MISSÃO:

Profissional especializado em Atividade Física, Saúde e Qualidade de Vida. Sérgio Nunes e sua empresa QualiFis, pretendem desenvolver junto aos seus alunos e clientes a ideia da verdadeira Saúde, que obviamente não é apenas a ausência de doença, mas também o Encantamento com a Vida, dotando-os de um entendimento adequado de se Priorizar, de compreender que vale a pena Investir no seu Potencial de Ser, através do investimento na melhoria da Qualidade de Vida, aprimorando a saúde e usando como meio, a Atividade Física, em suas mais diferentes possibilidades.

“As informações, dicas e sugestões contidas nesse blog têm caráter meramente informativo, e não substituem o aconselhamento individual e o acompanhamento de médicos, nutricionistas, psicólogos e profissionais de educação física.”

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quinta-feira, 14 de abril de 2011

DIABETES MELITUS



 O Diabetes Melitus é um distúrbio causado pela falta absoluta ou relativa de insulina no organismo. Quando a insulina produzida pelo pâncreas se torna insuficiente, a glicose é impedida de ser absorvida pelas células, o que provoca a elevação dos níveis sanguíneos de glicose, cuja taxa normal, em jejum, é de 70 a 110 mg por 100 ml de sangue.

O Diabetes é um dos mais graves problemas de saúde pública pois ao se reconhecer que a principal causa de mortalidade no mundo que são as doenças cardiovasculares o Diabetes contribui com 40% , pode-se considerar que como doença crônica isoladamente, é a maior causa de morbi-mortalidade em todo o mundo (IDF - 2003).


No Brasil acomete aproximadamente 10% da população entre 30 e 69 anos, atingindo entre 9 a 10 milhões de pessoas, sendo infelizmente em torno de 5 a 6 milhões apenas que conhecem sua situação, portanto praticamente a metade está sem diagnóstico.



PRINCIPAIS SUSPEITAS

A Doença só se manifesta pelo aparecimento de vários destes sinais e sintomas, ao mesmo tempo.
Urinar muitas vezes, durante o dia e a noite e em grande quantidade;
Sede exagerada;
Obesidade;
Perda de peso;
Ter muita fome;
Desânimo e fadiga fáceis (cansaço);
Piora da visão;
Furúnculos freqüentes;
Cicatrização difícil e infecções de pele;
Impotência sexual;
Pressão arterial alta.



Grupo de Risco:


São pessoas que poderão desenvolver Diabetes Mellitus Tipo 2 devido a fatores predisponentes que são:

• familiares diabéticos;
• obesidade;
• 3ª idade - 60 anos ou mais;
• hipertensão;
• mães que deram a luz a criança com 4 kg ou mais.
Fonte: ANAD



O DIABETES

Se você possui e pensa que é a única pessoa portadora de diabetes, está muito enganado. De cada 100 pessoas, entre 30 e 69 anos, pelo menos 9 a 10 tem a doença, o que o fará encontrar diabéticos onde for. 
Assim, é lógico que algum conhecimento sobre a doença é importante e a primeira informação que você deve ter é que a INSULINA, hormônio produzido pelo pâncreas, é o pivô da história. 
Ela tem a responsabilidade de manter a utilização adequada dos nutrientes (alimentos), entre os quais a GLICOSE, que é a mais simples de um grupo de substâncias chamadas CARBOIDRATOS ou açúcares. 
Qualquer carboidrato ingerido (por exemplo: o amido encontrado nos cereais e raízes - batata), para ser absorvido no intestino, tem de ser quebrado nas suas formas mais simples, SACAROSE (açúcar de mesa) e GLICOSE. 
Uma vez absorvida, a glicose, para ser utilizada, tem de entrar nas células e é a INSULINA que torna este processo possível ou mais fácil. 
Se uma pessoa não tem insulina, ou se sua ação está diminuída, o primeiro resultado é fácil de se imaginar: a glicose, não podendo entrar na célula e ser consumida, acumula-se no sangue (HIPERGLICEMIA). 
Esse excesso de glicose tem de ser eliminado e o caminho mais fácil é a urina (GLICOSÚRIA). Para sair na urina, necessita levar água consigo e isto faz a pessoa urinar mais que o normal (POLIÚRIA).
Ao eliminar muita água pela urina, a pessoa se desidrata, tem sede e passa a beber água exageradamente (POLIDIPSIA).
Se a célula não recebe glicose, além dos outros nutrientes que a insulina controla (proteínas e gorduras), o cérebro "pensa" que está faltando alimento (ENERGIA) para o corpo e ativa mecanismos de emergência para arranjar esse alimento. 
Esses mecanismos fazem o fígado produzir glicose e mandá-la para o sangue, além de obrigar o tecido gorduroso a queimar suas reservas para produzir mais energia que movimentará o corpo humano.
Você pode imaginar, e é verdade, que a glicose vai subir mais ainda e o paciente começa a EMAGRECER e a sentir FRAQUEZA (pois falta energia). 
Esses fenômenos levam a pessoa a sentir fome (POLIFAGIA), o que vai aumentar ainda mais os níveis sangüíneos de glicose. A queima de gorduras para produzir energia gera um sub-produto chamado CETÔNICOS, que tem de ser eliminado pela respiração dando um hálito com cheiro adocicado (HÁLITO CETÔNICO) – e pela urina (CETONÚRIA).
Agora você sabe como é a doença e como ela se manifesta e já pode começar a entender algumas exigências do tratamento.



