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Profissional especializado em Atividade Física, Saúde e Qualidade de Vida. Sérgio Nunes e sua empresa QualiFis, pretendem desenvolver junto aos seus alunos e clientes a ideia da verdadeira Saúde, que obviamente não é apenas a ausência de doença, mas também o Encantamento com a Vida, dotando-os de um entendimento adequado de se Priorizar, de compreender que vale a pena Investir no seu Potencial de Ser, através do investimento na melhoria da Qualidade de Vida, aprimorando a saúde e usando como meio, a Atividade Física, em suas mais diferentes possibilidades.

“As informações, dicas e sugestões contidas nesse blog têm caráter meramente informativo, e não substituem o aconselhamento individual e o acompanhamento de médicos, nutricionistas, psicólogos e profissionais de educação física.”

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quarta-feira, 13 de abril de 2011

CÂNCER DE MAMA




VEJA OS VÍDEOS NO FINAL DA MATÉRIA!
SOBRE O CÂNCER:
O câncer é, sem qualquer dúvida, um dos maiores flagelos que atinge a população mundial. De resto, como qualquer tipo de câncer, além de adoecer e fazer sofrer a própria pessoa, tem como resultado nefasto, também para toda a família da paciente, que se envolve na luta árdua, que por vezes é fatal.
Fazendo uma análise histórica, durante muitos e muitos anos, os tratamentos ao câncer era feitos tendo base dois tipos de tratamento: quimioterapia e radioterapia. Estes tratamentos tentam parar o desenvolvimento das células cancerígenas através da destruição das células por fármacos ou pela sua destruição via radiação.
Em que consiste, de um modo mais específico, a quimioterapia? 
A Quimioterapia é talvez o método mais utilizado no combate à doença de um modo geral. Este engloba naturalmente diversos tipos de fármacos. A administração do mesmo é geralmente feita em ciclos, que podem chegar a durar vários meses, sendo naturalmente ocorrem intervalos necessariamente entre as sessões.
A quimioterapia, além das dores provocadas durante as sessões, tem uma série de efeitos secundários relacionados. Dependendo dos fármacos utilizados e das dosagens, os pacientes podem ter como efeitos secundários náuseas, fadiga, vómitos e naturalmente perda de cabelo. Porém este efeito é reversível!
Outro tipo de tratamento muito utilizado é a radioterapia.
Esta basicamente consiste no tratamento do câncer por vias e fontes de radioatividade, por exemplo através de raio X. Este tipo de tratamento tem também uma carga de efeitos secundários muito forte, podendo mesmo levar a danos graves no tecido humano normal. Precisamente por este motivo, a radioterapia é por norma utilizada como um tratamento complementar, em conjunto com outro tipo de método. Sendo que portanto só é usada quando os possíveis benefícios ultrapassam o elevado risco de lesões dos tecidos sadios.
Outro tipo de metodologia de combate recentemente utilizada é a terapêutica com anticorpos monoclonais.
O aumento do conhecimento da composição do corpo humano, através do contínuo desenvolvimento das pesquisas científicas, permitiu um conhecimento muito mais profundo sobre os genes humanos, nomeadamente aqueles responsáveis pelo crescimento das células cancerígenas.
Estas descobertas levaram ao aparecer naturalmente de uma nova fase no tratamento. Surgiu portanto uma nova abordagem e metodologia mais dirigida ao tratamento específico do câncer da mama, e envolve, portanto, como o próprio nome indica, o uso de anticorpos monoclonais.
Então... o que é um anticorpo monoclonal? Um anticorpo monoclonal é uma proteína sintética que foi preparada expressamente para atingir células cancerosas específicas no organismo.
Como é feito então o tratamento? Este anticorpo monoclonal atua bloqueando a função de um gene de câncer específico, associado ao crescimento do câncer da mama agressivo.
Além disso, só atinge as células cancerosas não atuando nas células sãs. Portanto, os efeitos secundários experimentados pelas doentes com esta terapêutica são habitualmente de natureza ligeira – a maior parte das vezes febre e calafrios. Existe também a crença que este tipo de terapêutica pode permitir e, de certa forma, estimular o sistema imunitário para destruir as células cancerosas.
Assim, a única terapêutica que vemos nos dias de hoje utilizando anticorpos monoclonais atinge e bloqueia a função do gene HER2 do câncer. Os investigadores concluíram que a produção excessiva de HER2 contribui para o crescimento descontrolado das células, o que constitui a marca característica do câncer. As doentes nesta situação, designam-se por HER2-positivas.
Calcula-se que, aproximadamente, uma em cada cinco doentes com câncer da mama metastizado, é HER2-positiva e investigações recentes sugerem que as doentes HER2-positivas são mais suscetíveis às formas mais agressivas de cancro da mama. Por esta razão, determinar o status do HER2 da doente é um dado importante na decisão a tomar sobre as melhores opções de tratamento d câncer de mama metastizado.
Assim, depois de vermos toda esta panóplia de tratamentos possíveis, suas vantagens, desvantagens e características coloca-se naturalmente a questão de qual o método a se utilizar no combate.
Podemos dizer então que neste caso, o médico especialista, denominado de oncologista, ao escolher o seu programa de tratamento, tem em conta numerosos fatores, entre os quais a idade, o estado geral, a localização das metástases, e o tipo de células cancerosas envolvidas. A principal prioridade do médico na escolha do tratamento, deverá ser sempre e em qualquer circunstância a melhoria da qualidade de vida da paciente.
A decisão final acerca do tratamento deverá apenas ser tomada depois de uma cuidadosa consideração geral do perfil individual de cada doente e que, naturalmente, este pode incluir as preferências da própria.
Independentemente da abordagem, o perfil único do paciente é avaliado tendo em idêntica consideração os riscos e os benefícios do tratamento específico escolhido. O objetivo deve ser sempre alcançar a cura ou prolongar a vida, melhorando a sua qualidade.


