MISSÃO:

Profissional especializado em Atividade Física, Saúde e Qualidade de Vida. Sérgio Nunes e sua empresa QualiFis, pretendem desenvolver junto aos seus alunos e clientes a ideia da verdadeira Saúde, que obviamente não é apenas a ausência de doença, mas também o Encantamento com a Vida, dotando-os de um entendimento adequado de se Priorizar, de compreender que vale a pena Investir no seu Potencial de Ser, através do investimento na melhoria da Qualidade de Vida, aprimorando a saúde e usando como meio, a Atividade Física, em suas mais diferentes possibilidades.

“As informações, dicas e sugestões contidas nesse blog têm caráter meramente informativo, e não substituem o aconselhamento individual e o acompanhamento de médicos, nutricionistas, psicólogos e profissionais de educação física.”

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quinta-feira, 14 de abril de 2011

TABAGISMO - APAGUE ESTE MAL



1. INTRODUÇÃO


O tabaco tem sido utilizado nas Américas há milhares de anos (desde 1000 AC.), em várias formas e com propósitos culturais diferentes. Em algumas sociedades indígenas, faz parte de ritos religiosos e funciona como forma de exercer autoridade sobre a tribo. Nas sociedades modernas das Américas, o tabaco vem sendo utilizado como estimulante, causando uma melhora no rendimento e no prazer pessoal e social. 
A planta chamada NICOTIANA TABACUM, chegou ao Brasil através da migração dos índios tupis-guaranis sendo que o primeiro contato dos portugueses com a erva foi no seu desembarque aqui. No século XVI seu uso foi disseminado na Europa por Jean Nicot. As folhas desta planta foram inicialmente utilizadas para fumo de cachimbo (séc.XVII), rapé e tabaco para mascar (Séc.XVIII), charuto (séc.XIX) e desde o início do século passado, o cigarro passou a ser produzido em forma de produção industrial, e foi cada vez mais sendo associado a padrões de vida elevados, atingindo principalmente o público mais jovem (COSTA E SILVA & ROMERO, 1988; SCHWARTZ, 1992; www.falandosériosobredrogas.org.br/cap1.htm, 2001).



O tabagismo é a principal causa evitável de doenças e mortes não só nos Estados Unidos da América como também no Brasil. Fazendo uma breve retrospectiva, nos Estados Unidos em 1900 mais ou menos 3.200 gramas de tabaco eram consumidos por cada adulto por ano. Destes, a maioria era consumida por mastigação ou inalação; cada indivíduo consumia menos de 500 gramas sob a forma de cigarros ou cigarrilhas. Em 1918, o consumo do cigarro tinha disparado em relação às outras formas de utilização, e a epidemia havia começado. O consumo aumentou sensivelmente na década de 50 e atingiu o pico em 63. Em 1990, o consumo foi avaliado em 2.800 cigarros por cada adulto. 



Desde a publicação do primeiro relato do Surgeon General em 1964, a saúde pública vem lutando contra o tabagismo e confirma que ele é considerado uma droga que ameaça diretamente a saúde (GIMENEZ, 1990). Tem causado uma epidemia de morbidade e mortalidade prematuras, através do seu efeito sobre doenças respiratórias, cardiovasculares e as neoplasias (BORHANI,1977; GIMENEZ, 1990; FUCHS, 1992). A mortalidade chega a ser duas vezes maior em fumantes do que em não fumantes e isto representa a maior causa de morte em grandes cidades do Brasil (LOLIO & LAURENTI, 1986). A perspectiva de mortalidade atual pelo uso do cigarro em países desenvolvidos é de 2 milhões e em países em desenvolvimento é de 1 milhão. Para o ano de 2020, a perspectiva de mortalidade é de 3 milhões em países desenvolvidos e de 7 milhões em países em desenvolvimento, isto significa 10 milhões de mortes ligadas ao uso do tabaco no ano de 2020. Também segundo a OMS, o tabaco mata por ano 3 milhões de pessoas e mata mais que a soma de mortes por AIDS, cocaína, heroína, álcool, suicídio e acidentes de trânsito (BECOÑA & VASQUEZ, 1998; www.fumantes.com.br/2001). 



Mesmo sendo o tabagismo uma prática antiga no mundo, só após os anos 80, a nicotina foi incluída como droga que causa dependência psicoativa entre os critérios diagnósticos de doenças. A década de 1990, deu início à segunda batalha contra o tabagismo. Para isto, utiliza-se o conhecimento atual sobre o tabaco e sua dependência, a fim de realizar a prevenção primária e programar intervenção de interrupção. Para erradicação da epidemia de doenças relacionadas ao fumo, deve-se informar e planejar ações. No plano de ação é importante: compreender a epidemiologia (estudo dos fenômenos saúde/doença); rever conhecimento acerca do risco de saúde resultante do tabagismo; saber diagnosticar e tratar dependência da nicotina; implementar intervenção clínica rápida para pacientes fumantes e intervir com público jovem de forma prática. 
Segundo a OMS existe hoje 1,2 bilhão de fumantes no planeta, sendo que nos últimos 10 anos, estimou-se que 30 milhões de pessoas foram a óbito por causa do cigarro. MOREIRA et al. (1995), em pesquisa realizada no Rio Grande do Sul, identificaram como fatores de risco do uso do tabaco o sexo masculino, idade entre 30 e 39 anos, baixo nível sócio-econômico e associação ao consumo de bebida alcoólica.
O Brasil é o 6º maior consumidor de tabaco do mundo e tem uma das piores taxas anuais de mortes associadas ao fumo na América Latina - 32 mil dos cem mil estimados entre latino-americanos. A partir de 1964, o consumo passou a diminuir, passando de 41% de adultos fumantes para 28% em 1992. Com relação ao sexo, inicialmente havia uma prevalência do sexo masculino sobre o feminino. Mas este último aumentou seu consumo e parece que a tendência com o passar do tempo é que essa diferença por sexo seja equivalente ou até maior.
(www.cigarro.med.br) 