O DIAGNÓSTICO

Não será difícil você imaginar como se descobre a doença, já que, numa pessoa com todas as queixas descritas, o exame a ser feito é a dosagem de glicose no sangue (GLICEMIA) e na urina (GLICOSÚRIA).



Os médicos costumam classificar o diabetes em 2 tipos principais: 



1.DIABETES TIPO I: As células do pâncreas que normalmente produzem insulina, foram destruídas. 
Quando pouca ou nenhuma insulina vem do pâncreas, o corpo não consegue absorver a glicose do sangue; as células começam a "passar fome" e o nível de glicose no sangue fica constantemente alto. A solução é injetar insulina subcutânea (embaixo da pele) para que possa ser absorvida pelo sangue. Ainda não é possível produzir uma forma de insulina que possa ser administrada oralmente já que a insulina é degradada pelo estômago, em uma forma inativa.
Uma vez que o distúrbio se desenvolve, não existe maneira de "reviver" as células produtoras de insulina no pâncreas.
Portanto, a dieta correta e o tratamento com a insulina ainda são necessários por toda a vida de um diabético.
Não se sabe o quê causa a destruição das células produtoras de insulina do pâncreas ou porquê do diabetes aparecer em certas pessoas e não em outras. Fatores hereditários parecem Ter o seu papel, mas o distúrbio, praticamente, nunca é diretamente herdado. Os diabéticos, ou as pessoas com diabetes na família, não devem Ter restrições quanto a ter filhos.
Se o paciente não usa insulina, rapidamente atinge um quadro grave, chamado Coma Diabético. Ocorre mais em pessoas jovens.
Quando o pâncreas não funciona adequadamente, os nutrientes não são totalmente utilizados e as células não absorvem a glicose do sangue.



2.DIABETES TIPO II: o que se pode controlar só com dieta, ou com esta mais comprimidos (HIPOGLICEMIANTE ORAL). É um diabetes que ocorre mais em pessoas adultas. Embora não se saiba o que causa o Diabetes Tipo II, sabe-se que neste caso o fator hereditário tem uma importância bem maior do que no Diabetes Tipo I. Também existe uma conexão entre a obesidade e o Diabetes Tipo II; embora a obesidade não leve, necessariamente ao diabetes. O Diabetes Tipo II é um distúrbio comum, afetando 10% da população, de 30 a 69 anos. 
Todos os diabéticos tipo II produzem a insulina quando diagnosticados e, a maioria, continuará produzindo insulina pelo resto de suas vidas, porém cerca de 25% necessitarão de insulina em seu tratamento. O principal motivo que faz com que os níveis de glicose no sangue permaneçam altos está na incapacidade das células musculares e adiposas de aproveitar toda a insulina secretada pelo pâncreas. Assim, muito pouco da glicose presente no sangue é aproveitado por estas células. Esta ação reduzida de insulina é chamada de "resistência insulínica".
Os sintomas do Diabetes Tipo II são menos pronunciados e esta é a razão para considerar este tipo de diabetes mais "silencioso" que o tipo I. Por isso o Diabetes Tipo II deve ser levado a sério pois seus sintomas podem permanecer desapercebidos por muito tempo, pondo em sério risco a saúde do indivíduo. 50% das pessoas já têm complicações no 1º diagnóstico. 
Os diabéticos tipo II produzem um pouco de insulina natural, mas por muitas razões suas células não conseguem metabolizar a glicose suficiente da corrente sangüínea.





CONSEQÜÊNCIAS DO DIABETES NÃO CONTROLADO:



• CEGUEIRA
A cegueira por retinopatia diabética e as cataratas, figuram entre os principais riscos para o diabético. 



• ENFARTE DO MIOCÁRDIO
A doença das coronárias é duas a três vezes mais freqüente nos diabéticos. 



• GANGRENA
Na pessoa diabética devido à arteriosclerose acelerada a circulação arterial no pé e na perna, geralmente é diminuída. Os graves problemas de gangrena e conseqüente amputação, podem ser evitados com medidas educativas simples e sistemáticas, aplicadas pelo próprio paciente. 



• IMPOTÊNCIA SEXUAL MASCULINA
É comum o surgimento da dificuldade de ereção nos homens com diabetes. 



• OUTRAS COMPLICAÇÕES
Quando não controlado, o Diabetes pode ainda trazer outras conseqüências como: Hipertensão Arterial, insuficiência renal e infecções. 
"Todas estas conseqüências podem ser evitadas através de um controle eficaz".
O Diabetes quando não controlado piora o prognóstico de todas as outras doenças quando existe a concomitância e inclusive retarda a cura. 




