MISSÃO:

Profissional especializado em Atividade Física, Saúde e Qualidade de Vida. Sérgio Nunes e sua empresa QualiFis, pretendem desenvolver junto aos seus alunos e clientes a ideia da verdadeira Saúde, que obviamente não é apenas a ausência de doença, mas também o Encantamento com a Vida, dotando-os de um entendimento adequado de se Priorizar, de compreender que vale a pena Investir no seu Potencial de Ser, através do investimento na melhoria da Qualidade de Vida, aprimorando a saúde e usando como meio, a Atividade Física, em suas mais diferentes possibilidades.

“As informações, dicas e sugestões contidas nesse blog têm caráter meramente informativo, e não substituem o aconselhamento individual e o acompanhamento de médicos, nutricionistas, psicólogos e profissionais de educação física.”

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sábado, 2 de abril de 2011

PARADIGMA HOLÍSTICO - HOLISMO E SAÚDE

 

 O paradigma holístico emerge de uma crise da ciência, de uma crise do paradigma cartesiano-newtoniano, que postula a racionalidade, a objetividade e a quantificação como únicos meios de se chegar ao conhecimento. Esse paradigma busca uma nova visão, que deverá ser responsável em dissolver toda espécie de reducionismo. A holística força um novo debate no âmbito das diversas ciências e promove novas construções e atitudes.


O planeta terra está doente, seus habitantes enfermos e seu habitat poluído e contaminado. Urge uma nova atitude, novos habitantes e novos modelos de ser/fazer ciência.
As ciências da saúde não podem estar alheias a este movimento nacional e internacional. CAPRA (1986), no livro, O Ponto de Mutação, propõe novos rumos para a saúde e aponta para o paradigma holístico. Ao propor novos caminhos para a saúde, ressalta que há que se rever os atuais modelos de serviços, de instituições de ensino e de pesquisas em saúde. A transição para o novo modelo, alerta-nos o autor, há que ser efetuada lenta e cuidadosamente, por causa do enorme poder simbólico da terapia biomédica em nossa cultura ocidental. O novo paradigma força uma visão sistêmica e uma postura transdisciplinar. O modelo sistêmico atende ao conceito de interdependência das partes. Postula que tudo é interdependente, que os fenômenos apenas podem ser compreendidos com a observação do contexto em que ocorre. Postula também que a vida é relação.
A postura transdisciplinar é uma atitude de encontro entre ciência e tradição, entre ciência e sabedoria. A transdisciplinaridade reata a ligação entre os ramos da ciência com os caminhos vivos de espiritualidade. O novo profissional deverá ser cientista e filósofo e o pesquisador deverá ser afoito, aberto e inclusivo, basicamente distinto do tipo clássico. CREMA (1989).
O precursor do paradigma holístico foi Jan Smuts (1870-1950). Foi o criador do termo Holísmo, quando divulgou seu livro em 1926. 0 filósofo sustentou a existência de uma continuidade evolutiva entre matéria, vida e mente. Seu conceito avança para uma visão sintética do universo e propõe a totalidade em oposição à fragmentação.

Em 1967, Arthur Koestler desenvolve o conceito de Hólon, levando em consideração a dinâmica todo-e-partes. O antropólogo Teilhard de Chardin discute a lei da complexidade-consciência, propondo novas uniões entre partes e partículas rumo ao todo-um. 0 psicólogo Carl Rogers e a sua tendência realizadora do ser humano também estão em busca de um novo rumo e de um diferente modelo explicativo.
Todas as construções ocidentais, porém, no oriente, já são antigas e estão descritas em diversos tratados tradicionais de várias das tendências orientais.
Percebe-se, assim, que urge uma aproximação com tais culturas, pois estas têm bases holísticas e podem nos apontar novos rumos e novos mundos. (CREMA,1989).



PRINCÍPIOS DO PARADIGMA HOLÍSTICO



Para o físico Brian Swimme são os seguintes os princípios do novo paradigma:

• Todos os elementos não possuem real identidade e existência fora do seu entorno total, eles interagem no universo, se envolvem e se superpõem num dinamismo de energia.

• Nossos conhecimentos são provenientes de uma participação e de uma interação no processo através de uma dimensão qualitativa da consciência.

• A análise e a síntese são fundamentais na compreensão do mundo. Para se conhecer algo há que se saber sua origem e finalidade.

• O universo é uma realidade auto-organizante, é total e inteligente. Para Pierre Weil a abordagem holística é como ondas a procura do mar. O autor aponta uma holologia, para tratar da dimensão do saber, e uma holopráxis, destinada a dar conta da dimensão do ser.

O parapsicólogo Stanley Krippner aponta quatro princípios básicos do paradigma holístico:

• A consciência ordinária compreende apenas uma parte pequena da
atividade total do espírito humano.