CÂNCER DE MAMA

O corpo humano é formado por milhões de células que constantemente se reproduzem através de um processo organizado e controlado, do qual se formam, crescem e regeneram-se os tecidos saudáveis do corpo.
Às vezes, essas células começam a dividir-se e multiplicar-se aleatoriamente e de forma muito rápida, ocorrendo um desequilíbrio na formação dos tecidos do corpo, que é o que chamamos de Tumor.
Quando um conjunto destas células alteradas, invadem e espalham-se pelos tecidos mais próximos ou mesmo outros órgãos do corpo, mais especificamente, quando se desenvolvem nos tecidos mamários, denominamos de Câncer da Mama.
Esta é a forma mais comum no sexo feminino, chegando a afetar uma em dez mulheres. Porém, o número de casos aumenta bastante com o passar dos anos. A seguir ao Câncer do Pulmão, esta é a maior causa de mortes em mulheres e está, de certo modo, relacionado com o estilo de vida que atualmente as mulheres levam, principalmente no mundo ocidental. Dado que, os tecidos que compõem o peito do homem ou da mulher são idênticos, daí, podemos afirmar que este tipo de Câncer pode, também, atingir os homens. Contudo, existe menos de um por cento do total de diagnósticos.
O peito de uma mulher é constituído por varias unidades que produzem leite, por canais que ligam essas unidades ao mamilo e por tecido adiposo e conjuntivo, que servem para suportar os canais, as unidades produtoras de leite e os vasos linfáticos. O peito difere de mulher para mulher, em tamanho, consistência e forma e ao longo da vida eles alteram-se constantemente devido a vários fatores, como por exemplo, gravidez, menopausa, idade e entre outras.
O Câncer da Mama é reconhecido como sendo uma massa dura e irregular que se diferencia do resto da mama, quando é apalpada.

