MISSÃO:

Profissional especializado em Atividade Física, Exercício Corporal, Saúde, Bem Estar, Longevidade Saudável e Qualidade de Vida. Sérgio Nunes e sua empresa QualiFis, pretendem desenvolver junto aos seus alunos e clientes a ideia da verdadeira Saúde, que obviamente não é apenas a ausência de doença, mas também o Encantamento com a Vida, dotando-os de um entendimento adequado de se Priorizar, de compreender que vale a pena Investir no seu Potencial de Ser, através do investimento na melhoria da Qualidade de Vida, aprimorando a saúde e usando como meio, a Atividade Física, em suas mais diferentes possibilidades.

“As informações, dicas e sugestões contidas nesse blog têm caráter meramente informativo, e não substituem o aconselhamento individual e o acompanhamento de médicos, nutricionistas, psicólogos e profissionais de educação física.”

EM DESTAQUE AGORA NO BLOG....

EM DESTAQUE AGORA! É SÓ CLICAR PARA SE INFORMAR!

terça-feira, 21 de junho de 2011

SOBRE A LIBERAÇÃO OU NÃO DA CANNABIS - OPINIÃO



Para Reflexão e também Justificando minha Modesta Opinião:

A frase muito citada: "A maconha é a porta de entrada para o Mundo das Drogas"

E, se, vamos supor... um exercício para a nossa Imaginação... O Álcool não fosse liberado e o Fumo, especialmente o Tabaco, também não?
Seriam eles também uma porta de entrada para o Mundo das Drogas mais "Fortes"?

Ou... também já o são?

Se sim, porquê então continuam liberados?
Se não, qual a diferença entre estes e aquele?

Não sou favorável ao uso de nenhum tipo de Drogas, quero deixar isso bem claro!
Não sou Tabagista e nem Fumante de qualquer espécie! E Nunca fui!


Porém, contudo, todavia, entretanto... tomo minhas Cervejinha nos finais de Semana e um Vinho vez ou Outra! 
Fico nos fermentados, destilados não são a minha! E penso que não sou Dependente! Paro quando quero e conscientemente! Assim ao menos imagino! Hehehehehehehe! 
Nunca me condenaram por estes pequenos "Abusos"! E também jamais fiz qualquer besteira, de qualquer espécie! A não ser de ficar mal e devolver ao  chão o que tinha acabado de ingerir! Pedir licença e me retirar e ir para a cama vendo tudo girar! E de estar imprestável no dia seguinte!
E... contrariamente ao que possam estar pensando, pequenas doses já causam estragos ao meu organismo! Sou obrigado a consumir moderadamente e lentamente! 
Isto é Bom? 
Bem, eu sei do meu limite e procuro portanto não ultrapassá-lo!


Então sou um consumidor "Exemplar" das Drogas Lícitas, não é isso?
Consumo o Álcool, como diz a propaganda aceita por Todos..., Com Moderação!
E assim, sou muito bem aceito, obrigado, pela minha Família, meus Amigos, Alunos e Sociedade em Geral!



Preciso Lembrar que o Álcool, é sim, uma poderosa Droga?
Parece que a imagem acima está um tanto quanto distorcida, não é mesmo?

Como profissional da área da Saúde (Prof. Educação Física) conheci pessoas que tiveram suas vidas e de suas famílias destruídas Principalmente pelo Álcool muito mais que outros tipos de Drogas!
E, Por este ponto de vista...

Não estou citando o Tabaco, porque não fumo! Mas ao meu redor...
E Muitos estudos apontam o cigarro como uma forma de se encaminhar para o alcoolismo!

O quero dizer é que, penso ser incoerente(?) alguém ser contra a liberação da Maconha, que é causadora de menor dependência e menos danos físicos, que por exemplo o Álcool e o Tabaco, e não ser contra estes últimos!
Veja esta ilustração:



Então se sou contra a Maconha... tenho que ser contra o Álcool e o Tabaco, ou não?

