MISSÃO:

Profissional especializado em Atividade Física, Saúde e Qualidade de Vida. Sérgio Nunes e sua empresa QualiFis, pretendem desenvolver junto aos seus alunos e clientes a ideia da verdadeira Saúde, que obviamente não é apenas a ausência de doença, mas também o Encantamento com a Vida, dotando-os de um entendimento adequado de se Priorizar, de compreender que vale a pena Investir no seu Potencial de Ser, através do investimento na melhoria da Qualidade de Vida, aprimorando a saúde e usando como meio, a Atividade Física, em suas mais diferentes possibilidades.

“As informações, dicas e sugestões contidas nesse blog têm caráter meramente informativo, e não substituem o aconselhamento individual e o acompanhamento de médicos, nutricionistas, psicólogos e profissionais de educação física.”

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sexta-feira, 29 de abril de 2011

EM BUSCA DO CORPO PERFEITO



ASSISTA AO VÍDEO NO FINAL DA MATÉRIA!

Nos tempos atuais, é crescente e incessante a busca por um corpo perfeito.
Inúmeras são as pessoas que ultrapassam seus limites na tentativa dessa conquista e compram a idéia de obter uma aparência de “modelo” estabelecido pela mídia por meio de um corpo esbelto, magro, que julgam ser mais importante que a manutenção da própria saúde. 
Na expectativa de atingir resultados bastante satisfatórios e em curto prazo, sem a necessidade de investir muito tempo e esforço físico na modelação do corpo, percebe-se o intenso crescimento na venda de medicamentos para o emagrecimento, suplementos para aumento de rendimento e massa muscular, esteróides anabolizantes, o aumento das cirurgias plásticas (sendo a maior demanda de jovens), clínicas de estéticas cada vez mais freqüentadas, e a realização contínua de dietas rigorosas, muitas vezes prejudiciais à saúde. 
E ainda, verificamos seriamente um número cada vez maior de jovens com algumas patologias como: anorexia (distorção da imagem corporal: ao olhar no espelho, sempre se vê muito mais gordo do que é), bulimia (transtorno compulsivo alimentar, onde a pessoa força o vômito após as refeições), amenorréia, provocada por conseqüência dos outros transtornos (ausência da menstruação); a vigorexia (transtorno no qual as pessoas realizam práticas esportivas de forma continua, excessiva e super valorizada - o fanatismo - a ponto de exigir constantemente de seu corpo sem importar-se com eventuais contraindicações); a ortorexia (o exagero em dietas naturalistas); a osteoporose precoce, alterações cardíacas e metabólicas e outras, como perda de cabelo e pele ressecada com mais pelos.
As revistas, as propagadas, a televisão, os desfiles de moda, em geral, a mídia está cada vez mais mostrando um modelo de corpo perfeito e padrão, como nas mulheres, corpos magros e bem definidos, e já nos homens, corpos fortes e musculosos. 
E essas imagens sugestionam pessoas a buscar este ideal cada vez mais. 

Eis algumas questões: por que a mania de dieta? Com quem nos comparamos? O quê ou quem desejamos ser?  Existe um corpo ideal ou a sociedade nos impõe um biotipo ideal? Por que sempre queremos ser como aquela ou aquele que tem abdômen definido, não tem celulite nem estrias, cabelo liso escorrido, enfim, “o modelo” que nada pode comer, senão folhas. Como vivem essas pessoas? Que sofrimento lhes acometem? 
Corpo como cartão de visitas, como ferramenta para castigar-se ou como templo da saúde, da vida? 
Afinal... O que é para mim ou que me diz um corpo perfeito?

ANTIGUIDADE

A perfeição dos Deuses -
Na Grécia Antiga, os homens — só eles tinham esse direito — malhavam por um físico ideal de inspiração divina Atleta, ginástica, estádio, pentatlo — ligadas ao esporte, todas essas palavras são de origem grega. Na Grécia Antiga, berço da civilização ocidental, surgiu a idéia do corpo perfeito conquistado por meio da atividade física. Os homens helênicos não se envergonhavam de exibir-se despidos em jogos e danças. Mais do que isso, gostavam de se admirar. Eles perceberam que a nudez, além de bela, melhorava o desempenho do atleta, sobretudo nas competições periodicamente disputadas na península grega, os Jogos Olímpicos.

 Deuses e homens  -
Se vivesse na Grécia Antiga, o velocista Eronilde Araújo, 79 kg, 1,82 m, além de atleta, seria um poderoso guerreiro. Foto: Eduardo Monteiro
Se vivesse na Grécia Antiga, o velocista Eronilde Araújo, 79 kg, 1,82 m, além de atleta, seria um poderoso guerreiro. Foto: Eduardo Monteiro
A celebração das divindades por meio de provas físicas expressava as concepções politeístas dos gregos. Eles consideravam os deuses semelhantes aos homens em virtudes e defeitos, sujeitos às mesmas paixões e impulsos, embora dotados de imortalidade e de força, velocidade e beleza superiores. Assim, desejar um corpo belo, forte e rápido era um meio de se aproximar dos deuses e, com isso, da perfeição.
Não era somente essa busca divina que fazia os gregos dedicar especial atenção ao corpo. Para a Grécia, ter bons atletas entre os cidadãos significava contar com soldados fortes e resistentes, preparados fisicamente para combater os exércitos das cidades-estado vizinhas. Não por acaso, provas como a corrida e o lançamento de dardo tiveram origem no treinamento militar, que era feito dentro do gymna-syum, a academia da época. 






