MISSÃO:

Profissional especializado em Atividade Física, Exercício Corporal, Saúde, Bem Estar, Longevidade Saudável e Qualidade de Vida. Sérgio Nunes e sua empresa QualiFis, pretendem desenvolver junto aos seus alunos e clientes a ideia da verdadeira Saúde, que obviamente não é apenas a ausência de doença, mas também o Encantamento com a Vida, dotando-os de um entendimento adequado de se Priorizar, de compreender que vale a pena Investir no seu Potencial de Ser, através do investimento na melhoria da Qualidade de Vida, aprimorando a saúde e usando como meio, a Atividade Física, em suas mais diferentes possibilidades.

“As informações, dicas e sugestões contidas nesse blog têm caráter meramente informativo, e não substituem o aconselhamento individual e o acompanhamento de médicos, nutricionistas, psicólogos e profissionais de educação física.”

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sábado, 25 de março de 2017

MECÂNICA RESPIRATÓRIA, POSTURA E MANOBRA DO “BRACING”



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Fonte 
- http://www.ranysiqueira.com.br/bracing-manobra-respiratoria/




A respiração apesar de ser algo automático, simples, direta e nem darmos conta dela, na verdade, é muito mais do que se imagina. Especialmente para os exercícios resistidos ou treinamento de força, a respiração deve ser usada também com intuito de aprimorar o desempenho físico, além de importante auxiliar na restruturação do equilíbrio corporal como um todo. Você até pode imaginar que sabe como respirar, afinal é um ato de caráter involuntário, simplesmente respiramos! Acontece que associado a maus hábitos de posicionamento e postura durante nosso cotidiano, nossa respiração em sua mecânica sofre importantes modificações, que, por sua vez, também interferirá na postura. Formando um círculo vicioso!!

Então, uma pergunta importante é, COMO VOCÊ RESPIRA?


Na verdade, essa é a parte mais importante de tudo que vem a seguir. A partir do controle respiratório eficaz, somos capazes de afetar positivamente todo o corpo. Está pronto para aprender realmente a respirar de forma eficiente? 
Você já deve ter cansado de ouvir treinadores, professores, instrutores ou personais "gritarem" com seus clientes/alunos para “contrair o abdômen” durante a execução de exercícios como forma de incentivar a estabilização corporal, principalmente da região do “CORE”!! Importante para a manutenção da TENSEGRIDADE CORPORAL

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Devemos lembrar que os músculos respiratórios estão interligados também ao sistema esquelético, por isso, faz-se necessário estimular a respiração diafragmática de forma eficiente para produzir a estabilização da coluna vertebral através da ativação de um importante músculo, algumas vezes "esquecido", o TRANSVERSO ABDOMINAL. Que também é um potente músculo atuante (ativado) na EXPIRAÇÃO FORÇADA!! 
A esta ativação chamamos de BRACING. 
Essa IMPORTANTE MANOBRA é que estabelece toda a estabilidade entre o tronco e os membros inferiores e permite que a postura acima dela seja mantida durante a execução de todos os exercícios ou até mesmo nas atividades diversas do nosso dia-a-dia!

Uma maneira muito simples de treinar a MANOBRA DO BRACING em casa mesmo:
a) deitado de costas no chão sobre uma toalha ou colchonete fino com as pernas estendidas na largura dos quadris com os pés fletidos e apontados para cima, braços ao longo do corpo com as palmas das mãos para cima;
b) contrair a musculatura das costas colocando e mantendo os ombros no chão;
c) empurrar o queixo para dentro como se quisesse encostar a coluna cervical no chão;
d) fazer a máxima expiração forçando o fechamento das costelas e contraindo toda musculatura abdominal, mas sem fazer a retroversão da pelve (girar a pelve para trás apagando a curvatura lombar);
e) manter essa máxima contração por 30 segundos respirando apenas com a parte alta do tórax.


