MISSÃO:

Profissional especializado em Atividade Física, Saúde e Qualidade de Vida. Sérgio Nunes e sua empresa QualiFis, pretendem desenvolver junto aos seus alunos e clientes a ideia da verdadeira Saúde, que obviamente não é apenas a ausência de doença, mas também o Encantamento com a Vida, dotando-os de um entendimento adequado de se Priorizar, de compreender que vale a pena Investir no seu Potencial de Ser, através do investimento na melhoria da Qualidade de Vida, aprimorando a saúde e usando como meio, a Atividade Física, em suas mais diferentes possibilidades.

“As informações, dicas e sugestões contidas nesse blog têm caráter meramente informativo, e não substituem o aconselhamento individual e o acompanhamento de médicos, nutricionistas, psicólogos e profissionais de educação física.”

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terça-feira, 12 de abril de 2011

A "EVOLUÇÃO" DA DIETA HUMANA




Durante milhões de anos, o ser humano sempre soube se alimentar, procurando intuitivamente os alimentos de forma adequada. Diversas linhas de pesquisa argumentam que a prevalência de muitas doenças crônicas nas sociedades modernas, entre elas a obesidade, a hipertensão, doenças coronarianas e diabetes, seria o resultado da incompatibilidade entre padrões dietéticos modernos e o tipo de dieta que nossa espécie desenvolveu para se alimentar como caçadores-coletores pré-históricos. 
Os aspectos alimentares influenciaram fortemente nossos ancentrais hominídeos tanto no aspecto físico, como no social. A expansão do nosso cérebro (três vezes maior que o esperado para outros primatas), por exemplo, quase que certamente não teria ocorrido se os hominídeos não tivessem adotado uma dieta suficientemente rica em calorias e nutrientes. Até mesmo a locomoção sobre as duas pernas (bipedalismo) pode ter emergido – dentre outras hipóteses – como uma postura de alimentação, por ter permitido o acesso a alimentos que antes estavam fora de alcance. Sabe-se que o último ancentral comum dos humanos e dos chimpanzés (nosso parente vivo mais próximo) era um quadrúpede. 

Conforme a teoria evolutiva corrente, por volta de 6 e 7 milhões de anos atrás, viveu nas florestas africanas um antepassado do homem do tamanho de um chimpanzé, que passava a maior parte do tempo nas árvores, em busca de seu alimento (frutas e folhas). Mas eventualmente descia ao solo. A presença de grandes molares e de pequenos caninos sugere que esses hominídeos tinham uma dieta baseada em vegetais, mas podemos supor que, eventualmente, insetos e pequenos vertebrados também fizessem parte de sua alimentação. 
Após alguns milhões de anos, o continente africano foi tornando-se mais árido, transformando as florestas em pastos e savanas, o que deixou os recursos alimentares distribuídos mais irregularmente.
Com isso, observa-se o início da caça de animais selvagens, pois a disseminação de pastos também resultou em um aumento na abundância relativa de mamíferos, como o antílope e a gazela, iniciando a era do homem coletor e caçador. No início, nossos antepassados tiveram grandes dificuldades, pois não estavam adaptados à caça. Portanto, eventualmente, quando encontrava um animal doente ou já morto, ele consumia a carne com voracidade. 
Sem dúvida, a ingestão de mais alimentos de origem animal foi uma forma de aumentar a densidade calórica e nutricional, uma mudança que parece ter sido crítica na evolução da raça humana. Neste período, estima-se que em torno de 60% do total de calorias da dieta eram provenientes de alimentos fonte de proteínas. 
Um valor como este pode assustar muitos profissionais da área de nutrição, visto que hoje se recomenda entre 10 e 15% das calorias totais provenientes de alimentos protéicos. Se uma ingestão acima das atuais diretrizes fosse realmente tão maléfica como pregam muitos, nós não estaríamos aqui para contar esta história, pois já teríamos padecido há milhões de anos. 
Os alimentos do homem caçador e coletor tiveram como base a carne, frutos e oleaginosas. Com o passar dos anos foram surgindo adaptações para facilitar a caça, pois as condições em que a evolução humana se deu permitiram que o homem desenvolvesse sua inteligência para compensar seus desvantajosos atributos físicos. Pedras lascadas para compensar a falta de garras e presas; lanças para compensar a pouca velocidade; além de estratégias e emboscadas para compensar a falta de resistência. A carne nos acompanhou grande parte desse tempo, seja da carcaça abatida por outros animais, ou muitas vezes, a única opção para não se morrer de fome era comer a carne de outros próprios humanos. 

