MISSÃO:

Profissional especializado em Atividade Física, Saúde e Qualidade de Vida. Sérgio Nunes e sua empresa QualiFis, pretendem desenvolver junto aos seus alunos e clientes a ideia da verdadeira Saúde, que obviamente não é apenas a ausência de doença, mas também o Encantamento com a Vida, dotando-os de um entendimento adequado de se Priorizar, de compreender que vale a pena Investir no seu Potencial de Ser, através do investimento na melhoria da Qualidade de Vida, aprimorando a saúde e usando como meio, a Atividade Física, em suas mais diferentes possibilidades.

“As informações, dicas e sugestões contidas nesse blog têm caráter meramente informativo, e não substituem o aconselhamento individual e o acompanhamento de médicos, nutricionistas, psicólogos e profissionais de educação física.”

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sexta-feira, 18 de novembro de 2011

CÉREBRO...MAIS NEURÔNIOS!

            
CÉREBRO...

É ele que diferencia os humanos de todas as outras espécies, permitindo-nos realizar maravilhas como andar na Lua e criar obras-primas em literatura, pintura e música. Sim, o cérebro humano – uma massa esponjosa de 1,4 kg – já foi comparado a uma central telefônica e a um supercomputador.
Mas o cérebro é muito mais complicado que quaisquer desses equipamentos, um fato que os cientistas confirmam quase diariamente com cada nova descoberta. A extensão das capacidades do cérebro é desconhecida, mas ele é a estrutura viva mais complexa conhecida no universo.
Ficou curioso? Então, vamos explorar abaixo alguns fatos inusitados que você talvez ainda não saiba sobre seu cérebro.

Seu cérebro não tem descanso -
Acredite ou não, apesar do descanso ser muito importante para um funcionamento cognitivo normal, seu cérebro não desacelera quando você dorme. Ao contrário, ele até fica bem ativo. A ciência do sono ainda está sendo explorada, mas uma teoria popular é que o cérebro faz seu trabalho mais importante durante o sono – direcionando e organizando todas as informações importantes do dia na memória. Nosso cérebro é tão ativo à noite que ele secreta hormônios que imobilizam nossos corpos durante o sono para não nos machucarmos ao tentar agir sobre as ideias que passam pela nossa cabeça enquanto dormimos.

Seu cérebro é um pequeno gerador -
Nossos cérebros são cheios de neurônios – estima-se que esse número é próximo de 100 bilhões. Sempre que realizamos um pensamento, sinais elétricos são transmitidos entre esses neurônios formando caminhos nervosos. Enquanto estivermos vivos, esse processo nunca para. Cada neurônio em nosso corpo gera uma pequena quantidade de eletricidade. Multiplique essa energia por 100 bilhões e você terá eletricidade suficiente para acender uma lâmpada pequena. Então, da próxima vez que vir uma lâmpada sendo usada como metáfora para uma nova ideia, você saberá o porquê.

Seu cérebro tem um alto consumo -
Apesar de seu cérebro representar uma pequena parte do seu corpo, ele pode consumir até 20% das calorias que você queima num dia. Esse gasto calórico é usado primordialmente para a manutenção da saúde celular e para alimentar os impulsos elétricos que os neurônios utilizam para se comunicar. Pode ser por isso que um longo dia no escritório às vezes nos fazer sentir como se tivéssemos corrido uma maratona.

Bocejar refrigera o cérebro -
Normalmente nós associamos o bocejo com tédio ou cansaço. Cientistas chegaram a pensar que o bocejo era uma estratégia evolutiva de oxigenar nosso sangue. Quando você boceja, ele expande sua faringe e laringe, permitindo que grandes quantidades de ar passem para seu pulmão. Uma pesquisa da Universidade de Albany agora sugere que as pessoas bocejam para refrigerar seus cérebros. A teoria é que a privação do sono superaquece o cérebro e o bocejo é, na verdade, uma forma de dissipar esse calor.

Seu cérebro é na sua maior parte líquido -
Seu tecido cerebral é mole e gelatinoso. Além de ser composto por 80% de água, ele é constantemente irrigado pelo sistema circulatório. Estima-se que por volta de 1 litro de sangue passa pelo cérebro a cada minuto. O cérebro é também o órgão mais gorduroso que temos em nosso corpo.

Seu cérebro não sente dor -
Apesar de tudo que você sente ser processado no seu cérebro, ele em si não sente dor. Isso se dá porque ele não tem nenhum receptor de dor. Dores de cabeça são sentidas por receptores de dor na sua cabeça, por isso o nome é dor de cabeça e não dor de cérebro. Esse fato também ajuda os neurocirurgiões a realizarem cirurgias cerebrais complicadas com o paciente acordado.

Seu cérebro está em constante mudança -
Apesar de que as dobras do cérebro permanecem iguais ao longo da nossa vida, o nosso cérebro sofre constantes mudanças em outras áreas. O fato é que o aprendizado de novas informações cria novos caminhos neurais e desenvolve nossa reserva cognitiva (uma das melhores defesas contra o declínio cognitivo). De maneira similar aos nossos músculos, quanto mais se usa o cérebro em um tipo de atividade, melhor ele é capaz de realizá-la. Por isso a atividade mental rica e variada, com a prática das mais variadas funções cognitivas, é importante para manter todos os circuitos ativos e saudáveis, prontos para o uso.     
            Divisão de Tarefas (Especialização Funcional)

O cérebro pode ser visto como um conjunto de sistemas, ou seja, de estruturas que compartilham uma mesma função.



Um sistema cuida, por exemplo, de processar imagens visuais, colando o que faz sentido como uma pessoa ou um objeto e separando-o do resto, então associando a imagem a uma identidade e um local no espaço; outro cuida de processar sons e associá-los a significados e símbolos visuais (como conjuntos de letras do alfabeto); outro cuida de representar seus objetivos, suas metas, e de traçar estratégias para alcançá-los; outro, ainda, trata de filtrar somente aquelas informações relevantes ao objetivo do momento, dando-lhes mais destaque do que as demais, que são praticamente apagadas em comparação.



Dado que o aprendizado depende de uso, o resultado dessa especialização funcional do cérebro, ou divisão de tarefas, é que só melhoram aqueles sistemas que são efetivamente usados com sucesso.



Se você passa todas as horas do dia lendo, ficará muito bom em atividades que envolvam a linguagem, o processamento semântico, vocabulário e geração de palavras – mas não desenvolverá suas habilidades motoras, musicais, ou de resolução de problemas, por exemplo.



Se sua vida é jogar xadrez, você se tornará muito bom em resolver problemas lógicos que envolvam análise espacial e a visualização mental de várias etapas – como no xadrez. 


É claro que as várias funções cognitivas ajudam umas às outras, mas isso tem limites.

Exercitar a memória é ótimo, mas não treina diretamente o raciocínio necessário para resolver problemas.

Ter um enorme vocabulário é muito bom para a leitura, mas não ajuda a melhorar a capacidade de concentração.

Para ter boa atenção, memória, visão espacial e raciocínio, é preciso portanto exercitar sua atenção, memória, visão espacial e raciocínio lógico. Variedade é fundamental.

E como na vida cotidiana usamos misturas de todas essas funções a cada momento, tê-las todas bem azeitadas é ótimo!



Durante décadas foi senso comum acreditar que os neurônios, as principais células que compõem o cérebro, eram apenas produzidos durante a gestação e no começo da infância, e só. De acordo com este dogma, havia pouca esperança de se repor os neurônios perdidos pelo envelhecimento, por acidentes ou por doenças.
Há quase 20 anos foi descoberto que o cérebro adulto continua a produzir novos neurônios ao longo da vida – fenômeno chamado de neurogênese. Já havia relatos de neurogênese especialmente em aves, mas a demonstração de que isso ocorria em humanos revolucionou as neurociências, provocando uma mudança de paradigma. Atualmente, há indícios de que os neurônios continuam a se formar mesmo em idosos afetados por doenças degenerativas do cérebro, como o Alzheimer.
Diversos estudos têm sido publicados ultimamente, cobrindo desde o papel que os neurônios recém-nascidos podem ter na formação da memória, até as diversas atividades que podem alterar sua produção. Então, com base nessas últimas evidências, como podemos aumentar a produção de neurônios e como isso pode melhorar a saúde?
A produção de neurônios não ocorre de forma constante, sendo influenciada por uma série de fatores ambientais distintos. Por exemplo, o consumo de álcool tem mostrado que retarda a produção de novas células nervosas. Por outro lado, ela pode ser estimulada através de exercícios físicos. Foi demonstrado que camundongos que faziam exercícios produziam o dobro de neurônios do que os sedentários.
Mesmo utilizando de artifícios para produzir mais neurônios, não significa que os mesmos estarão disponíveis. A maioria deles morre em poucas semanas, como geralmente ocorre com outras células do nosso corpo. Porém, pesquisas com camundongos têm demonstrado que se os animais forem desafiados cognitivamente, essas células nervosas vão sobreviver. É como se o cérebro fabricasse novos neurônios para a eventualidade de precisar deles.
O interessante é que as pesquisas indicam que quanto mais difícil for a tarefa a ser realizada, maior a quantidade de neurônios que sobreviverão. Também indicam que é o processo de aprendizagem, e não apenas o desafio, que garantem essa sobrevivência. Então, se não houver o aprendizado, o desafio será em vão. Além disso, quanto mais tempo demorar para o aprendizado ocorrer, mais neurônios serão retidos, o que aparentemente significou um maior esforço.
A maioria das pesquisas é desenvolvida com animais de laboratório. Então, o que aconteceria com um ser humano se ele parasse de produzir novos neurônios no hipocampo? A medicina moderna, infelizmente, nos oferece uma população de “cobaias” prontas: pessoas que estão fazendo tratamento de quimioterapia. A quimioterapia afeta o processo de divisão celular necessário para a geração de novas células. Portanto, não deve ser coincidência que pacientes sob tratamento quimioterápico geralmente reclamam de dificuldade de aprendizagem e memória, uma síndrome também conhecida como “quimiocérebro”.

Podemos resumir essas principais descobertas em alguns conceitos simples:
•    Milhares de novos neurônios são produzidos no cérebro adulto todo dia, particularmente numa região chamada de hipocampo que afeta os processos de aprendizado e memória.
•    Em poucas semanas, a maior parte desses novos neurônios morrerá, a não ser que o cérebro seja desafiado a aprender algo novo. O aprendizado efetivo, especialmente o que requer um grande esforço, pode manter esses novos neurônios vivos.
•    Apesar dos novos neurônios não serem essenciais para boa parte da aprendizagem, a sua falta pode afetar o processo de aprendizagem e a memória. Portanto, estimular a neurogênese, pode auxiliar na redução do declínio cognitivo e manter o cérebro em forma.

Então, comece já a se engajar em atividades que estimulam a produção de neurônios, como exercícios físicos, e em atividades que desafiem seu cérebro e resultem em aprendizado, garantindo a sobrevivência desses neurônios, como o estudo formal ou os exercícios de raciocínio e lógica. Desta forma, você aumenta as suas reservas cerebrais funcionais (ler abaixo) e fica mais resistente ao declínio cognitivo e a doenças neurodegenerativas. Como os neurônios continuam a se multiplicar até o final da vida, nunca é tarde demais para começar a formar essa reserva. E, também nunca é cedo demais para começar, pois terá mais tempo de formar uma reserva maior.