2. COMO ACONTECE A DROGADICÇÃO

A nicotina chega ao cérebro em um curto período de tempo (9 segundos) (PALFAI & JANKIEWICZ, 1997), alimentam os receptores de células cerebrais capazes de reconhecê-la. O organismo reage à nova substância e com o tempo acostuma-se a receber cargas freqüentes da droga. Cada tragada chama a próxima e em um prazo de 1 a 3 meses a adicção (vício) instala-se. Nesta fase observa-se a ocorrência da tolerância, que é a quantidade de nicotina que o indivíduo necessita para suprir seus receptores cerebrais; assim quanto maior a tolerância maior a necessidade da nicotina e maior a dependência física (GIMENEZ,1990). Além disso a nicotina provoca uma série de respostas no organismo: é estimulante e depressor ganglionar, promove a liberação de catecolaminas, aumento de pressão arterial, freqüência cardíaca, aumento do consumo de oxigênio pelo miocárdio, vasoconstricção periférica e aumento de agregação plaquetária. A fumaça do cigarro é uma mistura complexa de 4700 substâncias tóxicas diferentes relacionadas ao tabaco e dentre elas sabidamente 43 delas estão descritas como cancerígenas até o momento (como o alcatrão e o monóxido de carbono) (GIMENEZ, 1990).

Ela provoca maior dependência física que as drogas conhecidas como ilícitas. Em sentido mais amplo, dependência significa a perda do controle sobre o comportamento de usar uma droga. A dependência de drogas é diferenciada dos outros hábitos porque o comportamento é iniciado e mantido pelos efeitos farmacológicos da substância. A OMS define a dependência de drogas como um padrão comportamental no qual o uso de determinada droga psicoativa recebe prioridade mesmo em relação aos outros comportamentos que já foram muito mais prioritários. A dependência do tabaco é um processo complexo que envolve a inter-relação entre farmacologia, fatores adquiridos ou condicionados, personalidade e condições sociais.



As ações farmacológicas da nicotina estão envolvidas nas várias formas de dependência. A nicotina afeta as vias neuroquímicas de recompensa e abstinência através da ação das vias dopaminérgicas e noradrenérgicas (LESHNER, 1996; LANDRY,1997). Fumantes falam de efeitos positivos, como prazer, estimulação e relaxamento. Pode melhorar atenção, tempo de reação e rendimento das tarefas. O tabagismo pode promover alívio: em estados emocionais adversos; diminuindo a ansiedade ou stress; diminuindo a sensação de fome porque diminui a ansiedade e controlando os sintomas da síndrome de abstinência. A síndrome de abstinência é caracterizada por: mal estar, dor de cabeça, tontura, baixa freqüência cardíaca, tristeza, aumento de ansiedade, dificuldade de concentração, distúrbios de sono fissura entre outros (LESHNER, 1996; PALFAI & JANKIEWICZ, 1997).
Os critérios para dependência de droga, são específicos e se adaptam ao diagnóstico de casos individuais. A principal ênfase é na perda de controle sobre o uso da droga. Neste critério é necessário que se encontre no mínimo três fenômenos descritos e que os sintomas persistam há pelo menos um mês ou tenha ocorrido repetidamente durante um período maior. Os critérios diagnósticos para dependentes de substâncias psicoativas são: 



1- A substância é consumida em grandes quantidades ou por períodos maior do que a pessoa pretendia;
2- Desejo persistente ou uma ou mais tentativas fracassadas de interromper ou controlar o abuso da substância;
3- Muito tempo utilizado nas atividades para obtenção de substâncias, consumo ou recuperação de seus efeitos;
4- Intoxicação freqüente ou sintomas de abstinência quando obrigado a realizar tarefas simples ou quando o uso da droga for fisicamente perigoso;
5- Suspensão ou diminuição de atividades sociais, profissionais e/ou lazer pelo uso da substância;
6- Uso persistente da substância, apesar de saber que apresenta um problema social, psicológico ou físico persistente ou recorrente, causado ou agravado pelo consumo da substância;
7- Tolerância marcante: necessita quantidades progressivamente maiores de substância;
8- Sintomas típicos de abstinência;
9- Substância consumida frequentemente para aliviar ou cortar sintomas de abstinência.



A dependência psicológica desempenha papel importante na manutenção da adicção; ela ocorre paralelamente e parece ser mais difícil de ser percebida e tratada. Observa-se que o indivíduo fuma por: estimulação, onde o fumar pode ser percebido como modulador de funções fisiológicas melhorando a atenção, a concentração e a energia pessoal; ritual que envolve todos os passos dados até se acender o cigarro; prazer, pois a nicotina libera substâncias hormonais que dão maior satisfação através das atividades neuroquímicas do cérebro nas vias de recompensa; redução de tensão, pois a nicotina do cigarro quando chega aos receptores cerebrais, ajudam a diminuir a ansiedade que o fumante apresenta, dando uma sensação momentânea de alívio; hábito, que é entendido como um condicionamento do fumar em determinadas situações como por exemplo, logo após o almoço; e o vício, que é caracterizado pelo tempo que o indivíduo consegue ficar sem fumar, ou seja, tem a ver com a tolerância da nicotina e com a dependência física(LABBADIA & ISMAEL, 1995; LESHNER, 1996).



Todo comportamento de usar a droga pode ser visto também como resultado de condicionamento. O comportamento dependente é reforçado pelas consequências da ação farmacológica, ou seja, o drogadicto (tabagista) começa a associar humores, situações ou fatores ambientais específicos aos efeitos reforçadores da droga. Este é um fator importante que pode acometer e acarretar a recidiva do uso da droga, depois de um período de abstinência.
Outros fatores de dependência de drogas estão relacionados a aspectos de personalidade e condições sociais. Indivíduos rebeldes e com distúrbios afetivos parecem aumentar a probabilidade de se formar um dependente. Os fatores sociológicos podem determinar o risco e os padrões do abuso de drogas e o comportamento de usar droga na família ou entre amigos é um forte motivador e reforço para o consumo da mesma (LEITE et al., 1999).