Os mais famosos e importantes jogos esportivos eram os que ocorriam a cada quatro anos em Olímpia, na cidade-estado de Elis, para homenagear Zeus, o deus supremo do Olimpo. 
Os primeiros registros dos vencedores datam de 776 a.C., mas há indícios de que as competições já eram realizadas 500 anos antes. Os Jogos Olímpicos assumiram tamanha importância que os antigos gregos os utilizaram como medida de tempo: a palavra olimpíada designava o intervalo de quatro anos entre dois períodos de competição — e até hoje é assim. Além disso, durante as provas, realizadas em agosto e setembro, qualquer guerra em curso na região era suspensa para que os cidadãos pudessem se deslocar até Olímpia a fim de aplaudir seus campeões. Se as guerras eram precedidas de sentimentos de tristeza, inquietação e medo, a disputa dos jogos gerava disciplina, método, respeito e uma alegre expectativa. Toda essa movimentação amargava um detalhe: as mulheres não participavam das competições nem podiam assistir a elas. 

Força e velocidade  -
No discóbolo de Myron, um ideal olímpico da Grécia Antiga: o corpo nu é mais ágil, forte e próximo dos deuses. Foto: Gianni Dagli/Stock Photos
No discóbolo de Myron, um ideal olímpico da Grécia Antiga: o corpo nu é mais ágil, forte e próximo dos deuses. Foto: Gianni Dagli/Stock Photos
As primeiras competições olímpicas se limitavam a corridas. Ao longo do tempo, foram introduzidos o pentatlo — no qual um atleta disputava em um mesmo dia provas de salto, lançamento de dardo e de disco, corrida e luta — e as corridas de biga. Também surgiu uma forma primitiva de boxe, em que tudo era válido a não ser mordidas e dedos nos olhos. Inicialmente, os vencedores recebiam apenas a coroa de louros. Com o tempo, viraram profissionais disfarçados, com direito a prêmios e privilégios. 

O surgimento da filosofia, no final do século 7 a.C., colocou as crenças religiosas tradicionais em segundo plano e enfatizou a importância da construção de um corpo perfeito. Dessa vez, o modelo não eram os deuses mas o próprio homem, qualificado como "medida de todas as coisas". Platão sustentava que "ginástica e música, uma intercalada com a outra", eram a fórmula do equilíbrio entre corpo e espírito. Ele próprio foi um lutador, e o nome pelo qual ficou conhecido se originou da palavra platys (largo). Tudo por causa dos ombros fortes do filósofo, cujo verdadeiro nome era Arístocles..
Conquistadores da Grécia e herdeiros  da cultura helênica, os romanos não mantiveram o ideal olímpico dos gregos. A qualidade física e a técnica apurada perderam importância, abrindo espaço para disputas quase circenses e cada vez mais violentas. O objetivo dos governantes era distrair o povo com espetáculos grandiosos. Buscando a liberdade, escravos confinados e submetidos a rígido treinamento tornaram-se astros — os gladiadores. Provas puramente atléticas, como as corridas rasas e o arremesso de dardo e disco, chegaram a ser alvo de zombaria dos espectadores. 
Nesse cenário, que atingiu seu ápice no século 2, o poeta satírico Juvenal mencionou a máxima mens sana in corpore sano. Dada a personalidade irônica atribuída ao autor, nunca se soube exatamente qual sentido ele pretendeu dar a essas palavras.

 RENASCIMENTO


A Arte para exaltar a beleza -
Larissa Barata, 42,5 kg, 1,58 m, estica ao máximo cada uma de suas fibras musculares. Tudo isso sem perder o charme e, é claro, seguindo à risca a sensível coreografia de seus movimentos. Foto: Evandro Teixeira/COB
Larissa Barata, 42,5 kg, 1,58 m, estica ao máximo cada uma de suas fibras musculares. Tudo isso sem perder o charme e, é claro, seguindo à risca a sensível coreografia de seus movimentos. Foto: Evandro Teixeira/COB
Escondido, como tudo na Idade Média, o corpo sob medida volta à cena séculos depois e é celebrado na expressão artística 
No ano 393, o imperador romano Teodósio, convertido ao cristianismo, proibiu os Jogos Olímpicos (que seriam retomados somente no final do século 19), vendo neles uma "manifestação pagã". A medida expressava as concepções da nova religião dominante, que identificava os antigos deuses a demônios e qualificava como pecado a exibição dos corpos nus dos atletas. Durante a Idade Média (do século 5 ao 15), o corpo foi considerado perigoso — em especial o feminino —, um "lugar de tentações". Alguns teólogos chegaram a dizer que as mulheres tinham mais conivência com o demônio porque Eva havia nascido de uma costela torta de Adão, portanto nenhuma mulher poderia ser reta. 
Em tais condições, a nudez sofreu uma repressão severa. Mesmo os nobres, que se exercitavam regularmente e disputavam torneios de cavalaria, escondiam o corpo com trajes volumosos, apesar do desconforto que o excesso de tecido causava aos praticantes. As pessoas conservavam as roupas até durante o banho — hábito, aliás, pouco freqüente nos castelos, conventos e entre a população em geral, pois acreditava-se que a sujeira era uma proteção contra as epidemias (em especial, a peste), que ameaçavam a saúde pública. Há registros de que os monges do mosteiro de Cluny, na França, tomavam dois banhos completos por ano. 