Reservas Funcionais


Diz a lenda que só usamos 10% do cérebro. Isto não é verdade: usamos o cérebro todo, o tempo todo – de maneiras diferentes.

Considerar que só 10% são usados poderia levar a pensar que os outros 90% servem de reserva em caso de necessidade (por exemplo, após lesões cerebrais) - o que naturalmente não pode ser verdade, já que cada parte do cérebro tem sua função.

Acredita-se, contudo, que existe uma outra forma de reserva funcional no cérebro: na forma de conexões sinápticas ricas entre os vários sistemas e suas partes, que representam caminhos alternativos para o processamento de informação, sobretudo em casos de necessidade.

Como conexões sinápticas são mantidas e modeladas dependendo do seu uso, a consequência é que um cérebro usado bastante, e de maneiras bastante variadas, terá uma maior riqueza de boas conexões disponíveis para uso alternativo.

Esses cérebros, portanto, devem ser mais resistentes aos danos decorrentes do envelhecimento, ou de doenças.

De fato, o maior fator de proteção contra a demência senil e a demência neurodegenerativa é simplesmente a educação formal: quanto mais tempo se passa na escola, menor se torna a probabilidade de um dia ter sinais da doença de Alzheimer, por exemplo.

Um dos ganhos com a educação formal, que pode ser considerada um longo período de aprendizado intenso e sistematizado, é provavelmente a formação de uma extensa rede de conexões, muitas das quais talvez redundantes, que formam uma reserva mental, podendo ser recrutadas alternativamente em caso de necessidade.

Isso explicaria, por exemplo, por que algumas pessoas permanecem em forma e pensando com clareza ao longo de toda sua vida enquanto outras pessoas não.

Essas reservas mentais, contudo, precisam, podem, e devem ser mantidas ao longo da vida, já que as sinapses têm o poder de serem desfeitas, refeitas e fortalecidas o tempo todo de acordo com o uso ou a falta dele.

Por isso, nunca é tarde para investir em formar reservas cerebrais; e se você teve um bom começo na vida, investir na manutenção das suas reservas, e até aumentá-las, é uma boa ideia.

The Bronx Aging Study, publicado no New England Journal of Medicine e

liderado pelo Dr. Joe Verghese, um neurologista, acompanhou quase 500

pessoas por mais de20 anos, observando o que elas realmente fazem em seu

cotidiano e qual é a relação entre tais escolhas e a saúde do cérebro. A

pesquisa mostrou que as pessoas que participavam pelo menos quatro vezes

por semana de atividades mentais estimulantes, como jogos interativos e

dança, tinham uma probabilidade de 65 a 75% maior de permanecerem em

boa forma do que aqueles que não realizavam essas atividades. O Dr. David

Bennett, no Rush University Medical Center, chegou recentemente a uma

conclusão parecida, depois de seguir mais de 2000 pessoas durante vários

anos. Ao longo do tempo do estudo, 134 pessoas do grupo morreram.

Nenhuma delas tinha sido diagnosticada com Alzheimer ou teve sequer um

leve declínio cognitivo. Mas 36% apresentavam no cérebro os emaranhados de

fibras e as placas características de Alzheimer – apenas não tinham sintomas

Essas pessoas aparentemente tinham acumulado reservas cerebrais

suficientes para não mostrar sinais clínicos da doença, o que significa que

mantinham boas habilidades de pensar apesar do Alzheimer já instalado.


Plasticidade Cerebral


O fato de você ter uma personalidade bem definida e agir como “você” o tempo pode levá-lo a pensar que seu cérebro muda muito pouco ao longo da vida. Na verdade, muita coisa muda no cérebro ao longo da vida - e como resultado da sua própria atividade.



Essa capacidade de reorganização do cérebro conforme o uso é chamada de plasticidade cerebral. É justamente isso que lhe proporciona guardar registros da história de vida que define “você”, por exemplo, ou aprender a ler ou dirigir, ou modificar a representação da sua mão esquerda no cérebro quando você se torna um exímio violinista.



Em casos mais drásticos, é também a plasticidade cerebral que torna possível a reorganização funcional por trás de reaprender a andar, a falar ou a usar a mão após derrames ou infartos cerebrais, quando parte dos neurônios morrem, e até mesmo levar uma vida bastante normal quando todo um lado do cérebro é removido na infância devido a doenças congênitas.



Como o cérebro custa caro em termos de energia e nutrientes, faz sentido que seus recursos sejam desviados para aquelas funções que são usadas de maneira bem-sucedida. Como resultado, quanto menos se usa uma função cerebral, pior ela fica – ao mesmo tempo que quanto mais se usa o cérebro em um tipo de atividade, melhor ele é capaz de realizá-la. Por isso a atividade mental rica e variada, com a prática das mais variadas funções cognitivas, é importante: para manter todos os circuitos ativos e saudáveis, prontos para o uso. 


Vivemos na “Era do Conhecimento” onde sociedade, empresas e profissionais enfrentam novos desafios, incertezas, turbulências, ambientes em constantes mudanças e intensa competição.
Nessa Era, o ativo mais crítico para o desempenho de uma empresa são suas pessoas, e, consequentemente, seus cérebros. Torna-se crucial para uma empresa manter seus profissionais com elevada capacidade de mudar e aprender, maximizando a utilização da capacidade intelectual, de compreensão e interpretação de informações, raciocínio lógico, criatividade, inovação, atenção concentrada, resistência ao estresse e elevada capacidade de memorização.

A neurociência traz descobertas muito estimulantes sobre a capacidade do cérebro de se adaptar e aprender, em qualquer idade, desde que adequadamente estimulado através de treinamento constante: quanto mais o cérebro é usado, melhor ele fica.

Pesquisas indicam que o cérebro inicia um processo de declínio cognitivo já a partir dos 25 anos de idade. É possível, contudo, manter o cérebro afiado, adiar o declínio das suas funções e habilidades, e minimizar esse declínio, com atitudes ao alcance de todos: engajar-se em atividades regulares de exercícios físicos e mentais, como estimulação para o cérebro.

Fonte: Salthouse, T. A., 2009, When does age-related cognitive decline begin?

Aprendizado

Seu cérebro não é um computador: além de ficar melhor quanto mais é usado (ao contrário do computador, que vai quebrando aos poucos), ele não tem como adquirir programas prontos para serem usados.Ao contrário, precisa construí-los aos poucos, a partir dos pedaços mais básicos.

Essa construção de programas é o processo de aprendizado: a modificação efetiva do cérebro conforme o uso que resulta em um desempenho cada vez mais adequado do comportamento desejado, ou seja, um desempenho melhor.

A base do aprendizado é considerada a modificação das sinapses, ou seja, das conexões entre neurônios no cérebro.

Conforme algumas ficam mais fortes e outras mais fracas, a modificação sináptica efetivamente remodela os circuitos entre neurônios e, com isso, o comportamento.

Por exemplo, os neurônios que representam a ideia “Paris” passam a ter sua atividade associada à atividade de outros neurônios, que representam a imagem da torre Eiffel e a ideia “França”, e dissociada da atividade dos que representam, digamos, “Alemanha”.

Essa modificação sináptica com o uso acontece a vida toda, ainda que ocorra mais facilmente (ou seja, com menor necessidade de insistência e repetição) quando somos jovens. E mais: é um processo rápido, que já pode ser observado assim que um novo comportamento é aprendido.

Como é incremental, associando informações, o aprendizado de programas complexos – dirigir, escrever, tocar piano, jogar basquete – precisa acontecer aos poucos, em degraus de complexidade crescente. E mais: como é um processo direcionado pelo uso bem-sucedido, o aprendizado depende de prática e motivação.

Quanto mais se pratica, mais chance o cérebro tem de reforçar as modificações sinápticas que constituem o que está sendo aprendido.

Quanto mais motivação se tem, mais se pratica, mais importância se dá ao aprendizado, e portanto mais facilmente acontecem as modificações sinápticas do aprendizado.

Por que é importante manter o cérebro ativo?

- Aprender é modificar o cérebro com experiência. Quanto mais você se esforça, mais aprende, e melhor você fica naquilo que pratica.


- Por isso, o melhor remédio para a memória, a atenção e o raciocínio é... usar a memória, a atenção e o raciocínio!


- Manter o cérebro ativo também é fundamental para evitar as perdas que vêm com a idade.


- Motivação é fundamental. Vendo seu desempenho melhorar, você ganha autoconfiança e vontade de continuar aprendendo e mantendo seu cérebro sempre ativo.


- O cérebro custa caro em energia e nutrientes; todas as capacidades que não são usadas vão aos poucos enfraquecendo para ceder recursos às funções que são de fato úteis.


- Por isso é importante manter o cérebro ativo com atividades variadas. Mas isso não basta; um estilo de vida saudável também é fundamental.

Investir na melhoria e manutenção das suas capacidades de atenção, memória, linguagem, visão espacial e raciocínio lógico, é um ótimo negócio – como o programa de exercícios cognitivos propostos pelo Cérebro Melhor lhe oferece. Mas isso não basta para ficar de bem com seu cérebro, ou para atingir o bem-estar e fazer dele um estado cada vez mais frequente em sua vida.

Pesquisas indicam que o cérebro inicia um processo de declínio cognitivo já a partir dos 25 anos de idade. É possível, contudo, manter o cérebro afiado, adiar o declínio das suas funções e habilidades, e minimizar esse declínio, com atitudes ao alcance de todos: engajar-se em atividades regulares de exercícios físicos e mentais, como estimulação para o cérebro. 



Assim como saúde não é simplesmente a ausência de doença, o bem-estar não é simplesmente a ausência de mal-estar. Mais do que isso, o bem-estar envolve ficar de bem com o próprio cérebro: encontrar paz, saúde e felicidade com o cérebro que temos, e sobretudo mantê-las. 



Bem-estar é algo que se conquista e se mantém ativamente – e a neurociência hoje oferece informações preciosas sobre vários dos fatores mais importantes para tal: saúde mental e física, com a sensação de pleno domínio das suas capacidades, muita atividade física, e contando com ajuda de medicamentos quando necessário; motivação, auto-satisfação e auto-confiança; felicidade, mas tristeza também, nas horas certas; sono bom e abundante; sintonia com as próprias emoções; atitudes positivas e sensação de controle sobre a própria vida, inclusive com o poder de buscar alguns estresses voluntariamente, evitar os indesejados e dosar a ansiedade; poder de se expressar, de manifestar em palavras e comportamento seus desejos e opiniões; interação social; muito carinho e apoio moral; e a sensação de ter um propósito na vida. 