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Quais as vantagens de ativar o bracing?
1/ Maior força: A estabilidade da coluna depende da totalidade dos músculos implicados na região do CORE, face à sua enorme implicação na estabilidade lombar-pélvica.
2/ Maior equilíbrio: A estabilização de uma estrutura só é realmente eficaz se a base que suporta os cabos que a estabilizam for também mais forte. Somente contrair os abdominais encolhendo a barriga, reduz essa base e perde a mais-valia dos restantes músculos (Diafragma e transverso) capazes de garantir uma capacidade total para estabilizar a coluna.
3/ Maior estabilidade: Após vários exames de estabilidade da coluna face à ação de forças externas, verificou-se que existe uma maior estabilidade da coluna quando se promove o bracing (contração voluntária de todos os músculos abdominais) relativamente ao hollowing (diminuição do perímetro da cintura por apenas encolher a barriga).
Anatomia e mecânica respiratória -
À medida que inspiramos através da boca e/ou nariz, o ar flui por nossa traqueia que ao final se divide em brônquios. O ar chega aos pulmões por ramificações menores chamadas de bronquíolos. As trocas gasosas (oxigênio e dióxido de carbono) acontecem nos alvéolos. A estrutura física dos pulmões é realmente densa e esponjosa, estes órgãos estão acomodados dentro da nossa caixa torácica, que se estendem desde a nossa clavícula até nossas costelas mais inferiores. O pulmão direito é maior que o esquerdo, por este último compartilhar espaço com o coração.
A força motriz da nossa respiração é feita através de um dos músculos mais importantes do nosso corpo: o diafragma. Esse músculo tem a forma de cúpula, ou também conhecido como “paraquedas do core”, também separa o tronco em cavidade torácica e abdominal. Esta estrutura estende através de uma grande parte do nosso corpo – a parte superior – atinge o espaço entre a terceira e quarta costela – as fibras mais baixas – fixam-se na nossa coluna entre a L1-L4. Conforme podemos observar na imagem a baixo.
Nenhum texto alternativo automático disponível.
Quando o diafragma se contrai, em conjunto com os músculos intercostais, reduz a pressão no interior da cavidade torácica, que por sua vez permite a entrada de ar nos pulmões. Ao expirar, o diafragma relaxa, juntamente com os músculos intercostais, permitindo a saída do ar. Você pode experimentar/sentir esta ação em si mesmo: Coloque uma mão em seu estômago, logo abaixo do esterno. Quando você inspira, observe como os seus órgãos abdominais deprimem e sua barriga aumenta à medida que o diafragma desce. Ao expirar observar o diafragma subindo e sua barriga de retomar a sua posição natural.
O diafragma também trabalha em conjunto com outros músculos como os oblíquos internos e externos, quadrado lombar, os músculos do assoalho pélvico, psoas, multífidos e transverso abdominal. Esta relação estreita com musculaturas importantes da parte inferior das costas e da pelve, habitualmente pode correlacionar algumas patologias, dores e até lesões diretamente sobre a coluna lombar, com as alterações nos padrões respiratórios. Incrível isso!!
Fisiologia da respiração abdominal e torácica -
A respiração só torna-se possível pela presença dos pulmões que estão condicionados dentro da caixa torácica. Como já vimos no tópico anterior, os pulmões se expandem e retraem movendo o diafragma para baixo ou para cima permitindo a entrada e saída de ar dos pulmões.
Dessa forma, já podemos compreender que a inspiração é um movimento ativo enquanto que a expiração é um fenômeno passivo. Ao inalarmos o ar, a caixa torácica, expande-se graças a elevação das costelas, isto é possível, graças a sua estrutura anatômica, que, na condição de repouso, apresentamos uma discreta inclinação do tronco além do formato de caixa protetora.
Tomando por base esta análise sabemos sobre a causa do aumento significativo no volume da caixa torácica que torna possível a inspiração. Mas esta ação também é conduzida graças a contração dos músculos intercostais externos . Podemos melhorar a nossa respiração ainda, através da ventilação forçada, onde além do diafragma os músculos intercostais externos são relaxados. Conforme a próxima imagem!