3. CONSEQUÊNCIAS DO FUMO SOBRE A SAÚDE




O tabagismo é a principal causa isolada de óbito, devido ao câncer nos EUA. Os fumantes exibem índice de mortalidade devido ao câncer duas vezes maior do que em não fumantes. Pesquisas confirmam esta conclusão e fornecem evidências adicionais implicando o tabagismo em causas de câncer de cavidade oral (92%), laringe (82%), esôfago (75%), bexiga (45%), rim(30%), estômago(20%), pulmão (90%), e colo uterino (30%). Além disso o cigarro é responsável por 75% dos casos de enfizema pulmonar, e 25% dos infartos agudos do miocárdio são provocados pelo cigarro (FIORE, 1990). O fumante passivo tem 200% de chance de contrair câncer de pulmão e há um risco de 800% de acidente vascular periférico. As mulheres que começam a fumar antes dos 17 anos podem ter menopausa precoce, assim como no homem há predisposição à impotência masculina.
(www.falandoseriosobredrogas.org,br) 



É causa importante de doença aterosclerótica e um dos três principais fatores de risco para doença arterial coronária (DAC), junto a hipertensão arterial e os distúrbios de colesterol. A relação entre tabagismo e doença cardiovascular é bem estabelecida. A diminuição do tabagismo tem estado nitidamente associada a diminuição da morbidade e mortalidade pela doença cardiovascular. A doença cadiovascular tornou-se a principal causa de males e incapacidade do Século XX. Em 1987, quase 1 milhão de pessoas morreram nos EUA devido a Acidente Vascular Cerebral (46% de todos os óbitos) sendo que 200 mil foram causados pelo uso do tabaco. Outro dado alarmante é que a cada ano são registradas 37000 mortes por insuficiência coronariana relativa ao tabagismo passivo (BECKER, 1997). 



O grau de risco do tabagismo está relacionado ao número de cigarros fumados ou ao consumo cumulativo e está associado a um risco maior de morte e IAM. O tabagismo é provavelmente responsável por mais de 20% dos óbitos por doença arterial coronária (DAC) em homens com mais de 65 anos e por aproximadamente 45% de mortes nos homens com menos de 65 anos (nas mulheres o risco é semelhante). Estudos populacionais indicam ainda que tabagismo, hipertensão e hipercolesterolemia contribuam igualmente para a DAC. Sendo assim, uma associação destes três fatores de risco podem trazer consequências desastrosas.



4. BENEFÍCIOS NA INTERRUPÇÃO DO TABAGISMO SÃO:



Após 20 minutos: a pressão arterial , a freqüência cardíaca assim como a temperatura das mãos e pés tendem a voltar ao normal.
Após 8 horas: o nível de monóxido de carbono no sangue ao normaliza. O nível de oxigenação no sangue aumenta; 
Após 24 horas: diminui o risco de um ataque cardíaco;
Após 48 horas: as terminações nervosas começam a regenerar-se. O olfato e o paladar melhoram;
Após 72 horas: A árvore brônquica torna a respiração mais fácil e a capacidade pulmonar aumenta em até 30%;
Após 2 semanas: a circulação sangüínea aumenta e o caminhar torna-se mais fácil;
De 1 a 9 meses: diminuição da tosse, da congestão nasal, da fadiga e da dispnéia. O movimento ciliar dos brônquios volta ao normal, limpando os pulmões e reduzindo os riscos de infecções respiratórias. Aumento da capacidade física e da energia corporal.
(www.fumantes.com.br) 



5. TABAGISMO E O ADOLESCENTE



Em um trabalho realizado por LEITE et al. (1999), foi evidenciado que a faixa etária mais comum que se inicia o tabagismo foi de 10 à 19 anos. O adolescente por estar em uma fase de transição, passa por situações de estresse, de insegurança, de sentir-se estranho pelas modificações em seu corpo, por se sentir incompreendido e rejeitado pelos pais. Isto associado a fazer parte de um grupo e ser bem aceito, pode levar o adolescente a seguir modelos de dentro do grupo e importante para a formação de sua identidade. Em recente pesquisa realizada no Hospital do Coração, ainda não publicada, observou-se que 65% dos pacientes iniciaram seu hábito de fumar na adolescência, para fazer parte do grupo e sentirem-se aceitos. GORGULHO (1996), relata estatística similar. Ainda um outro dado muito importante, foi que 70% deles, tinham pelo menos, o pai ou a mãe fumante dentro de casa, reforçando que o modelo vem a ser um fator de importância na determinação do hábito de fumar. LEITE et al. (1999), observou também que havia um aumento no consumo de cigarros em situações de nervosismo, frustração, tensão e aborrecimento, que pode tanto ocorrer para o indivíduo adulto como para o jovem. 



É importante a ação do médico que lida com a população mais jovem em seu consultório, saber entender como esse vicio se inicia e saber como pode lidar com a situação (MANLEY et al., 1992 ; INCA, 1997). Com certeza a melhor forma de iniciar a abordagem não é criticando nem mesmo desaprovando a atitude do jovem fumante. A compreensão, a motivação e a sensibilização para a questão dos malefícios que o cigarro causa é que transformam-se no como seria a melhor forma de abordar este problema(LEWIS, 1997).
O dependente de forma geral, sente-se incapaz de desenvolver atividades diárias sem o uso da droga. Há um viés negativo no conteúdo de seus pensamentos: se algo falha ele automaticamente pensa que isso se deve a sua falta de controle. Consequentemente ele sente-se culpado, fracassado e utiliza a droga. 
Ele tende a atribuir significados subjetivos a certas palavras e/ou situações distorcendo sua significação real e objetiva. Apresenta baixa tolerância à frustração e muita ansiedade.