• A mente humana estende-se no tempo e espaço, existindo em unidade com o mundo que ela observa.

• O potencial de criatividade e intuição são mais vastos do que
ordinariamente se assume; e

• A transcendência é valiosa e importante na experiência humana e
precisa ser abrangida na comunidade orientada pelo conhecimento.
(CREMA, 1989).



HOLISMO E SAÚDE




A abordagem holística em saúde convoca uma aproximação entre saber oficial e saber popular e os estudos transculturais terão enorme valia na construção de novas formas integrativas de saúde. Os modelos místicos e diversas culturas tradicionais precisam ser conhecidos, estudados e integrados ao modelo holístico de saúde que se quer.
Ao longo do tempo os sistemas de saúde oscilaram entre modelos reducionistas e modelos holísticos. Dois grandes modelos vêm influenciando o pensar, fazer e viver saúde e doença. São os modelos xamanísticos e os modelos seculares.
O modelo xamanístico tem suas origens nas culturas sem escrita. Neste modelo, toda doença é conseqüência de alguma desarmonia em relação à ordem cósmica. A principal preocupação do xamanismo está relacionada com o contexto sócio-cultural em que a enfermidade ocorre.


Os modelos seculares tem sua origem nos sistemas médicos que foram organizados a partir de um conjunto de técnicas transmitidas através de textos escritos. Dois antigos sistemas médicos, um ocidental e um oriental, ilustram tais modelos. O primeiro é o sistema ocidental Hipocrático, que emergiu de uma tradição grega de cura. No âmago da medicina hipocrática as doenças são consideradas fenômenos naturais, que podem cientificamente ser estudados e influenciados por procedimentos terapêuticos e pela judiciosa conduta ou disciplina de vida de cada indivíduo.


Em oposição ao pensamento grego, os chineses não estavam muito (288 Rev.Esc.Enf. USP, v.30, n.2, p.286-90, ago. 1996.) interessados em relações causais, mas nos modelos sincrônicos de coisas e eventos.
Esse pensamento é do tipo correlativo e dinâmico. A concepção do corpo como um sistema está bem próxima da atual abordagem holística.
A saúde para ser holística precisa ser estudada como um grande sistema, como um fenômeno multidimensional, que envolve aspectos físicos, psicológicos, sociais e culturais, todos interdependentes e não arrumados numa seqüência de passos e medidas isoladas para atender cada uma das dimensões apontadas.

É preciso um novo conceito de saúde, que a considere como equilíbrio dinâmico. Há que se rever o papel do paciente. Será preciso mostrar ao indivíduo sua possibilidade de autocura. A manutenção da saúde deverá passar a estar em lugar de destaque no novo modelo. A assistência deverá ser tanto individual como social.
Os profissionais de saúde deverão redimensionar suas práticas e relações com suas clientelas, devendo assumir a responsabilidade do equilíbrio de indivíduos e sociedades. Surge deste redimensionamento um novo assistir. A relação entre profissional de saúde e paciente será uma nova relação, cuja principal finalidade será educar o paciente acerca da natureza e do significado da enfermidade e das possibilidades de mudança do tipo de vida que o levaram à
doença. (CAPRA, 1986).
Holismo e saúde provocam uma aproximação com as abordagens não ortodoxas da saúde. Há que se encontrar as pontes necessárias para unir tais saberes. As diversas terapias e saberes reconhecem a interdependência fundamental das manifestações biológicas, físicas, mentais e emocionais do organismo, sendo, portanto, coerentes. Na valorização do corpo como um sistema, as abordagens bioenergéticas são bons exemplos.