A imagem pode conter: texto
Aprendemos até agora que a respiração acontece graças à expansão da caixa torácica através de dois mecanismos distintos: graças à contração diafragmática, que se expande para baixo através da respiração abdominal e devido a contração dos músculos intercostais internos que comprimem as costelas (respiração torácica).
Alguns estudiosos mencionam que a respiração difere entre os gêneros, no masculino a prevalência de atividade respiratória é do tipo abdominal, enquanto que no feminino é mais predisposto a uma respiração torácica. Isto tem um porque, a pressão exercida pela respiração abdominal, nas mulheres, de fato na gravidez iria causar danos ao feto. De forma surpreendente, o nosso corpo se ajusta as adversidades, e durante a gravidez, podemos notar uma elevação espontânea do diafragma.
No entanto, além das nossas diferenças anatômicas evidentes entre os gêneros (masculino e feminino), nos países ocidentais, a maioria das pessoas usam exclusivamente a respiração torácica. A cultura oriental considera a respiração como um aspecto muito importante para o equilíbrio físico e psicológico do indivíduo. Por esta razão, ao longo dos séculos, foram desenvolvendo o controle respiratório com base em diferentes técnicas. Portanto, devemos aprender a conhecer o mecanismo de modo que a respiração seja uma forma de conscientização do corpo permitindo a descoberta de uma parte muito importante e bastante esquecida.
O controle da respiração atua na diminuição da pressão arterial, ajuda no realinhamento global, regulação do aparelho digestivo, proporciona estabilidade corporal no exercício e melhora a função respiratória.
O controle da respiração e estabilização da coluna vertebral. É possível?
A nossa coluna vertebral é um segmento complexo de estruturas ósseas, constituída por 24 vértebras articulares e nove fundidas em bloco. No plano sagital da porção superior a inferior, a coluna vertebral basicamente apresenta quatro curvaturas fisiológicas normais, chamadas de lordose cervical, cifose torácica, lordose lombar e cifose sacral. As curvaturas torácica e sacral, são côncavas anteriormente, estão presentes deste o nascimento e são chamadas de curvaturas primárias. As curvaturas lombar e cervical, são côncavas posteriormente, e se desenvolvem pela sustentação do corpo na posição ereta, portanto essas curvaturas não estão presentes no nascimento, são conhecidas como curvaturas secundárias. E se formarão ao longo do nosso desenvolvimento para a posição bipodal (em pé).

Essas curvaturas desempenham um importante papel para o alinhamento corporal global, pois o aumento das curvas vertebrais desencadeia alterações na coluna, como por exemplo o exagero da curvatura lombar, ou seja, hiperlordose, e a curvatura exagerada da região torácica conhecida como hipercifose. Essas curvaturas também podem sofrer redução, ou seja, o apagamento das curvaturas, o que resulta na retificação da lombar e/ou torácica. Como podemos observar na outra gravura abaixo.

A imagem pode conter: sapatos

Neste contexto, pesquisadores como Hodges & Gandevia (2000) já sustentavam a premissa que as alterações posturais podem estar correlacionadas com ativação do diafragma, de modo que ele auxiliaria a neutralizar forças reativas que partem dos movimentos dos membros. O diafragma, assoalho pélvico e transverso abdominal regulam a pressão intra-abdominal que fornecem ao complexo estrutural da coluna a estabilidade postural. Estes músculos estabilizadores da coluna vertebral proporcionam rigidez espinhal em coordenação com pressão intra-abdominal, que serve para proporcionar estabilidade dinâmica da coluna vertebral.
CONCLUSÃO: Por este motivo, o diafragma pode proporcionar o suporte mecânico do tronco através da manutenção da pressão intra-abdominal em um nível elevado, mediante a contração sustentada. Desta forma, por tudo o que foi exposto, caso a ação isométrica do bracing for mantida adequada durante a execução dos movimentos do treinamento resistido o controle postural também será mantido e a coluna vertebral se manterá estável. Ainda sabemos que, as disfunções respiratórias do diagrama afetam a instabilidade de duas grandes áreas importantes da coluna vertebral, o segmento torácico e lombo-pélvico. Por isso mesmo é que, neste segmento, existem maiores chances para a vulnerabilidade à diferentes tipos de lesões.
Diante disso, precisamos manter uma ação efetiva do bracing ao realizar qualquer exercício ou gesto motor, especialmente na musculação, onde eventualmente trabalhamos com intensidades mais elevadas. Uma contração inadequada ou ineficaz da parede abdominal impedirá que o diafragma exerça o seu papel corretamente, e por consequência, não irá estabilizar a coluna vertebral. 
Aprendendo a ativar corretamente o bracing ainda estaremos aliando uma boa consciência/percepção corporal geral que será importante também no posicionamento postural adequado de todo o corpo, que acaba também minimizando as cargas/forças atuantes sob os segmentos vertebrais.