6. COMO PARAR DE FUMAR?



Hoje em dia sabe-se que 80% dos fumantes param de fumar sozinhos, mas 20% deles não conseguem e pedem ajuda (BECOÑA & VASQUEZ, 1998). Nós enquanto psicólogos temos um papel fundamental nisto, pois sabe-se que os programas multidisciplinares voltados para o tratamento da parada do hábito de fumar são os que mais funcionam. Utiliza-se a técnica da terapia Comportamental-Cognitiva, em sessões programadas que vão de 6 a 8, e o sucesso deste tipo de tratamento em um ano tem sido em torno de 60%. Observa-se através de recente estudo realizado com estes pacientes que eles fumam por estimulação, prazer, redução de tensão e vício. O cigarro é utilizado como companheiro e na supressão do mesmo eles reagem como em uma situação de perda, e tem que ser trabalhados em relação ao "luto" da perda do cigarro. O tratamento basicamente associa o atendimento médico ao atendimento psicológico. Durante o mesmo, é realizada uma avaliação do perfil do fumante, situações que são os "gatilhos" para levar ao cigarro, introduz-se a medicação a base de bupropiona associada ou não ao adesivo de nicotina transdérmica. É realizado um acompanhamento semanal da evolução do paciente e a preparação do mesmo para alta e prevenção de recaída. Este trabalho é realizado em grupos de no mínimo 5 e no máximo 10 pacientes. BECOÑA & VASQUEZ (1998), discutem ainda a não eficácia de tratamentos isolados, como, por exemplo, só com um acompanhamento breve realizado pelo médico e a medicação sem acompanhamento a longo prazo.



Convém ressaltar, que este é um campo vasto de trabalho, de grande interesse científico e político, onde o objetivo maior é em prevenção. A prevenção pode ser primária realizada nas escolas e instituições que lidam com o menor e secundária que atingem o fumante em questão e podem evitar que no futuro doenças graves possam acometê-lo. Este é um trabalho difícil, pois a indústria do cigarro é poderosa e rende aos governos uma substanciosa quantia de impostos. Mas a longo prazo, acreditamos que com a perseverança e as diversas ferramentas para a sensibilização e conscientização o objetivo principal, que é a saúde da população e do meio ambiente, será alcançado.



Entendemos, portanto, que a inatividade física e o hábito de fumar são fatores de risco de doenças cardiovasculares. Sabemos também que o hábito de fumar provoca danos ao nosso organismo, dentre eles uma grande redução da capacidade cardiorrespiratória dos tabagistas.
É sabido também, que a atividade física não possui nenhuma influência direta no abandono do fumo, atuando “apenas” como mais uma (das muitas) forma de intervenção. Porém, a atividade física regular pode beneficiar os tabagistas a largarem o vício de fumar por uma série de fatores. 
Primeiramente podemos salientar que a atividade física possibilita ao tabagista um ambiente social de baixo risco, pois a prevalência de tabagistas nos ambientes onde se realiza atividade física é menor. Também durante a realização de alguma atividade física é menor chance de fumar. Constata-se também que os fumantes procuram evitar o cigarro imediatamente antes e após os exercícios físicos.
Além disso, a atividade física quando orientada por profissionais de educação física, que pela resolução 218 de 06 de Março de 1997 se tornaram profissionais da área da saúde, possibilita ao tabagista ter maior consciência dos malefícios do vício de fumar, no que diz respeito principalmente na degeneração de sua aptidão física provocada pelo cigarro, auxiliando o drogadicto indiretamente na intenção de abandonar o tabaco, além de reforçar o discurso de todos os outros profissionais da saúde.



A atividade física regular, pelo incremento do gasto calórico, ainda auxilia os ex-tabagistas no controle do peso corporal que, por ansiedade, é aumentado assim que se larga o vício. Obviamente tais benefícios, como em qualquer outra pessoa, poderão ser otimizados quando seguindo uma dieta adequada, prescrita por um nutricionista.
Conhecemos também os benefícios da prática de atividade física na redução dos níveis de stress, irritabilidade, depressão, etc. Sensações estas típicas na abstinência ao fumo.
Assim, a atividade física torna-se fundamental no auxílio à cessação do hábito de fumar, proporcionando benefícios físicos, mentais e sociais.





Fonte: Silvia Ismael Cury 

SUPLEMENTOS: ALERTA!!



Um estudo do Instituto Adolfo Lutz (IAL) concluiu que um em cada quatro produtos comercializados em academias de ginástica como suplementos nutricionais para praticantes de atividade física tem substâncias de natureza esteroidal não declaradas nos rótulos.
O trabalho analisou 111 produtos comercializados na capital e no interior paulista, apreendidos pelos serviços de vigilância sanitária locais. As análises, realizadas por meio de técnica conhecida por classificação por cromatografia em camada delgada, foram realizadas no Laboratório de Antibióticos e Hormônios do Instituto Adolfo Lutz.



Esteróides Anabolizantes:


Do total de 28 amostras (25,5%) que apresentaram substâncias esteroidais destinadas ao desenvolvimento de massa muscular, 7% tinham sais de testosterona em suas fórmulas. "A identificação dos sais indica que esses produtos contém esteróides anabolizantes e estão sendo vendidos ilegalmente", disse Maria Regina Walter Koschtschak, pesquisadora da Seção de Antibióticos do IAL que participou das análises, à Agência FAPESP.
"Em contrapartida, 18,5% dos suplementos analisados também apresentaram substâncias de natureza esteroidal, mas que não pudemos identificar com precisão devido à falta de padrões de comparação com outras substâncias puras."
Esteróides anabolizantes são drogas fabricadas para substituir a testosterona, o hormônio masculino fabricado pelos testículos que ajuda no crescimento dos músculos (efeito anabólico) e no desenvolvimento das características sexuais masculinas (efeito androgênico). 