A redescoberta do corpo  -
A Vênus retratada por Boticelli recupera depois de séculos o ideal dos dilósofos gregos: o ser humano como medida de todas as coisas. Foto: Gianni Dsgli/Corbis/Stock Photos
A Vênus retratada por Boticelli recupera depois de séculos o ideal dos dilósofos gregos: o ser humano como medida de todas as coisas. Foto: Gianni Dsgli/Corbis/Stock Photos
No final do século 12, houve uma retomada do comércio e da vida urbana em boa parte da Europa ocidental e foram redescobertos, em traduções árabes, os textos dos pensadores greco-romanos, perdidos no início da Idade Média. Tudo isso levou a uma mudança da mentalidade vigente. Surgiu um novo tipo de intelectual, o humanista, que via no homem a medida de todas as coisas, como os filósofos gregos. Esse pensamento influenciou pintores, escultores e artistas em geral, que retomaram os padrões da Antigüidade clássica em suas obras. O processo, conhecido como Renascimento, atingiu o auge nos séculos 15 e 16 e teve como berço as cidades da península Itálica. 
A arte renascentista celebrou abertamente o corpo e a beleza física. A mulher, antes ligada ao pecado, reapareceu, seminua e deslumbrante, em O Nascimento de Vênus, tela de Sandro Boticelli pintada em 1485. 

Michelangelo Buonarroti enfatizou a beleza e a harmonia do corpo masculino em seu Davi, escultura apresentada ao público florentino em 1504, e na imagem de Adão, pintada no teto da Capela Sistina entre 1508 e 1512. E Leonardo da Vinci imortalizou, na gravura conhecida como O Homem Vitruviano (1492), o equilíbrio e as proporções da figura masculina. 
Nas cortes, o guerreiro rude deu lugar a um novo padrão masculino. Assim como muitos artistas do Renascimento foram simultaneamente pintores, escultores e arquitetos, os nobres do período deviam ser versáteis, conhecer os clássicos, compor poemas e canções para suas musas e dançar com a mesma elegância e destreza com que empunhavam a espada. 
Esse ideal de diversidade se manteve nos séculos seguintes, nos círculos de elite, reforçando a necessidade dos exercícios físicos. Observa o historiador Jacques Revel em "Os Usos da Civilidade" (História da Vida Privada 3): "O adestramento dos corpos é uma arte de sociedade. Realizado em público, prepara para a vida na corte. Daí a importância da equitação na formação das jovens elites: ela prepara para exercícios coletivos, a caça, a guerra, o passeio; porém começa pela exigente aprendizagem da postura". 
Segundo o antropólogo português Jorge Crespo, até por volta do século 18 acreditava-se que o corpo era apenas o "irremediável resultado de uma herança" genética. Aos poucos, com o crescimento das cidades e o surgimento de novas ocupações, o físico passou a ser mais exigido. Por motivos de saúde, de higiene e de necessidade para o trabalho cada vez mais repetitivo e especializado (eram os primeiros sinais da Revolução Industrial), a prática de exercícios deveria ser estendida para a maioria da população e não restringir-se ao esporte de elite. Assim entra o corpo no século 19.

ERA MODERNA 

O corpo a serviço do esporte -
Murilo Fischer, 66 kg, 1,70 m, mostra concentração: o esforço, aliado à tecnologia dos acessórios, da roupa e da bicicleta, faz o atleta se superar na prova de estrada. Foto: Wander Roberto/COB
Murilo Fischer, 66 kg, 1,70 m, mostra concentração: o esforço, aliado à tecnologia dos acessórios, da roupa e da bicicleta, faz o atleta se superar na prova de estrada. Foto: Wander Roberto/COB
Superação de limites, quebra de recordes, vitória a todo custo. A competição suga ao máximo a capacidade física dos atletas.

Os esportes de massa surgiram com uma série de transformações na vida urbana. As cidades ganharam melhores serviços de saneamento, de saúde e de lazer. Com isso, tornaram-se comuns hábitos coletivos, como o de freqüentar cafés e restaurantes e praticar atividades físicas ao ar livre. A Inglaterra — cenário de mudanças desde a Revolução Industrial — foi também o berço dos esportes coletivos, tendo como origem as atividades praticadas em colégios e universidades. As competições de barcos a remo, por exemplo, receberam impulso em 1829, ano do primeiro desafio entre Oxford e Cambridge, que se repete até hoje; o futebol ganhou um regulamento unificado em 1843 — as regras de Cambridge — e 20 anos depois passou ao controle de uma associação nacional; o boxe adotou em 1867 normas propostas pelo marquês de Queensberry. Em 1880, os ingleses fundaram uma Associação Atlética Amadora. 
Rapidamente as inovações se espalharam pelo mundo. Em 1892, o barão francês Pierre de Coubertin propôs a reedição dos Jogos Olímpicos. Em sua opinião, a "exportação de atletas" seria o "comércio livre" do futuro e um instrumento para a paz mundial. Quatro anos depois, o rei da Grécia, Jorge I, abriu os primeiros jogos da era contemporânea. 