Neste período, era freqüente o homem passar um ou mais dias seguindo e caçando animais e isso em passo acelerado ou correndo.
Depois ele levava a caça até sua caverna – provavelmente carregando nas costas – a passos também relativamente rápidos. Mesmo quando não estava à procura de alimento, abrigo ou segurança, o homem pré-histórico era fisicamente ativo. Ele apreciava o exercício. Era parte de sua vida social, religiosa e cultural. 
Cerca de 1,8 milhões de anos atrás, parte dos hominídeos começaram a deixar a África, aventurando-se pelo mundo até então desconhecido. Este período coincide com o início da utilização do fogo para cozinhar os alimentos. A cocção não só faz com que os vegetais fiquem mais macios e fáceis de mastigar, como aumenta substancialmente o conteúdo energético disponível, particularmente em tubérculos feculosos como a batata e a mandioca. Quando crus, as féculas não são imediatamente quebradas pelas enzimas do corpo humano. Quando aquecidos, porém, esses carboidratos complexos tornam-se mais digeríveis, liberando mais calorias. 
Com o início da agricultura, há cerca de seis a sete mil anos, o homem agricultor passou a ter a segurança de saber que, se cuidasse da sua plantação, teria alimento para o ano inteiro. O cultivo de vegetais também permitia o sustento da família sem a necessidade de grandes deslocamentos. Permitia a fixação a terra e o sustento de um núcleo populacional maior em menor área. Mas isto não tornou o homem exclusivamente vegetariano, pois a criação de animais concentrou-se nas terras menos propícias ao cultivo. 
Com a agricultura, ocorreu um acréscimo substancioso da oferta de carboidratos que está possivelmente, dentre outros benefícios, associado ao desenvolvimento da reflexão (pensamento), resultando no acréscimo do acervo cultural. Por outro lado, alguns efeitos colaterais ocorreram, tais como a obesidade, hipertensão arterial, diabetes, doenças psicossomáticas e a hipercolesterolemia - doenças inexistentes no homem pré-histórico ou entre qualquer outro mamífero terrestre não domesticado.
Há cerca de 20 mil anos, para preencher suas necessidades energéticas, o homem pré-histórico sonhava encontrar frutas doces e carne animal. No entanto, obter comida naquela época não era fácil e exigia, além de sorte, um grande desgaste: percorrer longas distâncias, subir em árvores, etc. Quando alguém caçava um animal de maior porte, comiam todos parcimoniosamente até não poder mais, pois carne estraga rápido, e não se sabia quando teriam sucesso de novo na caça. Nesses dias de sorte, muito provavelmente, nossos ancestrais passavam o restante do dia economizando energia sem fazer nada, exceto quando era necessário correr atrás de mais comida ou fugir de algum predador. 
Fica claro, portanto, que aqueles dotados de organismos capazes de acumular gordura de maneira mais eficaz, sobreviveram a essa fase do período evolutivo e os que não tinham tal capacidade padeceram. Quando nos sentamos à mesa, existe em nosso subconsciente um peso de aproximadamente 3,6 milhões de anos de evolução e luta pela vida na Terra. Porém, para uma parcela privilegiada da população, não existe mais escassez de alimentos, obrigando-os a tentar controlar a ação dos nossos genes que insistem em nos fazer comer até ficarmos totalmente saciados e armazenar energia quase ilimitadamente, além de tirar um bom cochilo após a refeição. Existem ainda evidências crescentes de que a fisiologia humana é configurada de forma mais eficiente para lidar com a minimização de potenciais conseqüências negativas da baixa ingestão calórica (fome) que com as conseqüências negativas do excesso de calorias. 
Considerando a alimentação da civilização moderna, durante muito tempo, nós mantivemos grande parte dos hábitos alimentares adequados, sendo que somente nos últimos 150 anos, o avanço tecnológico vem modificando a relação humana com o meio ambiente. Ou seja, nossa alimentação vem piorando muito.
As tendências de transição nutricional ocorridas principalmente no século passado em diferentes regiões do mundo convergem para uma dieta mais rica em gorduras (particularmente as de origem animal), açúcares e alimentos refinados; ao mesmo tempo em que essa dieta é (infelizmente) reduzida em fibras, carboidratos complexos e alimentos funcionais. 
Comidas práticas, saborosas, riquíssimas em carboidratos e com teores elevados de aditivos químicos, vêm tomando conta das prateleiras dos supermercados, enquanto alimentos integrais ou orgânicos ficam escondidos nos cantos das gôndolas. Em paralelo, a demanda energética da vida moderna tem caído drasticamente, devido a um estilo de vida mais sedentário. Estima-se que o gasto energético total do homem moderno sedentário seja o equivalente a 68% do gasto energético total do homem na idade da pedra. Até mesmo nossos avós “queimavam” entre 300 e 400 calorias a mais que nós. Não precisamos nos movimentar tanto quando há esteiras e escadas rolantes, carros, aviões e supermercados, sem falar na internet e no telefone. 
O resultado disso tudo é o aumento na prevalência de várias doenças, incluindo a obesidade. Sabe-se que aproximadamente 70% das doenças cardiovasculares estão diretamente ligadas à obesidade. 
Nós somos vítimas do nosso próprio sucesso evolutivo, desenvolvendo uma dieta calórica concentrada, mas minimizando a quantidade de energia de manutenção despendida em atividade física. Até mesmo o desenvolvimento de suplementos nutricionais, que substituem refeições, é uma continuação da tendência iniciada por nossos ancestrais: obter o máximo de retorno nutricional, no menor volume e com maior praticidade. 
Se encontrarmos um membro dos Kung ou dos Nanamiut (povos que ainda vivem em condições naturais), veremos imediatamente que eles são magros, saudáveis e atléticos.

Agora, ao olharmos para a maioria dos habitantes de qualquer cidade de qualquer país industrializado, a diferença é óbvia. 
Nosso organismo não mudou muito desde os tempos pré-históricos. Em termos de dieta e exercício, a evolução não acompanhou nossos modernos estilos de vida. Nosso corpo precisa de exercício e uma boa alimentação para permanecer saudável e prevenir doenças. Evoluímos para nos movimentar, mas nossa sociedade nos condicionou a ficar parados e se alimentar erroneamente. O exercício e uma ótima nutrição devem ser incorporados à vida cotidiana para que se pareçam completamente naturais, pois é isso que eles são. 

Além da atenção à alimentação, vale lembrar que para ter a saúde em dia, manter um ritmo de atividades físicas é fundamental. Estudos já comprovaram que a execução de exercícios e/ou prática de esportes são capazes de prevenir diversas doenças cardíacas, derrame cerebral... além de reduz o risco de desenvolver diabetes, obesidade e hipertensão arterial.

Hipócrates, o pai da medicina, observou, há 2500 anos, que as doenças originam-se da natureza e podem ser evitadas quando se estabelece um equilíbrio entre o meio ambiente, os alimentos ingeridos e o espírito.  Portanto, é sempre tempo de refletirmos sobre seu principal ensinamento - "o alimento é o nosso melhor remédio".

Fonte: Rodolfo Anthero de Noronha Peres (Nutricionista esportivo)

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segunda-feira, 11 de abril de 2011

SUPLEMENTOS


O QUE É? 