Embora por muito tempo o foco de boa parte dos estudos em neurociência tenha sido sobre doenças e causas variadas de infelicidade e mal-estar, uma bem-vinda extensão do enfoque nos últimos anos fez com que a neurociência passasse a se interessar também pelo normal: como o cérebro se mantém saudável, o que nos causa prazer e felicidade, o que é o bem-estar e como alcançá-lo. Eis algumas lições aprendidas até o momento, que podem ser usadas por você também:



Diversos estudos indicam que o exercício físico é importante e contribui para uma vida saudável. Como já foi comentado em artigos anteriores, o exercício físico também é essencial para a saúde cognitiva, auxiliando não só o corpo, mas também o cérebro a se manter em forma.
Atualmente, pesquisadores estão descobrindo que apenas informar a população sobre os benefícios da atividade física não é o bastante. Uma abordagem puramente informativa não é motivadora o suficiente para fazer as pessoas mudarem seus estilos de vida e se tornarem mais ativas.
De acordo com um estudo recente publicado no American Journal of Public Health, a forma mais eficaz de fazer com que adultos mudem seus hábitos e aumentem a atividade física foi através de estratégias comportamentais. Essas estratégias se baseiam em feedback, estabelecimento de metas, auto-monitoramento, sugestão de exercícios e dicas. 
E não devemos esquecer também, as atividades com o nosso cérebro!
Podemos adotar algumas estratégias para manter os hábitos de exercícios para o cérebro no cotidiano:
  • Memorizar os números de telefone ao invés de anotá-los;
  • Tentar fazer suas compras no supermercado sem uma lista;
  • Fazer perguntas aleatórias a si mesmo como “O que eu estava vestindo no último sábado?” ou “O que eu almocei na terça-feira?”.
O importante é descobrir quais estratégias funcionam para você e se dedicar ao treino mental.

O cérebro humano é uma massa gelatinosa que representa aproximadamente 2% do peso corporal e é composto em 80% por água. Além disso, consome até 20% da nossa energia para manter cada um dos seus 100 bilhões de neurônios, que juntos geram eletricidade suficiente para acender uma lâmpada pequena.
O cérebro é realmente um órgão fantástico! É considerado também o mais importante do corpo, pois é o único que não é (e talvez nunca será) transplantável. Por esse e outros motivos é que devemos cuidar muito bem dele. Para lhe auxiliar nessa tarefa, preparamos abaixo uma lista de resoluções que todos devemos colocar em prática. Aproveite para compartilhá-la com seus amigos e familiares!

Dormir bem (e ainda tirar um cochilo de vez em quando) -
Acredite ou não, apesar do descanso ser muito importante para um funcionamento cognitivo normal, seu cérebro não desacelera quando você dorme. Ao contrário, ele até fica bem ativo. A ciência do sono ainda está sendo explorada, mas uma teoria popular é que o cérebro faz seu trabalho mais importante durante o sono – direcionando e organizando todas as informações importantes do dia na memória.
Além do sono noturno, pesquisas sugerem que tirar um cochilo à tarde não apenas refresca a mente, mas pode tornar você mais inteligente também. 

Controlar o stress -
Desestressar é uma maneira cientificamente aceita de se melhorar a memória e outras habilidades cognitivas. Entretanto, aparelhos digitais nos fornecem acesso instantâneo a informações e podem aumentar o estresse. Recomendamos a leitura do artigo ”Seu cérebro na era digital”, e crie oportunidades para tirar umas férias dos aparelhos digitais de vez em quando.
A meditação também tem sido considerada uma ótima forma de limpar a mente e reduzir stress, conforme podemos ler em “Meditação - pode ser mais fácil do que você pensa”. Um estudo descobriu que mesmo vinte minutos diários de meditação, quatro dias por semana, pode gerar um aumento notável em suas habilidades de tomada de decisão, atenção e memória.

Comer de forma saudável -
Uma dieta rica em antioxidantes, folhas verdes, castanhas e peixe, também conhecida como mediterrânea, beneficia o corpo em uma grande variedade de formas diferentes. Então, não seria de se surpreender que pesquisadores médicos estejam falando dos efeitos positivos dessa dieta também para o cérebro humano, como está divulgado no artigo “Dieta mediterrânea pode proteger contra Alzheimer”.
Peixes como a cavala e o salmão são especialmente bons para o cérebro porque são ricos em ômega-3, uma gordura saudável que é também comentada em “Por que o ômega-3 ajuda seu cérebro?”. Portanto, uma dieta bem equilibrada, rica em ômega-3 e antioxidantes é uma das melhores coisas que você pode fazer pela saúde do seu cérebro.

Ampliar a convivência social -
A saúde mental parece depender em grande parte de estarmos conectados a outras pessoas. Uma pesquisa comentada no artigo “Socialização melhora o funcionamento do cérebro” demonstrou que a socialização e exercícios mentais têm efeitos muito similares em termos de melhorar as funções cerebrais. Então, programe-se para rever mais amigos e sair mais de casa no próximo ano.

Praticar exercícios físicos -
Resultados de estudos publicados sugerem que pessoas com boa forma física também possuem cérebros em boa forma. E pesquisadores descobriram que realmente exercitar o corpo promove a saúde cerebral, como foi divulgada no artigo “Corpo em forma = cérebro em forma?”, tanto para crianças quanto para adultos.
Exercício aeróbico, durante trinta a sessenta minutos por dia, três dias por semana, está provado causar um impacto positivo nas funções cerebrais. Você pode ler no artigo “Turbine seu cérebro com exercícios físicos”, o exercício não precisa ser extenuante e deve ser feito dentro das fronteiras da sua condição física: uma caminhada também causa efeitos positivos.

Exercitar o cérebro -
O fato é que o aprendizado de novas coisas cria novos caminhos neurais e desenvolve nossa reserva cognitiva (uma das melhores defesas contra o declínio cognitivo). De maneira similar aos nossos músculos, quanto mais se usa o cérebro em um tipo de atividade, melhor ele é capaz de realizá-la. Por isso a atividade mental rica e variada, com a prática das mais variadas funções cognitivas, é importante para manter todos os circuitos ativos e saudáveis, prontos para o uso.
Um estudo muito importante verificou que atividades que estimulam o cérebro podem atrasar o surgimento dos sintomas da doença de Alzheimer (DA) e encurtar a sua duração, comentado no artigo “Mais um motivo para se praticar exercícios cerebrais”. A reserva cognitiva obtida através de um estilo de vida cognitivamente rico ajuda as pessoas a compensar nos estágios iniciais da DA. Mesmo que a pessoa tenha a doença, ela poderá desfrutar da sua vida normal por um período maior de tempo. A duração da doença é reduzida, e os sintomas somente aparecem no momento em que as defesas naturais do cérebro (através da formação de reservas cognitivas) são derrotadas.
Muitos neurocientistas de destaque têm difundido a mensagem de que o uso excessivo de televisão pode não ser saudável. Um dos mais notáveis é o Dr. Amen, que acredita que assistir televisão é um dos principais fatores para o aumento de TDA (Transtorno de Déficit de Atenção) em nossa sociedade. No artigo “A televisão estraga nosso cérebro?”, relata um estudo onde os pesquisadores concluíram que comportamentos sedentários durante o tempo de lazer estão associado a um desempenho mental mais baixo. Então, procure sair do sofá e se dedicar a atividades que ocupem tanto o seu corpo como o seu cérebro.
Dados obtidos nos EUA e em vários países da Europa sugerem que quanto mais cedo uma pessoa se aposenta, mais rápido é o declínio da sua memória.  É Comentado esse estudo no artigo “A aposentadoria pode também aposentar a memória“ e uma hipótese que os pesquisadores consideram plausível para explicar esse efeito é a de que os trabalhadores fazem mais exercício mental do que os aposentados porque o ambiente de trabalho é mais estimulante e desafiador em termos cognitivos.

MITOS SOBRE O CÉREBRO:

1. Humanos têm o cérebro maior que todos os outros animais. Embora nós sejamos os mamíferos mais inteligentes, nós não temos os maiores cérebros do planeta. Baleias e elefantes têm cérebros maiores que humanos, mas seus cérebros são obviamente menos desenvolvidos. O que nos torna únicos é a nossa relação entre peso cerebral e peso corporal, que gira em torno de 1:50 para humanos. Para os outros mamíferos é em torno de 1:180, enquanto para a maioria dos pássaros é 1:220.

2. As dobras do cérebro aumentam à medida que se aprende. O cérebro de todo mundo tem dobras. As dobras do nosso cérebro permitem ao cérebro ter uma área superficial maior num espaço pequeno. Cientistas acreditam que a grande área superficial proporcionada pelas dobras é uma das razões que nos torna melhores pensadores do que outros mamíferos no reino animal. Ao longo dos anos, nosso cérebro muda em várias áreas, mas as dobras que nosso cérebro desenvolveu permanecem iguais até o dia da nossa morte.

3. Você pode aprender por osmose. Quem não gostaria de poder aprender coisas novas apenas por absorção de mensagens, como ouvindo a mensagens subliminares, ao invés de ter que estudar? Estudos recentes têm demonstrado que ver ou ouvir mensagens subliminares por uma fração de segundo não necessariamente ajuda no aprendizado. Outros estudos têm desafiado a afirmativa de que você pode aprender um idioma enquanto dorme simplesmente ouvindo a gravações. Infelizmente, praticamente todo aprendizado requer esforço consciente.

4. Um cérebro danificado nunca sara. Uma lesão cerebral leve, como uma concussão, geralmente sara por completo. Aqueles que sofrem danos severos por AVC, sangramentos e lesões físicas podem se recuperar, pelo menos parcialmente, e mesmo pessoas em coma durante anos tem ocorrido de acordarem. Nosso cérebro possui habilidades maravilhosas de se reparar. Mas é importante também desenvolver suas reservas funcionais e exercitar suas habilidades cognitivas.

5. Drogas e álcool criam buracos no cérebro. O uso intenso de narcóticos pode certamente danificar seu cérebro, porém não forma buracos no tecido cerebral. Outra falácia é que células cerebrais morrem por causa do consumo de álcool. O que realmente acontece é que o abuso de álcool e drogas retarda a atividade em certas áreas do cérebro e, como resultado, imagens do cérebro parecem mostrar buracos nessas áreas. Portanto, essas imagens representam simplesmente que essas áreas do cérebro têm níveis de atividade reduzidos... o que já não é uma boa coisa. A clínica do Dr. Amen é famosa por este tipo de imagem e várias delas podem ser encontradas aqui.

6. Usamos apenas 10% do nosso cérebro. Embora você nunca utilize toda a sua capacidade cerebral ao mesmo tempo, o valor de 10% é simplesmente um mito. No artigo da Scientific American intitulado Do People Only Use 10 Percent of Their Brains? (As pessoas usam apenas 10% do cérebro?), o neurologista Barry Gordon da Escola de Medicina John Hopkins em Baltimore explica, “Na verdade nós usamos virtualmente todas as partes do cérebro e o cérebro (quase todo) está ativo o tempo todo.” E acrescenta, “Vamos colocar dessa forma: o cérebro representa 3% do peso corporal e utiliza 20% da energia corporal.”

7. Nosso cérebro é cinza. Embora seja verdade que uma parte do nosso cérebro seja cinza claro – todos já ouvimos o termo “substância cinza”, que refere-se aos corpos celulares dos neurônios – outras partes do nosso cérebro são brancas, vermelhas, rosadas e mesmo pretas. A “substância branca” consiste de feixes nervosos que conectam as células nervosas, enquanto as áreas vermelhas e rosadas possuem essa cor por causa do sangue e dos vasos sanguíneos. As áreas pretas são encontradas no diencéfalo e têm essa cor por causa da neuromelanina, que é similar ao pigmento no nosso cabelo e pele.