Fonte: NOVOCARE 

TABAGISMO - APAGUE ESTE MAL



1. INTRODUÇÃO


O tabaco tem sido utilizado nas Américas há milhares de anos (desde 1000 AC.), em várias formas e com propósitos culturais diferentes. Em algumas sociedades indígenas, faz parte de ritos religiosos e funciona como forma de exercer autoridade sobre a tribo. Nas sociedades modernas das Américas, o tabaco vem sendo utilizado como estimulante, causando uma melhora no rendimento e no prazer pessoal e social. 
A planta chamada NICOTIANA TABACUM, chegou ao Brasil através da migração dos índios tupis-guaranis sendo que o primeiro contato dos portugueses com a erva foi no seu desembarque aqui. No século XVI seu uso foi disseminado na Europa por Jean Nicot. As folhas desta planta foram inicialmente utilizadas para fumo de cachimbo (séc.XVII), rapé e tabaco para mascar (Séc.XVIII), charuto (séc.XIX) e desde o início do século passado, o cigarro passou a ser produzido em forma de produção industrial, e foi cada vez mais sendo associado a padrões de vida elevados, atingindo principalmente o público mais jovem (COSTA E SILVA & ROMERO, 1988; SCHWARTZ, 1992; www.falandosériosobredrogas.org.br/cap1.htm, 2001).



O tabagismo é a principal causa evitável de doenças e mortes não só nos Estados Unidos da América como também no Brasil. Fazendo uma breve retrospectiva, nos Estados Unidos em 1900 mais ou menos 3.200 gramas de tabaco eram consumidos por cada adulto por ano. Destes, a maioria era consumida por mastigação ou inalação; cada indivíduo consumia menos de 500 gramas sob a forma de cigarros ou cigarrilhas. Em 1918, o consumo do cigarro tinha disparado em relação às outras formas de utilização, e a epidemia havia começado. O consumo aumentou sensivelmente na década de 50 e atingiu o pico em 63. Em 1990, o consumo foi avaliado em 2.800 cigarros por cada adulto. 



Desde a publicação do primeiro relato do Surgeon General em 1964, a saúde pública vem lutando contra o tabagismo e confirma que ele é considerado uma droga que ameaça diretamente a saúde (GIMENEZ, 1990). Tem causado uma epidemia de morbidade e mortalidade prematuras, através do seu efeito sobre doenças respiratórias, cardiovasculares e as neoplasias (BORHANI,1977; GIMENEZ, 1990; FUCHS, 1992). A mortalidade chega a ser duas vezes maior em fumantes do que em não fumantes e isto representa a maior causa de morte em grandes cidades do Brasil (LOLIO & LAURENTI, 1986). A perspectiva de mortalidade atual pelo uso do cigarro em países desenvolvidos é de 2 milhões e em países em desenvolvimento é de 1 milhão. Para o ano de 2020, a perspectiva de mortalidade é de 3 milhões em países desenvolvidos e de 7 milhões em países em desenvolvimento, isto significa 10 milhões de mortes ligadas ao uso do tabaco no ano de 2020. Também segundo a OMS, o tabaco mata por ano 3 milhões de pessoas e mata mais que a soma de mortes por AIDS, cocaína, heroína, álcool, suicídio e acidentes de trânsito (BECOÑA & VASQUEZ, 1998; www.fumantes.com.br/2001). 



Mesmo sendo o tabagismo uma prática antiga no mundo, só após os anos 80, a nicotina foi incluída como droga que causa dependência psicoativa entre os critérios diagnósticos de doenças. A década de 1990, deu início à segunda batalha contra o tabagismo. Para isto, utiliza-se o conhecimento atual sobre o tabaco e sua dependência, a fim de realizar a prevenção primária e programar intervenção de interrupção. Para erradicação da epidemia de doenças relacionadas ao fumo, deve-se informar e planejar ações. No plano de ação é importante: compreender a epidemiologia (estudo dos fenômenos saúde/doença); rever conhecimento acerca do risco de saúde resultante do tabagismo; saber diagnosticar e tratar dependência da nicotina; implementar intervenção clínica rápida para pacientes fumantes e intervir com público jovem de forma prática. 
Segundo a OMS existe hoje 1,2 bilhão de fumantes no planeta, sendo que nos últimos 10 anos, estimou-se que 30 milhões de pessoas foram a óbito por causa do cigarro. MOREIRA et al. (1995), em pesquisa realizada no Rio Grande do Sul, identificaram como fatores de risco do uso do tabaco o sexo masculino, idade entre 30 e 39 anos, baixo nível sócio-econômico e associação ao consumo de bebida alcoólica.
O Brasil é o 6º maior consumidor de tabaco do mundo e tem uma das piores taxas anuais de mortes associadas ao fumo na América Latina - 32 mil dos cem mil estimados entre latino-americanos. A partir de 1964, o consumo passou a diminuir, passando de 41% de adultos fumantes para 28% em 1992. Com relação ao sexo, inicialmente havia uma prevalência do sexo masculino sobre o feminino. Mas este último aumentou seu consumo e parece que a tendência com o passar do tempo é que essa diferença por sexo seja equivalente ou até maior.
(www.cigarro.med.br) 



2. COMO ACONTECE A DROGADICÇÃO

A nicotina chega ao cérebro em um curto período de tempo (9 segundos) (PALFAI & JANKIEWICZ, 1997), alimentam os receptores de células cerebrais capazes de reconhecê-la. O organismo reage à nova substância e com o tempo acostuma-se a receber cargas freqüentes da droga. Cada tragada chama a próxima e em um prazo de 1 a 3 meses a adicção (vício) instala-se. Nesta fase observa-se a ocorrência da tolerância, que é a quantidade de nicotina que o indivíduo necessita para suprir seus receptores cerebrais; assim quanto maior a tolerância maior a necessidade da nicotina e maior a dependência física (GIMENEZ,1990). Além disso a nicotina provoca uma série de respostas no organismo: é estimulante e depressor ganglionar, promove a liberação de catecolaminas, aumento de pressão arterial, freqüência cardíaca, aumento do consumo de oxigênio pelo miocárdio, vasoconstricção periférica e aumento de agregação plaquetária. A fumaça do cigarro é uma mistura complexa de 4700 substâncias tóxicas diferentes relacionadas ao tabaco e dentre elas sabidamente 43 delas estão descritas como cancerígenas até o momento (como o alcatrão e o monóxido de carbono) (GIMENEZ, 1990).