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E agora?! Você vai contrair o abdômen ou ATIVAR O BRACING?
TREINE COM SEGURANÇA!!
Fonte - http://www.ranysiqueira.com.br/bracing-manobra-respiratoria/

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terça-feira, 23 de agosto de 2016

PROFESSOR INSTRUTOR X PROFESSOR EDUCADOR


      Na cotidianidade das práticas educativas, e neste caso, físicas, duas posturas modulares podem ser encontradas naqueles que as conduzem: 
1) os que assumem o predomínio das características do papel de Professores Instrutores e
2) os que se comprometem primordialmente com os propósitos de Professores Educadores.

        Penso ser bastante relevantes e demarcadoras as diferenças entre as duas posturas. Os que “vestem a camisa” de Professores Instrutores assumem os encargos do papel de treinadores que viabilizam a “performance” dos indivíduos mediante os conteúdos periodizados e técnicas estabelecidas de cunho funcional e pragmático. Desse modo, o que é prioritário é a instrução para o mínimo conhecimento do movimento, do gesto, para o domínio dos saberes técnicos e instrumentais que tendem a conformar e adaptar esses indivíduos com carências diversas e diferentes, aos padrões mínimos socialmente e cientificamente instituídos...E só!!
    Agora... os que abraçam a árdua e desgastante, porém gratificante e prazerosa tarefa de Professores Educadores nas práticas educativas do movimento e salutares, as realizam como experiências de natureza teórico-vivencial que se nutrem com os saberes instituídos, mas procuram, cotidianamente, recriá-los e ressignificá-los contextualmente, buscando atingir os caminhos mais vastos da práxis, do conhecimento e da sabedoria. 
Desse modo, as práticas educativas do movimento, vislumbram muito mais que a mera instrução para os aprimoramentos das capacidades físicas e melhorias de parâmetros físicos, fisiológicos e metabólicos; elas conduzem os indivíduos para a formação da globalidade do ser, entrelaçando razão/ciência e intuição/momento, corpo/emoção e mente/espírito. Atingindo, na orientação, o Ser Humano por completo!! Na sua “Inteireza”!! E verdadeiramente TRANSFORMANDO!! 
Tarefa muito mais trabalhosa e complexa! Definitivamente não é para Todos!

  
        O aprimoramento técnico e teórico/científico deve fazer parte constante da vida do Profissional Sério, Compromissado e Dedicado com a sua Profissão, com os seus Pares, com a Sociedade e com os seus Alunos. 
Ter um diploma e uma carteira no órgão profissional competente não nos torna CAPAZ!

       Capacidade não está vinculada com qualificação acadêmica e um registro... Está relacionada especialmente com o VALOR POTENCIAL de CONTER ALGO! Ou SER ALGO! O verdadeiro EDUCADOR sempre vai além... Procura sempre SER MAIS...
       O SER MAIS está relacionado com o esforço que nós dedicamos em nossa graduação, nas aulas, nos estudos, nos cursos de especialização, nos aprimoramentos, nas atualizações, no trabalho, em NÓS mesmos, com nossos alunos e com todos os que fazem parte da nossa vida! Inclusive com aqueles que não fazem!! 
      O SER MAIS está no esforço que realizamos para oferecer, especialmente aos que confiam em nós, o MELHOR QUE PODEMOS SER!! Em TODOS OS SENTIDOS!! 
        É o que minimamente se espera de um Professor Educador!


"O professor instrutor cumpre obrigações. 

O Professor Educador celebra paixões."


O professor instrutor repete sempre os mesmos cacoetes e recursos metodológicos na cadência decadente das rotinas emboloradas e do desencantamento. Levando seus alunos muitas vezes ao cansaço das repetições e falta de inovação. O Professor Educador reinventa permanentemente seus procedimentos, métodos, recursos e conhecimentos, renovando-se e reencantando-se com o aprendizado vigoroso de cada ensinamento e experiência vivida. Sem perder o objetivo, o foco e a eficácia com segurança.



O professor instrutor considera-se detentor do saber, pretensamente pronto e acabado. É estático seu desempenho! Não constrói! O Professor Educador percebe-se constantemente como um aprendiz inacabado, buscando através de experiências técnicas/práticas, intelectuais/acadêmicas e sobretudo reflexivas dos estímulos/ações decorrentes dos fluxos do cotidiano, o seu aprimoramento como SER!! Possui um desempenho dinâmico. Ao construir a si mesmo... Desenvolve mudanças ao redor!!