A meta é a superação -
Durante todo o século 20, as competições foram marcadas pela superação de limites. Alguns exemplos: a marca mundial de nado crawl caiu cinco vezes em 1956, em Melbourne, Austrália; em 1968, na Cidade do México, o recorde de salto triplo foi superado nove vezes em apenas quatro horas; o tempo da maratona masculina caiu de 2 horas, 58 minutos e 50 segundos (40 quilômetros em Atenas, 1896), para 2 horas, 6 minutos e 49 segundos, recorde pertencente ao corredor etíope Tesfaye Jifar. Isso levando-se em consideração que desde 1924 o percurso tem oficialmente 2 quilômetros e 195 metros a mais. 
Mas o que levou a essa sucessiva quebra de marcas? Além do avanço das ciências e da tecnologia de materiais — como a adoção da fibra de vidro nas varas para salto, em 1964 —, o marketing esportivo é um dos maiores incentivadores do alto rendimento, patrocinando atletas, financiando a cobertura esportiva e movimentando a indústria. 

As pesquisas científicas contribuíram com descobertas sobre o organismo humano e seu funcionamento, revelando diversas condições que levam um corpo a render mais. Hoje, cada atleta tem treinamento personalizado e alimentação baseada nas necessidades pessoais de nutrientes . Os estudos na área da genética rapidamente permitirão identificar, desde a infância, um potencial campeão. 

A farmacologia também dá sua contribuição, mas por caminhos às vezes tortuosos. Muitas drogas sintetizadas para a cura de doenças, descobriu-se, também levam o corpo a superar limites. Ignorando princípios éticos e colocando a própria saúde em risco, atletas dispostos a vencer a qualquer preço passaram a fazer uso de anabolizantes para aumentar a massa muscular, de diuréticos para reduzir o peso do corpo e de hormônios para favorecer a redução de gorduras e ajudar na construção dos músculos. Essas drogas, de uso condenado no esporte, levaram a várias "quebras" de recordes. Pegos no antidoping, alguns atletas chegaram a perder suas medalhas — como Ben Johnson, em 1988. Mas nem sempre os exames que controlam a dopagem avançam na mesma velocidade do uso inadequado dessas substâncias.

A mídia criou um padrão estético que determina que a mulher para ter um "corpo perfeito" precisa ser magra e ter o corpo definido, já o homem, ter o corpo forte. E por causa disso, as pessoas cada vez mais se submetem a dietas absurdas, ao uso de anabolizantes, dentre outras coisas.
Mas a busca por um suposto "corpo perfeito" não é simples, nem tampouco saudável. Essa busca leva muitas mulheres a fazerem dietas absurdas, deixarem de comer e até mesmo provocarem vômitos. Enquanto que muitos homens fazem exercícios físicos além do que se é indicado, e em muitos casos, para conseguirem resultados imediatos fazem uso de esteróides anabolizantes.
Como consequência, muitas pessoas acabam ficando doentes, doenças tais como: anorexia, bulimia e vigorexia, tanto homens quanto mulheres são vítimas dessas doenças, porém a anorexia e bulimia são mais comuns em mulheres e a vigorexia é mais comum nos homens.
ANOREXIA: Uma pessoa que sofre de anorexia, tem uma percepção errada quanto ao seu corpo, mesmo tendo perdido muito peso ou já sendo magra, ela se vê e se sente "gorda" e por isso se submete a diversas coisas para "emagrecer", tais como: deixar de comer, mesmo sentindo fome. Em 90% dos casos as mulheres são as mais atingidas pela anorexia, numa faixa etária de 14 a 18 anos.
BULIMIA: A pessoa que sofre de bulimia não consegue conter sua compulsão por comida, mas para não engordar, provoca vômitos e/ou, em alguns casos, faz o uso de laxantes e diuréticos. É mais frequente em adolescentes do sexo feminino.
VIGOREXIA: A pessoa que sofre de vigorexia, mesmo sendo forte fisicamente, sempre se vê e se sente fraca, e por isso se submete a intensos exercícios físicos e muitas vezes faz o uso de anabolizantes para ter resultados imediatos, para esse tipo de pessoa, malhação é tudo na vida. Esse transtorno atinge com maior frequência os homens.
 ATITUDE CAMPEà

O importante é viver bem!
Cada indivíduo pode trabalhar seu corpo conforme as necessidades que tem — no esporte ou na vida. 
 "Não existe um modelo de corpo saudável a ser seguido", confirma Alex Branco Fraga, professor da Escola de Educação Física da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. "Cada esportista cultiva o físico de acordo com seu tipo e as necessidades do esporte", ressalta. O mesmo acontece com as pessoas comuns. Apesar da massacrante propaganda de corpos "sarados" e "bombados", o professor alerta que, por baixo de formas trabalhadas a qualquer custo, há sempre uma saúde debilitada.

CURIOSIDADES:  

Foto: Focus
Foto: Focus
Ouro para um pastor - As poucas modalidades olímpicas disputadas nos Jogos de 1896, em Atenas, são praticadas por amadores. O vencedor da maratona é um pastor de ovelhas, o grego Spiridon Louis, que vira herói.





Foto: Bettmann Corbis/Stock Photos
Foto: Bettmann Corbis/Stock Photos


Da paralisia ao pódio - Ray Ewry teve pólio e, até os 8 anos, se locomoveu em cadeira de rodas. Nos jogos de 1900, com 26 anos e a força que adquiriu nas pernas depois de muita terapia, "voa" na pista de Paris e ganha ouro nas três provas de salto parado (sem corrida).





Foto: Bettmann Corbis/Stock Photos
Foto: Bettmann Corbis/Stock Photos
Mulheres na jogada Paris, 1900: começa a participação feminina e 11 elegantes senhoritas disputam os torneios de tênis e de golfe. A inglesa Charlotte Cooper é a primeira mulher a levar a medalha de ouro, ao vencer a final de simples, no tênis.