Ela provoca maior dependência física que as drogas conhecidas como ilícitas. Em sentido mais amplo, dependência significa a perda do controle sobre o comportamento de usar uma droga. A dependência de drogas é diferenciada dos outros hábitos porque o comportamento é iniciado e mantido pelos efeitos farmacológicos da substância. A OMS define a dependência de drogas como um padrão comportamental no qual o uso de determinada droga psicoativa recebe prioridade mesmo em relação aos outros comportamentos que já foram muito mais prioritários. A dependência do tabaco é um processo complexo que envolve a inter-relação entre farmacologia, fatores adquiridos ou condicionados, personalidade e condições sociais.



As ações farmacológicas da nicotina estão envolvidas nas várias formas de dependência. A nicotina afeta as vias neuroquímicas de recompensa e abstinência através da ação das vias dopaminérgicas e noradrenérgicas (LESHNER, 1996; LANDRY,1997). Fumantes falam de efeitos positivos, como prazer, estimulação e relaxamento. Pode melhorar atenção, tempo de reação e rendimento das tarefas. O tabagismo pode promover alívio: em estados emocionais adversos; diminuindo a ansiedade ou stress; diminuindo a sensação de fome porque diminui a ansiedade e controlando os sintomas da síndrome de abstinência. A síndrome de abstinência é caracterizada por: mal estar, dor de cabeça, tontura, baixa freqüência cardíaca, tristeza, aumento de ansiedade, dificuldade de concentração, distúrbios de sono fissura entre outros (LESHNER, 1996; PALFAI & JANKIEWICZ, 1997).
Os critérios para dependência de droga, são específicos e se adaptam ao diagnóstico de casos individuais. A principal ênfase é na perda de controle sobre o uso da droga. Neste critério é necessário que se encontre no mínimo três fenômenos descritos e que os sintomas persistam há pelo menos um mês ou tenha ocorrido repetidamente durante um período maior. Os critérios diagnósticos para dependentes de substâncias psicoativas são: 



1- A substância é consumida em grandes quantidades ou por períodos maior do que a pessoa pretendia;
2- Desejo persistente ou uma ou mais tentativas fracassadas de interromper ou controlar o abuso da substância;
3- Muito tempo utilizado nas atividades para obtenção de substâncias, consumo ou recuperação de seus efeitos;
4- Intoxicação freqüente ou sintomas de abstinência quando obrigado a realizar tarefas simples ou quando o uso da droga for fisicamente perigoso;
5- Suspensão ou diminuição de atividades sociais, profissionais e/ou lazer pelo uso da substância;
6- Uso persistente da substância, apesar de saber que apresenta um problema social, psicológico ou físico persistente ou recorrente, causado ou agravado pelo consumo da substância;
7- Tolerância marcante: necessita quantidades progressivamente maiores de substância;
8- Sintomas típicos de abstinência;
9- Substância consumida frequentemente para aliviar ou cortar sintomas de abstinência.



A dependência psicológica desempenha papel importante na manutenção da adicção; ela ocorre paralelamente e parece ser mais difícil de ser percebida e tratada. Observa-se que o indivíduo fuma por: estimulação, onde o fumar pode ser percebido como modulador de funções fisiológicas melhorando a atenção, a concentração e a energia pessoal; ritual que envolve todos os passos dados até se acender o cigarro; prazer, pois a nicotina libera substâncias hormonais que dão maior satisfação através das atividades neuroquímicas do cérebro nas vias de recompensa; redução de tensão, pois a nicotina do cigarro quando chega aos receptores cerebrais, ajudam a diminuir a ansiedade que o fumante apresenta, dando uma sensação momentânea de alívio; hábito, que é entendido como um condicionamento do fumar em determinadas situações como por exemplo, logo após o almoço; e o vício, que é caracterizado pelo tempo que o indivíduo consegue ficar sem fumar, ou seja, tem a ver com a tolerância da nicotina e com a dependência física(LABBADIA & ISMAEL, 1995; LESHNER, 1996).



Todo comportamento de usar a droga pode ser visto também como resultado de condicionamento. O comportamento dependente é reforçado pelas consequências da ação farmacológica, ou seja, o drogadicto (tabagista) começa a associar humores, situações ou fatores ambientais específicos aos efeitos reforçadores da droga. Este é um fator importante que pode acometer e acarretar a recidiva do uso da droga, depois de um período de abstinência.
Outros fatores de dependência de drogas estão relacionados a aspectos de personalidade e condições sociais. Indivíduos rebeldes e com distúrbios afetivos parecem aumentar a probabilidade de se formar um dependente. Os fatores sociológicos podem determinar o risco e os padrões do abuso de drogas e o comportamento de usar droga na família ou entre amigos é um forte motivador e reforço para o consumo da mesma (LEITE et al., 1999).