O professor instrutor circunscreve-se aleatoriamente na geometria de tempo determinado, linear e sequencial, do Chronos (Deus do tempo de natureza quantitativa). Já o Professor Educador descortina-se em momento indeterminado, mas adequado (momento especial), pelas curvas do tempo dinâmico do Kairós (O tempo de Deus; natureza qualitativa). Transformando esta experiência em momento único!
O professor instrutor executa aulas/orientações previsíveis, repetitivas, insípidas e frias. Nada muda! Ele é monótono e passivo. O Professor Educador constrói aulas imprevisíveis, abertas ao fluxo dos desbravamentos, mastigando o saber (ciência/práxis) com tempero/sabor (instigando a vida), convertendo-as em vivências únicas e de encantamentos; em constantes ritos de iniciação e de renovação de pensamentos e sentimentos/sensações. O Professor Educador surpreende! É agente, enérgico, atuante e vivaz!


O professor instrutor percorre os caminhos já construídos do ordinário, trilhado e sinalizado, mais fáceis e cômodos. Sem desafios, sem surpresas! Sem paixão!
O Professor Educador constrói novos caminhos, ousa nas veredas ainda não trilhadas, mais desafiantes e difíceis, retirando e solucionando obstáculos, inaugurando caminhos novos e quase sempre extraordinários. Por todo o percurso, após um obstáculo, uma surpresa! Uma viagem apaixonante!


O professor instrutor tende a reduzir as suas salas de aula em "celas de aula", aprisionantes e cinzentas, onde reinam a tristeza e o desprazer; e a vida, os sonhos são reprimidos e mortificados. Existe apenas uma única realidade ou possibilidade. O Professor Educador converte as salas de atividades em espaços abertos e multicoloridos, participativos, em que borbulham a alegria e o prazer; e a vida e os sonhos são vicejados – em espaços de celebração da existência humana. As possibilidades são plurais e a realidade desejada está aberta em diferentes possibilidades.

O professor instrutor vomita saberes. O Professor Educador mastiga saberes e sorve sabedorias.

O professor instrutor assenta suas práticas pedagógicas com lógicas monológicas, rígidas (metálicas), alheias e excludentes. Enquanto o Professor Educador fundamenta-se com lógicas dialógicas, flexíveis, participativas e includentes.

O professor instrutor transmite conteúdos para que os alunos copiem e assimilem de modo reflexo. O Professor Educador problematiza as ações para que os alunos reflitam e compreendam criticamente. 

O professor instrutor encampa modelos uniformes lastreados em certezas fixas. O Professor Educador articula múltiplas referências fundadas em possibilidades abertas, em incertezas. 
O professor instrutor privilegia o Logos (razão), a cognição, o corpo. O Professor Educador entrelaça Logos e Eros (amor), cognição e intuição, corpo e mente. 

O professor instrutor reduz-se aos muros/muralhas da atividade, do ambiente local. O Professor Educador transpõe esses limites trespassando os horizontes expansivos do cotidiano movente da vida. 

O professor instrutor professa voto de fidelidade às alianças cultuadoras das burocracias que tendem à domesticação e à subjugação. O Professor Educador concebe a necessidade mínima de burocracia, sendo esta, mero instrumento que deve estar a serviço dos direitos e liberdades fundamentais do ser humano. 

O professor instrutor busca as competências técnica e teórica, a inteligência cognitiva. O Professor Educador busca as competências técnica e teórica, mas, principalmente, as competências éticas e estéticas, as inteligências cognitiva, intuitiva e emocional. 

O professor instrutor tende à intolerância e até ao abuso de poder, fala muito e quase não escuta. O Professor Educador prima pelos princípios da tolerância, da ética da solidariedade e da escuta sensível. 

O professor instrutor prima pelos vãos do ter. O Professor Educador prima pelos desvãos do Ser. 

O professor instrutor busca a reluzência das performances externas dos indivíduos. O Professor Educador passa pela exterioridade como caminho que conduz às dimensões mais profundas da interioridade do ser, ao  aperfeiçoamento, desenvolvimento completo do ser, ao autoconhecimento. 