E para uma discussão mais Profunda sobre comportamento e drogas, temos que ser contra até as Raves e a Música Eletrônica! Mas isso fica para, quem sabe, em uma próxima discussão!

Só para colocar mais lenha na fogueira... 
Conheço pessoas que "puxam um fino" depois do expediente!", e fazem Ações melhores dos que vão ao "Boteco" depois do expediente!
Assim como já presenciei o contrário também! Verdade seja dita!

Contudo... muitos dos que vão ao "boteco", quando não aprontam por lá mesmo... em casa, a família "paga o Pato"! Não é mesmo? 
Ou pior, inocentes no trânsito! Digo pior, porque estes não estão preparados... não conhecem quem está vindo do outro lado, pela frente ou por trás!
A família conhece! Ou não? Bem... deveria! Teria que estar mais atenta!


Enfim, acredito que é um conflito Moral... que tem que ser Resolvido!

Assim...
Faço uso do Fumo (tabaco) e/ou bebidas alcóolicas?
Posso então Moralmente ser Contra a Maconha?

À minha moral isto não dá certo!
Como bebo minhas cervejinha nos finais de semana e um vinho vez ou outra (drogas liberadas!)... Putz, está feito o conflito em minha Mente!

E, para eu ficar bem com minha Moral, terei que Parar completamente e definitivamente com estas Drogas permitidas (cerveja e vinho), mesmo que as use ocasionalmente, para eu ter Moral em ser contrário à legalização daquela! Caso contrário, penso comigo, estarei sendo hipócrita e desonesto!



De qualquer modo... liberada ou não, ela é!, e continuará sendo acessível! 
Ou não?

Afinal... O que é menos nocivo?
Penso que esta é uma pergunta a ser respondida também!

Saber onde busca, compra, quem comercializa, quem usa, quem tem problemas com ela, etc, etc, etc?
Ou... Comprar escondido, "pegar" dinheiro escondido, usar escondido... e por aí vai!


Porém um outro lado, e o mais obscuro penso eu! O consumo de drogas ilícitas  e o financiamento do Crime Organizado que rouba, chantageia, infiltra, corrompe, estupra, sequestra e 
mata! 


Então... libera a cannabis!

E... como um passe de mágica!...
Criminosos ontem, hoje passam a grandes e bem sucedidos Empresários! Que... obviamente terão que responder por seus crimes cometidos!
E como por aqui... empresário bem sucedido dificilmente vai para a prisão... Parece que fica tudo como já é!
Bem... eles não precisarão mais roubar, chantagear, infiltrar, corromper, estuprar, sequestrar e matar!  

No mais... Como tudo, é uma questão de Educação!
Educação como um todo, Corpo, Mente e Espírito!
Orientação!
Pais, Família, Sociedade, Igreja e Estado, sobre o uso de qualquer tipo de Drogas!
Das mais leves e permitidas, as mais pesadas e proibidas!


Veja este Vídeo para saber mais sobre o assunto:

http://www.youtube.com/watch?v=RAnF...

Pensando ser pertinente o assunto e de alguma relevância estou elaborando um apanhado das opiniões (contra e a favor), organizando e fundamentando para publicar aqui no Blog: http://sergionunespersonal.blogspot.com/...

Participe com seus comentários!

quinta-feira, 16 de junho de 2011

EXERCÍCIO E CÂNCER (PARTE II)


Exercício e câncer – Parte II
http://www.biologiadasaude.org/
  Continuando a discussão a respeito dos efeitos do exercício sobre o câncer, nesta postagem vamos aprofundar um pouco nos mecanismos biológicos que correlacionam as adaptações promovidas pelo exercício que também promovem proteção e melhoram a defesa contra o desenvolvimento de tumores.