3. CONSEQUÊNCIAS DO FUMO SOBRE A SAÚDE




O tabagismo é a principal causa isolada de óbito, devido ao câncer nos EUA. Os fumantes exibem índice de mortalidade devido ao câncer duas vezes maior do que em não fumantes. Pesquisas confirmam esta conclusão e fornecem evidências adicionais implicando o tabagismo em causas de câncer de cavidade oral (92%), laringe (82%), esôfago (75%), bexiga (45%), rim(30%), estômago(20%), pulmão (90%), e colo uterino (30%). Além disso o cigarro é responsável por 75% dos casos de enfizema pulmonar, e 25% dos infartos agudos do miocárdio são provocados pelo cigarro (FIORE, 1990). O fumante passivo tem 200% de chance de contrair câncer de pulmão e há um risco de 800% de acidente vascular periférico. As mulheres que começam a fumar antes dos 17 anos podem ter menopausa precoce, assim como no homem há predisposição à impotência masculina.
(www.falandoseriosobredrogas.org,br) 



É causa importante de doença aterosclerótica e um dos três principais fatores de risco para doença arterial coronária (DAC), junto a hipertensão arterial e os distúrbios de colesterol. A relação entre tabagismo e doença cardiovascular é bem estabelecida. A diminuição do tabagismo tem estado nitidamente associada a diminuição da morbidade e mortalidade pela doença cardiovascular. A doença cadiovascular tornou-se a principal causa de males e incapacidade do Século XX. Em 1987, quase 1 milhão de pessoas morreram nos EUA devido a Acidente Vascular Cerebral (46% de todos os óbitos) sendo que 200 mil foram causados pelo uso do tabaco. Outro dado alarmante é que a cada ano são registradas 37000 mortes por insuficiência coronariana relativa ao tabagismo passivo (BECKER, 1997). 



O grau de risco do tabagismo está relacionado ao número de cigarros fumados ou ao consumo cumulativo e está associado a um risco maior de morte e IAM. O tabagismo é provavelmente responsável por mais de 20% dos óbitos por doença arterial coronária (DAC) em homens com mais de 65 anos e por aproximadamente 45% de mortes nos homens com menos de 65 anos (nas mulheres o risco é semelhante). Estudos populacionais indicam ainda que tabagismo, hipertensão e hipercolesterolemia contribuam igualmente para a DAC. Sendo assim, uma associação destes três fatores de risco podem trazer consequências desastrosas.



4. BENEFÍCIOS NA INTERRUPÇÃO DO TABAGISMO SÃO:



Após 20 minutos: a pressão arterial , a freqüência cardíaca assim como a temperatura das mãos e pés tendem a voltar ao normal.
Após 8 horas: o nível de monóxido de carbono no sangue ao normaliza. O nível de oxigenação no sangue aumenta; 
Após 24 horas: diminui o risco de um ataque cardíaco;
Após 48 horas: as terminações nervosas começam a regenerar-se. O olfato e o paladar melhoram;
Após 72 horas: A árvore brônquica torna a respiração mais fácil e a capacidade pulmonar aumenta em até 30%;
Após 2 semanas: a circulação sangüínea aumenta e o caminhar torna-se mais fácil;
De 1 a 9 meses: diminuição da tosse, da congestão nasal, da fadiga e da dispnéia. O movimento ciliar dos brônquios volta ao normal, limpando os pulmões e reduzindo os riscos de infecções respiratórias. Aumento da capacidade física e da energia corporal.
(www.fumantes.com.br) 



5. TABAGISMO E O ADOLESCENTE



Em um trabalho realizado por LEITE et al. (1999), foi evidenciado que a faixa etária mais comum que se inicia o tabagismo foi de 10 à 19 anos. O adolescente por estar em uma fase de transição, passa por situações de estresse, de insegurança, de sentir-se estranho pelas modificações em seu corpo, por se sentir incompreendido e rejeitado pelos pais. Isto associado a fazer parte de um grupo e ser bem aceito, pode levar o adolescente a seguir modelos de dentro do grupo e importante para a formação de sua identidade. Em recente pesquisa realizada no Hospital do Coração, ainda não publicada, observou-se que 65% dos pacientes iniciaram seu hábito de fumar na adolescência, para fazer parte do grupo e sentirem-se aceitos. GORGULHO (1996), relata estatística similar. Ainda um outro dado muito importante, foi que 70% deles, tinham pelo menos, o pai ou a mãe fumante dentro de casa, reforçando que o modelo vem a ser um fator de importância na determinação do hábito de fumar. LEITE et al. (1999), observou também que havia um aumento no consumo de cigarros em situações de nervosismo, frustração, tensão e aborrecimento, que pode tanto ocorrer para o indivíduo adulto como para o jovem. 