O suplemento alimentar é um produto constituído de pelo menos um desses ingredientes: vitaminas (A, C,complexo B, etc.) minerais (Fe, Ca, K, Zn, etc.) ervas e botânicos (ginseng, guaraná em pó), aminoácidos (BCAA, arginina, arnitina, glutamina), metabólitos (creatina, Lcarnitina), extratos (levedura de cerveja) ou combinações dos ingredientes acima e, não deve ser considerado como alimento convencional da dieta. Suplemento não é Esteróide Anabolizante!

O Esteróide  é um medicamento à base de hormônios que age estimulando o anabolismo protéico, com decorrente aumento de peso corporal, devido principalmente ao desenvolvimento da musculatura esquelética. No entanto existem vários outras substâncias além dessas que podem influenciar negativamente ou positivamente a prática de esportes competitivos e amadores. 

Os suplementos alimentares podem ser classificados em grupos de acordo com a definição de suplemento dietético e sua divisão em grupos, descritos na literatura:

1: Produtos compostos por proteínas e aminoácidos (Whey protein, Whey pro, Simple protein, Natubolic, Aminofluid, BCAA, Aminopower, etc.). 
2: Produtos compostos por metabólitos de proteínas (L-carnitina, Carnitine, Creatina, etc.).
3: Produtos compostos por vitaminas e minerais (Cebion, Provit, Vit B, etc).
4: Produtos compostos por extratos, botânicos e ervas (Ginseng, Guaraná em pó, etc.).
5: Produtos mistos (Megamass, Massa, Levedo de cerveja, etc.).

Para os indivíduos sedentários recomenda-se o consumo diário de proteínas entre 0,8 e 1,2g/kg de peso/ dia. Tem sido constatada uma maior necessidade de ingestão para aqueles indivíduos praticantes de exercícios físicos, pois as proteínas contribuem para o fornecimento de energia em exercícios de endurance, sendo, ainda, necessárias na síntese protéica muscular no pós-exercício. Para atletas de endurance, as proteínas têm um papel auxiliar no fornecimento de energia para a atividade, calculando-se ser de 1,2 a 1,6g/kg de peso a necessidade diária. Para os atletas de força, a proteína tem papel importante no fornecimento de “matéria-prima” para a síntese de tecido, sendo de 1,4 a 1,8g/kg de peso as necessidades diárias. 

Para atletas em regime de treinamento intenso, tem sido sugerido, o que tem gerado controvérsia, o consumo de vitamina C entre 500 e 1.500mg/dia (proporcionaria melhor resposta imunológica e antioxidante) e de vitamina E (aprimoraria a ação antioxidante). Alguns minerais são importantes como o zinco que está envolvido no processo respiratório celular e sua deficiência em atletas pode gerar anorexia, perda de peso significativa, fadiga, queda no rendimento em provas de endurance e risco de osteoporose, razão pela qual tem sido sugerida a utilização em suplementação alimentar. No entanto tem-se que verificar a real necessidade caso a caso. 
Atletas do sexo feminino, em dietas de restrição calórica, podem sofrer deficiências no aporte de minerais. É o caso do cálcio, envolvido na formação e manutenção óssea. O baixo nível de ferro, que ocorre em cerca de 15% da população mundial, causa fadiga e anemia, afetando a performance e o sistema imunológico. Recomenda-se atenção especial ao consumo de alimentos com ferro de elevada biodisponibilidade. Recomenda-se que a dieta contenha a quantidade mínima de 1.000mg/dia de cálcio. Em relação ao ferro, recomenda-se 15mg/dia para a população feminina e 10mg/dia para a masculina. Para as gestantes, a recomendação diária é de 30mg (possível com a dieta).



CUIDADOS:

Todo dia, milhões de pessoas, tanto atletas como não atletas, procuram lojas especializadas de suplemento alimentares, na busca de produtos para melhorar sua performance e sua estética, motivados por propagandas e indicações de vendedores, mesmo havendo divergências científicas a respeito da melhora da performance e o prometido resultado de alguns produtos. Ainda faltam a garantia dos efeitos pelos laboratórios e uma regulamentação específica sobre os produtos, surgindo dúvidas sobre sua eficácia, e o mais importante, não se garante a inexistência de efeitos colaterais adversos à saúde. 

A fim de permitir o esclarecimento destes produtos no mercado, se faz necessário perguntar quais são as evidências científicas sobre os efeitos reais, sua real necessidade e os efeitos adversos no uso impróprio destes produtos. 


Efedrina: 
Os suplementos que estão na lista popular entre os de maior risco a saúde (CLARKSON, 2002) e que tiveram sua comercialização proibida pela portaria da vigilância sanitária em nosso país, são os compostos com efedrina, encontrada em várias plantas que contenham Ma Huang (efedrina chinesa). A efedrina possui a mesma estrutura química das anfetaminas e seus efeitos similares como: aumento dos batimentos cardíacos e pressão arterial (CLARKSON e COLEMAN, 2002). Ao combinar-se efedrina, cafeína e aspirina (conhecida como a combinação “eca”) prolonga-se a ação da efedrina, como também seus efeitos adversos (COLEMAN, 2002). Por dois anos, entre 1997 a 1999, HALLER e BENOWITZ (2000) estudaram um grupo de 140 usuários da efedrina que apresentaram complicações severas, com efeitos colaterais como: infarto do miocárdio, derrame, convulsão, psicose, arritmias e morte. Um terço do grupo apresentou estas complicações “certamente” ou “provavelmente” devido ao uso da efedrina e outro um terço “possivelmente” apresentou estas complicações devido ao produto.