  
Foto: Bettmann Corbis/Stock Photos
Bettmann Corbis/Stock Photos




Velozes na raça - 1904, Saint Louis: o americano Thomas Poage, bronze nos 400 metros com barreira, sobe no pódio e marca outro tento. Ele é o primeiro negro a receber uma medalha olímpica.





Recordes femininos - Em 1928, as mulheres já estão competindo pesado. Representam agora 10% dos atletas participantes e quebram recordes mundiais nas cinco provas de atletismo disputadas em Amsterdã. A canadense Ethel Catherwood salta 1,59 metro e bate o recorde do salto em altura.

Apesar de Hitler - 1936, Berlim: o nazismo tenta provar pelo esporte a "superioridade" dos arianos. Mas os negros vencem todas as corridas nas distâncias entre os 100 e os 800 metros, ganhando oito medalhas de ouro (quatro para Jesse Owens), três de prata e duas de bronze. 


Tênis para quê? Correndo por fora — descalço! —, o etíope Abebe Bikila vence pela primeira vez a maratona, em Roma (1960), mostrando que os negros, além da supremacia nas provas de velocidade, se destacam também nas corridas de fundo. 


Menores e melhores - Olga Korbut, 17 anos, e Nadia Comaneci, 14, ambas com 1,49 m, derrubam o padrão das competidoras de ginástica olímpica, até então mais velhas e corpulentas. Olga (Munique, 1972) ameaça o ouro, mas escorrega nas barras assimétricas. Quatro anos depois, Nadia honra as baixinhas: leva três ouros, uma prata e um bronze. É eleita a ginasta mais completa da competição. 


A escalada do doping - Em Seul (1988), o canadense Ben Johnson consagra-se o homem mais veloz do mundo. Mas sua glória é efêmera: o antidoping revela uso de anabolizantes. Hoje, o doping químico corre o risco de se tornar obsoleto, dando lugar ao doping genético. A nova versão se caracteriza pelo uso de um vírus sintetizado em laboratório que altera a informação genética das fibras musculares sem deixar vestígio no sangue ou na urina do competidor. 


Conclusão: Deve-se tomar muito cuidado com a obsessão pelos exercícios físicos, dietas, suplementação, medicamentos, imagens midiáticas, para chegar ao corpo perfeito, os exageros podem trazer gravíssimos problemas de saúde a curto ou a longo prazo,  muitas vezes com sequelas graves!
 
Promoção da Saúde Sim! Sempre! 

Corpo "Perfeito" a Qualquer Preço Não! Nunca! 




Fontes:





quarta-feira, 27 de abril de 2011

POR QUE ADOECEMOS?

ASSISTA AO VÍDEO NO FINAL DA PUBLICAÇÃO
O que é a enfermidade? 


Doença, (do latim dolentia, padecimento) designa em medicina e outras ciências da saúde um distúrbio das funções de um órgão, da psiqué ou do organismo como um todo que está associado a sintomas específicos. Incomodo físico ou moral.
Pode ser causada por fatores externos, como outros organismos (infecção), ou por desfunções ou mal funções internas, como as doenças auto imunes. A patologia é a ciência que estuda as doenças e procura entendê-las.
Resulta da consciência da perda da homeostasia de um organismo vivo, total ou parcial, estado este que pode cursar devido a infecçõesinflamaçõesisquemias, modificações genéticas, sequelas de traumahemorragiasneoplasias ou disfunções orgânicas. O dano patológico pode ser estrutural ou funcional.
É uma ação de todo o corpo para eliminar escórias, mucos e toxinas.
Saúde não é tudo. Mas, sem saúde, o tudo é nada. Nem o trabalho, nem a recreação... a vida não têm muita graça quando estamos doentes. Não é assim?

Contudo não ter doença manifestada não significa ser saudável! 


E o que é saúde? 

A OMS (Organização Mundial de Saúde) diz que é o perfeito bem estar físico, mental, social e espiritual. Explicando melhor, eu acrescentaria que saúde é o perfeito funcionamento de todas as partes de nosso ser - corpo, mente e espírito - numa harmonia comparável ao desempenho de uma complicada máquina de precisão ou então a uma orquestra sinfônica de harmonia perfeita, regida por um maestro talentoso: nosso sistema nervoso central (SNC). Este sistema nervoso possui um modelo (que foi desenvolvido e aprimorado ao longo de toda a nossa evolução) de como deve ser nosso organismo com saúde e procura constantemente realizar este modelo.


E aí vem a pergunta: Então por que ficamos doentes?

As causas são diversas, porque há vários grupos de doenças: Doenças congênitas, doenças degenerativas e doenças psicossomáticas.

- Doenças congênitas: as causas são, muitas vezes, desconhecidas. Às vezes, são os acidentes de parto, doenças venéreas dos pais, doenças da mãe ou uso de fumo, álcool, drogas ou medicamentos inadequados durante a gravidez. Podem também ser herdadas, especialmente quando os pais são parentes chegados. Em muitos casos, não se consegue uma cura. Os esforços das medicinas serão no sentido de compensar o estado do doente e levá-lo às melhores condições de vida possíveis. Por isto, é tão importante que os jovens se preparem conscienciosamente para o casamento e a paternidade.

- Doenças degenerativas: a causa é a violação das leis da saúde. Se a pessoa nasceu com saúde, seu corpo funcionando perfeitamente e depois aparecem doenças, é porque as leis que a mantém em ordem foram violadas. Se uma máquina fotográfica, uma máquina de lavar ou um automóvel têm leis, é claro que nosso corpo também as tem. Porém, o corpo humano é uma máquina viva. Portanto, ele consegue compensar, corrigir os erros de manutenção, por algum tempo. 
Então, pensamos que podemos continuar a praticar os “maus hábitos”, porque não sentimos imediatamente os efeitos dos maus-tratos que lhe demos. 