CONSTRUINDO PONTES




A física do século XX revolucionou as bases da física clássica e trouxe uma nova visão de mundo ou cosmovisão. Física e mística se unem neste novo momento da humanidade. Ocidente e oriente se convergem em nome do holismo que se quer, que é vivo, dinâmico, interligado e sistêmico. O saber científico se aproxima do saber popular e abre-se espaço também para a sabedoria.
Em março de 1986, em Veneza, ocorreu um encontro de grandes cientistas de diversas áreas do saber e todos debateram a ciência face aos confins do conhecimento e os novos rumos para o terceiro milênio. Do evento surgiu a Declaração de Veneza, que aponta o momento de crise da ciência e indica a necessidade de reconhecermos a urgência de novos estudos e pesquisas, numa
perspectiva transdisciplinar em intercâmbio dinâmico entre as ciências exatas, as ciências humanas, a arte e a tradição. O grande desafio é o compromisso social dos pesquisadores e profissionais. (Rev.Esc.Enf. USP, v.30, n.2, p.286-90, ago. 1996. 289)
Em 1987, em Brasilia, de 26 a 29 de março, ocorreu o I Congresso Holístico Internacional e I Congresso Holistico Brasileiro. Deste evento emerge a Carta de Brasília, que reafirma a relação entre o homem e o universo, entre a parte e o todo, e enfatizam as conseqüências concretas da descoberta da complementaridade entre ciências e Tradições de sabedoria. (CREMA,1989).
Surgem no Brasil a Fundação Cidade da Paz e a Universidade Holistica Internacional de Brasília, para atuarem na construção de pontes entre as diversas ciências e as diversas experiências.
O movimento holístico é nacional e internacional. Visa ampliar todas as comunicações entre cientistas, pesquisadores e demais interessados. A Universidade Holística de Paris, fundada em 1980, pela psicóloga Monique-Thoenig foi um marco decisivo no avanço do debate sobre o paradigma holístico.
Na busca de pontes, emerge a holoepistemologia, para sustentar uma evolução do saber, compatível com a do ser. Nesta nova epistemologia, há espaço para o subjetivo e o transpessoal. Pierre Weil resumiu um enunciado da moderna psicologia transpessoal na seguinte fórmula: VR = f (EC), significando que a Vivência da Realidade (VR) é função (f) do Estado de Consciência (EC) no qual a pessoa se encontra no momento da observação. (CREMA,1989).
O paradigma holístico propõe um reencontro universal entre as ciências e entre estas e as Tradições de sabedoria. Com base numa visão sistêmica e numa atitude transdisciplinar, o novo paradigma começa a provocar reflexões nas diversas áreas do saber científico. Não dá mais para conviver com concepções rígidas e imutáveis. Com um pé no antigo, avançaremos para criar o novo, redescobrindo e resgatando o conteúdo da caixa preta de pandora do universo, a filosofia perene, e novamente acatando os ensinamentos do velho sábio cujo arquétipo vive em cada um de nós. (SCHABBEL, 1994).



Fonte: Elizabeth Teixeira (Rev.Esc.Enf.USP, v.30, n.2, p. 286-90, aug. 1996). 

ATIVIDADE FÍSICA AERÓBIA



Quando caminhamos, corremos, nadamos, pedalamos ou dançamos, além de realizar atividades físicas importantes para a nossa higiene mental e social, fortalecer estruturas ósseas, articulares e musculares, também contribuímos grandemente para o melhoramento de uma importante capacidade física, a resistência aeróbica. 

Segundo Dantas (1986), “a resistência é uma qualidade física que permite ao corpo suportar um esforço de determinada intensidade (carga) durante um certo período de tempo”.
Os exercícios ditos aeróbios tem relevante importância no aprimoramento da nossa saúde, pois requerem um consumo aumentado de oxigênio pelo nosso organismo. Portanto, nestas condições, necessita-se de uma capacitação maior, pelos pulmões, de ar (aumentando assim a frequência respiratória); ocorre também um aumento da absorção de oxigênio pelo sangue (maior concentração das moléculas de oxigênio por volume sanguíneo); e ainda uma maior quantidade e rapidez no transporte do oxigênio para os músculos, através do sangue (aumentando a frequência cardíaca – maiores velocidade e volume da circulação sanguínea); e ainda um incremento na eficiência da utilização do oxigênio pelo músculo em atividade. 

Desta forma, com este tipo de trabalho, consegue-se melhorar todo o sistema compreendido pelo coração, pulmões e vasos sanguíneos, além de aprimorar a capacidade de transformação de energia, pelo sistema aeróbio das células, através do aumento do número das pequenas usinas transformadoras de energia que estas possuem, as chamadas mitocôndrias.
Em geral todo exercício que ultrapasse 3 minutos de duração tem características predominantemente aeróbicas, porém para se obter resultados no aprimoramento cardiovascular e respiratório, segundo a grande maioria dos pesquisadores, necessita-se de no mínimo 10 minutos de atividade aeróbia contínua e dentro dos limites mínimos e máximos da frequência cardíaca de treinamento individual.

Tabela para Mulheres:

Tabela para Homens:

Portanto para ocorrer esta elevação significativa da frequência cardíaca, os exercícios em geral deverão ser aqueles que movimentem grandes grupos musculares, como por exemplo, os membros inferiores (coxas e pernas). 

E se o objetivo for “queimar” gordura para emagrecer, exercícios musculares de força associados a atividades aeróbias de longa duração (pelo menos de 20 minutos), também com controle da frequência cardíaca de treinamento individual, parecem ser a combinação ideal.
Caracterizam-se portanto estas atividades aeróbicas em apresentarem uma intensidade relativamente baixa (pouca carga de trabalho), porém com um volume aumentado (maiores tempos de execução).