É interessante notar, que o grupo estudado era composto por pessoas jovens e que o uso de efedrina foi de apenas alguns dias, tendo como resultado 10 mortes e 13 incapacitados permanentes. Efeitos colaterais “mais leves” também são apresentados devidos a sua atuação no sistema nervoso (sistema nervoso simpático) como: tremores, nervosismo, elevação da freqüência cardíaca e da pressão arterial. O uso de efedrina objetiva principalmente a diminuição da gordura corporal através do aumento da taxa metabólica e diminuição do apetite (CLARKSON, 1998; ASTRUP, TOUBRO, CHRISTENSEN, QUAADE, 1992; DALY, KRIEGER, DULLOOO, YOUNG, LANDSBERG, 1993). Entretanto, seu uso para este fim só é concebível em pequenas doses para pessoas obesas (CLARKSON, 1998), e não da forma como é comumente utilizada por freqüentadores de academia. Mesmo assim, os resultados para os obesos não permaneceram, sendo revertidos com a interrupção da droga. É importante notar que não existe estudo em indivíduos magros. 

Seu uso é feito com dose típica de 20 mg com o uso freqüente de duas à três vezes ao dia (CLARKSON, 2001), entretanto vários produtos contém de 1 a 110 mg de efedrina em seus produtos sem a devida notificação em seus rótulos (CLARKSON, 2001). Ressaltando que esta substância está banida do COI (Comitê Olímpico Internacional) e é considerado doping. O mais perigoso para atletas (pelo perigo de ser pego no exame de doping) e para indivíduos que apresentam já patologias são os ditos complementos para “melhorar a mente” ou “ganhar energia” que não apresenta em seus rótulos está substância.



Androstenediona e Yohimbine: 
Outro suplemento de risco é a androstenediona. Este “pró-hormônio” esteróide é convertido em testosterona e, pelas informações dos laboratórios, esta aumentaria a massa muscular e a força, mas estes efeitos não foram confirmados no estudo de KING et al, que verificaram que a suplementação de 300mg por dia de androstediona em homens durante 8 semanas de treinamento de resistência não produziu nenhuma alteração em relação a testosterona sérica, força, massa muscular e composição corporal. Entretanto, o grupo que usava androstenediona apresentou queda dos níveis de HDL, o colesterol bom, e aumento nos níveis séricos de estrógeno, causando evidências de conseqüências adversas ao sistema circulatório com o uso prolongado, ou com altas doses (CLARKSON, 2002) desta suplementação. 

Ultimamente muitos atletas de elite estão sendo acusados de doping, por apresentarem teste positivo para o hormônio nandrolona e testosterona, porém alguns são inocentes, pois este pró-hormônio androstenediona e outros pró-hormônios muitas vezes não são citados nos rótulos de vários produtos de suplementação alimentar, e, a justificativa do laboratório é de apontar estes esteróides como “impurezas” do produto, o que pode gerar um teste positivo para os hormônios citados acima (MAUGHAN, 2001). 

Outro produto que traz risco a saúde é a Yohimbine, que teria a poder de aumentar a produção de testosterona sérica, e com este fato, aumentar a massa muscular, perda da gordura corporal e de ter poder afrodisíacos, entretanto, nenhuns destes efeitos foram confirmados. Foram reportados efeitos colaterais, desde dores de cabeça, enxaqueca e nervosismo até a efeitos graves, como: aumento da pressão arterial, elevação dos batimentos cardíacos, palpitações cardíacas e alucinações (COLEMAN, 2002).



Existem também os suplementos que são utilizados para uma melhor qualidade de vida ou desempenho físico (comprovados cientificamente), entretanto o uso inadequado pode levar a problemas de saúde grave. Um exemplo clássico é sobre os complementos minerais e vitaminas, em que dietas pobres podem levar a deficiência e grandes doses podem ser altamente tóxicas. Um exemplo clássico é a falta de ferro (CLARKSON, 2002) em que sua deficiência pode levar a perda da performance nos trabalhos de endurance. Porém, megadoses criam desequilíbrios em outros minerais, sobretudo na absorção do cobre, e seu uso prolongado pode gerar problemas cardiovasculares (CLARKSON, 2002) 
Outros suplementos que apresentam resultados científicos, porém sua má administração e uso abusivo a longo prazo podem gerar efeitos colaterais perigosos á saúde, são: a creatina e a suplementação de proteínas.



Creatina: 
Segundo JUHN e TARNOPOLSKY (1998) e SCHILLING et et. (2001) diversos estudos relataram alguns sintomas gastro intestinais como náuseas vômitos e/ou diarréias com o uso de creatina 

De acordo com KREIDER (1998), os estudos não têm relatado reações clinicamente significativas das enzimas hepáticas em resposta a suplementação de creatina, e conseqüentemente, nenhum dano ao fígado. Porém, POORTMANS e FRANCAUX (2000) relataram alterações na quantidade de algumas enzimas no fígado, mas não encontraram modificações no metabolismo hepático. 

JUHN e TARNOPOLSKY (1998) mencionaram, que a suplementação de creatina não deveria ser uma prática comum entre as pessoas que tem alguma propensão a desenvolver doenças renais e aquelas que já possuem algum tipo de disfunção renal. Apesar dos riscos da desidratação ainda não serem comprovados, grande parte dos laboratórios de creatina aconselha uma maior ingestão de água, numa tentativa de redução das possibilidades do usuário desidratar-se. Supondo que com a suplementação de creatina, ocorra uma mudança por meio de fluidos para dentro da célula, levando a uma retenção intracelular, como também a promoção de amônia (tóxico) que é eliminado pela urina, estes mesmos autores sugerem pesquisas em longo prazo para definir melhor os efeitos colaterais. O próprio ganho muscular (POORTMANS e FRANCAUS, 2000; JUHN e TARNOPOLSKY, 1998; MUJIKA e PADILHA, 1997) poderia ser uma prática desaconselhável em alguns esportes devido suas características particulares de indesejável aumento corporal como a natação. 

De acordo com as evidências encontradas na maioria das pesquisas, KREIDER (1998) afirma que a suplementação de creatina parece ser uma prática clinicamente segura, quando usada em doses descritas na literatura.