Você abastece seu carro com o combustível adequado, mas não se pergunta se sua comida é adequada para manter sua vida. Você põe na sua máquina de lavar a quantidade exata de roupa e sabão, mas você não se importa em sobrecarregar seu estômago com comida inadequada ou morta, nem sua mente com ansiedade e trabalho em excesso. Você mantém sua impressora em uso constante para não secar a tinta, mas você deixa de se exercitar, até que  correr 10 metros ou subir um lance de escadas lhe deixe ofegante. 

Percebe? 
E seu corpo vai compensando tudo isto. Até que um dia ele dá um aviso: - "assim não dá mais. Cuide melhor de mim". Isto pode acontecer através de uma febre, uma diarréia ou uma erupção de pele: são as doenças agudas.

Na realidade, toda doença aguda é um esforço do nosso organismo para se libertar das matérias tóxicas que nele se acumulam, às vezes durante dezenas de anos, por causa da falta de cuidado com as suas leis. 
Se você não compreende a advertência, mas apenas engole um comprimido para ficar livre do incômodo e continua abusando das suas reservas de energia, seu organismo acaba desistindo de lutar e a doença toma conta dele.

O sistema imunológico, responsável pelas auto-defesas, se enfraquece a tal ponto que não consegue mais combater as bactérias, fungos, vírus ou células malignas (mutantes) e a pessoa se torna vítima de toda sorte de infecções, alergias e outras doenças decorrentes de deficiência imunológica: doenças crônicas.

Em seu estado normal de saúde, o organismo consegue se defender naturalmente destes ataques ou desafios. Aliás, isto só o fortalece pois os germes estão por toda parte, mas nem todos pegam uma gripe ou pneumonia. As células malignas estão presentes em todas as pessoas do século XXI, mas nem todas desenvolvem câncer. 

A diferença está no sistema imunológico. Quando este falha, o organismo fica indefeso, portais abertos para todos os agressores: a doença grave se instala. Às vezes ela leva à morte; outras vezes decorre de maneira mais crônica, como na artrite, nas alergias da pele ou nas moléstias do aparelho digestivo. A cura, nestes casos, se apresenta difícil. Se bem que a medicina natural, em muitos casos, consegue reverter o processo, reativando as defesas orgânicas, permanece válida a frase: "Um grama de prevenção vale mais do que um quilo de tratamentos".


- Doenças psicossomáticas: as causas estão na mente, na alma, no sistema nervoso e se refletem sobre o corpo. O termo "psicossomática" é muitas vezes mal compreendido: pensamos tratar-se de doenças imaginárias ou provenientes de mau humor instantâneo ou de vontade de aparecer do doente. Mas a realidade é que estas doenças são muito reais, tão reais como se fossem provenientes da má formação de algum órgão. Elas são resultado da incapacidade da mente de lidar com certo problema: estresse excessivo, emoções negativas, sofrimento excessivo e prolongado, o que transtorna o sistema nervoso central, a ponto de emitir mensagens incoerentes ou exageradas para as diversas partes do organismo.


Na repetição destas ordens, a doença se torna real. Um exemplo bem conhecido é a famosa "úlcera de fundo nervoso". Mas existem muitas outras doenças produzidas ou desencadeadas por falhas do sistema nervoso central, como: a bronquite asmática, a hipertensão arterial, o diabetes, a enxaqueca, as doenças de pele, alguns problemas cardíacos e até o câncer. As pesquisas revelam que entre 70 e 90% de todas as doenças de hoje são de fundo emocional. Imagine o que significaria eliminá-las completamente da nossa vida! - É claro que a vida agitada que as pessoas levam hoje, as predispõe a uma sobrecarga da mente, mas também neste grupo de doenças é válida a conscientização e a prevenção.

"Muito pode ser feito se conhecermos as leis de nossa mente."


Bons hábitos para a preservação da sáude: 


Toda máquina tem suas leis de funcionamento. Nosso corpo é uma máquina e também tem leis, que precisam ser obedecidas se quisermos nos conservar sadios. Aqui estão 8 regras para um viver saudável:


1- RESPIRAÇÃO PROFUNDA - Em lugares despoluídos. Faça exercícios respiratórios pelo menos 3 vezes ao dia. Se morar na cidade, procure um lugar com ar puro aos fins-de-semana. Próximo a árvores o ar é mais puro. Inspire pelo nariz e expire pela boca. Aprenda a respiração abdominal. Colabore com o meio-ambiente, não poluindo o ar com fumaça, inseticidas, aerossóis, etc.



2- EXERCÍCIO FÍSICO DIÁRIO - Nossa musculatura atrofia quando não os fazemos. A circulação se torna morosa, ineficiente. Há desequilíbrio quando usamos muito a mente e pouco o físico. O exercício produz endorfinas, família de hormônios que provocam relaxamento, alegria e abertura para atitudes construtivas. O melhor exercício é a caminhada ao ar livre, a passo rápido, com a coluna ereta, os braços soltos, o abdomen encolhido e respiração profunda. A natação, o ciclismo, a ginástica orientada são outras formas adequadas de exercício. Escolha o que melhor lhe convém. Em caso de dúvida, consulte o seu Professor de Educação Física.