Tipos de Câncer da Mama
1) Carcinoma:
- Cancro Lobular: Ocorre nas unidades produtoras de leite.
- Cancro dos Ductos: Dá-se nos canais que levam o leite ao mamilo.

2) Sarcoma: Ocorre no tecido conjuntivo.

Sintomas -

É extremamente necessário conhecer os primeiros sintomas desta doença para que se possa iniciar o tratamento o quanto antes e de modo a evitar que a mesma se prolongue e cause maiores danos. Normalmente, qualquer alteração que se dá nas mamas deve-se logo consultar um médico. 
Entretanto, alguns dos sintomas são:
- Inflamação que não desaparece;
- Alteração da cor ou sensibilidade da pele da mama ou da aréola;
- Mudança no tamanho ou formato da mama;
- Espessamento no seio ou na axila;
- Corrimento pelo mamilo, por vezes com sangue;
- Retração da pele da mama ou do mamilo.
Muitas vezes, o câncer se manifesta logo no início, quando a cura ainda é possível, porém, nem sempre nos apercebemos dos sinais. Quando surgem sinais vagos mas persistentes, devemos dar importância e por exemplo, realizar um auto-exame na mama e em caso de dúvida, consultar um médico e se for necessário ele pedirá para realizar uma mamografia e/ou uma biopsia.
Como já foi dito acima, o Câncer da Mama é a forma mais comum entre as mulheres. Esta doença, quando detectada depressa, a taxa de sobrevivência pode chegar até 95%

Principais Causas:
Até a data, não há nenhuma causa específica para o Cancro da Mama, mas existem diversos fatores que aumentam a probabilidade de se ter este tipo de doença:
- Histórico Familiar -
Existe um maior risco de ser afetado pela doença quando a mulher, possui familiares, tanto do lado materno como do paterno, que já tenham tido. Todavia, deve-se salientar que em apenas 25% das mulheres que possuem o Cancro, verificou-se a existência desta doença nos seus familiares.
- Envelhecimento -
São raros os casos de Câncer da Mama em mulheres com menos de trinta anos. Mulheres com mais de 60 anos de idade correm um risco maior, isto significa que esta é menos comum antes da menopausa.
- Exposição aos agentes cancerígenos -
Alguns elementos cancerígenos aos quais costumamos estar expostos são, por exemplo, a fumaça dos cigarros e dos meios de transportes a combustão ou mesmo dos grelhados, alguns aditivos, o queimado dos alimentos, radiações dos exames médicos, do sol ou de centrais nucleares, o álcool e também substâncias existentes em tintas e vernizes.
- Não ter filhos.
- Histórico pessoal -
Existe um maior risco de contrair esta doença quando a mulher já foi afetada pela mesma, agora no outro seio.
- Alterações da mama -
Quando vistas ao microscópio, certas mulheres possuem no tecido mamário, determinados conjuntos de células anormais. 
- Ter filhos depois dos trinta anos de idade.
- Histórico menstrual -
A possibilidade de sofrer com esta doença, aumenta quando uma mulher tem a primeira menstruação antes dos 12 anos de idade e a menopausa depois dos 55 anos.
- Terapêutica hormonal de substituição -
Algumas mulheres, durante a menopausa, tomam algumas hormonas e muitas vezes, continuam com este processo. Isto aumenta a probabilidade.
- Raça -
Um fator bastante surpreendente, mas este tipo de Câncer é muito mais comum em mulheres caucasianas, como por exemplo as americanas, em comparação com as Latinas, as Asiáticas e também as Afro-Americanas.
- Radioterapia no peito -
As mulheres afetadas pelo Linfoma de Hodgkin, são tratadas através de radioterapia no peito. E quanto mais nova é a mulher, neste tratamento, maior é o risco de vir a contrair o Cancro da Mama. Isto não se aplica apenas a quem tenha este Linfoma mas a qualquer outra mulher que tenha feito radioterapia, sendo que a idade, no tratamento, continua a implicar na probabilidade.
- Densidade da mama -
Quando se faz um Raio-X da mama, costuma ser verificado o tipo de tecido que a mulher possui. No caso das mulheres mais adultas, se este for mais denso, em vez de gordo, são maiores as probabilidades.
- Obesidade - 
Este é um fator que está relacionado com uma quantidade demasiada de gordura corporal. Devemos lembrar de que o corpo produz estrogênios através das gorduras, desta maneira, mulheres mais obesas apresentam níveis mais elevados destas hormonas e, consequentemente, um maior risco.
Alguns estudos indicam que aumentar de peso, após a menopausa, pode também ser motivo maior de risco.
- Inatividade física -
Este ponto está, de certo modo, relacionado com a obesidade, pois a prática de exercício físico impede que haja um aumento de peso, prevenindo a obesidade. Ser fisicamente ativa é, e sempre foi, uma das melhores formas de prevenir qualquer doença.
- Álcool - 
Foi estudado que a ingestão de bebidas alcoólicas é diretamente proporcional ao risco. 
A proporção do Câncer de Mama, tende a aumentar com a duração do período de vida fértil da mulher. Mulheres que tiveram o seu primeiro filho muito cedo, correm um menor risco de desenvolver. Os abortos também parecem aumentar o risco de aparecimento, ao contrário de uma gravidez que se complete, dado que esta última tem um efeito benéfico, que é a lactação.
Existem ainda, estudos que afirmam que o uso de contraceptivos orais aumentam o risco, e por outro lado, outros estudos, afirmam que em nada influencia o uso de tais contraceptivos e que não existe qualquer tipo de relação entre os mesmos.
É interessante notar que quase todas essas causas podem ser controladas, com a exceção de algumas, como por exemplo o histórico familiar.