E para determinar qual a sua frequência cardíaca ideal para cada tipo de trabalho, converse com o seu professor de Educação Física. Existem diferentes tipos de fórmulas. Através da averiguação da sua idade, frequência cardíaca de repouso, histórico para atividade física regular, análise de hábitos de vida e para risco de coronariopatias (doenças do coração), ele poderá orientá-lo com maior segurança sobre qual a melhor modalidade, frequência semanal, tempo de duração e intensidade da carga de trabalho e limites ideais para a sua frequência cardíaca. 


Você ainda não sabe o que é melhor e mais seguro para você? 


Leia mais em:

EXERCÍCIOS PROIBÍDOS (OPINIÃO)


 É recorrente notícias ou informações por parte de alguns profissionais da saúde de que alguns exercícios da musculação não são recomendados, que são perigosos ou até mesmo proibidos!! Tal é o caso, por exemplo, do agachamento completo, do desenvolvimento sentado, da remada curvada, do puxador (pulley) por trás do pescoço, o Stiff, Abdominal completo, entre outros. 


Bem... A primeira pergunta que cabe realizar é :“Quem os proibiu?” 
A segunda: "Para quem Proibiu?"
E a terceira: "Por que proibiu?" 

Isto, apenas para deixar claro, que o verbo em questão, não se aplica a todas as situações!

Certamente os profissionais que estão proibindo os alunos de realizarem alguns dos referidos exercícios estão exagerando em suas condutas! 

Vamos tentar esclarecer alguns pontos...

Na realidade o que tem ocorrido é que têm sido publicadas, em revistas científicas, trabalhos que identificaram sobrecargas elevadas em componentes do sistema músculo-esquelético em alguns exercícios. Na discussão desses trabalhos, os autores comentam todas as possíveis implicações atléticas destes resultados, e frequentemente a ocorrência de lesões é citada como uma possibilidade. 
Porém, esse é um procedimento padrão e habitual em trabalhos científicos!


Os problemas começam quando profissionais menos acostumados ao rigor dos métodos científicos lêem os trabalhos e publicam suas conclusões em outras revistas com grande penetração nos meios técnicos e inclusive da população em geral. Invariavelmente a interpretação é que o trabalho "provou" que o exercício analisado provocava lesões, e a divulgação desses conceitos acaba levando as proibições, principalmente nas Academias.

Na realidade, a única conclusão possível nesses casos, é que o exercício estudado apresenta sobrecargas em estruturas anatômicas. E temos que frisar que uma sobrecarga não significa algo indesejável, mas apenas que determinadas funções dos órgãos estão sendo solicitadas acima dos níveis habituais.



E diante da ocorrência de sobrecargas (estresse) duas situações podem ocorrer: aprimoramento da função sobrecarregada (Princípio da Adaptação) ou falência da estrutura ou órgão. 

No caso das sobrecargas agudas, como é o caso dos exercícios físicos, um aumento de função muito intenso pode produzir uma lesão também aguda, mais ou menos grave, como é o caso de uma hérnia de disco ao realizar um movimento inadequado. Sobrecargas agudas excessivas mas não suficientes para produzir uma lesão aguda, quando repetitivas, poderão levar a lesões crônicas, tal como as tendinites do trabalho e do esporte mal orientados. 


No entanto, sobrecargas menos intensas levarão ao fortalecimento da estrutura ou órgão. E a aplicação de sobrecargas não excessivas é a base do treinamento físico. 

Sobrecargas crônicas, geralmente não muito intensas e produzidas por doenças, quase que invariavelmente levam ao comprometimento anatômico e funcional dos órgãos. Nesses casos as sobrecargas são constantes, sem períodos de alívio, e dessa maneira não permitem as adaptações de fortalecimento que sempre ocorrem em repouso, na ausência de aumento de função. Exemplos dessas situações são as artroses por excesso de peso corporal ou por desalinhamentos articulares, a insuficiência cardíaca por hipertensão arterial, o enfisema pulmonar por síndromes pulmonares obstrutivas, entre outros.

No caso dos exercícios como saber se uma sobrecarga é excessiva ou não? 
Cabem aqui também algumas considerações. 


Estudos em laboratórios com estruturas anatômicas isoladas podem identificar limites de tolerância dos tecidos envolvidos, mas não conseguem predizer se os resultados das interações de forças "in vivo" poderão chegar nesses limites. Outro aspecto é que as sobrecargas biomecânicas poderão variar muito entre as pessoas, devido a diferenças nas alavancas músculo-esqueléticas. Assim sendo, sobrecargas excessivas para uma pessoa poderão ser apenas estímulos forte para outra.



Do ponto de vista científico, a possibilidade de ocorrência de lesões somente será confirmada quando as lesões forem identificadas. Estudos experimentais com pessoas realizando exercícios suspeitos e acompanhadas para detectar a ocorrência de lesões são inviáveis do ponto de vista ético. 