3- REPOUSO ADEQUADO - Adulto: 7 a 8 horas de sono por dia. Quanto mais cedo se iniciar o sono, mais restaurador ele se torna. Jantar cedo e leve, para que a digestão esteja completa antes do sono chegar. Relaxar bem antes de dormir. Deixar as vidraças abertas. É útil um período de descanso de 1/2 a 1 hora no meio do dia; mas não é conveniente dormir após o almoço, para não interromper a digestão.


4- LUZ SOLAR - As plantas morrem aos poucos se não receberem suficiente luz solar. Nós também. Procurar tomar sol logo de manhã, até as 10:00 horas ou após as 15:00 horas; Tomar cuidado com o sol da praia - usar protetor solar e chapéu - especialmente no meio do dia. A luz solar, ao penetrar em nossos olhos, ativa a produção de serotonina, um hormônio que produz serenidade e sono. Além disto aumenta as auto-defesas do nosso corpo. Transforma o excesso de colesterol em vitamina D - necessária para fixar o cálcio e o magnésio nos ossos - ajudando com isto a prevenir a osteoporose.



5- USO INTELIGENTE DA ÁGUA - 1 a 2 banhos por dia, sempre com sabonete de pH neutro. Uma vez por semana esfregue a pele com bucha ou toalha áspera. Termine o banho com ducha fria sempre, mesmo no inverno. Beber de 6 a 8 copos de água pura por dia, entre as refeições, para hidratar, purificar e refrescar o organismo. Caso não tenha acesso a água de poço, de fonte ou mineral, ferva a água, depois agite-a e coloque-a em filtro de barro.



6- REGIME ALIMENTAR - Atente cuidadosamente para a qualidade, quantidade e combinação dos seus alimentos. Eles formam seu sangue e levam nutrição às suas células. Prefira alimentos vegetais, integrais, frescos e se possível de plantio orgânico, preparados de maneira simples. Inicie toda refeição com alimentos crus - frutas ou saladas - na proporção mínima de 50% do total.

7- MODERAÇÃO - Evite todos os excessos, seja no comer, no dormir, no trabalho, no estudo, no esporte, etc. Equilibre a prática das leis de saúde e evite completamente os hábitos nocivos, como o uso de álcool, fumo e drogas. Tente abster-se de uma, duas ou três refeições, uma vez por semana, substituindo-as por sucos de frutas, raízes e caldo de verduras. Isto proporciona um descanso muito benéfico ao seu aparelho digestivo e, ao mesmo tempo, uma mini-desintoxicação diária.

8- ATITUDE MENTAL CORRETA - Não pode haver saúde, se nossa mente for povoada de pensamentos negativos como ódio, inveja, frustração, sentimentos de inferioridade ou de culpa. Aprenda a manter uma atitude positiva, esperançosa, animada e altruísta. Leia bons livros sobre o assunto. Leia uma parte da Bíblia com oração e meditação diariamente. Entregue seus cuidados ao seu Criador, que quer ser seu Pai e se interessa carinhosamente pelo seu bem-estar. Logo você sentirá a ansiedade desaparecer.


Fonte: Texto extraído e adaptado da apostila do curso Preservação e Recuperação da Saúde de Catharina Walzberg - Retiro de recuperação da saúde - Jarinu/SP - 

EMAGRECIMENTO EFICAZ: AERÓBIO OU ANAERÓBIO? (CIÊNCIA E OPINIÃO)


VEJA OS VÍDEOS NO FINAL DA MATÉRIA!


 É científico e amplamente divulgado por todos, Professores de Educação Física, Especialistas Fisiologistas, Médicos, Revistas, Meios de Comunicação, Leigos: "Gordura só pode ser metabolizada no nosso organismo pela via aeróbia, ou seja com a presença suficiente do oxigênio no corpo. Logo... a redução dos pneuzinhos só acontecerá se realizarmos alguma atividade Aeróbia!"

Desvendando esta Meia Verdade...
Quando falamos em atividades ou exercícios aeróbios ou anaeróbios, estamos querendo determinar em que via metabólica (aeróbia ou anaeróbia) eles estão sendo realizados. 
É importante salientar que toda atividade física independentemente se aróbia ou anaeróbia possui os dois componentes, ou seja, em determinado momento trabalharão ou anerobiamente ou aerobiamente predominantemente. 
Mas vamos tentar classificá-los segundo a predominância destas vias, e é isso o que realmente se faz na prática. 

Metabolicamente toda e qualquer atividade com duração superior a aproximadamente 3 minutos contínuos pode ser considerado aeróbia!! 
Portanto as atividades de menor intensidade, que exercitam grandes grupos musculares, cargas leves e com maior volume de tempo (mais longas, acima de 10 minutos) são classificadas como atividades aeróbicas com benefícios cardiovasculares. 
As atividades aeróbias com duração superior a 20 minutos podem ser consideradas de alto gasto calórico e contribuirão também no processo do emagrecimento (redução do tecido adiposo subcutâneo e visceral). 

Já as atividades anaeróbias em geral são pouco volumosas, ou seja, de curtíssima a curta duração (até 3 minutos) porém de maior intensidade (principalmente cargas mais altas ou velocidades maiores).
Assim podemos concluir que atividades como, por exemplo, o Spinning, podem ser trabalhados de qualquer uma daquelas maneira, dependendo de como o Professor estruture a aula. Aulas com maiores cargas (pesadas), com tiros (velocidade) curtos podem ser considerados anaeróbios. E aulas mais leves, com ritmo constante, pouca velocidade podem ser consideradas aeróbias. Normalmente a aula é uma mescla de tudo isso, portanto tem momentos aeróbios e momentos anaeróbios.