É importante a ação do médico que lida com a população mais jovem em seu consultório, saber entender como esse vicio se inicia e saber como pode lidar com a situação (MANLEY et al., 1992 ; INCA, 1997). Com certeza a melhor forma de iniciar a abordagem não é criticando nem mesmo desaprovando a atitude do jovem fumante. A compreensão, a motivação e a sensibilização para a questão dos malefícios que o cigarro causa é que transformam-se no como seria a melhor forma de abordar este problema(LEWIS, 1997).
O dependente de forma geral, sente-se incapaz de desenvolver atividades diárias sem o uso da droga. Há um viés negativo no conteúdo de seus pensamentos: se algo falha ele automaticamente pensa que isso se deve a sua falta de controle. Consequentemente ele sente-se culpado, fracassado e utiliza a droga. 
Ele tende a atribuir significados subjetivos a certas palavras e/ou situações distorcendo sua significação real e objetiva. Apresenta baixa tolerância à frustração e muita ansiedade.



6. COMO PARAR DE FUMAR?



Hoje em dia sabe-se que 80% dos fumantes param de fumar sozinhos, mas 20% deles não conseguem e pedem ajuda (BECOÑA & VASQUEZ, 1998). Nós enquanto psicólogos temos um papel fundamental nisto, pois sabe-se que os programas multidisciplinares voltados para o tratamento da parada do hábito de fumar são os que mais funcionam. Utiliza-se a técnica da terapia Comportamental-Cognitiva, em sessões programadas que vão de 6 a 8, e o sucesso deste tipo de tratamento em um ano tem sido em torno de 60%. Observa-se através de recente estudo realizado com estes pacientes que eles fumam por estimulação, prazer, redução de tensão e vício. O cigarro é utilizado como companheiro e na supressão do mesmo eles reagem como em uma situação de perda, e tem que ser trabalhados em relação ao "luto" da perda do cigarro. O tratamento basicamente associa o atendimento médico ao atendimento psicológico. Durante o mesmo, é realizada uma avaliação do perfil do fumante, situações que são os "gatilhos" para levar ao cigarro, introduz-se a medicação a base de bupropiona associada ou não ao adesivo de nicotina transdérmica. É realizado um acompanhamento semanal da evolução do paciente e a preparação do mesmo para alta e prevenção de recaída. Este trabalho é realizado em grupos de no mínimo 5 e no máximo 10 pacientes. BECOÑA & VASQUEZ (1998), discutem ainda a não eficácia de tratamentos isolados, como, por exemplo, só com um acompanhamento breve realizado pelo médico e a medicação sem acompanhamento a longo prazo.



Convém ressaltar, que este é um campo vasto de trabalho, de grande interesse científico e político, onde o objetivo maior é em prevenção. A prevenção pode ser primária realizada nas escolas e instituições que lidam com o menor e secundária que atingem o fumante em questão e podem evitar que no futuro doenças graves possam acometê-lo. Este é um trabalho difícil, pois a indústria do cigarro é poderosa e rende aos governos uma substanciosa quantia de impostos. Mas a longo prazo, acreditamos que com a perseverança e as diversas ferramentas para a sensibilização e conscientização o objetivo principal, que é a saúde da população e do meio ambiente, será alcançado.



Entendemos, portanto, que a inatividade física e o hábito de fumar são fatores de risco de doenças cardiovasculares. Sabemos também que o hábito de fumar provoca danos ao nosso organismo, dentre eles uma grande redução da capacidade cardiorrespiratória dos tabagistas.
É sabido também, que a atividade física não possui nenhuma influência direta no abandono do fumo, atuando “apenas” como mais uma (das muitas) forma de intervenção. Porém, a atividade física regular pode beneficiar os tabagistas a largarem o vício de fumar por uma série de fatores. 
Primeiramente podemos salientar que a atividade física possibilita ao tabagista um ambiente social de baixo risco, pois a prevalência de tabagistas nos ambientes onde se realiza atividade física é menor. Também durante a realização de alguma atividade física é menor chance de fumar. Constata-se também que os fumantes procuram evitar o cigarro imediatamente antes e após os exercícios físicos.
Além disso, a atividade física quando orientada por profissionais de educação física, que pela resolução 218 de 06 de Março de 1997 se tornaram profissionais da área da saúde, possibilita ao tabagista ter maior consciência dos malefícios do vício de fumar, no que diz respeito principalmente na degeneração de sua aptidão física provocada pelo cigarro, auxiliando o drogadicto indiretamente na intenção de abandonar o tabaco, além de reforçar o discurso de todos os outros profissionais da saúde.



A atividade física regular, pelo incremento do gasto calórico, ainda auxilia os ex-tabagistas no controle do peso corporal que, por ansiedade, é aumentado assim que se larga o vício. Obviamente tais benefícios, como em qualquer outra pessoa, poderão ser otimizados quando seguindo uma dieta adequada, prescrita por um nutricionista.
Conhecemos também os benefícios da prática de atividade física na redução dos níveis de stress, irritabilidade, depressão, etc. Sensações estas típicas na abstinência ao fumo.
Assim, a atividade física torna-se fundamental no auxílio à cessação do hábito de fumar, proporcionando benefícios físicos, mentais e sociais.





Fonte: Silvia Ismael Cury 

SUPLEMENTOS: ALERTA!!