Agora, lembre-se que o que realmente conta não é apenas ler este artigo, ou qualquer outro que trata de atividades saudáveis, mas praticar suas recomendações um pouco todo dia. Comece dando o primeiro passo hoje – por que esperar até o ano que vem? Depois continue com passos pequenos, porém constantes, e logo você verá que essas práticas se internalizarão na forma de hábitos. O que você está esperando?


quinta-feira, 17 de novembro de 2011

DICAS PARA O VERÃO


verão  é uma das quatro estações do ano. Neste período, as temperaturas permanecem elevadas e os dias são longos. Geralmente, o verão é também o período do ano reservado às férias.
O verão do hemisfério norte é chamado de "verão boreal", e o do hemisfério sul é chamado de "verão austral". O "verão boreal" tem início com o solstício de verão do Hemisfério Norte, que acontece cerca de 21 de Junho, e termina com o equinócio de Outono nesse mesmo hemisfério, por volta de 23 de Setembro. O "verão austral" tem início com o solstício de verão do Hemisfério Sul, que acontece cerca de 21 de Dezembro, e finda com o equinócio deoutono, por volta de 20 de Março nesse mesmo hemisfério.
Nos tempos primitivos, era comum dividir o ano em cinco estações, sendo o verão dividido em duas partes: o verão propriamente dito, de tempo quente e chuvoso (geralmente começava no fim da primavera), e o estio, de tempo quente e seco palavra da qual deriva o termo "estiagem". Atualmente usa-se o termo "estio" para um período de seca e também como um sinônimo para verão.

"O verão é a estação do ano mais celebrada, e é a cara do Brasil. Férias, praia, viagem com a família... As pessoas passam o ano inteiro sonhando com isso. Mas, para que tudo ocorra como o planejado e as tão sonhadas férias não se tornem um pesadelo, é de extrema importância evitar que certos problemas aconteçam. Levar o carro para revisão, fazer reservas no hotel, trancar bem a casa, arrumar alguém que cuide do cachorro, garantir um bom estoque de protetor solar são itens que fazem parte do checklist dos candidatos a viajantes. Entretanto, muitas pessoas se esquecem de que o cuidado com a alimentação também é fundamental para garantir uma boa diversão."







Nessa estação, nosso hemisfério encontra-se mais próximo do sol e os dias são mais longos, enquanto as noites são mais curtas. As temperaturas se elevam e várias mudanças ocorrem no meio ambiente ao nosso redor. Não é de se espantar que nós, seres humanos, também passemos por mudanças que nos permitem uma adaptação a essa nova situação.
Nesse período, há aumento da transpiração com o objetivo de manter a temperatura corporal, levando a perda de água e sais que, se não repostos adequadamente com a alimentação e hidratação, pode levar à desidratação. Ao contrário do inverno, quando devemos ingerir alimentos mais energéticos (que geram mais calor durante seu metabolismo), no verão recomenda-se a ingestão de refeições mais leves e o mais naturais possível.
A exposição ao sol, nas praias e clubes, intensifica essas mudanças fisiológicas e podem agravar a perda de água e líquidos, que se associada a alimentação inadequada pode desencadear quadros dramáticos. Deve-se ter cuidado redobrado com as crianças, pois elas são mais sensíveis à perda de líquidos e sais, bem como aos efeitos maléficos do consumo de alimentos não indicados, podendo ser vítimas mais fáceis de desidratação, intoxicação alimentar, diarréia e outros problemas.







O primeiro cuidado a ser tomado é o de se alimentar em pequenas quantidades várias vezes ao dia. O café da manhã é uma das principais refeições do dia e não deve ser negligenciado. O almoço e o jantar devem constar de refeições leves, que são de digestão mais fácil e garantem uma maior disposição, evitando o consumo de alimentos gordurosos e massas com molhos pesados. Durante a manhã e também durante a tarde recomenda-se a ingestão de frutas e sucos naturais, mantendo assim um aporte mais ou menos contínuo de nutrientes ao nosso organismo, ao invés de poucas refeições em grande quantidade que fornecem picos momentâneos de energia.
Uma outra questão fundamental é o cuidado com o preparo e a conservação dos alimentos, principalmente os vegetais e as carnes. Quanto à conservação, é importante que sejam mantidos refrigerados e bem acondicionados em recipientes próprios já que as altas temperaturas podem acelerar sua degradação, além de favorecer a proliferação de bactérias e fungos. No preparo, devemos estar atentos à lavagem adequada de frutas, legumes e verduras, que deve ser feita de maneira rigorosa e com água tratada ou então fervida. Isso adquire importância maior ao consumirmos alimentos em bares e quiosques à beira da praia, locais onde muitas vezes esses cuidados são deixados de lado, seja por descuido ou pressa em atender aos clientes.
Como já comentamos, a ingestão de líquidos é de extrema importância para evitarmos a desidratação. Recomendamos que seja feita na forma de água e sucos naturais, que são agradáveis, leves e não dão aquela sensação de "barriga pesada", como acontece com refrigerantes e outras bebidas gaseificadas. Além disso, sucos naturais garantem um aporte adequado de vitaminas e sais minerais, o que não é garantido com o consumo de refrigerantes e bebidas alcoólicas que favorecem a desidratação e a eliminação de sais minerais pela urina.




A adoção de padrões alimentares inadequados pode predispor os indivíduos a diversos perigos. A proximidade do verão leva muitas pessoas a aderirem a dietas milagrosas, que prometem resultados quase imediatos. Na verdade, esses regimes não fornecem quantidades adequadas de calorias, vitaminas e sais minerais, o que faz com que as pessoas já cheguem ao verão alimentando-se de maneira errada. A reeducação alimentar permite que a pessoa alimente-se bem durante todo o ano, não precisando fazer mudanças tão radicais quando chega o verão.
A falta de cuidados com a higiene na limpeza de alimentos para consumo ou em sua conservação pode leva à ingestão de alimentos contaminados. Com isso, podemos encontrar quadros de verminoses e gastrenterites, que podem manifestar-se apenas como diarréia de variados graus, ou como quadros mais graves que necessitam até de internação hospitalar. Daí a necessidade de atenção quanto a esses cuidados.
A ingestão de quantidades insuficientes de líquidos, aliada à perda aumentada devido à transpiração excessiva, predispõe à instalação de desidratação, que pode ser muito grave. As crianças são especialmente vulneráveis a essa complicação e, por isso, os pais devem estar atentos à hidratação adequada de seus filhos, principalmente quando expostos excessivamente ao sol. Lembrar que a diarréia e os vômitos secundários à ingestão de alimentos contaminados podem precipitar desidratação.








• Recomenda-se a ingestão de no mínimo três litros de líquido por dia. Mantenha seu organismo bem hidratado e abuse de água, sucos naturais e bebidas isotônicas, repondo assim os sais perdidos com a transpiração. Tente evitar sucos industrializados, pois eles contêm grande quantidade de açúcar e conservantes.

• Consuma à vontade legumes, verduras e frutas. Eles são de fácil digestão e causam menos aquela sensação de empachamento que pode comprometer sua disposição paras as atividades. As saladas cruas são excelentes opções para a obtenção de energia de forma leve e saudável, além das vitaminas e minerais, que são importantes para a prática de exercícios. As saladas devem ser temperadas com azeite, vinagre e limão. Importante: a maionese pode ser perigosa nessa época do ano, pois contém ovos crus, foco de contaminação de bactérias, favorecendo a ocorrência de diarréia.

• Quanto às carnes, dê preferência àquelas grelhadas ou assadas, pois elas fornecem menos gorduras e, conseqüentemente, menos calorias. Dessa forma, evitam o ganho excessivo de peso.

• Os alimentos que são ricos em carboidratos complexos, como os cereais integrais, frutas, verduras, arroz, feijão e batata, são uma ótima fonte de energia e ajudam a regular a quantidade de açúcar no sangue. Evite o consumo de açúcar e doces em geral, pois eles são absorvidos rapidamente, elevando em picos a quantidade de açúcar no sangue, o que não é recomendável.

• Evite alimentos ricos em gorduras, como manteiga, creme de leite, margarina, bacon, óleo vegetal. Além disso, mantenha distância de petiscos e aperitivos calóricos (os famosos "tira-gostos", como o amendoim, salgadinhos industrializados, condimentados e batatas fritas). Uma opção é substituí-los por legumes temperados e cortados (como pepinos, etc) ou queijo branco temperado com azeite e orégano.

• Sanduíches naturais são deliciosos, porém não substituem uma refeição e devem ser preparados na hora que forem consumidos. Eles podem ser uma opção nos lanches durante a manhã e à tarde, como acompanhamento aos sucos.

• Os alimentos ricos em vitamina C têm propriedades antioxidantes e ajudam a manter a pele saudável, combatendo os radicais livres. Recomenda-se a ingestão de frutas cítricas (acerola, kiwi, laranja, limão, maracujá e morango) e vegetais verde-escuros (agrião, brócolis, couve, espinafre, rúcula).

• O betacaroteno ajuda na obtenção e manutenção de um bronzeado mais intenso, por isso recomenda-se iniciar a ingestão de alimentos ricos nessa substância 15 dias antes da data desejada, mantendo a ingestão durante todo o verão. Esses alimentos são: a cenoura, a abóbora, o damasco, a laranja, o mamão, a manga e o pêssego.

• Respeite aquela vontade irresistível de tomar sorvete, mas escolha os sorvetes à base de frutas ou frozen yogurte, sem coberturas, caldas e outras delicias.

• Preparados com açaí são uma ótima maneira de resfriar o corpo e repor as energias gastas com o excesso de atividades físicas. No entanto, evite o consumo exagerado de açaí, pois ele é muito gorduroso e de difícil digestão, devendo ser ingerido após o treino e não antes do treino, como é comum. Além disso, se você pratica exercício físico, esteja mais atento à reposição de líquidos e sais minerais; uma opção é o consumo de bebidas isotônicas durante o exercício.

• Lembre-se que sua saúde é o mais importante, por isso não a sacrifique aderindo a dietas milagrosas que colocam em risco o seu bem estar. Invista na reeducação alimentar.

• Lave bem verduras, legumes e frutas, utilizando água tratada ou então fervida. Eles podem ser mantidos durante uma hora em uma mistura contendo água e algumas gotas de hipoclorito de sódio ou vinagre, com enxágüe adequado depois. Atenção para a conservação das carnes e, principalmente, de peixes.

E divirta-se, pois afinal de contas você só pode aproveitar o verão uma vez por ano!

Precauções Gerais - 



  • Sempre que possível, evite sair nos horários em que o sol estiver a pino, das 10h às 16h. Prefira sair de manhãzinha ou ao entardecer.
  • Use filtro solar, sempre.
  • Evite ficar exposto ao sol, procure caminhar pela sombra.
  • Prefira uma alimentação leve: frutas suculentas, saladas - e, é claro, um sorvetinho para refrescar.
  • Mantenha-se hidratado: beba bastante líqüido, a toda hora. Nem espere a sede reclamar.
  • Evite bebidas com cafeína, álcool ou muito açúcar. Eles vão fazer com que você perca ainda mais líqüido corporal.
  • Facilite a transpiração: use roupas folgadas, de tecidos leves e claros.
  • Uma boa idéia é incluir um chapéu ou boné no figurino.
  • Também não se esqueça dos óculos escuros. Mas não adianta ser qualquer um: ele precisa ter proteção ultravioleta total para evitar queimaduras da córnea e da retina, que causam lesões irreversíveis.
  • Para se refrescar nos momentos mais críticos procure, se puder, um ambiente público (shopping, biblioteca) com ar-condicionado. Mesmo que você não permaneça no local por muito tempo, essa providência vai ajudar a manter seu corpo mais fresco quando você tiver que retornar para o calor.
  • Mas, para aliviar mesmo, nada melhor do que água. De acordo com suas possibilidades, lave rosto, nuca, braços e mãos, tome uma ducha fria, mergulhe na piscina ou tome um banho de mar.
  • Tenha um cuidado ainda maior com bebês e crianças, maiores de 65 anos e pessoas doentes - especialmente cardíacos ou com pressão alta.