O professor instrutor acomoda-se nas linhas retas e regulares das planícies conhecidas. O Professor Educador aventura-se pelas curvas e acidentalidades das montanhas mais desconhecidas. 

O professor instrutor habitua-se à rotina das tartarugas e das galinhas que rastejam e ciscam a superfície da terra (sem preconceitos à estas criaturas). O Professor Educador, como a águia, nutre-se das energias da terra, mas alça seus voos altivos e bailantes pelos ermos do desconhecido e incomensurável. 

O professor instrutor privilegia o desenvolvimento das dimensões mais instintivas que traduzem os aspectos mais materialistas do ser humano, as quais, isoladas, fomentam o espírito de competição e de arrogância que desembocam em brutalização e barbárie. O Professor Educador assume as múltiplas dimensões do ser humano, passando pelo instinto e atingindo o coração e o espírito de fineza fomentando a solidariedade e a amorosidade. 

O professor instrutor confina o humano apenas à esfera do material/físico, do imediato e do visível (pedagogia do São Tomé... “Ver para crer!”). O Professor Educador educa para a imanência (a força divina que está em nós mesmos) e para a transcendência, para o invisível, para os valores humanos – e a espiritualidade.
Como vimos, existem diferenças gritantes entre a figura do professor e do educador. Ao professor cabe a função única de transmitir o seu conhecimento, enquanto o educador é comprometido com a formação integral do ser humano e com a sua interação entre a família e a sociedade.   Enquanto o professor sai de casa para mais um dia de aula, o educador busca formas para promover a transformação/evolução do seu aluno. O professor enxerga no ato falho do aluno apenas um erro enquanto o educador o vê como fase de transição e ultrapassagem no processo amplo da aprendizagem.  O professor pela lógica da sua formação impõe seus ideais como centro do conhecimento, enquanto o educador é um mediador e sinalizador da relação ensino-aprendizagem.
Por fim, nesta transcendência da figura do professor para a persona do educador são necessários ingredientes básicos e indispensáveis como: humildade, discernimento, atenção, relacionamento, continuidade, perseverança, conhecimento, atitude e compromisso. Dessa forma, os educadores terão o apoio sólido e necessário para o exercício não apenas de uma profissão, mas a realização de um ideal de vida.

Depende somente de nós o que queremos ser...  Instrutor? Ou Educador? 



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quarta-feira, 27 de julho de 2016

ORIENTAÇÕES MÍNIMAS PARA O PRATICANTE DE ATIVIDADES FÍSICAS...

A pedidos!!       

Com a agitação da vida moderna a tendência é termos hábitos pouco saudáveis, uma vez que esta situação provoca estresse aumentado e consequentemente cansaço precoce, agravados por uma alimentação rápida e inadequada e pela não regularidade na prática de exercícios físicos ou sua total falta. Como já é de se esperar, a junção de todos esses fatores mencionados tende a tornar a qualidade de vida da população bastante frágil e abalada, tanto no nível físico quanto no psicológico. De acordo com Saba (2001), atualmente cada vez mais pessoas no mundo todo, são - se não completamente -, ao menos apresentam sintomas de indivíduos sedentários. Para estes, as informações contidas neste texto pode proporcionar o maior ganho, entre todos, com a prática regular da atividade física, seja como forma de prevenir doenças, promover saúde ou até mesmo para sentir-se melhor. 
Na sociedade atual as doenças crônicas não transmissíveis vêm se apresentando com aumento gradativo e significante (
Albuquerque et al., 2009). Segundo o ACSM (2004), a prática regular de atividades físicas oferece proteção contra o aparecimento dessas doenças crônico‐degenerativas, além de ser um fator que pode propiciar a melhoria da autonomia e da qualidade de vida. Assim, essa prática constitui‐se em um fator fundamental que contribui para um estilo de vida mais saudável.
Mesmo com tantos benefícios apontados quanto à prática de atividade física para a promoção da saúde, a adesão da população em geral ainda é muito baixa. 
Por esse fato, tem‐se sugerido que uma compreensão das prováveis BARREIRAS e dos prováveis FACILITADORES que afetam a participação dessas pessoas poderia fornecer informações importantes e necessárias para o desenvolvimento de intervenções que tenham uma maior probabilidade de sucesso.
Complementando essa ideia, Humpel et al. (2002) afirmam que, para desenvolver políticas e intervenções eficazes, é necessário identificar os fatores que podem ser mudados e que influenciam o comportamento da prática de atividade física.
Diferentes estudos nos mostram que durante alguns momentos de nossas vidas, a família e filhos podem ser fatores que influenciam enormemente quando decidimos desistir da prática de exercícios físicos. Porém existem diversos outros fatores que nos levam à desistência dessa prática, tais como: problema médico, viagens, falta de tempo e motivação.
Weinberg & Gould (2001) apud SANTOS; KNIJNIK (2006) descreveram o que as pessoas apresentam como desculpas para não se exercitar, tais como:
  • Falta de tempo: exames minuciosos revelam que esta seria uma questão de prioridades. Programas de atividade física atraentes podem derrubar este fator;