Proteínas: 
A suplementação protéica é uma prática comum entre praticantes de musculação, e, de fato, o treinamento de força resulta em uma necessidade diária maior de proteínas. Entretanto seu uso abusivo, por exemplo, 2,4 g por quilograma de peso por dia já é capaz de induzir a queima do excesso de aminoácidos (TARNOPLSKY,1992), em que níveis elevados de cetose, acidez e amônia podem levar, a longo prazo, a sobrecarga renal, desidratação e problemas cardiovasculares (POORTMANS, 2000). 


Enfim, penso que uma fiscalização maior pelas autoridades em saúde para o controle na produção e comercialização destes produtos se faz necessário, como também uma melhor conscientização da comunidade (usuários) e educadores físicos (muitas vezes os incentivadores) sobre o assunto. Atuação também maior por parte de agentes de saúde (sejam eles nutricionistas, médicos ou professores de musculação principalmente) no esclarecimento e no uso adequado destes produtos que devem, por sinal, ser utilizados apenas por recomendação de um(a) Nutricionista.


Excelentes Treinos Saudáveis!!

domingo, 10 de abril de 2011

MASSACRE DE REALENGO

              Apesar de não tratar diretamente destes assuntos, não é o objetivo deste Espaço, não posso me furtar, como Educador, de emitir minha modesta opinião! De qualquer maneira, no fundo, o tema trata também de Saúde e Qualidade de Vida.


                 Não sou psicólogo, sociólogo, antropólogo ou psiquiatra, apenas um cidadão comum, pai de dois filhos, professor de educação física. Atendo a pessoas de todo os níveis e classes sociais, sexo, raça e crenças.
          Vivemos hoje em um mundo consumista, imediatista e individualista com acessos instantâneo e em tempo real com qualquer rincão deste mundão de meu Deus!
            A família, célula base da sociedade, como aprendi lá na minha infância, está completamente desfacelada, desestruturada e abandonada. Nossas crianças, o futuro da Nação, são hoje deixadas aos cuidados da TV, da Internet, dos Jogos de Computadores, das Ruas ou quem tem mais condições com uma babá, que, por sua vez e quase sempre, vem também de uma família esquecida.
            Transfere-se então a responsabilidade da Educação e até mesmo da Criação dos filhos para as Escolas, os Professores ou Tutores. Os pais, “lavam as mãos”! Pois, estão ocupadíssimos em prover o sustento e um mínimo de conforto ao lar. E o mínimo hoje, imposto pelo consumismo desenfreado e selvagem, através das diferentes estratégias de vendas, e pode-se ler lavagem cerebral, torna-se praticamente impossível de ser alcançado pela maioria da população. Não importando a sua Renda! É a cultura da insatisfação generalizada.
            E para tentar preencher estas “satisfações” uma jornada de trabalho já não basta! Enquanto outros... Já estão namorando com a criminalidade! Frustrações! O dinheiro, o trabalho, promoções, especializações, diplomas, bens materiais..., não compensam a falta de Carinho, Diálogo, Atenção, Afetividade, Bons exemplos, Disciplina, Convivência... AMOR que toda criança necessita para um desenvolvimento saudável.
            Então me perguntam, o que pode influenciar um jovem a cometer um massacre como o da escola de Realengo?
            Respondo: A falta de atenção na formação e educação das nossas crianças pela família, sociedade e estado. As deixamos à própria sorte, e... Eventualmente ela mostra a sua outra Cara! Onde será a próxima?

            

sexta-feira, 8 de abril de 2011

RECOMENDAÇÕES DA OMS PARA A ATIVIDADE FÍSICA

VEJA O VÍDEO AO FINAL DA PÁGINA

 No ano de 1995, a Organização Mundial de Saúde (OMS) estipulou a prática mínima de atividade física para a população mundial. Naquela oportunidade, foi preconizado que as atividades deveriam ser distribuídas em intensidades leves e moderadas. Recomendava-se 30 minutos de exercícios físicos diários, acumulados em períodos de no mínimo 10 minutos e preferencialmente, em todos os dias da semana. Estipulou ainda, que essa recomendação poderia ser de 20 minutos por dia, duas vezes na semana, em atividades vigorosas e intensas.

No entanto, muitas dúvidas permaneceram de lá para cá. Atualmente, a população mundial apresenta elevada ocorrência de excesso de peso. Estima-se que, entre 10 a 15% da população mundial sofra de obesidade e 35 a 40% apresente sobrepeso.
Índices de sobrepeso e obesidade são determinados pelo cálculo da fórmula: (peso/altura²). Caso o indivíduo apresente um índice entre 25 a 29,9 Kg/m² significa que ele está com o peso acima do recomendado. Caso o índice se apresente entre 30 ou mais, tal valor indica que a pessoa está obesa.

Uma das formas de acabar com as altas taxas de sobrepeso e obesidade é pela prática habitual de atividade física e aderência a uma dieta saudável. O exercício físico auxilia no combate ao excesso de peso por meio do aumento do gasto energético e a alimentação adequada diminui o acúmulo de gordura corporal.
Mesmo que está informação já esteja bem disseminada entre a população, a maioria das pessoas ainda é inativa fisicamente. Estudos mostram que, mais de 50% da população brasileira não pratica atividade física e possui hábitos sedentários. O comodismo, aliado ao desenvolvimento tecnológico, são grandes incentivadores da redução diária da prática de atividade física.

A vida moderna nos deu mais conforto. Nos proporcionou a troca do trabalho corporal pela utilização das máquinas, controles remotos, entretenimento digital, vídeo games cada vez mais sofisticados. Dessa maneira, fomos deixando de lado os passeios nos parques, o futebol no campinho de terra batida, brincadeiras que proporcionavam lazer, diversão e acima de tudo, nos fazia gastar energia.