Etapas do desenvolvimento do câncer (Fonte - INCA)

Exercício, obesidade e risco de câncer
A importância dos biomarcadores na pesquisa em exercício e câncer 

O sobrepeso e a obesidade são considerados fatores de risco no desenvolvimento de diversos tipos de câncer, incluindo adenocarcinoma do esôfago, câncer de cólon, câncer de mama (mulheres pós-menopausa), câncer de endométrio e câncer renalEvidencia epidemiológica também indica que cânceres de fígado, vesícula biliar e pâncreas estão relacionados à obesidade, podendo ainda estar elevado o risco de cânceres hematopoiéticos e de câncer agressivo de próstata.  A etiologia da tumorigenese associada à obesidade é relacionada a resistência à insulina, a hiperinsulinemia, aumento em hormônios esteróides, hiperleptinemia e inflamação. A resistência a insulina desenvolve-se como uma adaptação a níveis circulantes elevados de ácidos graxos livres liberados do tecido adiposo, especialmente o intra-abdominal, sendo geralmente compensada por um aumento na secreção de insulina pelo pâncreas. Existe evidência epidemiológica e experimental para indicar que a hiperinsulinemia crônica eleva o risco de câncer de cólon e endométrio e provavelmente outros tumores como pancreáticos e renais. Em adição, níveis séricos elevados do fator de crescimento semelhante à insulina (IGF-1) também está associado a diferentes formas de câncer. Por exemplo, altos níveis circulantes de IGF-1 e baixos níneis da proteína ligadora de IGF (IGFBP-3), são associados com aumento no risco de câncer de cólon, mama, próstata e pulmão. 

(Clique na Gravura)
Contudo, níveis circulantes elevados de estrógenos são provavelmente os principais fatores medidores do risco aumentado de cânceres de mama (pós menopausa) e endométrio, em mulheres com sobrepeso ou obesas. Os adipócitos possuem a maquinaria enzimática necessária para a conversão de andrógenos a estrógenos, sendo o principal local de síntese de estrógenos em mulheres pós menopausa e em homens.  Além disto, em 4-8% das mulheres pré-menopausa, a obesidade e a resistência a insulina podem tanto causar como agravar a síndrome do excesso de andrógeno ovariano (síndrome do ovário policístico) e deficiência crônica de progesterona. Há forte evidência de que a soma de tais eventos eleva o risco de câncer endometrial.
 Hipotetiza-se ainda que eventos menstruais e reprodutivos influenciem a iniciação e a progressão do câncer. Aumento no tempo de exposição a estrógenos durante a vida devido a uma menarca em idade precoce, menopausa em idade avançada, primeiro filho em idade avançada, falta de lactação, e maior número de ciclos ovulatórios são fatores de risco para câncer de mama. Adicionalmente, a elevada densidade mineral óssea, um marcador de alta exposição a estrógenos durante a vida, é relacionado a aumento no risco de câncer de mama. Existe também ainda, forte relação entre aumento no risco de câncer de próstata com aumento nos níveis séricos de testosterona.
Neste sentido, diversos estudos foram conduzidos no intuito de avaliar os efeitos do exercício em biomarcadores do câncer. Em um estudo clínico randomizado de 12 meses, McTiernan e colaboradores analisaram os efeitos do exercício nos níveis circulantes de estrógenos em mulheres sedentárias saudáveis. Demonstraram que o exercício de intensidade moderada (45 minutos por dia, 5 dias por semana) reduz os níveis séricos de estrógenos. Este efeito se dá por redução da conversão periférica de andrógenos adrenais em estrógenos e por aumento nas concentrações de globulinas ligadoras de hormônios sexuais (SHBG), que competitivamente ligam-se a estrógenos e andrógenos, reduzindo assim os níveis destes hormônios. O exercício crônico também reduz os níveis circulantes de IGF-1, por aumentar suas proteínas ligadoras (IGFBP-3).

Biomarcadores, adiposidade e tumorigênese

















Outros hormônios associados à obesidade, que tem o tecido adiposo como local de síntese, vem recebendo grande atenção por uma provável relação com a etiologia do câncer.  De fato, o tecido adiposo sintetiza e secreta na circulação uma ampla variedade de hormônios com funções relacionadas ao processo inflamatório, crescimento celular e diversos aspectos metabólicos. Destes, a leptina é provavelmente o hormônio cujas funções foram mais bem estudadas nos últimos anos, sendo de grande importância em mecanismos centrais de regulação da saciedade.