  • Em ambientes fechados -




  • Dentro de casa ou no trabalho, cuide para que haja bastante ventilação. Abra janelas e portas, deixando o ar circular.
  • Ventilador e ar-condicionado garantem alívio. Se puder, use-os.
  • Se estiver em casa, tome duchas frias durante o dia.
  • No trabalho, vá freqüentemente ao banheiro lavar mãos, rostos, nuca e braços.


  • Na hora de malhar -




  • Sempre que possível, diminua a freqüência e a intensidade do esforço físico quando o dia estiver muito quente.
  • Se estiver fora de casa ou da academia, escolha um local com sombra. Não malhe sob o sol.
  • Procure se hidratar a cada 20 minutos. Isto é muito importante! Treinar “a seco” não trará nenhum benefício.
  • O uso de agasalhos durante o treino não trará maior gasto energético ou maior perda de gordura. Agasalhos causam apenas desconforto e desidratação.
  • Não se preocupe com a queda de rendimento se estiver muito sol e você malhar ao ar livre. Isto é absolutamente normal.


  • Na piscina e na praia -




  • Antes de nadar, tente descobrir se a piscina está tratada adeqüadamente com cloro e se a praia está própria para banho. Se não estiverem, evite.
  • Não fique torrando sob o sol: não deixe a vaidade estragar sua saúde.
  • O horário adeqüado para quem quiser tomar banho de sol é antes das 10h e depois das 16h.
  • Lembre-se de reaplicar o protetor solar sempre que sair da água.
  • Não deixe as crianças muito tempo na água, a não ser que elas estejam usando camisetas. Isso vai evitar queimaduras (que, acumulando-se ao longo da vida, podem causar câncer de pele).
  • Bebê na praia, só fora dos horários de pico, de preferência quando uma brisa estiver refrescando o ar. Senão, eles podem se queimar, desidratar e ter brotoejas.
  • Se for fazer caminhada pela praia, procure andar pela sombra. Caso não seja possível, capriche no protetor solar e proteja rosto e ombros com um chapéu.
  • Leve água de casa, para beber e manter-se hidratado, e também para borrifá-la no rosto, aliviando a sensação de calor.
  • No vestiário da piscina, atenção: nada de andar descalço ou compartilhar toalhas. Assim você evita conjuntivite e micoses.
  • Outro cuidado contra a conjuntivite: evite piscinas lotadas demais.
  • E, se você tiver alguma dúvida quando à qualidade da água, evite abrir os olhos embaixo d'água ou até mesmo molhá-los.


  • No trânsito -




  • Na hora de entrar em um carro que ficou parado sob o sol, abra primeiro portas e janelas e espere o ar circular, evitando aquele "bafo quente".
  • Dentro do carro, use ar-condicionado ou deixe as janelas abertas.
  • Se você ficar preso no congestionamento, não tiver ar-condicionado e precisar manter as janelas fechadas, tente pelo menos parar em algum lugar em que não bata sol direto.
  • Caso você tenha que aguardar alguém estacionado, não faça isso dentro do carro. Espere do lado de fora.
  • Ao sair, jamais deixe crianças esperando trancadas no veículo. Mesmo que você não demore, a criança pode passar mal - e não são raros os casos de mortes ocorridas nessas situações.
  • Se o carro for ficar muito tempo estacionado fora da sombra, bloqueie a entrada do sol pelo pára-brisa, colocando uma folha de papelão pelo lado de dentro, sobre o painel. Se não tiver isso à mão, cubra o volante com um pano para evitar que suas mãos se queimem na hora de dirigir.


  • Ao contrário do inverno, época em que devemos ingerir alimentos mais energéticos e que geram mais calor durante seu metabolismo, no verão, recomenda-se a ingestão de refeições naturais e leves. 


    Durante o verão, os dias são mais longos, as temperaturas se elevam e várias mudanças acontecem no meio ambiente. Para se adaptar a essa nova situação, as pessoas sofrem um aumento da transpiração para conseguir manter a temperatura corporal e, também, devido à maior exposição ao sol. Isso leva à perda de água e sais que, se não repostos adequadamente, pode levar à desidratação.



    “Pelo fato de se perder água e substâncias como sódio e potássio, o ideal é o consumo de líquidos isotônicos, sucos e água de coco, que repõem também este tipo de perda”. A ingestão de cerveja, muito comum nesta época, também contribui para a desidratação. Ainda é recomendado a ingestão de alimentos em pequenas quantidades e várias vezes ao dia.



    No café da manhã e no lanche da tarde recomenda-se consumir frutas e sucos naturais. No almoço e no jantar, carnes grelhadas e vegetais. As saladas cruas são excelentes opções e devem ser temperadas, preferencialmente, com azeite, vinagre e limão. É importante lembrar que a maionese pode ser perigosa nessa época do ano, pois tem ovos crus, foco de contaminação de bactérias.



    Devido ao calor, o cuidado com o preparo e a conservação dos alimentos como carnes e vegetais, é ainda mais importantes no verão. Segundo o Dr. Mauro Scharf, também endocrinologista do Exame, é importante que sejam mantidos refrigerados e bem acondicionados em recipientes próprios, pois as altas temperaturas podem acelerar a degradação e favorecem a proliferação de bactérias e fungos.



    Para que a lavagem de frutas, legumes e verduras seja adequada um item importante é só utilizar água tratada ou fervida, onde esses alimentos podem ser mantidos, durante uma hora, em uma mistura com algumas gotas de hipoclorito de sódio ou vinagre, com enxágue adequado depois.



    Para evitar a desidratação deve-se tomar, no mínimo, três litros de líquido por dia. É recomendada a ingestão de água e sucos naturais, que não deixam a sensação de "barriga pesada", como acontece quando há o consumo de refrigerantes e outras bebidas gaseificadas. “Além disso, os sucos naturais garantem um aporte adequado de vitaminas e sais minerais. E lembre que os sucos industrializados têm grande quantidade de açúcar e conservantes”, alerta Dr. Frederico.



    Para ajudar a manter a pele saudável, é recomendável a ingestão de alimentos ricos em vitamina C, que têm propriedades antioxidantes. Eles estão principalmente presentes em frutas cítricas (acerola, kiwi, laranja, limão, maracujá e morango) e vegetais verde-escuros (agrião, brócolis, couve, espinafre, rúcula).



    Já para ter um bronzeado mais intenso, a dica é apostar em alimentos com betacaroteno. Esses alimentos estão presentes na cenoura, abóbora, damasco, laranja, mamão, manga e pêssego. O ideal é que o consumo comece 15 dias antes de se expor ao sol, mantendo a ingestão durante todo o verão. “Não se esqueça também de respeitar os horários saudáveis para a exposição solar e o uso dos filtros adequados para cada tipo de pele”, finaliza o especialista.




    MAIS DICAS: 


    1.As altas temperaturas favorecem a desidratação. Beba muita água, várias vezes ao dia. No mínimo, 1,5 litro, diariamente. 



    2.A água de coco é uma excelente bebida, já que fornece carboidratos e minerais importantes para o organismo. Mas cuidado, ela é calórica. 



    3.Evite os alimentos e preparações ricos em gorduras. No verão, a digestão desses alimentos é prejudicada, causando sensação de mal estar. 



    4.Para se refrescar, prefira os picolés de fruta que são menos calóricos em comparação com os sorvetes em massa. 5.Comece a refeição com uma porção grande de salada. Elas são ricas em fibras e água, dando maior sensação de saciedade. 
    6.Na praia, preste atenção na qualidade e higiene dos alimentos que são oferecidos. O calor favorece a proliferação de fungos em bactérias reduzindo o tempo de vida útil do alimento. 


    7.Verduras e legumes são alimentos ricos em água e, por isso, eles ajudam a hidratar o corpo. Ingira, no mínimo, 3 porções por dia. 



    8.As frutas são boa fonte de água, carboidratos, vitaminas e minerais. Elas podem ser consumidas como sobremesas e, também, como opção para pequenos lanches entre as refeições principais. Ingira, pelo menos, 3 frutas por dia. 



    9.Na praia, as batidas de frutas são excessivamente calóricas. Prefira sucos de frutas naturais ou água de coco para se refrescar. 



    10.Uma boa opção para quem for à praia é levar uma bolsa térmica cheia de frutas e água. Quando a fome bater, dispense as frituras e batidas dos quiosques e consuma alimentos mais saudáveis. 





    DOENÇAS DE VERÃO





    A estação das férias, do tempo bom e da sensualidade é também época de enchentes, de maior risco de câncer de pele e de desidratação. Além de passar protetor solar, beber mais água e se alimentar com comidas leves, outros cuidados menos básicos como evitar os parques na hora do sol a pino, por conta da alta concentração de ozônio no ar, são necessários.

    1 - Conjuntivite

    As conjuntivites aumentam no verão pela típica oscilação do tempo e pela maior proliferação de bactérias no ar. Há duas formas de conjuntivite: bacteriana e viral. Em todas, o sinal mais visível é o mesmo: olhos vermelhos. Mas os tratamentos são diferentes. Na viral é indicado o uso de colírio antiinflamatório e compressas geladas durante uma semana. A bacteriana apresenta secreção amarelada e é tratada com colírio antibiótico. O uso prolongado de colírio antiinflamatório é perigoso porque geralmente contém corticóide, que aumenta o risco de surgir catarata e glaucoma.


    2 - Alergia ocular

    Além das conjuntivites, o contato dos olhos com excesso ou falta de cloro nas piscinas e com água contaminada do mar costuma causar esse tipo de alergia nas crianças. O contato de filtro solar com os olhos por meio da transpiração também pode acarretar uma alergia. O Estudo Multicêntrico Internacional de Asma e Alergias na Infância demonstra que 20% da população brasileira têm alergias e seis em cada dez alérgicos manifestam o problema nos olhos. Ocorre uma alteração da conjuntiva tarsal (membrana que reveste a pálpebra internamente, que fica em contato com o globo ocular) onde encontraremos papilas (saliências), sinais de reação alérgica. A alergia ocular é tratada com colírio anti-histamínico e, quando mal cuidadas, podem progredir para uma ceratite e até mesmo para um ceratocone (deformação da córnea que fica na forma de um cone com grande risco de cegueira e é a maior causa de transplante de córnea).


    3 - Ceratite

    O uso de lentes de contato por muito tempo e a exposição excessiva ao ar condicionado, que retira a umidade do ar, podem fazer com que a oxigenação da córnea seja insuficiente, causando uma inflamação. A recomendação médica é dar as pausas necessárias no uso das lentes de contato, evitar o abuso de ar-condicionado e proteger os olhos com lágrima artificial sem conservantes. Nas viagens aéreas por mais de três horas, as lentes de contato devem ser retiradas antes do embarque porque nos aviões o ar é mais rarefeito.