  • Falta de energia: parece ser mais mental do que física, devendo ser um motivo a mais para a prática a partir do conhecimento de benefícios;
  • Falta de motivação: este fator é a soma dos dois anteriores, isto é, o cansaço com a dedicação do tempo a outras atividades.
Desta forma, manter o indivíduo ciente e percebendo os benefícios do próprio exercício físico parece ser um fator motivacional importante. O qual fará com que o aluno permaneça realizando a pratica de exercícios físicos.
Contudo a melhor forma de manter o aluno praticando atividade física é mostrando os benefícios e importância da manutenção da pratica de exercícios regularmente, a qual deve ser realizada frequentemente, para que assim possa levar cada vez mais uma vida saudável e prazerosa.

Sabemos também que 
a mídia em geral parece influenciar com relevância a sociedade como um todo, despertando novos valores, sentimentos e desejos. A questão estética é hoje uma preocupação de grande parcela da população, bem como adotar para si um estilo ou hábito saudável e, por conseguinte, melhorar a qualidade de vida.
A maioria dos praticantes já envolvidos ou aderidos com algum tipo de atividade física tem essa preocupação com a questão estética e com a melhoria da qualidade de vida, possuindo um tempo de prática considerável e até frequentando a academia quase todos os dias da semana.
Interessante é observar que o “tempo disponível” é um fator muito citado como dificuldade para a prática regular de uma atividade física, embora a maioria destes relatam a prática regular do exercício físico.
Isto realça, novamente, o motivo pelo qual essas pessoas deram a continuidade com a prática, demonstrando, efetivamente, o interesse nos resultados que a atividade pode oferecer.
Já o início da prática de qualquer tipo de atividade física é muito dependente de um estímulo imediato e/ou incentivo. E desta maneira as influências sociais da família, amigos, entre outros, são de enorme importância para o início da prática de exercícios físicos.
A adoção de hábitos saudáveis pode, então, proporcionar às pessoas melhor condição para enfrentar a vida cotidiana.

Como muitos alunos e potenciais praticantes deixavam algumas mensagens solicitando algumas orientações básicas sobre como manter uma aderência mínima em atividades físicas, encaminho algumas: 


1) Identifique e registre por que você está se exercitando: 
- Pode até parecer bobagem, mas se você não consegue saber o motivo pelo qual despende algum tempo e esforço do seu dia para a realização de alguma atividade física, você não tem um compromisso. Uma obrigação assumida é um comprometimento com algo! Sem comprometimento não se vai a lugar algum!
2) O que o motiva a exercitar-se? 

- Pergunta a ser respondida honestamente. Isso o ajudará a estabelecer algumas metas importantes que funcionarão para você. Isso será fundamental na escolha da estratégia utilizada para o plano de exercícios. O seu motivo pode ser muito diferente de outros. A estratégia usada para o seu caso pode não funcionar para outros.

3) Seja aberto para uma variedade de possibilidades de atividades: 
- Isso ajudará a evitar o tédio, mantendo o prazer nas atividades principais e ainda minimizará possíveis lesões decorrente por exercícios repetitivos. Mas tenha sempre um programa equilibrado que combina em medida exata o que você deseja com o que você necessita em uma perspectiva de bem-estar total. E isso você saberá consultando um Profissional da Área. Aproveite qualquer momento para se exercitar. O importante é não ficar parado! 
4) Comprometa-se com o exercício físico regularmente: 

- Siga um plano de treinamento mínimo que esteja sob controle e supervisão de um profissional. Assim você ficará muito mais propenso a permanecer ativo e atingir as suas metas. Afinal o exercício deve ser um hábito para a vida toda e não um passatempo temporário. Seu copro foi feito para o movimento, não para ficar parado. A inatividade física mata.
5) Não subestime o prazer ao realizar o exercício: 
- Se você gostar do que está fazendo certamente continuará a fazer. Permanecer ativo mudará seus hábitos e estilo de vida. Do que você gosta?