Os estudos que caberiam nesse caso são os de levantamento de casos ou observacionais, quando pessoas que já realizaram os exercícios suspeitos são acompanhadas ao longo do tempo ou avaliadas retrospectivamente. Em outras palavras, não é necessário acompanhar as pessoas durante anos para verificar se ocorrem lesões; basta avaliar pessoas que já utilizam os exercícios suspeitos há muito tempo. E grande parte de aficcionados na modalidade já realizaram ou ainda realizam estes exercícios.
Portanto, na ausência de estudos como esses a ocorrência de lesões é apenas uma possibilidade teórica.


Felizmente os profissionais envolvidos com treinamento físico não precisam esperar por trabalhos científicos demorados para tomar condutas práticas em relação aos exercícios: basta que utilizem o conhecimento técnico e prático. No caso dos exercícios com pesos, grandes cargas nunca são utilizadas em exercícios que a pessoa nunca realizou. Invariavelmente os exercícios são experimentados com pouca carga, em poucas séries com poucas repetições. O praticante normalmente é orientado para informar ao professor ou técnico sobre desconfortos articulares ou musculares que ocorram na progressão do treinamento. 
Faz parte do conhecimento técnico que exercícios progressivos inadequados para uma dada pessoa, antes de produzirem lesões, darão origem ao desconforto local. Provavelmente isto se deve ao estímulo dos proprioceptores. Em outras palavras, a natureza colocou em nosso organismo um sistema refinado para detecção de sobrecargas excessivas, que informa ao sistema nervoso central suas avaliações na forma de desconforto. A ocorrência de desconforto exige intervenção no sentido de modificar ou substituir o exercício causal.

Seguindo alguns princípios da didática: do mais fácil para o difícil, do simples para o complexo, do mais leve para o mais pesado, do menor para o maior, do geral para o específico e assim por diante, estaremos sempre agindo de modo seguro. 



Assim sendo, quaisquer exercícios e não somente aqueles, poderão ser identificados como adequados para algumas pessoas e inadequados para outras. 


Além desse aspecto, o conhecimento técnico já identificou os exercícios ou técnicas de execução de exercícios que mais frequentemente produzem lesões. Evidentemente isto ocorreu as custas de pessoas que se lesionaram, mas cujo infortúnio muito contribuiu para o conhecimento técnico atual. E... podem ter certeza, tais exercícios ou procedimentos foram há muito excluídos do arsenal da musculação muito antes que qualquer trabalho científico levantasse suspeitas sobre eles.

(Adaptado de: Dr. José Maria Santarém)


Excelentes Treinos Saudáveis!!


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sexta-feira, 1 de abril de 2011

HIPERTENSÃO



VEJA O VÍDEO NO FINAL DA PUBLICAÇÃO

A hipertensão arterial (HTA), hipertensão arterial sistêmica (HAS) conhecida popularmente como pressão alta é uma das doenças com maior prevalência no mundo moderno e é caracterizada pelo aumento da pressão arterial, aferida com esfigmomanômetro (aparelho de pressão) ou tensiômetro, tendo como causas a hereditariedade, a obesidade, o sedentarismo, oalcoolismo, o estresse, o fumo e outras causas. Ela ocorre a ativação excessiva de uma proteina chamada de RAC1.Pessoas negras possuem mais risco de serem hipertensas. A sua incidência aumenta com a idade, mas também pode ocorrer na juventude.
Existe um problema para diferenciar a pressão alta da pressão considerável normal. Ocorre variabilidade entre a pressão diastólica e a pressão sistólica e é difícil determinar o que seria considerado normal e anormal neste caso. Alguns estudos farmacológicos antigos criaram um mito de que a pressão diastólica elevada seria mais comprometedora da saúde que a sistólica. Na realidade, um aumento nas duas é fator de risco.
Considera-se hipertenso o indivíduo que mantém uma pressão arterial acima de 140 por 90 mmHg ou 14x9, durante seguidos exames, de acordo com o protocolo médico. Ou seja, uma única medida de pressão não é suficiente para determinar a patologia. A situação 14x9 inspira cuidados e atenção médica pelo risco cardiovascular.
Pressões arteriais elevadas provocam alterações nos vasos sanguíneos e na musculatura do coração. Pode ocorrer hipertrofia do ventrículo esquerdo, acidente vascular cerebral (AVC), infarto do miocárdio, morte súbitainsuficiências renal e cardíacas, etc.
O tratamento pode ser medicamentoso e/ou associado com um estilo de vida mais saudável. De forma estratégica, pacientes com índices na faixa 85-94 mmHg (pressão diastólica) inicialmente não recebem tratamento farmacológico.