Desenho esquemático mostrando o tecido adiposo e diversas moléculas secretadas (Adipocinas) 

 Surmacz mostrou que a leptina é hiper expressa no câncer de mama e que esta hiper expressão esta associada ao excesso de insulina, outro hormônio vinculado ao câncer de mama, e uma condição metabólica comum em pessoas com sobrepeso. Uma possível relação entre a atividade promotora de crescimento da leptina e uma eficiência reduzida de drogas quimioterápicas tem sido investigada atualmente. Outros hormônios sintetizados pelo tecido adiposo agem potencializando os efeitos dos ácidos graxos livres sobre a resistência a insulina, como é o caso do fator de necrose tumoral (TNFα) e da resistina. Leptina, TNFα e resistina são ainda importantes mediadores de processos inflamatórios.
De modo geral, as doenças crônicas não transmissíveis são caracterizadas por um quadro inflamatório crônico, com aumentada concentração de mediadores inflamatórios na circulação, tais como TNF-α. De fato, a inflamação esta associada ao desenvolvimento do câncer, e o exercício regular exerce efeitos positivos reduzindo as concentrações de mediadores e marcadores inflamatórios.

Como o exercício interfere em processos inflamatórios?

O músculo esquelético como um órgão endócrino 
Músculo esquelético secretando IL-6, e representação esquemática de suas possíveis funções.

      Os efeitos do exercício sobre a inflamação são mediados por diversos mecanismos, contudo, a descoberta de que o músculo esquelético produz e secreta na circulação moléculas com função anti-inflamatórias tem recebido grande atenção na literatura atual. Dentre estas, a interleucina 6 (IL-6) é consideradas uma das mediadoras dos efeitos protetores do exercício em patologias que envolvem quadros inflamatórios, como diabetes, aterosclerose e câncer. Esta citocina é produzida pelo músculo esquelético durante contração muscular e suas concentrações aumentam até 100 vezes acima aquelas observadas no repouso. IL-6 exerce efeitos potencialmente antiinflamatórios, de modo marcante, sua habilidade em inibir moléculas próinflamatórias (ex. TNF-α) esta bem estabelecida atualmente. Outros efeitos do exercício envolvem alterações nas enzimas responsáveis pela síntese de importantes mediadores inflamatórios, como por exemplo, a enzima ciclooxigenase-2 (COX-2), reduzindo produção de prostaglandina E.

Exercício e função imunitária
Os efeitos da atividade física sobre a função imunitária são sugeridos como um mecanismo adicional na prevenção do câncer. Uma hipótese é a de que a atividade física possa melhorar o número e a função de células natural killer (NK), as quais têm importante função na supressão do crescimento tumoral.  Existe uma relação dose-resposta que resulta um gráfico em forma de J invertido com atividade física moderada resultando em melhora, enquanto atividade exaustiva leva a decréscimo de diversos parâmetros da função imunitária. Contudo, os efeitos da atividade física nas funções imunes relacionada à prevenção do câncer carecem de mais investigações.

Correlação entre função imunitária, risco de infecção e volume e intensidade de exercício

Em resumo, a atividade física de intensidade moderada esta associada a risco reduzido de diversos tipos de câncer, incluindo câncer de mama, cólon e endométrio. A atividade física melhora ou reverte as principais disfunções fisiológicas relacionadas com um risco aumentado do desenvolvimento destes cânceres, como resistência á insulina, hiperinsulinemia, hiperglicemia e diabetes tipo 2. A atividade física reduz os níveis de estrógenos e andrógenos, e também modula a função menstrual, principalmente por seu efeito sobre a adiposidade. A atividade física ainda reduz o quadro de inflamação sistêmica, tanto de modo independente como dependente dos seus efeitos sobre a adiposidade. Para diversos tipos de câncer, um efeito dose-resposta parece existir, com sessões mais longas de exercício, ou sessões mais intensas promovendo uma redução maior no risco de desenvolvimento da doença. De fato, atividade moderada a intensa, com duração de 45 ou mais minutos, cinco ou mais dias é necessária para maior metabolização de gordura corporal acumulada e para modificar funções fisiológicas como as concentrações de insulina, estrógenos, andrógenos, prostaglandinas e a função imune.