Riscos para os Atletas:


A importância do estudo está na demonstração dos riscos que muitos atletas no Brasil correm ao consumir substâncias desconhecidas, ainda mais se tratando de drogas perigosas que oferecem efeitos colaterais muito variados. Duas portarias de 1998 da legislação brasileira regulamentam os suplementos fixando identidade e características mínimas de qualidade, excluindo os produtos que contenham substâncias farmacológicas estimulantes, hormônios e outras substâncias consideradas como doping pelo Comitê Olímpico Internacional (COI).
O levantamento também apontou que 85,6% dos suplementos analisados não apresentavam informações de procedência e, das demais amostras, 5,4% eram nacionais e 9%, importadas. O trabalho mostrou ainda que a forma mais frequênte de apresentação dos produtos foi a de cápsula, representando 41% do total de amostras analisadas, por apresentar uma maior facilidade na manipulação e incorporação de outras substâncias farmacologicamente ativas.



Culto Exagerado ao Corpo:



De acordo com o trabalho, alguns dos fatores que contribuem para a explosão de consumo dessas substâncias são o apelo da publicidade, a prática do fisiculturismo e o culto exagerado ao corpo, que enfatiza o desenvolvimento muscular conhecido como vigorexia.

Além disso, a disponibilidade e o livre acesso pela internet aos suplementos nutricionais no comércio internacional e, no Brasil, o consumo nas academias de ginásticas sem orientação de profissionais de saúde, resultaram na popularização do uso desses produtos por atletas profissionais e amadores.
Como consequência da explosão do consumo dos alimentos para praticantes de atividade física e dos suplementos vitamínicos e minerais, estimativas mostram que o mercado mundial desses produtos movimenta cerca de US$ 46 bilhões por ano. 



Hormônios Precursores de Testosterona:


Os hormônios precursores de testosterona apresentam efeitos androgênicos e forte atividade anabólica. Teoricamente, essas substâncias aumentam a produção de hormônios masculinos por meio do incremento da concentração de precursores exógenos de testosterona. De acordo com os regulamentos do COI, esses hormônios estão classificados na categoria de esteróides anabólicos proibidos.
Outro estudo para a detecção de anabolizantes, coordenado pela Comissão Médica do COI, revelou que 94 das 634 amostras de suplementos nutricionais, provenientes de 215 fabricantes de 31 países, continham substâncias não declaradas que poderiam levar a um teste positivo de doping aos usuários desses suplementos.



Malefício Importado:


De acordo com a pesquisa do Instituto Adolfo Lutz, outro fator que influenciou o crescimento do consumo dos suplementos nutricionais foi a passagem do controle desses produtos, em 1994, nos Estados Unidos, do Food and Drug Administration (FDA) para o Dietary Supplement Health and Education (DSHEA).
O DSHEA define os suplementos dietéticos como sendo aqueles que suprem as necessidades de um ou mais nutrientes, como vitaminas, minerais e enzimas. Além dessas substâncias, são permitidos extratos vegetais, aminoácidos, melatonina e precursores da testosterona, chamados de pró-hormônios, entre os quais a androsteniona, a dehidroepiandrosterona e o androstenediol.



Riscos dos Esteróides à Saúde:
A pesquisa destaca que, quando ingeridas sem orientação médica, essas substâncias podem causar problemas como impotência sexual, desordens menstruais, insônia, dor de cabeça, acne, aumento dos níveis de colesterol, problemas cardíacos, crescimento indevido de pelos, aumento de agressividade, engrossamento da voz, aumento da pressão sanguínea e até infarto do miocárdio. 

Por tudo isso, parece ser no mínimo prudente, a solicitação técnica do profissional responsável para prescrever, quando realmente necessário, qual e em que quantidade a Suplementação.



Excelentes Treinos Saudáveis!! 



Leia mais em:







Fonte:

http://www.diariodasaude.com.br 

PIRÂMIDE DA ATIVIDADE FÍSICA





Esta pirâmide funciona como regra para manutenção de uma boa saúde física, estas atividades semanais são bastante importantes, e seu conjunto forma o que chamamos de “Pirâmide da Saúde Física”.

O ritmo frenético de viver nos dias atuais não parece estar perto de se acalmar, a quantidade de coisas que temos que fazer ao mesmo tempo é impressionante e  cada vez torna-se maior. A tecnologia nos privilegia com suas descobertas e ao mesmo tempo nos deixa atônitos perante a nossa incapacidade de lidar com tal quantidade de informação.

Acabamos sempre nos adaptando, somos mestres em nos adequar às situações e convenções, mesmo que esta adequação a um novo padrão não seja parte da nossa natureza primária. O problema, é que estas adaptações geram demandas diretas no nosso corpo, solicitando que ele se modifique constantemente para atender às necessidades impostas pelo trabalho, pela sociedade, por nossa autocrítica e autocobrança.
Todo este processo se passa, na maioria das vezes, de forma inconsciente. E assim vamos “arcando” nossa coluna com o “peso do mundo que carregamos nas costas” e nem nos damos conta disso; “torcemos” nossas articulações quando nossa “estabilidade” é ameaçada; mantemos uma respiração curta e rápida para que a mesma se harmonize com o modo como vivemos: “tudo muito rápido e superficial, para dar resultados imediatos, é claro”. 
Raros são os momentos em que nos movimentamos, dançamos a nossa música e ritmo e sorrimos por puro prazer. 
Porém... Toda esta adaptação tem um custo, e na maioria das vezes nós somente o percebemos quando algum sinal aparece no corpo. 
Como, então, manter a nossa saúde corporal? 
Sabemos que o equilíbrio corporal depende de diversos fatores: alimentação, exercícios regulares, sono, relaxamento, e outros. Não é necessário deixar mais um ano passar ou esperar que um grande susto nos acorde deste louco jeito de viver, não é mesmo?
Imagine-se daqui a dez anos... Como é que estará a sua Vida, sua Saúde,  seu Bem Estar, sua Qualidade de Vida? O que você pretende no seu Futuro?

O que Você pode fazer AGORA, para tornar a sua Vida mais Saudável?