A Pressão alta transformou-se numa epidemia no mundo moderno. Estudos mostram que cerca de 50% dos adultos acima de 50 anos são hipertensos no mundo e, infelizmente, esse número não pára de crescer. A prevalência estimada de hipertensão no Brasil atualmente é de 35% da população acima de 40 anos. Isso representa em números absolutos um total de 17 milhões de portadores da doença, segundo estimativa de 2004 do Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE). 
Lembrando: Pressão alta, ou hipertensão arterial, é aquela de 140/90 mmHg ou superior.





  • O termo prevalência indica o número de doentes em um determinado momento. A prevalência da hipertensão arterial no Brasil foi levantada por amostras em algumas cidades. Estes estudos mostraram uma variação de 22,3% a 43,9% de indivíduos hipertensos conforme a cidade considerada. Pode estimar assim que entre uma a duas pessoas a cada cinco são hipertensas. Em 2004, 35% da população brasileira acima de 40 anos estava hipertensa. Acredita-se que 20% da população mundial apresente o problema.
  • A proporção de óbitos por doença cardiovascular no Brasil em 2007, segundo dados do DATASUS, foi de 29,4%. Dentro deste grupo, a distribuição por doença foi como abaixo:
Óbitos por Doenças Cardiovasculares (29,4% do total)Percentual
Acidente vascular cerebral31,4%
Doença isquêmica do coração30,0%
Hipertensão arterial12,8%
Outras25,1%



Pessoas com pressão arterial elevada estão mais propensas a apresentar comprometimentos vasculares, tanto cerebrais, quanto cardíacos, porque na hipertensão ocorre o estreitamento dos vasos. Por causa dessa vasoconstrição, o coração precisa fazer mais força para bombear o sangue, fica hipertrofiado e a circulação sangüínea é comprometida. Vasos mais estreitos também são responsáveis por menor fluxo de sangue no cérebro. Os efeitos da pressão alta nos tecidos podem ser devastadores. Além de acelerar a arteriosclerose, ela é a principal causa de derrames cerebrais, doença nos rins, insuficiência cardíaca e enfarte agudo de miocárdio.


A hipertensão é um mal silencioso. Também chamada de "assassina silenciosa" porque geralmente não tem sintomas numa primeira fase. Porém, à medida que os anos vão passando, eles podem começam a aparecer. Os mais comuns são: dor de cabeça, falta de ar, enjôos, visão turva que pode estar acompanhada de zumbidos, debilidade, sangramento pelo nariz, palpitações e até desmaios. Algumas pessoas podem não descobrir que têm pressão alta até que apresentem problemas no coração, cérebro ou rins. A ausência de sintomas retarda o diagnóstico que, muitas vezes, é feito quando as complicações já estão instaladas. A única maneira de saber se a pessoa apresenta o problema é medir sua pressão com certa regularidade. Nem os jovens estão livres dessa doença.
Se não descoberta e tratada a tempo, ela ainda pode causar:

Aumento do coração, o qual pode ocasionar mau funcionamento; 

•Aneurismas nos vasos sangüíneos, mais comumente na aorta e artérias no cérebro, pernas e intestinos;

•Estreitamento dos vasos sangüíneos nos rins, o que pode causar a falha destes;

•"Endurecimento" precoce de artérias pelo corpo, especialmente aquelas no coração, cérebro, rins e pernas. Isso pode causar ataque cardíaco, infarto, falha nos rins ou amputação de parte da perna;

•Sangramento ou ruptura de vasos sangüíneos nos olhos, o que causa alterações na visão e pode resultar em cegueira. 
O sangue é levado do coração para todas as partes do corpo em vasos sanguíneos chamados artérias. Pressão arterial é a força do sangue contra as paredes das artérias. Cada vez que o coração bate, ele bombeia (empurra) sangue pelas artérias e este exerce uma pressão sobre as suas paredes. Assim a pressão sangüínea sistólica representa a pressão máxima de pico quando o seu coração está plenamente contraído durante a batida. E a pressão sangüínea diastólica representa a pressão quando o seu coração está em descanso entre as batidas.


Pressão arterial é sempre dada por esses dois números, as pressões sistólica e diastólica. Ambas são importantes. Geralmente elas são escritas uma acima ou antes da outra, como 120/80 mmHg. O primeiro número (o maior) é a pressão sistólica (contração) e o último (o menor) a diastólica (relaxamento). 