 

Como este é um tema de grande complexidade e muito extenso, um último post será produzido abordando os aspectos relacionados a prescrição do exercício para tratamento do câncer.

Até lá,

E não se esqueça

Tenha uma alimentação saudável, e pratique atividade física...



Leia Também: 

Exercício e Câncer (Parte 1) -

http://sergionunespersonal.blogspot.com/2011/05/exercicio-e-cancer-parte-i.html

Exercício e Câncer (Parte 3) -


Fonte:http://www.biologiadasaude.org/search?updated-max=2011-04-30T20%3A24%3A00-07%3A00 


Referências:

McTiernan A, Tworoger SS, Ulrich CM, Yasui Y, Irwin ML, Rajan KB, Sorensen B, Rudolph RE, Bowen D, Stanczyk FZ, Potter JD, Schwartz RS. Effect of exercise on serum estrogens in postmenopausal women: a 12-month randomized clinical trial. Cancer Res. 2004 Apr 15;64(8):2923-8.


McTiernan A, Ulrich C, Slate S, Potter J. Physical activity and cancer etiology: associations and mechanisms. Cancer Causes Control. 1998 Oct;9(5):487-509.

Meijer EP, Goris AH, van Dongen JL, Bast A, Westerterp KR. Exercise-induced oxidative stress in older adults as a function of habitual activity level. J Am Geriatr Soc. 2002 Feb;50(2):349-53.

Calle EE, Kaaks R. Overweight, obesity and cancer: epidemiological evidence and proposed mechanisms. Nat Rev Cancer. 2004 Aug;4(8):579-91.

Carroll KK. Obesity as a risk factor for certain types of cancer. Lipids. 1998 Nov;33(11):1055-9.

Yu H, Rohan T. Role of the insulin-like growth factor family in cancer development and progression. J Natl Cancer Inst. 2000 Sep 20;92(18):1472-89.

Dorgan JF, Longcope C, Stephenson HE Jr, Falk RT, Miller R, Franz C, Kahle L, Campbell WS, Tangrea JA, Schatzkin A. Relation of prediagnostic serum estrogen and androgen levels to breast cancer risk. Cancer Epidemiol Biomarkers Prev. 1996 Jul;5(7):533-9.

Toniolo, P. G. Endogenous estrogens and breast cancer risk: the case for prospective cohort studies. Environ. Health Perspect. (1997)  105(suppl. 3):587–592.

Cauley JA, Lucas FL, Kuller LH, Vogt MT, Browner WS, Cummings SR. Bone mineral density and risk of breast cancer in older women: the study of osteoporotic fractures. Study of Osteoporotic Fractures Research Group. JAMA. 1996 Nov 6;276(17):1404-8.

Gann PH, Hennekens CH, Ma J, Longcope C, Stampfer MJ. Prospective study of sex hormone levels and risk of prostate cancer. J Natl Cancer Inst. 1996 Aug 21;88(16):1118-26.

McCarty MF. Up-regulation of IGF binding protein-1 as an anticarcinogenic strategy: relevance to caloric restriction, exercise, and insulin sensitivity. Med Hypotheses. 1997 Apr;48(4):297-308.

Trayhurn P, Stuart I W Adipokines: inflammation and the pleiotropic role of hide adipose tissue. British Journal of Nutrition (2004), 92, 347–355.

Tilg H, Moschen AR. Adipocytokines: mediators linking adipose tissue, inflammation and immunity. Nat Rev Immunol. 2006 Oct;6(10):772-83. Epub 2006 Sep 22.

Surmacz E. Obesity hormone leptin: a new target in breast cancer? Breast Cancer Res. 2007;9(1):301.