Tratamento:
Após detectado este tumor e confirmado pelo médico, existem varias modalidades de tratamento.
É importante que a mulher tenha acesso a toda informação sobre esta doença tal como os métodos de tratamento. O mais aconselhável é, sem dúvida, consultar um especialista e o tratamento inicia-se poucas semanas após o diagnóstico.
As formas de tratamento que existem são: a cirurgia, a radioterapia, a quimioterapia e a terapêutica hormonal. São métodos que têm como objetivo curar ou evitar que o câncer se espalhe.
A quimioterapia e a radioterapia são os métodos mais utilizados, porém, o avanço da ciência pretende disponibilizar novos meios de tratamento, que são fármacos, que em conjunto com os métodos normais, aliviam os efeitos secundários e atuam diretamente nas células cancerosas.
Tal como muitos outros tratamentos de outras doenças, estes também apresentam efeitos secundários. Dependendo do método utilizado e também da idade da mulher, poderá haver dor, cansaço, pele vermelha, seca e sensível, irregularidade do período menstrual, o aparecimento de cancros secundários, como a Leucemia, infertilidade e entre outros.
Todas as mudanças que a mulher sofre depois de diagnosticado este tumor, mudam a sua vida. É necessário haver muita informação e apoio para que a adaptação seja menos difícil e para que se consiga superar a doença.
A família e os amigos são essenciais nessa fase. Conversar e trocar idéas com pessoas que tenham o mesmo problema pode ser enriquecedor, assim como frequentar organizações especializadas no assunto, onde se pode obter bastante carinho e conforto.
É normal as mulheres terem receio das mudanças, não só físicas do seu próprio corpo mas também em relação aos sentimentos dos que a rodeiam e principalmente com o seu par. Carinho, amor, apoio e diálogo é muito importante entre o casal, pois assim discutem as suas preocupações e trocam idéias e podem, juntos, participar em grupos de apoio.
O Câncer da Mama é, provavelmente, uma das doenças com maior impacto social, visto que significa a agressão ao órgão que simboliza, não só o sexo feminino, mas também a Maternidade.




  

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