Um estudo do Instituto Adolfo Lutz (IAL) concluiu que um em cada quatro produtos comercializados em academias de ginástica como suplementos nutricionais para praticantes de atividade física tem substâncias de natureza esteroidal não declaradas nos rótulos.
O trabalho analisou 111 produtos comercializados na capital e no interior paulista, apreendidos pelos serviços de vigilância sanitária locais. As análises, realizadas por meio de técnica conhecida por classificação por cromatografia em camada delgada, foram realizadas no Laboratório de Antibióticos e Hormônios do Instituto Adolfo Lutz.



Esteróides Anabolizantes:


Do total de 28 amostras (25,5%) que apresentaram substâncias esteroidais destinadas ao desenvolvimento de massa muscular, 7% tinham sais de testosterona em suas fórmulas. "A identificação dos sais indica que esses produtos contém esteróides anabolizantes e estão sendo vendidos ilegalmente", disse Maria Regina Walter Koschtschak, pesquisadora da Seção de Antibióticos do IAL que participou das análises, à Agência FAPESP.
"Em contrapartida, 18,5% dos suplementos analisados também apresentaram substâncias de natureza esteroidal, mas que não pudemos identificar com precisão devido à falta de padrões de comparação com outras substâncias puras."
Esteróides anabolizantes são drogas fabricadas para substituir a testosterona, o hormônio masculino fabricado pelos testículos que ajuda no crescimento dos músculos (efeito anabólico) e no desenvolvimento das características sexuais masculinas (efeito androgênico). 



Riscos para os Atletas:


A importância do estudo está na demonstração dos riscos que muitos atletas no Brasil correm ao consumir substâncias desconhecidas, ainda mais se tratando de drogas perigosas que oferecem efeitos colaterais muito variados. Duas portarias de 1998 da legislação brasileira regulamentam os suplementos fixando identidade e características mínimas de qualidade, excluindo os produtos que contenham substâncias farmacológicas estimulantes, hormônios e outras substâncias consideradas como doping pelo Comitê Olímpico Internacional (COI).
O levantamento também apontou que 85,6% dos suplementos analisados não apresentavam informações de procedência e, das demais amostras, 5,4% eram nacionais e 9%, importadas. O trabalho mostrou ainda que a forma mais frequênte de apresentação dos produtos foi a de cápsula, representando 41% do total de amostras analisadas, por apresentar uma maior facilidade na manipulação e incorporação de outras substâncias farmacologicamente ativas.



Culto Exagerado ao Corpo:



De acordo com o trabalho, alguns dos fatores que contribuem para a explosão de consumo dessas substâncias são o apelo da publicidade, a prática do fisiculturismo e o culto exagerado ao corpo, que enfatiza o desenvolvimento muscular conhecido como vigorexia.

Além disso, a disponibilidade e o livre acesso pela internet aos suplementos nutricionais no comércio internacional e, no Brasil, o consumo nas academias de ginásticas sem orientação de profissionais de saúde, resultaram na popularização do uso desses produtos por atletas profissionais e amadores.
Como consequência da explosão do consumo dos alimentos para praticantes de atividade física e dos suplementos vitamínicos e minerais, estimativas mostram que o mercado mundial desses produtos movimenta cerca de US$ 46 bilhões por ano. 



Hormônios Precursores de Testosterona:


Os hormônios precursores de testosterona apresentam efeitos androgênicos e forte atividade anabólica. Teoricamente, essas substâncias aumentam a produção de hormônios masculinos por meio do incremento da concentração de precursores exógenos de testosterona. De acordo com os regulamentos do COI, esses hormônios estão classificados na categoria de esteróides anabólicos proibidos.
Outro estudo para a detecção de anabolizantes, coordenado pela Comissão Médica do COI, revelou que 94 das 634 amostras de suplementos nutricionais, provenientes de 215 fabricantes de 31 países, continham substâncias não declaradas que poderiam levar a um teste positivo de doping aos usuários desses suplementos.



Malefício Importado:


De acordo com a pesquisa do Instituto Adolfo Lutz, outro fator que influenciou o crescimento do consumo dos suplementos nutricionais foi a passagem do controle desses produtos, em 1994, nos Estados Unidos, do Food and Drug Administration (FDA) para o Dietary Supplement Health and Education (DSHEA).
O DSHEA define os suplementos dietéticos como sendo aqueles que suprem as necessidades de um ou mais nutrientes, como vitaminas, minerais e enzimas. Além dessas substâncias, são permitidos extratos vegetais, aminoácidos, melatonina e precursores da testosterona, chamados de pró-hormônios, entre os quais a androsteniona, a dehidroepiandrosterona e o androstenediol.



Riscos dos Esteróides à Saúde:
A pesquisa destaca que, quando ingeridas sem orientação médica, essas substâncias podem causar problemas como impotência sexual, desordens menstruais, insônia, dor de cabeça, acne, aumento dos níveis de colesterol, problemas cardíacos, crescimento indevido de pelos, aumento de agressividade, engrossamento da voz, aumento da pressão sanguínea e até infarto do miocárdio. 

Por tudo isso, parece ser no mínimo prudente, a solicitação técnica do profissional responsável para prescrever, quando realmente necessário, qual e em que quantidade a Suplementação.



Excelentes Treinos Saudáveis!! 



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Fonte:

http://www.diariodasaude.com.br 

PIRÂMIDE DA ATIVIDADE FÍSICA





Esta pirâmide funciona como regra para manutenção de uma boa saúde física, estas atividades semanais são bastante importantes, e seu conjunto forma o que chamamos de “Pirâmide da Saúde Física”.