É muito SIMPLES! Mas... não necessariamente FÁCIL!

ESCOLHAS! 

As Escolhas são todas nossas!
Basta aprendermos a fazer escolhas, escolhas que nos permitam propiciar equilíbrio em todas as questões que interferem em nosso bem estar corporal.

Acredito que a busca por uma vida sadia e plena está diretamente relacionada à maneira como tomamos decisões. Em uma sociedade democrática é de se supor que tenhamos liberdade para fazer escolhas e agir de modo coerente com nossas crenças, princípios e valores. 
Mas será que somos capazes de tomar as decisões mais apropriadas sempre? Ou melhor, será que somos realmente livres para decidir sobre como nos alimentar de forma balanceada, sobre a boa qualidade do sono, sobre o tempo adequado para a prática de exercícios, sobre a boa relação com amigos e família? Sobre a melhor atividade Profissional, e não a mais lucrativa?

Nos últimos anos, os meios de comunicação têm divulgado exaustivamente pesquisas e novas descobertas que reforçam por exemplo: os males do tabagismo, os benefícios da prática de exercícios e as melhores orientações sobre uma boa nutrição, etc. 
No entanto, a sociedade (e coloco os dados da brasileira) continua aumentando seus índices populacionais de obesidade, ainda apresenta índices elevados de sedentarismo (cerca de 67%) e mantém cerca de 35% da população com hábitos tabagistas.
Se tomássemos decisões baseadas exclusivamente no que existe de mais moderno em termos de orientações e prescrições, o quadro acima deveria ser um pouco diferente. 

O que estou tentando dizer é que um fumante não necessariamente irá parar de fumar apenas por tomar ciência de todos os males que o cigarro acarreta. Precisamos de algo mais, algo que realmente nos motive e estimule a ter uma mudança de comportamento de forma mais permanente.

Nosso corpo se adapta e reage de diferentes formas aos estímulos que estamos sujeitos no cotidiano e por isso nos deparamos com tantas pessoas e corpos diferentes. 

Um bom começo na busca do equilíbrio e saúde corporal é começar a trazer para planos conscientes estas reações e adaptações, isto é, como seu corpo reage às diversidades deste mundo caótico em que vivemos hoje? Nosso corpo recebe a árdua tarefa de fazer a mediação entre tudo que sentimos, somos e percebemos e todos os estímulos ambientais e externos a que somos submetidos diariamente. Após este trabalho tomamos uma atitude perante a vida, uma “postura” diante das situações.

Qual a sua postura diante da sua alimentação? Das suas horas de sono? Dos necessários momentos de relaxamento e práticas corporais? Podemos apenas lidar com as questões corporais quando percebemos que elas existem. É preciso desligar o “piloto automático” do corpo que levanta sempre atrasado, é levado para o trabalho, fica horas sentado na mesma posição e nem ao menos foi preparado para isto.

A rica diversidade humana não permite que exista uma “receita” pronta e igual para que todos alcancem a saúde e bem estar plenos. No entanto, sabemos que algumas premissas são verdadeiras e para alguns a estratégia proposta na pirâmide de gerenciamento semanal da saúde física pode realmente funcionar.

Que tal Experimentar?









Fonte: Daniele Kallas

quarta-feira, 13 de abril de 2011

CÂNCER DE MAMA




VEJA OS VÍDEOS NO FINAL DA MATÉRIA!
SOBRE O CÂNCER:
O câncer é, sem qualquer dúvida, um dos maiores flagelos que atinge a população mundial. De resto, como qualquer tipo de câncer, além de adoecer e fazer sofrer a própria pessoa, tem como resultado nefasto, também para toda a família da paciente, que se envolve na luta árdua, que por vezes é fatal.
Fazendo uma análise histórica, durante muitos e muitos anos, os tratamentos ao câncer era feitos tendo base dois tipos de tratamento: quimioterapia e radioterapia. Estes tratamentos tentam parar o desenvolvimento das células cancerígenas através da destruição das células por fármacos ou pela sua destruição via radiação.
Em que consiste, de um modo mais específico, a quimioterapia? 
A Quimioterapia é talvez o método mais utilizado no combate à doença de um modo geral. Este engloba naturalmente diversos tipos de fármacos. A administração do mesmo é geralmente feita em ciclos, que podem chegar a durar vários meses, sendo naturalmente ocorrem intervalos necessariamente entre as sessões.
A quimioterapia, além das dores provocadas durante as sessões, tem uma série de efeitos secundários relacionados. Dependendo dos fármacos utilizados e das dosagens, os pacientes podem ter como efeitos secundários náuseas, fadiga, vómitos e naturalmente perda de cabelo. Porém este efeito é reversível!
Outro tipo de tratamento muito utilizado é a radioterapia.
Esta basicamente consiste no tratamento do câncer por vias e fontes de radioatividade, por exemplo através de raio X. Este tipo de tratamento tem também uma carga de efeitos secundários muito forte, podendo mesmo levar a danos graves no tecido humano normal. Precisamente por este motivo, a radioterapia é por norma utilizada como um tratamento complementar, em conjunto com outro tipo de método. Sendo que portanto só é usada quando os possíveis benefícios ultrapassam o elevado risco de lesões dos tecidos sadios.
Outro tipo de metodologia de combate recentemente utilizada é a terapêutica com anticorpos monoclonais.
O aumento do conhecimento da composição do corpo humano, através do contínuo desenvolvimento das pesquisas científicas, permitiu um conhecimento muito mais profundo sobre os genes humanos, nomeadamente aqueles responsáveis pelo crescimento das células cancerígenas.
Estas descobertas levaram ao aparecer naturalmente de uma nova fase no tratamento. Surgiu portanto uma nova abordagem e metodologia mais dirigida ao tratamento específico do câncer da mama, e envolve, portanto, como o próprio nome indica, o uso de anticorpos monoclonais.
Então... o que é um anticorpo monoclonal? Um anticorpo monoclonal é uma proteína sintética que foi preparada expressamente para atingir células cancerosas específicas no organismo.
Como é feito então o tratamento? Este anticorpo monoclonal atua bloqueando a função de um gene de câncer específico, associado ao crescimento do câncer da mama agressivo.
Além disso, só atinge as células cancerosas não atuando nas células sãs. Portanto, os efeitos secundários experimentados pelas doentes com esta terapêutica são habitualmente de natureza ligeira – a maior parte das vezes febre e calafrios. Existe também a crença que este tipo de terapêutica pode permitir e, de certa forma, estimular o sistema imunitário para destruir as células cancerosas.
Assim, a única terapêutica que vemos nos dias de hoje utilizando anticorpos monoclonais atinge e bloqueia a função do gene HER2 do câncer. Os investigadores concluíram que a produção excessiva de HER2 contribui para o crescimento descontrolado das células, o que constitui a marca característica do câncer. As doentes nesta situação, designam-se por HER2-positivas.
Calcula-se que, aproximadamente, uma em cada cinco doentes com câncer da mama metastizado, é HER2-positiva e investigações recentes sugerem que as doentes HER2-positivas são mais suscetíveis às formas mais agressivas de cancro da mama. Por esta razão, determinar o status do HER2 da doente é um dado importante na decisão a tomar sobre as melhores opções de tratamento d câncer de mama metastizado.
Assim, depois de vermos toda esta panóplia de tratamentos possíveis, suas vantagens, desvantagens e características coloca-se naturalmente a questão de qual o método a se utilizar no combate.
Podemos dizer então que neste caso, o médico especialista, denominado de oncologista, ao escolher o seu programa de tratamento, tem em conta numerosos fatores, entre os quais a idade, o estado geral, a localização das metástases, e o tipo de células cancerosas envolvidas. A principal prioridade do médico na escolha do tratamento, deverá ser sempre e em qualquer circunstância a melhoria da qualidade de vida da paciente.
A decisão final acerca do tratamento deverá apenas ser tomada depois de uma cuidadosa consideração geral do perfil individual de cada doente e que, naturalmente, este pode incluir as preferências da própria.
Independentemente da abordagem, o perfil único do paciente é avaliado tendo em idêntica consideração os riscos e os benefícios do tratamento específico escolhido. O objetivo deve ser sempre alcançar a cura ou prolongar a vida, melhorando a sua qualidade.