6) Mantenha suas atividades físicas em um tempo razoável: 
- Certifique-se que o seu comprometimento com as atividades que se propôs a realizar estarão compatíveis com a sua disponibilidade e outros compromissos importantes do seu dia. Através de uma orientação profissional consegue-se planejar exercícios para qualquer espaço de tempo disponível em qualquer local e situação.



7) Visualize sempre sua meta "Máxima": 
- Onde você pensa em chegar com esta mudança de hábitos e estilo de vida? Pense longe... A meta final deve ser extraordinária! 
Trace metas a curto e médio prazo para execuções possíveis... Para alcançar ou chegar próximo dos resultados planejados. Mas o ponto de chegada imaginado deve ser algo a ser superado com dificuldades. Na prática, foque no seu progresso e não se atingiu ou não as metas específicas. De qualquer maneira, uma avaliação continuada das necessidades e metas se faz necessário. Não são informações estáticas e imutáveis.

8) Trace metas específicas: 
- Aqui um profissional poderá ser de extrema ajuda nesta tarefa. No mínimo solicite uma consultoria. Detalhar as metas específicas, imediatas e de longo prazo e de como atingi-las.Podem estar relacionadas à alguma melhoria na aptidão física, desempenho em algum movimento/gesto motor, evolução em carga de treino, mudanças morfológicas, alterações de peso corporal, ajustes posturais e de padrões alterados de movimento ou simplesmente e inicialmente na incorporação de uma rotina de exercícios e hábitos saudáveis. Avaliações, Meios e Métodos adequados para melhores resultados com segurança deverão ficar sempre na supervisão e controle do Profissional de Educação Física. Mas lembre-se que metas são abstratas... O concreto é a sua evolução!! Foque no progresso não na perfeição! 
O segredo para desenvolver continuadamente é criar um ambiente em que você tenha o completo domínio.
9) Programe na sua agenda (escreva/anote) os horários para os exercícios: 
- Estabeleça dentro da agenda, possível do dia, o horário para o exercício físico e cumpra o compromisso! Encare-o como um compromisso importante e inadiável. Lembre-se... O melhor horário para realizar exercícios é aquele que você puder!! Não falhe por bobagens! Uma punição pode ser efetuada por você (para você) se falhar com este compromisso. Pode inclusive e preferivelmente estar diretamente relacionado com algum sacrifício seu para conseguir chegar em sua meta. Use a criatividade, sem loucuras! 
O copro constantemente desafiado e estimulado continuará respondendo com evolução; sua mente também ficará estimulada com os resultados e cria-se um círculo virtuoso.

10) Exercite-se com um esforço razoável:
- Se vai utilizar parte do tempo com isso, otimize-o! Efetuar exercícios displicentemente, desconcentradamente, descuidadamente, pausas não controladas e com um mínimo de esforço certamente não será produtivo. Vá e faça direito! Com vigor! Depois... se ainda sobrou tempo...

ATENÇÃO!! Mas cuidado para não exagerar! Realize seus exames médicos regularmente! Prefira ter um acompanhamento profissional...
11) Se adoecer ou lesionar... Repouse:
- Nestas condições sinta-se confortável em perder algumas sessões de exercícios. Não convém se exercitar desta maneira. Poderá agravar a situação ou espalhar a doença para terceiros. Procure um médico!! 


12) Sinta-se bem após a sessão de execícios: 
- Deve ficar cansado, porém ao término da sessão uma sensação de bem estar e de dever cumprido deve permear sua mente. Só assim para continuar obtendo a motivação constante e necessária para a continuidade. Se isso não acontece... Sua estratégia deve ser revisada!




Espero ter ajudado!!


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EXCELENTES ATIVIDADES FÍSICAS E ATÉ A PRÓXIMA!


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