A pressão arterial muda durante o dia. Ela é menor quando você dorme e aumenta quando acorda. A pressão também se eleva quando você está ativo fisicamente ou nervoso. Ainda, na maioria das suas horas caminhando, sua pressão arterial permanece bem parecida com a de quando está sentado ou parado em pé. Esse nível deve ser menor que 120/80. Quando o nível da pressão fica alto, 140/90 ou mais, você tem hipertensão. Com a pressão alta, o coração trabalha mais forte, suas artérias são "surradas" e as chances de infarto, ataque cardíaco ou problema nos rins são maiores.

Uma pressão arterial de até 120/80 é considerada normal. Em geral, quando mais baixo melhor. Porém, pressão arterial muito baixa pode algumas vezes causar inquietações e deve ser checada por um médico. Se os valores forem demasiados baixos, isto é, se a pressão sistólica for inferior a 100 mm/Hg e/ou a diastólica inferior a 60 mm/Hg, deverá também fazer uma visita ao médico cardiologista. 



Os médicos classificam a pressão arterial abaixo de 140/90 e acima de 120/80, como "pré-hipertensão". Caso sua pressão esteja na faixa da "pré-hipertensão", então é maior a probabilidade de no futuro ter pressão alta, a menos que tome providências para preveni-la.


Pressão alta é aquela de 140/90 mmHg ou superior. Ambos os números são importantes. Se um ou ambos os números são consistentemente altos, então você tem pressão alta. Importante: Se você está sendo tratado para hipertensão e apresenta hoje medidas repetidas de pressão na faixa normal, ainda assim você tem pressão alta!


É importante ressaltar aqui que a hipertensão é uma desordem séria e embora possam ter boas sugestões a seguir para normalizá-la, é importante que você faça um acompanhamento com o seu médico. Em muitos casos, somente o uso de medicamentos irá normalizar a pressão. 


A melhor forma de prevenir a doença é mediante um controle periódico (verificar a pressão), exames médicos, não abusar das comidas com sal, atividades físicas regulares e evitar o fumo e o café, que aumentam a pressão arterial. Em resumo, tentar modificar o estilo de vida. 

A hipertensão arterial pode ou não surgir em qualquer indivíduo, em qualquer época de sua vida, mas algumas situações aumentam o risco. Dentro dos grupos de pessoas que apresentam estas situações, um maior número de indivíduos será hipertenso. Como nem todos terão hipertensão, mas o risco é maior, estas situações são chamadas de fatores de risco para hipertensão. São fatores de risco conhecidos para hipertensão:
  • Idade: Aumenta o risco com o aumento da idade.

  • Sexo: Até os cinquenta anos, mais homens que mulheres desenvolvem hipertensão. Após os cinquenta anos, mais mulheres que homens desenvolvem a doença.


  • Nível socioeconômico: Classes de menor nível sócio-econômico têm maior chance de desenvolver hipertensão.

  • Consumo de sal: Quanto maior o consumo de sal (sódio), maior o risco da doença.

  • Consumo de álcool: O consumo elevado está associado a aumento de risco. O consumo moderado e leve tem efeito controverso, não homogêneo para todas as pessoas.

  • Obesidade: A presença de obesidade aumenta o risco de hipertensão.




Já os tratamentos são destinados a manter a pressão arterial dentro dos limites normais, que por um lado incluem as formas acima descritas de prevenção, e por outro, através de medicamentos que, por diferentes ações, mantêm a pressão dentro dos limites normais. Os fármacos mais receitados são os diuréticos, os betabloqueadores e os vasodilatadores.
Algumas Recomendações:

Reduzir sal: Antigamente a sociedade consumia uma quantidade muito menor de sal na dieta e a incidência de hipertensão era muito menor. Estudos já provaram a relação direta do alto consumo de sal (cloreto de sódio) com a hipertensão. Reduzir a presença de sal na dieta reduz a pressão sanguínea na maioria das pessoas. Quanto maior a restrição de sal, maior é o efeito de diminuição na pressão do sangue.

Emagrecer: A maioria das pessoas com pressão alta estão acima do peso. A perda de peso baixa a pressão sanguínea de forma significativa nas pessoas que estão acima do peso e com hipertensão. Diminuir apenas alguns quilos já pode representar uma significativa redução da pressão sanguínea. A perda de peso parece ter um efeito ainda mais poderoso do que a restrição de sal na dieta quando o assunto é baixar a pressão sanguínea de hipertensos.

Parar de fumar: Fumar faz especialmente mal para as pessoas que tem hipertensão. A combinação de hipertensão com o fumo aumenta muito o risco de doenças cardíacas e morte. Todas as pessoas com pressão alta devem para urgentemente com o cigarro.