    4 - Olho seco

    É a baixa qualidade ou quantidade de lágrima que tem a função de proteger os olhos (que obtêm o oxigênio da lágrima, não do ar como ocorre com a maioria dos órgãos). O olho seco pode ser causado no verão pelo uso abusivo do ar-condicionado, que diminui a quantidade de lágrima. Em estágio avançado, pode até causar úlcera na córnea. O olho seco também pode ser causado por mudanças metabólicas, como é o caso da redução da produção de lágrima em mulheres na pós-menopausa, ou em pessoas que usam medicamentos para hipertensão, por exemplo. Para garantir a produção de lágrima, o oftalmologista Leôncio Queiroz Neto, do Instituto Penido Burnier e diretor médico do Banco de Olhos de Campinas, aconselha uma dieta rica em vitaminas A e E e ômega 3, presente nas sementes de linhaça, nozes e algumas verduras. Carboidratos, gorduras e carne bovina devem ser evitados.


    5 - Queimaduras solares

    Além de arder, atrapalhar o sono e prejudicar o visual, as queimaduras podem evoluir para um câncer de pele. Os protetores solares devem ser passados de 20 a 30 minutos antes da exposição ao sol e reaplicados a cada duas horas - chapéus e sombra também são bem-vindos. Existe ainda o fator "eu sei o que vocês fizeram no verão passado": o efeito do raio ultravioleta é cumulativo. Eles penetram no núcleo da célula e causam uma mutação que fica registrada no DNA. No futuro, o acúmulo de mutações pode gerar uma célula cancerígena. Ou seja: ter uma queimadura forte, com bolha ou vermelhidão, durante a infância ou até os 20 anos é o suficiente para entrar no grupo de risco.


    6 - Câncer de pele

    É o câncer mais freqüente na população e, felizmente, o mais fácil de tratar, principalmente se há diagnóstico precoce. No verão, aumenta a incidência dos raios ultravioleta A e B. O raio ultravioleta A (mais responsável pelo envelhecimento da pele) fica na mesma concentração durante todo o dia, o raio ultravioleta B aumenta no período de 10h às 15h -o pico é às 12h. São esses os maiores responsáveis pelas queimaduras solares e, por conseqüência, pelo câncer de pele. Pessoas com pele, olhos e cabelos claros, com muitas pintas ou com antecedentes na família têm mais chances de desenvolver esse câncer. Os cânceres mais comuns são o carcinoma basocelular (CBC) -é o "mais bonzinho"- e o carcinoma espinocelular (CEC), que têm índice de cura maior e dificilmente enviam metástase. O melanoma cutâneo é o mais raro e grave, pois tem chance de metástase maior. É preciso estar atento a feridas que não cicatrizam, lesões com aumento rápido e pintas que mudam de cor ou que passam a ter bordas irregulares.


    7 - Cabelo oleoso

    O calor excita a secreção de glândulas sudoríparas e sebáceas. Por conseqüência, o cabelo geralmente fica mais oleoso e úmido, tornando-se um local ideal para a proliferação de fungos e, principalmente, de bactérias - ambos se alimentam dessas secreções. Para prevenir infecções, são recomendados xampus à base de cetoconazol, que são anti-sépticos, antiseborreicos e antifúngicos. Esses produtos, no entanto, só devem ser usados sob receita médica.


    8 - Cabelo ressecado

    Por outro lado, a exposição ao sol, ao sal do mar e ao cloro da piscina também pode levar a uma desidratação do cabelo. Quem tem o cabelo seco sofre mais ainda. Máscaras capilares reidratantes podem ser eficientes. A dica é lavar o cabelo com menos quantidade de xampu, assim como deixá-lo menos tempo na cabeça.


    9 - Crescimento do cabelo

    Como o metabolismo é mais acelerado no calor, o cabelo cresce um pouco mais rápido nesta época do ano, deixando as pontas indesejáveis. Mas a idéia de que cortar a ponta dos cabelos favorece o crescimento é mito.


    10 - Impinge

    Crianças têm maior suscetibilidade às infecções fúngicas. A mais comum é a chamada popularmente de impinge ou "tinha do couro cabeludo". Causada pelo fungo Tinea capitis, é bastante contagiosa. A infestação pode causar pequenas falhas e produzir coceira intensa. Deve-se evitar o contato do paciente com outras crianças, pois a impinge é extremamente contagiosa. O tratamento é feito com antifúngico tópico e sistêmico com receita médica.


    11 - Foliculite

    Normalmente, adultos têm mais vulnerabilidade às infecções bacterianas, tanto na pele como no cabelo. As chamadas foliculite são pequenas espinhas que não saram e ficam na emergência do pêlo. Para curar são usados xampus anti-sépticos, anti-seborreicos e antibióticos locais e sistêmicos, receitados pelo médico.


    12 - Pano branco

    São lesões claras do tamanho de lentilhas que aparecem geralmente nas costas, no pescoço e nos braços. Também conhecido como "micose de praia", esse mal é causado pelo fungo que costuma fazer seu "quartel general" no couro cabeludo, mas envia seus esporos para outras partes do corpo. É tratado com xampu com antifúngico e antifúngicos locais e sistêmicos.


    13 - Brotoeja

    É uma disfunção muito comum em crianças, pois as glândulas que produzem o suor ainda são muito estreitas e acabam obstruídas. As brotoejas são comuns em áreas ricas em glândulas sudoríparas, como atrás do joelho, axilas e virilhas. Para evitar, opte por roupas leves que não obstruam essas áreas. Cremes antiinflamatórios à base de corticóides ou calamina podem ser receitados pelo médico.


    14 - Micose

    Essas infecções são causadas por fungos que, no calor, se proliferam mais facilmente nas dobras do corpo: axila, virilha, entre as nádegas e os dedos (principalmente dos pés). Quando acontece no pé, também é conhecido com frieira ou pé de atleta. Para evitar, a dica é deixar esses locais sempre enxutos, usar roupas de algodão e sabonetes anti-sépticos. Outro conselho é ficar secando o biquíni ou a sunga no corpo. A umidade e o calor são um ótimo meio para a cultura de bactérias.


    15 - Efeitos adversos de medicamentos

    Alguns remédios, como antiinflamatórios, antibióticos, diuréticos, laxantes e tranqüilizantes podem causar erupção e vermelhidão na pele em decorrência da exposição ao sol. Quem toma essas medicações regularmente deve evitar a exposição ao sol e consultar o médico sobre outros possíveis efeitos indesejáveis relacionados ao calor.


    16 - Pele oleosa

    Como o calor aumenta a produção das glândulas sudoríparas e sebáceas, quem tem pele oleosa tem de tomar cuidado com o uso de protetor solar, pois pode acabar todo "pipocado". As melhores opções para esse tipo de pele são os filtros solares em spray ou gel.


    17 - Dificuldade para dormir

    Manter a cuca fresca (em todos os sentidos) é fundamental para iniciar uma boa noite de sono. O cérebro precisa de um tipo de temperatura baixa para poder acionar o sono; por isso, as pessoas geralmente têm mais facilidade de dormir em dias frios. Manter os pés aquecidos, no entanto, ajuda a fazer o cérebro perder temperatura para o resto do corpo. Outro inimigo do sono é o suor provocado pelas noites quentes, que pode fazer a pessoa acordar várias vezes no meio da noite. Ar condicionado e ventiladores são aliados nessa hora. Além de deixar a temperatura mais agradável, o barulhinho contínuo desses aparelhos também ajuda a embalar o sono (desde que seja barulhinho!).


    18 - Dor de cabeça

    A maior parte das dores de cabeça recorrentes é causada pela enxaqueca (doença bioquímica do cérebro, herdada geneticamente, que pode ou não provocar crises de dor de cabeça recorrente). O paciente com enxaqueca tem o cérebro hiperexcitável e reage mal a estímulos como estresse, calor, sol, jejum, privação de sono etc. No verão, a exposição excessiva ao sol, a mudança súbita de temperatura do clima e o trânsito entre ambientes refrigerados e quentes podem deflagrar crises. Tomar líquidos muito gelados estando com muito calor ou muito suado também não é bom para quem tem enxaqueca. Outra coisa que pode causar crises é se exercitar sob o sol.


    19 - Cefaléia do sorvete

    É real e comum. A ingestão de qualquer líquido muito gelado pode trazer uma dor súbita, muito intensa, no meio da cabeça e com duração de poucos segundos. Quando a substância gelada toca o céu da boca (o palato) supostamente gera uma vasoconstrição intracerebral que é seguida por uma vasodilatação e dor intensa. Deve-se diminuir a quantidade e a velocidade da ingestão daquilo que provoca a dor. Isso ocorre em algumas pessoas e em caráter eventual.


    20 - Aumento da libido

    O calor não tem nenhuma relação direta com a libido, mas o uso de pouca roupa deixa o desejo no ar. A exposição do corpo é maior e o desejo está intimamente relacionado com a visão, principalmente a dos homens. "A mulher se sente mais sensual com as roupas usadas no verão", afirma a sexóloga Jaqueline Brendler.

    Outro fator é a convivência, as pessoas se expõem mais, ficam mais tempo com os amigos, o círculo social se intensifica. E isso é ótimo!

    21 - Candidíase

    O entra e sai da piscina ou do mar pode favorecer a reprodução do fungo Candida albicans, responsável pela candidíase --um tipo de micose que causa coceira e ardência vaginal intensas e um corrimento esbranquiçado. É recomendado evitar sentar na areia e em borda de piscinas e tomar sol com o biquíni molhado. "Em noites muito quentes, o ideal é dormir sem calcinha. A vagina precisa de ventilação. A mulher foi feita para usar saia", afirma a ginecologista Jaqueline Brendler. Roupas íntimas de algodão e sabonete neutro também são indicados para a prevenção.


    22 - Bicho geográfico

    Muito freqüente em praias brasileiras, essa afecção é causada por larvas ou vermes que fazem verdadeiros túneis na pele, deixando para trás a marca do seu trajeto sinuoso e muita coceira. Praias com cachorros podem ter a areia infectada -os animais são os principais hospedeiros dessas larvas. Se for contaminado, procure um médico. Não fure as lesões com auxílio de agulhas ou alfinetes e nem abra a pele com lâminas -o risco de infecção é grande.


    23 - Cloasma

    São manchas escuras que aparecem no rosto e atingem principalmente mulheres que tomam pílula anticoncepcional e as grávidas, mas que podem ser provocadas pela exposição solar. usar protetor solar 50 a 60 e tem remédios despigmentantes à base de hidroquinona, receitado por médico.


    24 - Melhora do humor

    Não é à toa que um tempo ensolarado é geralmente associado com um bom estado de espírito: a exposição à luz solar estimula a produção de serotonina (neurotransmissor responsável pela sensação de bem-estar). Há também um tipo de depressão sazonal que só se manifesta no frio em países que têm invernos rigorosos.


    25 - Hipotensão

    Cardiopatas que tomam medicamentos para hipertensão muitas vezes têm de passar por uma reavaliação médica para alterar a dosagem dos remédios. Como a tendência natural do corpo é de baixar a pressão, o uso de remédios vasodilatadores podem acentuar ainda mais a queda, causando uma hipotensão.


    26 - Diarréia

    As infecções intestinais são mais comuns nesta época do ano. Uma explicação para isso é o aumento da ingestão de alimentos contaminados ou mal conservados, por conta do calor. É época do ano em que as pessoas costuma comer em lugares de higiene questionável, como barraquinhas em praias, e beber água de origem duvidosa. Muitas vezes o gelo servido em bebidas é feito com água contaminada. Em caso de diarréia, o soro caseiro pode ser uma solução. Mas, se for persistente, um médico deve ser consultado.