Atualmente, em cada três casos de morte, um está relacionado a doenças cardiovasculares. Estes são males que poderiam ser evitados com a mudança de atitude da população. Caso as pessoas gastassem mais energia em resultado do exercício físico. Porém, infelizmente não é isso que ocorre. 

Pensando nisso, a Organização Mundial de Saúde decidiu intervir mais uma vez. Dessa vez, tentou clarear as suas intenções. Em 2005, publicou as novas recomendações. Agora com sete novas mudanças, onde as mais expressivas são: 
Prática de atividade física todos os dias da semana, por pelo menos 30 minutos, podendo ser acumulados em períodos de 10 minutos. Além disso, pessoas que desejam emagrecer, devem exceder esses períodos. A prática de atividades de intensidades mais elevadas devem ser realizadas em dois dias da semana, por pelo menos 20 minutos. Porém, dessa vez essas duas atividades podem ser combinadas, ou seja, dois dias de atividades moderadas (caminhadas, trabalhos manuais) e dois dias de atividades vigorosas (prática desportiva, futebol, basquetebol, corrida). 
Por último, a OMS introduziu a execução de exercícios com pesos, em pelo menos dois dias da semana, em dias não consecutivos, que agregue grandes grupos musculares, podendo ser de forma conjunta (bíceps, ombros, quadríceps, panturrilha), sendo caracterizados como exercícios de maior intensidade, e desta forma, podendo ser executados junto aos exercícios de intensidade moderada (já descrito anteriormente), sendo dois dias de atividades deve intensidades leves ou moderadas e dois dias com o treinamento com pesos, também em dias alternados.
Todo esse esforço dá-se em função de que a população precisa praticar mais atividade física e diminuir os elevados valores de peso corporal. Agora que você já tem essa informação, é hora de se exercitar.



ACESSE TAMBÉM:  http://new.paho.org/bra/   (OMS - BRASIL)

Veja Mais em :



EM BUSCA DO BEM-ESTAR E DA QUALIDADE DE VIDA




"Ao assistirmos a televisão ou ao folhearmos uma revista observamos homens e mulheres esbeltos e com corpos perfeitos. Temos a impressão de que este é o modelo de saúde e bem-estar.
Isso tem levado as pessoas a buscar soluções mágicas como cirurgias plásticas, remédios milagrosos ou dietas radicais. Mas isso não tem tornado as pessoas mais saudáveis e, principalmente, mais felizes.

A saúde, a qualidade de vida e o bem-estar não se resumem a ter uma pressão arterial controlada, bons níveis de colesterol no sangue ou fazer check-ups todos os anos.


As dimensões de qualidade de vida, física, emocional, social, espiritual e intelectual compõem o todo do ser humano. E todas estas dimensões devem ser cultivadas e desenvolvidas no dia-a-dia ao longo de toda a nossa vida. Brian Luke Seaward nos lembra de que "o todo é maior que a soma das partes e todas as partes devem ser vistas igualmente como partes do todo". Estas partes não podem ser separadas, pois as dimensões físicas, emocionais, sociais, espirituais e intelectuais estão intimamente inter-relacionadas. A receita é integração, equilíbrio e harmonia entre estas dimensões. 



A conexão entre as diferentes dimensões da saúde e qualidade de vida tem sido estudada e as evidências têm se mostrado cada vez mais fortes. Dean Ornish, em seu livro "Love & Intimacy" apresenta vários estudos científicos, bem elaborados e consistentes, envolvendo milhares de pessoas, em todo o mundo. Estas pesquisas demonstraram que o amor, a amizade, o perdão, o apoio fraternal e a comunicação entre as pessoas têm forte relação com as doenças cardiovasculares (infarto do miocárdio e derrame cerebral), os problemas imunológicos, as doenças gastrintestinais, o câncer e o tempo de vida. Conclui que o amor, a amizade e o apoio de outras pessoas são necessidades tão importantes para as pessoas como dormir, comer ou mesmo respirar.
Deste modo, estes valores têm que ser cultivados com as ferramentas do perdão, da comunicação sincera, do contato com as outras pessoas, da meditação, do apoio mútuo, da ajuda profissional (através da psicoterapia, por exemplo) e do serviço voluntário para ajudar alguém que precisa. sso tem levado as pessoas a buscar soluções mágicas como cirurgias plásticas, remédios milagrosos ou dietas radicais. Mas isso não tem tornado as pessoas mais saudáveis e, principalmente, mais felizes.

Uma nova modalidade de estudo da dimensão emocional, denominada psicologia positiva, que tem em Martin Seligman um dos seus pilares, demonstra que as emoções positivas funcionam como previsão de saúde e longevidade. Pessoas felizes tem melhor estilo de vida, pressão arterial mais baixa e um sistema imunológico mais ativo que as menos felizes. Sabe-se que as pessoas otimistas cuidam mais da saúde e têm resultados melhores quando são submetidos à cirurgia ou outros tratamentos. A boa notícia é que os traços positivos, principalmente as forças e virtudes, como a gentileza, a capacidade de perdoar, a humildade, o autocontrole, a liderança, a perseverança, a integridade, à vontade de aprender e o humor podem ser cultivadas e desenvolvidas. Assim, também no aspecto emocional, não se trata somente de cuidar de doenças como a depressão, as psicoses, os traumas, mas buscar desenvolver as virtudes e forças positivas para viver melhor e ser mais feliz.


Somos parte do universo e nossa presença, como pessoa, como ser político, como pai ou mãe, como irmão ou irmã, como amigo, faz a diferença. Não somos só um número, um RG, mas uma pessoa única e especial. Ninguém consegue viver bem sem acreditar que pertence a algo maior e mais permanente do que a simples existência. Tocarmos o dia-a-dia como robôs, com uma rotina sem sentido, não dá significado a nossa vida.