Petersen AM, Pedersen BK. The anti-inflammatory effect of exercise. J Appl Physiol. 2005 Apr;98(4):1154-62.

SALTO ALTO - CUIDADOS








O que o uso do salto alto faz no seu corpo?

Recente pesquisa investiga as consequências causadas pelo uso contínuo desse modelo de sapato


História:

Apesar de não haver indícios sobre quem criou o salto alto, sabe-se que ele foi amplamente utilizado a partir do século 17 na corte do rei Luís XIV (1643-1715), da França, que abusava do luxo, das perucas e dos sapatos de salto. Dizem as más línguas (e os registros históricos) que Luís XIV não passava de 1,60 metro, por isso adorava sapatos que pudessem aumentar sua estatura.
Apesar disso, o salto ficou realmente conhecido no reinado seguinte. Luís XV não só levou a fama, como também virou nome de um tipo de salto, largo na ponta e na base e afinado no meio. "O salto era peça exclusiva do vestuário masculino e apenas na corte de Luís XV passou a ser utilizado por mulheres", diz João Braga, coordenador do curso de história da moda do Senac, em São Paulo.

Hoje em dia, em vez de representar a nobreza, os saltos remetem à sensualidade da mulher, ressaltando seios, pernas e quadris. "Estudos indicam que o salto alto é o elemento que mais desperta a libido e o fetiche nos homens, seguido pelas meias finas", diz o professor.

Salto Alto e Elegância



Usado pela grande maioria das mulheres, o sapato de salto alto, sempre representou para elas,um item indispensável sinônimo de sofisticação e elegância. No entanto, apesar da beleza e encanto que ele exerce sobre as pessoas do sexo feminino, profissionais especializados revelam que ele pode causar vários danos à saúde das pessoas, que o usam com frequência. 


As mais vaidosas justificam seu uso como um sacrifício pela beleza, já que apesar da dor, ninguém resiste a um belo par de saltos altos. Muitas mulheres dizem que depois de tanto tempo usando, o corpo se acostuma e já não sentem mais dor. Porém o costume é o grande vilão da história.

O uso frequente de sapatos de salto provoca o encurtamento nos músculos da parte de trás da perna, além de danos na coluna (aumentam as chances de se desenvolver quadros de lordose lombar), dores nos joelhos, além de calosidades, joanetes e unhas encravadas, no caso de sapatos de bico fino.

Se esses problemas ocorrem com adultos, imagine em crianças ou adolescentes que usam esse modelo durante um período em que o corpo ainda está moldando a postura. A professora do curso de Fisioterapia da PUC - Minas Gerais, Patrícia Pezzan, analisou 100 jovens entre 13 e 20 anos, 50 usuárias de salto e 50 não. É importante ressaltar que para ser considerada usuária de salto, a mulher deve utilizá-los por mais de três vezes por semana e a mais de 4h consecutivas.
  
Patrícia concluiu que quanto mais precoce se inicia o uso desse tipo de calçado, maior é a chance do desenvolvimento de sérios problemas na coluna, na rotação do osso da pelve (a garota fica com o bumbum mais empinado), além da aproximação dos joelhos e afastamento dos pés, o que deixa as pernas no formato de um "X".

"O uso de qualquer salto alto por muitas horas seguidas, e muitas vezes na semana, pode trazer problemas em qualquer idade", explica a fisioterapeuta. Porém, quanto mais nova for à menina, mais problemas ela terá no futuro, pois o uso desse tipo de calçado durante a fase de crescimento ósseo pode causar alterações na postura e na marcha. "Essas alterações, a longo prazo, podem gerar dores, desequilíbrio muscular, estresse articular e até degeneração nas articulações", ressalta Patrícia.

Então devemos jogar todas as sandálias e sapatos de salto alto fora? A fisioterapeuta diz que não. "A mulher pode, sim, usar saltos, desde que esses não sejam os seus sapatos do dia a dia. O melhor é intercalar: naqueles dias em que não for andar muito, o salto está liberado, porém, quando o dia for muito agitado, opte por um tênis", sugere.