Considerando, por exemplo, uma  intenção de otimizar o processo de emagrecimento, as aulas de Spinning são ótimas opções!! Contudo o processo é mais complexo do que as pessoas costumam caracterizar.
O grande segredo na realidade é conseguir aumentar significativamente o gasto calórico diário e também reduzir a ingestão! Sabemos que durante o dia o processo metabólico e fisiológico que mais consome calorias é o Metabolismo Basal e não pelas atividades físicas que realizamos (por incrível que possa parecer!). Neste tipo de situação (em repouso) estamos trabalhando exclusivamente pela via Aeróbia do metabolismo.
Metabolismo Basal é aquele necessário o suficiente para nos manter vivos, o coração batendo, as células respirando, produzindo calor, etc. 
E como, atualmente, a maior parte do nosso dia passamos praticamente em repouso e não em atividade física constante, se conseguirmos aumentar o metabolismo em repouso, o gasto calórico diário, considerando somente esta situação, terá um acréscimo significativo!
E como aumentar o gasto calórico em repouso? Esta é a pergunta que deve ser feita!!
A prática diária de alguma atividade física já é um estímulo importante, seja ela aeróbia ou anaeróbia, porém...
Como o maior dispêndio calórico basal (ou em repouso) é proveniente da nossa estrutura muscular... É inteligente então, supor que, se tivermos músculos mais fortes... 
Isso mesmo, maior será o gasto calórico em repouso! Então vamos deixar os músculos mais fortes! Irão gastar mais, inclusive no repouso, aumentando o gasto calórico basal diário e assim ficando mais fácil perder gorduras! Fácil, fácil!

É, nem tanto... Para aumentar a força muscular (e assim gastar mais calorias em repouso) temos que realizar exercícios vigorosos!!

E qual a maneira mais adequada de realizar estes tipos de exercícios?
Através de um programa adequado, por exemplo, na Sala de Musculação!
Mas fazendo Musculação não se ganha massa muscular e portanto mais peso?
Exatamente... e é isso que fará a diferença para aumentar o gasto calórico basal e emagrecer com maior rapidez e saúde!
Parece um contra censo! Mas não é!
Eu aumento o peso na balança e emagreço?
Devemos considerar que a palavra emagrecer, neste caso, relaciona-se a perda de tecido gorduroso, que faz mal e é deformante!
A balança é um mecanismo “burro”, não mede gordura, mas massa corporal.
A massa corporal é determinada pela composição de: massa muscular + massa óssea+ massa gordurosa + massa residual (órgão internos, sangue, etc.).

O aumento do tônus muscular e da sua força, deixarão estes mais densos, portanto com um peso para um mesmo volume, maior. Músculos fortes acarretam também ossos mais fortes, portanto mais densos também. Nesta brincadeira, só com a Musculação, conseguimos então (apenas com esta análise!): Músculos mais fortes e que gastam mais calorias, contribuindo assim para gastar mais energia (Calorias), inclusive gorduras e de brinde vieram ossos mais fortes!

Então é perfeitamente possível que em um primeiro momento o peso na balança suba! E isso não quer dizer que você engordou (Ganhou gordura) e sim que sua musculatura e ossos reagiram aos estímulos e ficaram mais fortes, mais densos, mais pesados. O seu motor que era 1.0, agora já está 1.4 e pode chegar a mais! Motor mais forte, mais potente... gasta mais combustível! Inclusive quando está funcionado sem sair do lugar (em marcha lenta). Como acontece no nosso corpo! Mas a consequência imediata pode ser um acréscimo na balança! Um aumento de saúde na verdade! 
Então... nesta situação, aumentar de peso na realidade não é ruim, como querem nos empurrar “goela abaixo”! Consequentemente com o avançar dos treinos, a estabilização do desenvolvimento muscular e ósseo, passando agora a gastar muito mais calorias que antes, uma nova etapa acontece na balança, ela começa a reduzir o peso!
Mágica! Só que agora a redução no peso acontece no tecido adiposo, exatamente no componente que queremos perder! E sem perder massa muscular! E desta maneira conseguimos também aprimorar o contorno corporal! Ou seja o relevo muscular aparece com maior nitidez!
E, agora, tudo isso associado a um controle alimentar adequado às suas necessidades diárias, a matemática não falhará! Considerando que não haja nenhum distúrbio metabólico... Maior gasto energético com consumo energético suficiente, associado a prática frequente de atividades físicas... Muito mais Saúde, Maior Aptidão Física, Menos Gordura, Melhor Estética e Qualidade de Vida!

Resumindo: O Emagrecimento será mais eficaz quanto maior for o preparo muscular. Músculos mais fortes, produzem maior trabalho e gastam mais. Inclusive nos momentos de Repouso absoluto como quando estamos dormindo e utilizando exclusivamente a via de metabolismo aeróbia! Aquela que metaboliza a gordura!

Respondendo aquela questão inicial... Sim, a gordura só pode ser consumida pela via Aeróbia! Porém, quanto mais forte os músculos mais eles utilizarão energia também por esta via, principalmente quando estão em repouso!

Para um emagrecimento Eficaz portanto é fundamental a realização de exercícios que fortaleçam a musculatura para obrigá-las a gastarem mais, durante as atividades aeróbias e também durante o repouso!