Diante de tanta violência, maldade, corrupção, pobreza e guerras, muitas pessoas acabam tendo a atitude da avestruz: colocam a cabeça na areia, se escondem e resolvem tocar a sua vida sem pensar ou se envolver.

Mas, sabemos que não é possível ter uma vida feliz ou com qualidade de vida sem assumirmos parte da responsabilidade pelo cuidado com o nosso país, com as pessoas com as quais a gente convive e com o mundo onde vivemos.

Na verdade, nem sempre conseguimos grandes vitórias ou mudanças, mas esta interação, buscar melhorar as coisas, já nos dá a sensação de recompensa e nos deixa mais felizes. Isso nos dá uma sensação de pertencimento, isto é, fazemos parte do jogo, fazemos a diferença!


Muitas vezes, a nossa saúde e qualidade de vida não são as ideais. O primeiro impulso é assumirmos a posição de vitimas e ficarmos paralisados. A situação só tende a piorar.



Deste modo, o primeiro passo é sermos proativos. Tudo começa pela nossa atitude. Adquirir conhecimentos, buscar ajuda com profissionais competentes e estabelecer metas e objetivos são atitudes que permitem evolução e crescimento.



É fundamental que tenhamos um tempo para o nosso cuidado e crescimento pessoal. Devemos reservar uma parte do nosso dia para atividades que criarão condições para uma vida melhor. Deste modo, criar um espaço em nossa agenda para realizar atividade física, ligar para os amigos, ir ao dentista ou olhar o pôr-do-sol fará a diferença em nossa vida.



Estamos freqüentemente envolvidos com as atividades do dia-a-dia, com os compromissos, com a preocupação com o futuro. Muitas vezes nos comportamos como autômatos. Jon Kabat-Zinn demonstrou que uma das melhores maneiras para melhorar a qualidade de vida e reduzir o estresse é estarmos conscientes, observarmos atentamente a realidade em que vivemos, sem julgamentos. A concentração está relacionada com viver em harmonia consigo mesmo e com o mundo. Através desta postura, vivemos e valorizamos cada momento, apreciamos as coisas boas, aprendemos com os erros e conseguimos trocar energias positivas com as pessoas.

A qualidade de vida não é atingida somente com grandes realizações, crescimento material ou acontecimentos fantásticos. Mihaly Csikszentmihalyi estudou os acontecimentos que deixavam as pessoas mais felizes ou satisfeitas e fazem a excelência na vida. Observou que pequenos eventos, em casa, no trabalho ou no lazer trazem grande satisfação e ajudam a reduzir o stress. 

Devemos nos lembrar que a qualidade de vida não é uma meta que atingimos e, pronto! Ao longo de toda a nossa vida, com momentos bons e ruins, com altos e baixos, vamos evoluindo, aprendendo e nos fortalecendo.


Outro aspecto importante: não há uma receita pronta, uma prescrição médica. Cada pessoa deve construir o seu caminho, sua história de vida. Este livro não oferece uma "receita de bolo", mas a experiência de especialistas que buscam oferecer pistas para uma vida melhor.



Como dissemos, a nossa saúde e qualidade de vida possuem as dimensões física, emocional, social, espiritual e intelectual. O crescimento e o bem-estar provêm do equilíbrio entre estas dimensões. Assim, é importante fazer o diagnóstico. Ao final deste capitulo, há um pequeno teste para que você conheça qual área precisa melhorar para equilibrar as diferentes áreas da sua vida. A partir deste diagnóstico, é importante estabelecermos METAS E PRIORIDADES. Elas devem ser claras para evitar a distração e termos um caminho a seguir. Inicialmente, a partir da avaliação, faça uma lista de metas de longo prazo. Elas devem ser atingidas e mantidas por, pelo menos, um ano. Além disso, as metas devem ser realistas e que podem ser conferidas ao final do período. Por exemplo, você pode ter como meta, parar de fumar, ter uma vida mais ativa e realizar atividades físicas, cinco vezes por semana ou rever a alimentação e perder dez quilos de peso.
Mas antes disso, estabeleça algumas metas de curto prazo que ajudarão a atingir a meta de longo prazo. Por exemplo, se deseja ser mais ativo, inicie com caminhadas duas vezes por semana, pela manhã e vá aumentando a freqüência até atingir os cinco dias desejados, convide um amigo para caminhar junto ou passe a levar o cachorro para passear. 

A melhoria da saúde e da qualidade de vida é um caminhar constante, superando os obstáculos, passo-a-passo. Exige paciência, perseverança e planejamento." 


Fonte : Extraido do Livro "Wellness - Seu Guia de Saúde e Qualidade de Vida" de Alberto Ogata e Ricardo De Marchi, publicado pela Editora Campus Elsevier.



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CONSUMO CONSCIENTE



                                                                                          


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   O que é Consumo? 

A palavra é bem conhecida de todos e, seguramente, tem algum significado para você. Consumir implica em um processo de seis etapas que, normalmente, realizamos de modo automático e, mais ainda, muitas vezes impulsivo. O mais comum é as pessoas associarem consumo a compras, o que está correto, mas incompleto, pois não engloba todo o sentido do verbo. A compra é apenas uma etapa do consumo. Antes dela, temos que decidir o que consumir, por que consumir, como consumir e de quem consumir. Depois de refletir a respeito desses pontos é que partimos para a compra. E após a compra, existe o uso e o descarte do que foi adquirido.

Considerando todos esses aspectos do consumo, você vai ver que ele está presente praticamente o tempo todo em nossas vidas. Ao acordar, vamos ao banheiro e consumimos água, eletricidade, pasta de dente e sabonete. Depois tomamos café-da-manhã e lá vai café, pão, manteiga, geléia, frutas, água, eletricidade. E mais água para fazer o café e para lavar a louça. Quando saímos para o trabalho, a menos que se vá a pé ou de bicicleta, consumimos combustível, mesmo que seja do ônibus, e no caso do metrô, energia elétrica. Dependendo da ocupação de cada um, haverá diferentes tipos de consumo, mas é quase certo que haverá uso de eletricidade, papel e cafezinho, por exemplo. Portanto, mesmo que você passe o dia todo sem sequer abrir a carteira, terá consumido muita coisa.