CÂNCER DE MAMA

O corpo humano é formado por milhões de células que constantemente se reproduzem através de um processo organizado e controlado, do qual se formam, crescem e regeneram-se os tecidos saudáveis do corpo.
Às vezes, essas células começam a dividir-se e multiplicar-se aleatoriamente e de forma muito rápida, ocorrendo um desequilíbrio na formação dos tecidos do corpo, que é o que chamamos de Tumor.
Quando um conjunto destas células alteradas, invadem e espalham-se pelos tecidos mais próximos ou mesmo outros órgãos do corpo, mais especificamente, quando se desenvolvem nos tecidos mamários, denominamos de Câncer da Mama.
Esta é a forma mais comum no sexo feminino, chegando a afetar uma em dez mulheres. Porém, o número de casos aumenta bastante com o passar dos anos. A seguir ao Câncer do Pulmão, esta é a maior causa de mortes em mulheres e está, de certo modo, relacionado com o estilo de vida que atualmente as mulheres levam, principalmente no mundo ocidental. Dado que, os tecidos que compõem o peito do homem ou da mulher são idênticos, daí, podemos afirmar que este tipo de Câncer pode, também, atingir os homens. Contudo, existe menos de um por cento do total de diagnósticos.
O peito de uma mulher é constituído por varias unidades que produzem leite, por canais que ligam essas unidades ao mamilo e por tecido adiposo e conjuntivo, que servem para suportar os canais, as unidades produtoras de leite e os vasos linfáticos. O peito difere de mulher para mulher, em tamanho, consistência e forma e ao longo da vida eles alteram-se constantemente devido a vários fatores, como por exemplo, gravidez, menopausa, idade e entre outras.
O Câncer da Mama é reconhecido como sendo uma massa dura e irregular que se diferencia do resto da mama, quando é apalpada.

Tipos de Câncer da Mama
1) Carcinoma:
- Cancro Lobular: Ocorre nas unidades produtoras de leite.
- Cancro dos Ductos: Dá-se nos canais que levam o leite ao mamilo.

2) Sarcoma: Ocorre no tecido conjuntivo.

Sintomas -

É extremamente necessário conhecer os primeiros sintomas desta doença para que se possa iniciar o tratamento o quanto antes e de modo a evitar que a mesma se prolongue e cause maiores danos. Normalmente, qualquer alteração que se dá nas mamas deve-se logo consultar um médico. 
Entretanto, alguns dos sintomas são:
- Inflamação que não desaparece;
- Alteração da cor ou sensibilidade da pele da mama ou da aréola;
- Mudança no tamanho ou formato da mama;
- Espessamento no seio ou na axila;
- Corrimento pelo mamilo, por vezes com sangue;
- Retração da pele da mama ou do mamilo.
Muitas vezes, o câncer se manifesta logo no início, quando a cura ainda é possível, porém, nem sempre nos apercebemos dos sinais. Quando surgem sinais vagos mas persistentes, devemos dar importância e por exemplo, realizar um auto-exame na mama e em caso de dúvida, consultar um médico e se for necessário ele pedirá para realizar uma mamografia e/ou uma biopsia.
Como já foi dito acima, o Câncer da Mama é a forma mais comum entre as mulheres. Esta doença, quando detectada depressa, a taxa de sobrevivência pode chegar até 95%