    27 - Desidratação

    Para fazer a regulação térmica do corpo, o organismo perde mais água no suor e, com ela, magnésio, sódio, potássio e outros sais minerais. Além do aumento da transpiração, vômitos e diarréias causados por infecções intestinais _mais freqüentes no verão_ contribuem para o aumento da desidratação. A pessoa desidratada apresenta sede, fica muito tempo sem urinar, com a boca e mucosas secas, olhos ressecados e fundos. Em casos extremos, pode causar convulsões, coma e até mesmo a morte.


    28 - Falta de apetite

    Como o organismo precisa baixar a temperatura do corpo, é natural uma diminuição do apetite. O próprio corpo tem mais necessidade de líquidos do que de comida. Alimentos menos calóricos e mais leves dão menos trabalho na hora da digestão. O consumo predominante de frutas, legumes e verduras são recomendados.


    29 - Resfriados

    O organismo precisa de um tempo para se adaptar às mudanças de temperatura comuns nesta época do ano. As alterações bruscas de clima alteram o equilíbrio do organismo podendo causar resfriados e crises asmática, assim como desencadear uma rinite alérgica.


    30 - Insolação

    Conseqüência da exposição extrema ao sol (direta ou indiretamente), pode provocar intensa falta de ar, dor de cabeça, náuseas e tontura. A temperatura do corpo fica elevada, a pele fica quente, avermelhada e seca. Pode deixar as extremidades do corpo arroxeadas e levar a um estado de inconsciência.


    31 - Dificuldade de respirar

    No verão, existe uma maior concentração de ozônio no ar. Esse tipo de poluente levar o organismo a fechar as vias aéreas e limitar a amplitude da respiração como forma de defesa. O ozônio é o resultado da ação do calor e do sol sobre outros poluentes que saem das chaminés das fábricas de dos automóveis, por isso é chamado de poluente secundário. Por isso os maiores níveis de ozônio não são encontrados necessariamente onde há fumaça, muitas vezes ficam a centenas que quilômetros dos poluentes primários. Na cidade de São Paulo, os maiores níveis de concentração ficam nos parques, como o Ibirapuera e o pico do Jaraguá. Esses lugares devem ser evitados nas horas do dia de maior insolação. Criança expostas muito tempo ao ozônio têm menor capacidade de desenvolvimento pulmonar.


    32 - Doenças respiratórias

    Elas não são exclusividade do inverno. O alto nível de ozônio no ar característico do verão também está relacionado com o agravamento de asma e as infecções de nariz e seios da face, como sinusites e rinites. O poluente também inibe o batimento dos cílios das vias respiratórias, que ajudam a remover as impurezas do que é inalado. Dessa forma, as bactérias ficam mais tempo em contato com a mucosa dos órgãos respiratórios.


    33 - Transpiração

    Os homens são homotérmicos, ou seja, mantém a temperatura interna do corpo em 36° C independente da temperatura do ambiente. Mas isso custa modificações internas. No calor os vasos do corpo ficam mais dilatados, por isso ficamos mais vermelhos. Como o sangue passa mais sangue perto da pele, fica mais fácil a troca eliminar o calor do corpo equilíbrio. Transpirar é o principal mecanismo para o organismo perder calor, mas o suor excessivo pode levar a desidratação e ser sintoma de infecções.


    34 - Pressão baixa

    A pressão pode baixar no calor, como conseqüência da vasodilatação. Embora seja uma tendência natural, nem todas as pessoas ficam com a pressão baixa. Quem já tem tendência à pressão baixa deve se hidratar ainda mais.


    35 - Desmaio

    Algumas pessoas expostas muito tempo ao sol podem sofrer desmaio, que também está relacionado com a pressão baixa e a desidratação.


    36 - Fraqueza

    Aquela vontade de não fazer nada típica do calor também pode ser efeito da pressão baixa e da desidratação.


    37 - Menor resistência em exercícios físicos

    Esportistas devem ter cuidado redobrado ao se exercitar quando o tempo estiver muito quente. Como a atividade aumenta o calor do corpo, existe o risco de ocorrer uma hipertermia (superaquecimento do corpo). O ritmo e a intensidade devem ser menores que o habitual e não é recomendado se exercitar sob sol forte. Atletas devem aumentar o consumo de bebidas isotônicas e consumir mais frutas e legumes. Uma boa dica é o consumo de água de coco: a fruta é rica em sais minerais e vitaminas A, B1, B2, B5 e C.


    38 - Dengue

    É claramente uma doença que acompanha o verão. A combinação de chuva e clima quente aumenta as chances do mosquito Aedes aegypti -responsável pela transmissão do vírus- se proliferar. De acordo com o médico infectologista Luiz Jacinto da Silva, professor titular da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) os casos de dengue estão aumentando "no país inteiro e em toda a América Latina". "Só possível controlar a doença por meio de um esforço comunitário", afirma. "Se a pessoa vive em uma região de surto, existem poucas medida eficazes de proteção individual. Se sua casa estiver em ordem e a do vizinho não, não adianta nada." Há dois tipos de dengue: a clássica e a hemorrágica. Geralmente, quando contaminada pela primeira vez, a pessoa contrai a dengue clássica. Em uma segunda contaminação, existe um risco muito maior de se contrair a dengue hemorrágica, que é muito mais grave e pode levar à morte.


    39 - Leptospirose

    A doença também aumenta consideravelmente no verão, por conta das fortes chuvas. A bactéria Leptospira interrogans é normalmente transmitida pela água de enchentes contaminada com urina de ratos de esgoto --o principal responsável pela infecção humana. A leptospirose é uma doença infecciosa febril, aguda, potencialmente grave.


    40 - Hepatite A

    Sabe aquele sorvete feito com sabe-se lá que água? Esqueça. De acordo com o Sociedade Brasileira de Hepatologia, há evidências de que há um aumento de 20% a 30% na freqüência de casos de hepatite A durante o verão --embora não existam dados oficiais do Ministério da Saúde. Esse aumento é atribuído à aglomeração em praias e locais de férias, onde, muitas vezes, são consumidos alimentos de má qualidade ou mal preparados e água de origem duvidosa. Causada pelo vírus A, a doença é na maior parte das vezes benigna, assintomática e autolimitada pela resposta imunológica do paciente. Suas formas mais graves são raras e podem atingir crianças - a chamada hepatite fulminante, que ocorre em menos de meio por cento dos casos - ou adultos acima de 40 anos. Quando os sintomas aprecem são olhos e peles amarelos, urina escura, febre de curta duração, prostração, enjôos e, às vezes, vômitos no início da doença. Dura em média de 15 a 40 dias. Existe vacina para prevenção da doença e testes que apontam se você já teve a doença (e está protegido) ou se tem a doença na sua forma aguda. Para evitá-la, use água mineral de origem confiável e não abuse de comida de barraquinhas ou de ambulantes.


    Fonte: Folha de São Paulo


    O sol não é igual para todos




    Para aproveitar o verão com segurança, é preciso estar atento aos riscos dos raios ultravioleta – e eles mudam de intensidade
    a cada ponto do planeta

    O sol é o grande amigo dos que tiram férias no verão, ocupam as praias e piscinas e se orgulham de adquirir o chamado bronzeado saudável. Nos últimos anos, os médicos têm reiterado que, para conquistar esse bronzeado, e para que ele seja de fato saudável, é preciso mais do que usar protetor solar com o fator de proteção adequado. É necessário considerar que a luz do sol, que aquece a pele e proporciona tanta alegria, é na verdade um feixe de radiações, cada uma com características próprias. As radiações ultravioleta chamadas de UVA e UVB representam apenas 7% do total, mas são elas que dão o tom do verão. Ambas são responsáveis pelo bronzeamento. Mas a primeira também causa envelhecimento precoce da pele em quem abusa do sol ao longo da vida. Com o passar dos anos, a excessiva exposição aos raios UVA pode também causar catarata, doença que se caracteriza pelo embaçamento dos olhos. Já as radiações UVB são ainda mais agressivas: podem provocar vários tipos de câncer de pele, inclusive o melanoma, fatal em 5% dos casos.
    Os cientistas andam cada vez mais atentos à ação das radiações ultravioleta. Boa parte delas, ao se aproximar da Terra, é filtrada pela camada de ozônio presente na atmosfera. Com a camada de ozônio encolhendo à razão de 4% por década no Hemisfério Norte e a 6% por década no Hemisfério Sul, uma quantidade cada vez maior de raios UVA e UVB alcança a superfície do planeta, expondo as populações a riscos crescentes. Em maio passado, a Organização Mundial de Saúde (OMS) adotou um sistema mais abrangente para medir a radiação ultravioleta nas diversas regiões do globo, levando em conta uma série de itens. O principal deles é a localização geográfica. Nos trópicos, que permanecem mais próximos ao Sol seja qual for a posição da Terra em seu movimento de translação, os riscos são sempre maiores. Além disso, medem-se itens como altitude, situação da camada de ozônio naquela região específica, hora do dia, tipo de solo e quantidade de nuvens. O novo sistema criou um índice de riscos que varia de baixo (menor que 2 pontos) até extremo (maior que 11 pontos).
    A OMS (site oficial)  recomenda que, nas regiões com índices altos, como o Brasil, as pessoas se protejam com chapéu, óculos e roupas que não deixem partes do corpo expostas ao sol. "Antes se achava que o sol era igual em todo lugar. Agora, o índice ajuda a pessoa a saber os riscos que está correndo em determinado dia e local e avaliar como deve se proteger dos efeitos nocivos dos raios solares", diz Marcelo de Paula Corrêa, pesquisador da Divisão de Satélites e Sistemas Ambientais do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Hoje, em países da Europa e nos Estados Unidos, já há aparelhos domésticos para medir os raios ultravioleta (veja quadro). A televisão e os jornais também divulgam qual o índice ultravioleta do dia junto com a previsão do tempo. No Brasil também é possível conferir o índice de radiação diariamente, em todos os estados, no site do Inpe (www.inpe.br).
    Durante o verão, as principais cidades brasileiras têm índices de raios ultravioleta acima dos 11 pontos. Isso ocorre porque 92% do território nacional encontra-se em regiões tropicais e subtropicais, onde as radiações solares são mais intensas. Isso não significa que, pelas recomendações da OMS, o brasileiro deva se esconder do sol. Há variáveis que devem ser levadas em conta na hora de determinar quanto tempo permanecer na praia ou na piscina sem se expor aos perigos dos raios UVA e UVB. A cor da pele é uma delas. Quanto mais escuro o tom da pele, maior a resistência ao sol. Segundo as orientações da OMS, num dia com índice ultravioleta 11, uma pessoa muito branca e de olhos claros pode tomar sol por cinco minutos e meio sem nenhuma proteçãoMas esse período pode ser prolongado de acordo com o filtro solar que ela estiver usando. Se o fator de proteção do produto for 10, ela deve multiplicar os cinco minutos e meio por dez. Resultado: 55 minutos. Essa mesma fórmula matemática pode ser usada por pessoas com todo tipo de pele, usando a tabela da OMS.
    Há outras variáveis importantes no impacto da exposição ao sol. Nuvens claras e esparsas, do tipo bolinha de algodão, em vez de proteger a superfície terrestre dos raios ultravioleta, atuam como espelhos e multiplicam sua intensidade em até 30%. O mesmo ocorre em terrenos cobertos de neve, que intensificam a radiação em até 80%. Nem mesmo o concreto claro usado freqüentemente em bordas de piscina é inofensivo: aumenta a força dos raios em até 5%. Uma estatística americana mostra claramente os riscos da exposição excessiva ao sol. Nos Estados Unidos, a maioria das pessoas que contraem câncer de pele no rosto o desenvolve na face esquerda. Já na Inglaterra, a face direita é mais freqüentemente afetada. A explicação para isso é a posição dos motoristas ao dirigir. Nos Estados Unidos, eles ficam no lado esquerdo do carro e, portanto, expõem a face esquerda ao sol. Na Inglaterra, onde o assento do motorista fica do lado direito, ocorre o oposto.