Por isso o consumo é algo muito importante e que provoca diversos impactos. Primeiro em nós mesmos, já que temos que arcar com as despesas do consumo e também nos beneficiamos do bem estar derivado dele. Depois, o impacto na economia, porque ao adquirirmos algo, movimentamos a máquina de produção e distribuição, ativando a economia. Também afeta a sociedade, porque é dentro dela que ocorrem a produção, as trocas e as transformações provocadas pelo consumo. E por fim, o impacto sobre a natureza, que nos fornece as matérias-primas para a produção de tudo o que consumimos.

O consumo é um dos nossos grandes instrumentos de bem estar, mas precisamos aprender a produzir e consumir os bens e serviços de uma maneira diferente da atual, visto que o modelo hoje utilizado de produção e consumo contribuiu para aprofundar alguns aspectos da desigualdade social e do desequilíbrio ambiental. Mas as coisas não precisam ser assim e existe um enorme potencial para que o consumo que nos trouxe a essa situação, se exercido de outra forma, nos tire dela. 
Vamos ver como?
                              

CONSUMO CONSCIENTE:

Bem, agora que você já sabe que muitos dos nossos atos são atos de consumo e que eles impactam a sua vida e as condições da vida no planeta, chegou a hora de saber como você pode usar suas escolhas de consumo para ajudar a construir um mundo social e ambientalmente melhor. O caminho passa pela adoção do consumo consciente. E o que é consumo consciente? 

É consumir levando em consideração os impactos provocados pelo consumo. Explicando melhor: o consumidor pode, por meio de suas escolhas, buscar maximizar os impactos positivos e minimizar os negativos dos seus atos de consumo, e desta forma contribuir com seu poder de consumo para construir um mundo melhor. Isso é Consumo Consciente. Em poucas palavras, é um consumo com consciência de seu impacto e voltado à sustentabilidade.

O consumidor consciente busca o equilíbrio entre a sua satisfação pessoal e a sustentabilidade do planeta, lembrando que a sustentabilidade implica em um modelo ambientalmente correto, socialmente justo e economicamente viável. O consumidor consciente reflete a respeito de seus atos de consumo e como eles irão repercutir não só sobre si mesmo, mas também sobre as relações sociais, a economia e a natureza. O consumidor consciente também busca disseminar o conceito e a prática do consumo consciente, fazendo com que pequenos gestos de consumo realizados por um número muito grande de pessoas promovam grandes transformações.

O consumo consciente pode ser praticado no dia-a-dia, por meio de gestos simples que levem em conta os impactos da compra, uso ou descarte de produtos ou serviços. Tais gestos incluem o uso e descarte de recursos naturais como a água, a compra, uso e descarte dos diversos produtos ou serviços, e a escolha das empresas das quais comprar, em função de sua responsabilidade sócio-ambiental. Assim, o consumo consciente é uma contribuição voluntária, cotidiana e solidária para garantir a sustentabilidade da vida no planeta.

Praticar o consumo consciente consiste numa atitude de liberdade de escolha e de protagonismo da própria existência. É uma tomada de posição clara, democrática e ética. O consumo consciente fatalmente irá gerar uma reflexão e tal reflexão pelos consumidores deverá gerar uma cadeia de estímulos que irá contagiar positivamente as empresas e seus funcionários, sua família, colegas e amigos que, diante do exemplo, serão impelidos a refletir sobre os seus próprios atos de consumo.
Para ficar mais claro, vamos dar um exemplo simples. Você já deve ter ouvido falar que a água é um recurso natural escasso e que cerca de 30% da população mundial não tem acesso à água tratada de boa qualidade. Portanto, mesmo que você consiga arcar com sua conta de água, e portanto possa, em princípio, gastar o montante de água que lhe aprouver, tal fato trará como impacto a não disponibilidade de água, um recurso precioso e muito escasso, para um grande número de pessoas. Além disso, antes da água chegar à sua torneira, ela é tratada. Esse tratamento custa dinheiro. Se você economizar, o volume de água tratada será menor e os custos serão mais baixos. Caso contrário, para aumentar o abastecimento, a prefeitura terá de investir em novas estações de tratamento, que exigirão investimentos e usarão o dinheiro que poderia ser aplicado em outras áreas, tais como saúde, educação ou transporte.

Um outro ponto a considerar é que, se a água for usada em quantidade maior do que a realmente necessária, talvez as fontes usadas já não consigam atender a demanda. Se isso acontecer, as autoridades terão de buscar água mais longe, o que provavelmente vai encarecer o custo da água e vai dificultar o acesso a ela pelas populações de mais baixa renda.
A falta de água de boa qualidade provoca diversos males. Entre 1995 e 2000, só no Brasil, ocorrerram 700 mil internações hospitalares por doenças relacionadas à falta de água e saneamento básico. Portanto, quando você fecha a torneira ao escovar os dentes, ao se ensaboar no banho e ao lavar a louça, você está praticando um ato de consumo consciente, um ato que terá um impacto positivo sobre a sociedade porque ajudará a preservar água para os outros; terá um impacto positivo para a economia porque adiará a necessidade de novos investimentos no setor; terá um impacto positivo sobre a natureza porque não estará pressionando as nascentes; e terá um impacto positivo para você, que vai economizar na conta de água.

CONSUMO CONSCIENTE É:

  • É consumir diferente: tendo no consumo um instrumento de bem estar e não fim em si mesmo; 
  • É consumir solidariamente: buscando os impactos positivos do consumo para o bem estar da sociedade e do meio ambiente;
  • É consumir sustentavelmente: deixando um mundo melhor para as próximas gerações.

Fonte:

   
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