O melhor modelo de calçado -

O ortopedista do Hospital Paulistano, Douglas Rocha, diz que entre os modelos de salto, o que traz menos danos à saúde é a plataforma, já que é o único que deixa todo o pé na mesma altura. "O problema maior do salto fino é o desequilíbrio que ele trás ao corpo da garota", diz.

Procure um calçado que seja confortável, de um material maleável, deixe o pé respirar e com 2 a 3 cm de salto. "Rasteirinhas também não são indicadas, já que o pé fica solto e o peso corporal permanece localizado no calcanhar", conclui o especialista.


Cuidados na hora da compra

- Opte por comprar sapatos no final da tarde ou à noite, pois os pés incham durante o dia, o que pode atrapalhar na escolha do modelo mais confortável;

- Não queira usar sapatos menores do que o seu pé, compre sempre o seu número;
- Não acredite que o sapato vai lacear. No momento da compra ele deve estar o mais confortável possível;
- Sempre calce os dois pés do calçado, pois normalmente um pé é maior que o outro;
- O calçado não deve ser de material duro;
- Modelos de plástico, não deixam o pé respirar e podem trazer sérias micoses;
- Se o sapato causa incomodo ao seu pé, então não compre seduzida pela beleza;
- E lembre, conforto é essencial na escolha de qualquer modelo de calçado!

A seguir um artigo interessante sobre o assunto

...............................................................

"Com sapatos de solado plano, o peso do corpo fica distribuído de maneira mais uniforme pela ondulada extensão do pé. Com o salto alto, a pressão vai toda para o hálux, nome médico para o popular dedão. O resultado pode vir em graus diversos. Cansaço, dor e calos são os mais costumeiros e fáceis de enfrentar. 
Mas há até quem acabe sofrendo de deformidades ósseas, como joanete, ou de problemas na musculatura da coxa e na curvatura lombar. Sem falar nos riscos de queda, lesões dos ligamentos e luxações no tornozelo, provocados pelo equilíbrio precário do andar nas alturas. 
Mesmo os saltos femininos menores podem causar transtornos. Em outra pesquisa, Cibele Réssio analisou dez mulheres andando descalças, depois com saltos de 3, de 6 e de 9,6 centímetros. Para isso, usou uma palmilha com 960 sensores ligados a um computador que registrava, entre outras coisas, a velocidade do passo e o padrão de pressão. Conclusão: os malefícios perpetrados pelo salto 3 são quase idênticos aos do salto 9,6. Nem mesmo os especialistas estavam cientes disso." Antes, os ortopedistas recomendavam ir ao trabalho com o salto 3 e, à noite, usar o mais alto", diz Cibele. Independentemente dos traumas, boa parte do sexo feminino simplesmente adora o artefato pontudo. Segundo recente pesquisa da revista científica British Journal of Podiatry, uma em três inglesas gosta de usar continuamente saltos altos da moda. Mais de 80% das súditas da rainha ficariam relutantes em mudar o estilo dos sapatos para melhorar um problema no pé. E uma em cinco poria calçados desconfortáveis devido às expectativas dos namorados, marido ou empregadores. 
É um mercado inesgotável, inclusive no Brasil, que poderá chegar a um projeto desenvolvido na Universidade de São Paulo por Cibele Réssio e pelo professor de biomecânica da Escola Politécnica Raul Gonzáles. 
Os cuidados com a saúde dos pés femininos não se esgotam com o gerenciamento correto do salto alto. Quando surgem os calos nos pés, por exemplo, a pior alternativa é correr ao pedicuro e retirá-los. O mais correto é procurar saber o que está por trás do problema. "A causa pode ser até uma doença de pele", adverte o ortopedista Osny Salomão. O calo nada mais é que uma reação da pele a um trauma decorrente do uso de sapato apertado ou provocado por saliência óssea
Dependendo do caso, o tratamento é feito por um ortopedista ou por um dermatologista. Quando há saliência óssea, realiza-se uma cirurgia para retirá-la. Para problemas dermatológicos, indicam-se remédios específicos. No caso do joanete, uma deformação crônica, a solução é adotar calçados sem salto com bico redondo ou quadrado ou submeter-se a uma operação nos pés. 
Cortar a unha de maneira errada também costuma trazer uma série de transtornos, pois ela pode encravar e levar a infecções doloridas. Uma ida ao pedicuro pode resolver, mas às vezes um tratamento cirúrgico é necessário
Quando a situação não é tão grave, alguns podólogos colocam por três meses um fixador na unha, que faz com que ela fique plana. 
Outro conselho, no caso para os fãs de corrida, é nunca praticá-la com tênis apertados. A compressão diminui o fluxo sanguíneo para os dedos, o que pode ocasionar a queda das unhas
Hoje, todo o tormento do salto alto recai sobre os pés femininos, mas é bom lembrar que se atribui sua invenção a uma encomenda do rei Luís XV, que governou a França de 1715 a 1774. "