    A MÁQUINA DOS PREVENIDOS
    Divulgação

    Nos Estados Unidos, na Austrália e nos países da Europa, onde a maioria das pessoas tem a pele muito clara, os aparelhos portáteis para medir a incidência de raios ultravioleta já são usados por muita gente, preso à sacola de praia, ao cinto ou usado como um relógio de pulso. Primeiro, o usuário digita no aparelho qual seu tipo de pele e, quando na praia ou na piscina, o fator de proteção do filtro solar que está usando. O aparelho analisa, minuto a minuto, os raios solares que incidem no local onde a pessoa se encontra. Cruzando essas informações, ele emite um alarme de advertência sempre que a pessoa exagera na exposição ao sol, lembrando a ela que é hora de procurar a sombra mais próxima.

    O medidor de raios ultravioleta pode ser comprado em lojas de departamentos ou pela internet. O modelo ao lado chama-se SunUV Monitor, é fabricado pela Apa Optics e custa 90 dólares. Quem não possui o aparelhinho tem outras forma de se inteirar sobre a incidência de raios ultravioleta: alguns dos principais jornais, TVs e sites americanos e europeus já fornecem essa informação diariamente junto com a previsão do tempo.





    Cuidados com o sol
    Para se proteger de envelhecimento precoce, queimaduras e, principalmente, do câncer de pele, o uso de protetor solar é fundamental.
    Ao contrário do que você pode imaginar, você deve usar protetor todos os dias, não apenas quando for tomar banho de sol. No dia-a-dia, provavelmente, você não corre o risco de queimaduras, mas o acúmulo de exposição ao sol é o principal desencadeador do câncer de pele.

    Escolha bem:



  • O filtro solar deve oferecer proteção contra UVA e UVB.
  • Prefira um tipo resistente à água.
  • Opte por protetores sem fragrância ou corantes. Isso diminui o risco de fotoalergias.
  • Veja se ele é apropriado ao grau de oleosidade da sua pele, para não induzir a formação de cravos e espinhas.
  • Não é recomendável usar qualquer tipo de protetor ou bronzeador feito em casa. Eles podem ser causa de alergia e potencializar a ação da luz do sol, aumentando os danos.

    Na praia ou piscina:
  • O produto deve ser aplicado 30 minutos antes da exposição.
  • Reaplique-o sempre que você sair da água, e com a freqüência indicada na embalagem do produto que você estiver usando.

    Não se esqueça de passar:
  • É muito comum esquecer de passar em certos locais como orelha, pés, axilas. Não se distraia! O esquecimento pode causar queimaduras que, acumuladas, podem ser fator de risco de câncer de pele.
  • Atenção especial também para nariz e ombro, que têm um contato mais direto com os raios solares.
  • Calvos devem tomar cuidado especial com o couro cabeludo.

    Veja o fator de proteção adeqüado para você:
  • Pele clara, olhos azuis, sardentos: entre 20 e 30.
  • Pele clara, olhos azuis, verdes ou castanhos claros, cabelos loiros ou ruivos: entre 15 e 20.
  • Pele clara, cabelos castanhos: entre 8 e 15.
  • Pele clara ou morena clara, cabelos castanhos escuros e olhos escuros: entre 4 e 8.
  • Morenos: entre 2 e 4.
  • Negros: 2.



  • DICAS LEGAIS PARA A CRIANÇADA - VEJA NO SITE: 


    http://www.monica.com.br/dicas/verao/welcome.htm



    Férias de verão: Tempo de Cuidados com a Criançada -






    Segundo o pediatra Roberto Tozze, do Serviço de Consultas, Urgências e Triagem do Hospital das Clínicas, o maior perigo do verão para as crianças são as doenças diarréicas, que, além da disenteria, também provocam vômito e febre. Esse problema é causado por vírus que se alojam em alimentos mal-conservados do calor. 
    Férias de verão. É nesse período que as crianças estão mais tempo em casa, fazendo de tudo, menos ficar paradas. Como não são todos os pais que podem entrar de férias junto com os filhos, a preocupação com os pequenos em casa fica maior ainda. O verão também propicia o surgimento de algumas doenças oportunistas, que exigem certos cuidados na sua prevenção. 

    Por isso, uma coisa a que se deve ficar sempre atento é a qualidade dos alimentos que a criança está comendo e a quantidade de líquidos que ela está ingerindo. A desidratação é um problema bastante freqüente com o calor intenso, principalmente na praia. Vestir a criança com roupas leves, claras e de algodão também ajuda a deixá-las mais frescas e a transpirar menos. 
    Para ajudá-lo a evitar todos os contratempos, listamos os principais problemas que a criançada costuma ter no verão e maneiras de preveni-los. Se aparecer alguma doença, a saída é levar a criança ao serviço médico. Receitas caseiras algumas vezes podem agravar o problema. O importante é poupar seus filhos de doenças sem acabar com sua diversão nas férias.

    LITORAL: Quem for passar as férias no litoral vai ter de tomar alguns cuidados extras com a saúde da molecada. O principal deles é a proteção da pele contra os raios ultra-violeta, que são cada vez menos filtrados pela camada de ozônio.
    O ideal é que as crianças tomem sol aos poucos, aumentando gradativamente o tempo de exposição quando forem ficando mais bronzeadas.O período ideal para o sol é antes das dez da manhã e depois das cinco da tarde, quando os raios estão mais amenos. 
    Se for imprescindível levar crianças pequenas e bebês à praia, els devem ficar à sombra. É importante que esses pequenos tomem sol para fixar o cálcio no organismo, mas apenas por dez minutos e nos períodos saudáveis.Todas as crianças devem usar filtro solar (com fator de proteção 15,no mínimo) da linha infantil, feitos para a sua pele sensível. Um chapéu deve também ser sempre usado. 
    Além da atenção à exposição ao sol, outra preocupação é com parasitas como o bicho geográfico, que se encontra geralmente na areia úmida da praia. Para prevenir o contato com o parasita, o ideal é fazer com que as crianças tenham alguma proteção para sentar (uma toalha, por exemplo) e calcem chinelo. Se for impossível fazer com que seus filhos sejam tão cuidadosos, ao menos peça-os para brincarem na areia seca.

    FAZENDA: Se a opção para o verão for uma temporada na fazenda, sítio ou na casa de parentes no interior, onde o contato com a natureza e animais é mais próximo, algumas medidas preventivas devem ser tomadas.
    Como o berne (larva depositada pela mosca varejeira debaixo da pele) é muito comum, principalmente na cabeça, é aconselhável que as crianças usem um chapéu para brincar. Outro problema a que as crianças estão sujeitas no campo são as verminoses como a solitária e a cisticercose. Para tentar evitá-las, é importante lembrar seus filhos de sempre lavar as mãos antes de comer e nunca andar descalços fora de casa. 
    Laguinhos e riachos no campo também podem trazer problemas se a água estiver contaminada com coliformes fecais. Quando nadam, as crianças costumam engolir pequenas quantidades de água, suficientes para o contágio com bactérias e vírus como o da hepatite A. Portanto, se souber que a água onde seu filho nada está contaminada, peça para ele brincar em outro lugar.

    GULOSEIMAS: Quando as crianças entram em férias e saem da rotina, outra questão que pode ficar prejudicada é a alimentação. Ela deve se manter saudável mesmo tendo os horários das refeições mais flexíveis e interrompendo um pouco a brincadeira.
    A nutricionista Hellen Coelho sugere que as refeições das crianças nas férias sejam fracionadas, ou seja, para que elas não demorem muito (afinal, os pequenos não querem perder tempo comendo!), faça com que ela coma menos mais vezes por dia. Assim, você conseguirá garantir toda a energia que a criança precisa para agitar nas brincadeiras.
    Outra coisa importante é intercalar as refeições com muito líquido, principalmente água ou suco. O risco de desidratação aumenta no verão e as crianças muitas vezes não têm vontade de parar de brincar para beber algo, mesmo que sintam sede.
    Salgadinhos, refrigerantes e outras guloseimas devem ser controladas para que não haja exageros. A ingestão desses alimentos faz com queas crianças engordem muito nas férias, principalmente as que já são gordinhas. As mais magrinhas, se comerem muitos doces e salgadinhos entre as refeições, podem ficar com menos apetite ainda para almoçar ou jantar.

    DOENÇAS INFANTIS: Há certos problemas que podem não ser graves, mas dão a maior dor-de-cabeça. Confira algumas dicas para prevenir doenças que atacam a criançada durante o verão e deixe seus filhos saudáveis para agitar as férias inteiras.

    Brotoeja 

    No calor, as crianças pequenas costumam ter pequenas bolinhas vermelhas nas dobras da pele, as brotoejas. Por si só, elas não são perigosas, mas são porta de entrada para infecções como o impetigo. Essa doença causa bolhas na pele e é facilmente transmitida de criança a criança. Ao saber que alguma criança está com a doença, procure tratamento médico e evite contato muito próximo com as outras. 



    Dengue

    Com a chegada do verão, é bom tomar cuidado com a dengue. Além de não deixar água parada em casa, evitando que ela se torne mais um foco da doença, mantenha seus filhos sempre protegidos do inseto transmissor. Abuse de repelentes.

    Dermatite
    Quem tem filhos que usam fraldas precisa tomar muito cuidado com a freqüência de sua troca durante o verão. Isso porque o contato com a fralda suja pode causar dermatite amoniacal, irritação na pele da criança devido à amônia contida na urina e nas fezes.

    Micoses e Verrugas
    A micose é outra doença muito comum entre as crianças no verão. Ela aumenta nesse período porque há mais transpiração, propiciando o desenvolvimento de fungos. Deixar os pés úmidos ao sair do banho ou da piscina também facilita a entrada de migroorganismos, como o que gera o olho-de-peixe e o vírus da verruga. Essas doenças precisam ser tratadas pois são contagiosas. Procure sempre um médico.

    Comer plantas
    É muito comum que crianças brincando em casa comam plantas do jardim. Se isso acontecer, ou se suspeitar que tenha ocorrido, leve-as imediatamente ao serviço médico. Não as dê nada para comer ou beber, nem as induza ao vômito. Algumas plantas são muito tóxicas e corrosivas, podendo causar danos ao esôfago se forem vomitadas. As mesmas medidas se aplicam à ingestão de produtos químicos.








    tabelaSaudeCriancasVerao


    Fontes:
    pt.wikipedia.org/wiki/Verão
    www.medicando.com.br/conteudo/dica/dicas-para-um-verao-saudavel