Principais Causas:
Até a data, não há nenhuma causa específica para o Cancro da Mama, mas existem diversos fatores que aumentam a probabilidade de se ter este tipo de doença:
- Histórico Familiar -
Existe um maior risco de ser afetado pela doença quando a mulher, possui familiares, tanto do lado materno como do paterno, que já tenham tido. Todavia, deve-se salientar que em apenas 25% das mulheres que possuem o Cancro, verificou-se a existência desta doença nos seus familiares.
- Envelhecimento -
São raros os casos de Câncer da Mama em mulheres com menos de trinta anos. Mulheres com mais de 60 anos de idade correm um risco maior, isto significa que esta é menos comum antes da menopausa.
- Exposição aos agentes cancerígenos -
Alguns elementos cancerígenos aos quais costumamos estar expostos são, por exemplo, a fumaça dos cigarros e dos meios de transportes a combustão ou mesmo dos grelhados, alguns aditivos, o queimado dos alimentos, radiações dos exames médicos, do sol ou de centrais nucleares, o álcool e também substâncias existentes em tintas e vernizes.
- Não ter filhos.
- Histórico pessoal -
Existe um maior risco de contrair esta doença quando a mulher já foi afetada pela mesma, agora no outro seio.
- Alterações da mama -
Quando vistas ao microscópio, certas mulheres possuem no tecido mamário, determinados conjuntos de células anormais. 
- Ter filhos depois dos trinta anos de idade.
- Histórico menstrual -
A possibilidade de sofrer com esta doença, aumenta quando uma mulher tem a primeira menstruação antes dos 12 anos de idade e a menopausa depois dos 55 anos.
- Terapêutica hormonal de substituição -
Algumas mulheres, durante a menopausa, tomam algumas hormonas e muitas vezes, continuam com este processo. Isto aumenta a probabilidade.
- Raça -
Um fator bastante surpreendente, mas este tipo de Câncer é muito mais comum em mulheres caucasianas, como por exemplo as americanas, em comparação com as Latinas, as Asiáticas e também as Afro-Americanas.
- Radioterapia no peito -
As mulheres afetadas pelo Linfoma de Hodgkin, são tratadas através de radioterapia no peito. E quanto mais nova é a mulher, neste tratamento, maior é o risco de vir a contrair o Cancro da Mama. Isto não se aplica apenas a quem tenha este Linfoma mas a qualquer outra mulher que tenha feito radioterapia, sendo que a idade, no tratamento, continua a implicar na probabilidade.
- Densidade da mama -
Quando se faz um Raio-X da mama, costuma ser verificado o tipo de tecido que a mulher possui. No caso das mulheres mais adultas, se este for mais denso, em vez de gordo, são maiores as probabilidades.
- Obesidade - 
Este é um fator que está relacionado com uma quantidade demasiada de gordura corporal. Devemos lembrar de que o corpo produz estrogênios através das gorduras, desta maneira, mulheres mais obesas apresentam níveis mais elevados destas hormonas e, consequentemente, um maior risco.
Alguns estudos indicam que aumentar de peso, após a menopausa, pode também ser motivo maior de risco.
- Inatividade física -
Este ponto está, de certo modo, relacionado com a obesidade, pois a prática de exercício físico impede que haja um aumento de peso, prevenindo a obesidade. Ser fisicamente ativa é, e sempre foi, uma das melhores formas de prevenir qualquer doença.
- Álcool - 
Foi estudado que a ingestão de bebidas alcoólicas é diretamente proporcional ao risco. 
A proporção do Câncer de Mama, tende a aumentar com a duração do período de vida fértil da mulher. Mulheres que tiveram o seu primeiro filho muito cedo, correm um menor risco de desenvolver. Os abortos também parecem aumentar o risco de aparecimento, ao contrário de uma gravidez que se complete, dado que esta última tem um efeito benéfico, que é a lactação.
Existem ainda, estudos que afirmam que o uso de contraceptivos orais aumentam o risco, e por outro lado, outros estudos, afirmam que em nada influencia o uso de tais contraceptivos e que não existe qualquer tipo de relação entre os mesmos.
É interessante notar que quase todas essas causas podem ser controladas, com a exceção de algumas, como por exemplo o histórico familiar.

Tratamento:
Após detectado este tumor e confirmado pelo médico, existem varias modalidades de tratamento.
É importante que a mulher tenha acesso a toda informação sobre esta doença tal como os métodos de tratamento. O mais aconselhável é, sem dúvida, consultar um especialista e o tratamento inicia-se poucas semanas após o diagnóstico.
As formas de tratamento que existem são: a cirurgia, a radioterapia, a quimioterapia e a terapêutica hormonal. São métodos que têm como objetivo curar ou evitar que o câncer se espalhe.
A quimioterapia e a radioterapia são os métodos mais utilizados, porém, o avanço da ciência pretende disponibilizar novos meios de tratamento, que são fármacos, que em conjunto com os métodos normais, aliviam os efeitos secundários e atuam diretamente nas células cancerosas.
Tal como muitos outros tratamentos de outras doenças, estes também apresentam efeitos secundários. Dependendo do método utilizado e também da idade da mulher, poderá haver dor, cansaço, pele vermelha, seca e sensível, irregularidade do período menstrual, o aparecimento de cancros secundários, como a Leucemia, infertilidade e entre outros.
Todas as mudanças que a mulher sofre depois de diagnosticado este tumor, mudam a sua vida. É necessário haver muita informação e apoio para que a adaptação seja menos difícil e para que se consiga superar a doença.
A família e os amigos são essenciais nessa fase. Conversar e trocar idéas com pessoas que tenham o mesmo problema pode ser enriquecedor, assim como frequentar organizações especializadas no assunto, onde se pode obter bastante carinho e conforto.
É normal as mulheres terem receio das mudanças, não só físicas do seu próprio corpo mas também em relação aos sentimentos dos que a rodeiam e principalmente com o seu par. Carinho, amor, apoio e diálogo é muito importante entre o casal, pois assim discutem as suas preocupações e trocam idéias e podem, juntos, participar em grupos de apoio.
O Câncer da Mama é, provavelmente, uma das doenças com maior impacto social, visto que significa a agressão ao órgão que simboliza, não só o sexo feminino, mas também a Maternidade.