O ritmo frenético de viver nos dias atuais não parece estar perto de se acalmar, a quantidade de coisas que temos que fazer ao mesmo tempo é impressionante e  cada vez torna-se maior. A tecnologia nos privilegia com suas descobertas e ao mesmo tempo nos deixa atônitos perante a nossa incapacidade de lidar com tal quantidade de informação.

Acabamos sempre nos adaptando, somos mestres em nos adequar às situações e convenções, mesmo que esta adequação a um novo padrão não seja parte da nossa natureza primária. O problema, é que estas adaptações geram demandas diretas no nosso corpo, solicitando que ele se modifique constantemente para atender às necessidades impostas pelo trabalho, pela sociedade, por nossa autocrítica e autocobrança.
Todo este processo se passa, na maioria das vezes, de forma inconsciente. E assim vamos “arcando” nossa coluna com o “peso do mundo que carregamos nas costas” e nem nos damos conta disso; “torcemos” nossas articulações quando nossa “estabilidade” é ameaçada; mantemos uma respiração curta e rápida para que a mesma se harmonize com o modo como vivemos: “tudo muito rápido e superficial, para dar resultados imediatos, é claro”. 
Raros são os momentos em que nos movimentamos, dançamos a nossa música e ritmo e sorrimos por puro prazer. 
Porém... Toda esta adaptação tem um custo, e na maioria das vezes nós somente o percebemos quando algum sinal aparece no corpo. 
Como, então, manter a nossa saúde corporal? 
Sabemos que o equilíbrio corporal depende de diversos fatores: alimentação, exercícios regulares, sono, relaxamento, e outros. Não é necessário deixar mais um ano passar ou esperar que um grande susto nos acorde deste louco jeito de viver, não é mesmo?
Imagine-se daqui a dez anos... Como é que estará a sua Vida, sua Saúde,  seu Bem Estar, sua Qualidade de Vida? O que você pretende no seu Futuro?

O que Você pode fazer AGORA, para tornar a sua Vida mais Saudável?

É muito SIMPLES! Mas... não necessariamente FÁCIL!

ESCOLHAS! 

As Escolhas são todas nossas!
Basta aprendermos a fazer escolhas, escolhas que nos permitam propiciar equilíbrio em todas as questões que interferem em nosso bem estar corporal.

Acredito que a busca por uma vida sadia e plena está diretamente relacionada à maneira como tomamos decisões. Em uma sociedade democrática é de se supor que tenhamos liberdade para fazer escolhas e agir de modo coerente com nossas crenças, princípios e valores. 
Mas será que somos capazes de tomar as decisões mais apropriadas sempre? Ou melhor, será que somos realmente livres para decidir sobre como nos alimentar de forma balanceada, sobre a boa qualidade do sono, sobre o tempo adequado para a prática de exercícios, sobre a boa relação com amigos e família? Sobre a melhor atividade Profissional, e não a mais lucrativa?

Nos últimos anos, os meios de comunicação têm divulgado exaustivamente pesquisas e novas descobertas que reforçam por exemplo: os males do tabagismo, os benefícios da prática de exercícios e as melhores orientações sobre uma boa nutrição, etc. 
No entanto, a sociedade (e coloco os dados da brasileira) continua aumentando seus índices populacionais de obesidade, ainda apresenta índices elevados de sedentarismo (cerca de 67%) e mantém cerca de 35% da população com hábitos tabagistas.
Se tomássemos decisões baseadas exclusivamente no que existe de mais moderno em termos de orientações e prescrições, o quadro acima deveria ser um pouco diferente. 

O que estou tentando dizer é que um fumante não necessariamente irá parar de fumar apenas por tomar ciência de todos os males que o cigarro acarreta. Precisamos de algo mais, algo que realmente nos motive e estimule a ter uma mudança de comportamento de forma mais permanente.

Nosso corpo se adapta e reage de diferentes formas aos estímulos que estamos sujeitos no cotidiano e por isso nos deparamos com tantas pessoas e corpos diferentes. 

Um bom começo na busca do equilíbrio e saúde corporal é começar a trazer para planos conscientes estas reações e adaptações, isto é, como seu corpo reage às diversidades deste mundo caótico em que vivemos hoje? Nosso corpo recebe a árdua tarefa de fazer a mediação entre tudo que sentimos, somos e percebemos e todos os estímulos ambientais e externos a que somos submetidos diariamente. Após este trabalho tomamos uma atitude perante a vida, uma “postura” diante das situações.

Qual a sua postura diante da sua alimentação? Das suas horas de sono? Dos necessários momentos de relaxamento e práticas corporais? Podemos apenas lidar com as questões corporais quando percebemos que elas existem. É preciso desligar o “piloto automático” do corpo que levanta sempre atrasado, é levado para o trabalho, fica horas sentado na mesma posição e nem ao menos foi preparado para isto.

A rica diversidade humana não permite que exista uma “receita” pronta e igual para que todos alcancem a saúde e bem estar plenos. No entanto, sabemos que algumas premissas são verdadeiras e para alguns a estratégia proposta na pirâmide de gerenciamento semanal da saúde física pode realmente funcionar.

Que tal Experimentar?









Fonte: Daniele Kallas