Exercitar-se: Estudos mostram que exercícios físicos orientados e periódicos, podem reduzir de forma muito significativa a pressão sanguínea. Um estudo de 12 semanas analisando, por exemplo, o Tai Chi Chinês (um tipo de exercício) concluiu que ele é tão eficiente quanto exercícios aeróbicos (os mais recomendados) para baixar a pressão sanguínea. Exercícios de resistência progressiva (com pesos, por exemplo, na musculação) com intensidade moderada também ajudam a reduzir a pressão. Ao mesmo tempo, a pressão sanguínea durante exercícios com pesos elevados, aumenta significativamente. Por essa razão, pessoas com a pressão alta, em especial os que têm doenças do coração, parece ser prudente tomar cuidado ao fazer exercícios com pesos muito intensos. Recomendo evitar!!
Reduzir açúcar: Estudos recentes também demonstraram que o açúcar aumenta a pressão sanguínea tanto em animais quanto em humanos. Embora o mecanismo de ação ainda não esteja completamente esclarecido, alguns médicos recomendam que pessoas com pressão alta diminuam o consumo de açúcares em suas dietas. 

Moderar o consumo de álcool: O consumo de mais de 3 (três) doses de bebidas alcoólicas por dia mostrou aumentar a pressão sanguínea. E apesar de muita especulação, ainda não está comprovado se uma ou duas doses por dia tem um efeito negativo sobre ela. Existe sim muita controvérsia!!

Aumentar o consumo de potássio: Você pode aumentar o consumo de potássio comendo de 8 a 10 porções de frutas e vegetais por dia. A alta ingestão de potássio está relacionada a redução da pressão sanguínea de pessoas com hipertensão. A recomendação de ingestão de potássio é de 4,7 gramas por dia. No entanto, essa quantidade pode ser muito grande para pessoas que tem problemas renais ou severa insuficiência cardíaca, fique atento!!
Alimentos e Nutrientes que podem Auxiliar:
Alho: Alguns estudos indicam que o alho possui um efeito benéfico para redução da hipertensão arterial. Experimentos onde o alho foi administrado diariamente por pelo menos quatro semanas, normalmente utilizando 600–900 mg de extrato de alho, ele mostrou efeitos positivos na redução da pressão. 
Fibras: Vários estudos duplo-cego demonstraram que adicionar 6 a 7 gramas de fibras por dia na dieta (por exemplo Aveia) por vários meses levou a uma diminuição da pressão sanguínea, e a razão para isso não ficou evidente. No entanto outros estudos realizados não chegaram a essa mesma conclusão.
Omega-3: EPA (Ácido Eicosapentaenóico) e DHA (Ácido Docosahexaenóico), ou seja, os ácidos graxos de omega-3, encontrados principalmente nos óleos de peixe de clima frio, demonstraram reduzir a pressão sanguínea na analise de pelo menos 31 experimentos. Os efeitos variaram dependendo da quantidade de omega-3 usado. Os melhores resultados ocorreram a medida que se testava a utilização de maiores quantidades (foram feitos testes de até 15 gramas por dia). 
Magnésio: Alguns estudos mostram que suplementos de magnésio — geralmente 350–500 mg por dia — baixam a pressão sanguínea. O magnésio parece ser especialmente eficaz para pessoas que estão tomando diuréticos que esgotam potássio. 
Cálcio: Outros estudos indicam que a suplementação com cálcio — geralmente entre 800 e 1500 mg por dia — tende a baixar a pressão do sangue. Uma analise de 42 experimentos mostrou uma redução média estatisticamente significativa. A redução na prática foi de 1,4 na pressão sistólica e 0,8 na pressão diastólica. No entanto, pesquisadores acreditam que os resultados poderiam ter sido ainda melhores se os estudos tivessem considerado apenas as pessoas com pressão alta que tomaram cálcio. Isso porque a suplementação com cálcio parece não produzir quase nenhum efeito nas pessoas hipertensas que já estão com a pressão normal. Os efeitos positivos evidenciados nesses estudos foram obtidos tanto com aumento de cálcio pela dieta quando com suplementos. 
Vitamina C: Analisados 5 (cinco) estudos duplo-cego, onde a suplementação com vitamina C reduz a pressão sanguínea. No entanto, esta redução foi estatisticamente significativa em apenas três dos cinco estudos. Alguns médicos recomendam que pessoas com pressão alta suplementem com 1000 mg de vitamina C por dia. 


Classificação das Sociedade Brasileira de Cardiologia, Sociedade Brasileira de Hipertensão e Sociedade Brasileira de Nefrologia. 

CategoriaPA diastólica (mmHg)PA sistólica (mmHg)
Pressão ótima< 80<120
Pressão normal< 85<130
Pressão limítrofe85-89130-139
Hipertensão estágio 190-99140-159
Hipertensão estágio 2100-109160-179
Hipertensão estágio 3≥110≥180
Hipertensão sistólica isolada< 90≥140



Importante: Lembre-se, somente o seu médico poderá lhe orientar adequadamente!!!