Mas Atenção! Ao final do primeiro dia, deverá no máximo, sentir dores leves, um pequeno desconforto, especialmente na articulações. Seu otimismo não deve diminuir e não deves relaxar seu empenho. 
Ao segundo dia, pode ser que sejam despertadas as câimbras, a rigidez muscular, espasmos e dores musculares um poucos mais intensas nas pernas. Persevere! Não desista!
Realize seu aquecimento com calma, alongue-se antes, e parta para o seu objetivo do dia e depois da Atividade, alongue outra vez! Mas não force, vá no conforto!

Os primeiros dias de Trote requerem força de vontade para suportar fadigas, porém de modo algum deve ser um castigo.


Existe um método muito simples que lhe permitirá ter uma idéia aproximada de seu nível de aptidão física, tanto no princípio do programa como ao longo deste. Simplesmente deixe que seu corpo lhe diga. O corpo fala! Aprenda a ouví-lo! É um excelente meio para o aperfeiçoamento do Auto Conhecimento!

Antes de investir em tecnologia com o uso de monitores de frequência cardíaca, neste período de iniciação, use um sistema de avaliação muito fácil para determinar se está em um ritmo compatível para o seu nível de aptidão física. Funciona assim: 
Se durante sua atividade você conseguir conversar sem nenhuma dificuldade é porque a intensidade está muito fraca. 
Caso converse com ligeira dificuldade (ofegância), mas consegue manter a fala, este é o seu ritmo ideal! Se não consegue dar continuidade a uma conversa, ou fala ou faz a atividade, é porque está muito forte! Reduza a intensidade!

Comece com um passeio ou uma caminhada rápida. Sinta o que ocorre! Observe! Anote se julgar conveniente! Eu recomendo! Faça um diário de Treino!
Seu corpo reage automaticamente ao cansaço e não perde tempo em lhe dizer como se sente. Preste atenção. Não tente fazê-lo trabalhar mais do que pode até que adquira certa resistência.
Possuir um corpo resistente requer tempo e prática regular de exercício. Um corpo desacostumado ao exercício necessita de um período de condicionamento antes de poder treinar.

A maioria dos programas aeróbicos, na sua missão concreta para as corridas, começa com exercícios de pré-condicionamento. Um dos melhores é simplesmente caminhar. De fato, você pode começar sua atividade de pré-condicionamento mesmo antes de iniciar o programa ou de passar por um exame médico. Afinal, não é preciso fazer outra coisa a não ser andar. Sendo assim, adiante! Começe já!

Saia para caminhar por períodos de 10 ou 15 minutos e converta isso em um hábito diário. Porém, imprima às suas pernas um ritmo vigoroso. É certo que por detrás de uma aquisição de hábitos como esse, não passará muito tempo até que comece a sentir a necessidade de correr. Chegado esse ponto, correrá regularmente, se sentirá impelido a fazê-lo.
Quando estiver inserido na prática da corrida, deve ter em mente que não se trata de chegar em primeiro numa competição, mas sim de adquirir resistência. 

Perseverança e calma são as palavras chave desse programa.

Se você for mulher, gostaria de sugerir algumas precauções: sua capacidade pulmonar e cardíaca é menor do que a de um homem e, por conseguinte, não precisa correr ou trotar tão forte como o homem para alcançar o mesmo nível de aptidão física. Isto se deve ao fato de que, com um nível igual de treinamento, a mulher alcança com maior rapidez o seu objetivo que o homem. Se, por exemplo, homem e mulher correrem juntos, ele poderá sentir se esforçando dentro do nível de condicionamento cardíaco que fixou como meta, entretanto ela pode estar excedendo o limite recomendado.
Em todo caso, qualquer mulher que tenha ficado longe do exercício físico deve evitar excessos para não exceder suas possibilidades.

Outra recomendação especial: se está grávida, o passo ligeiro pode beneficiá-la, pelo menos até o sexto mês de gravidez. Não penso que seja necessário advertir que deve consultar seu médico ginecologista antes de começar a correr.
Se não está grávida, mas deseja ter filhos, muitos médicos são de opinião de que correr é um excelente meio de preparar o seu corpo para esta ocasião.

Correr acompanhado pode também ajudar a vencer a inércia que experimentará a princípio. É difícil criar um novo hábito e, igualmente, de romper um vício.

Busque um companheiro, assim terá alguém com que compartilhar frustrações, dores, moléstias e o prazer de estar fazendo progressos. Pode compartilhar tudo isso com ele ou ela. 
Correr com alguém ao nosso lado se converte em algo muito mais fácil.

Mesmo que esteja muito bem preparado para empreender esta atividade, o corredor em potencial pode sentir-se preocupado com o sombra de alguns hábitos antigos. Se corro, terei que parar de fumar e não poderei beber nem comer meus pratos favoritos? Mas, não, não tem que fazer isso. Se és fumante ou gosta de beber, sem dúvida, é bem provável que a princípio lhe seja difícil largar o cigarro ou a bebida. Já será bastante duro ter mudar hábitos sedentários por uma vida ativa, mas não é menos provável que experimentará uma menor dependência.

Uma única passada de um não-fumante equivale a três de um fumante. A causa reside no monóxido de carbono que o fumante inala. Uma vez na corrente circulatória, esta substância se fixa nas moléculas de hemoglobina do sangue e lhe impedem de transportar eficientemente o oxigênio ao longo do organismo.
Como o tabaco, o álcool impede a eficiente distribuição de oxigênio pelo organismo. Coração, músculos e tecidos sofrem as conseqüências.
Visto que o álcool reduz a capacidade de assimilação das vitaminas do grupo B, é mais provável que possa deparar-se com um déficit vitamínico.

Eu também recomendo que não corra se bebeu, pois, como você sabe, isso pode afetar sua capacidade de raciocínio e lhe fazer avaliar erroneamente a velocidade, distância e também seu nível de resistência.

Sobre a comida, há muito a dizer. Muitos corredores seguem a dieta vegetariana, outros se abastecem de massas (carboidratos) antes de uma prova. Em geral, coma regularmente e com discrição uma grande variedade de comidas (carne, laticínios, cereais, vegetais, frutas) que provêm ao organismo as proteínas, gorduras, carboidratos, vitaminas e minerais que este necessita para manter-se em bom estado. Evite o açúcar, que não tem nenhum valor nutritivo. Proporciona calorias de rápida assimilação, mas não muito mais. Obtenha as calorias necessárias de outras fontes. E se for querer um controle alimentar mais adequado às suas práticas físicas diárias sugiro a orientação Profissional. Busque um Nutricionista!

Portanto... Excelentes Treinos Saudáveis!





LEIA TAMBÉM EM: 


http://qualifissaudecorrendo.blogspot.com/2011/05/para-iniciar-na-corrida.html