Fonte: http://veja.abril.com.br/280301/p_152.html


                                                      Distribuição do Peso do Corpo

Principais Problemas do Salto Alto


De acordo com médicos ortopedistas, o salto alto do sapato, causa uma sobrecarga nos ligamentos dos pés, pernas e tornozelos, e nos tendões. Cada pé do indivíduo, tem vinte e oito ossos, que são responsáveis pela formação de articulações, mantidas por vários ligamentos e músculos.

Sapato
Quando a mulher usa o salto alto, ela coloca quase todo o seu peso, na parte da frente do pé e dedos, região conhecida como antepé, causando uma pressão muito intensa na ponta dos pés. Por outro lado, não há uma mobilidade adequada atrás da perna,e com o calcanhar alto, o tendão-de-aquiles se encurta, podendo surgir em decorrência disso, um problema conhecido como tendenite. Por isso,os profissionais desaconselham o uso do salto alto o dia todo.

Sintomas da Tendenite

Com o encurtamento do tendão-de-aquiles, pode surgir a tendenite, cujos principais sintomas são a dificuldade para andar sem sapatos e dor.

Complicação
Quanto mais alto for o salto, maior será o peso na parte da frente dos dedos e pés, e quando a pessoa caminha, a pressão fica maior ainda, por isso é aconselhável o uso do salto alto com moderação, para não desenvolver maiores complicações futuramente.

Outras Regiões do Corpo Afetadas

Outras áreas do corpo da pessoa, além dos pés e dedos podem ser comprometidas com o uso do salto alto, por exemplo, joelhos e coluna. No caso dos joelhos, pela flexão que tem de ser feita todo o tempo, em que a mulher está usando o salto alto, pode ocorrer a condromalácia patelar, que nada mais é do que a dor causada pelo desgaste das articulações, que é provocado por ele ficar flexionado.

Partes
Outra região afetada é a região lombar, pela lordose que o salto alto provoca, com a alteração do centro da gravidade do corpo,e em casos extremos pode haver o surgimento de sérios problemas na coluna, como por exemplo,as hérnias de disco.

Sugestões para Prevenir os Problemas

De acordo com especialistas, seguindo algumas sugestões, vários problemas de saúde podem ser evitados pelo uso do salto alto, entre alguns: O ideal é usar sapatos com no máximo cinco centímetros de altura, e com o calcanhar estabilizado;
O bico do sapato deve ser confortável,e não apertar os pés; 
O uso de sapato completamente plano, também é prejudicial ao calcanhar que fica com todo o peso sobre ele; 
Sapatos de salto anabela, tem o solado rígido, dificultando a mobilidade dos pés, podendo provocar uma má circulação sanguínea; 
Alternar o tipo de sapato é aconselhável, usando um dia um de salto médio, e outro de salto baixo; 
Quem anda muito deve fazer exercícios para os pés recomendados pelo ortopedista e pelo Professor de Educação Física.