MISSÃO:

Profissional especializado em Atividade Física, Saúde e Qualidade de Vida. Sérgio Nunes e sua empresa QualiFis, pretendem desenvolver junto aos seus alunos e clientes a ideia da verdadeira Saúde, que obviamente não é apenas a ausência de doença, mas também o Encantamento com a Vida, dotando-os de um entendimento adequado de se Priorizar, de compreender que vale a pena Investir no seu Potencial de Ser, através do investimento na melhoria da Qualidade de Vida, aprimorando a saúde e usando como meio, a Atividade Física, em suas mais diferentes possibilidades.

“As informações, dicas e sugestões contidas nesse blog têm caráter meramente informativo, e não substituem o aconselhamento individual e o acompanhamento de médicos, nutricionistas, psicólogos e profissionais de educação física.”

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quinta-feira, 10 de junho de 2010

SAÚDE: CONCEITO AMPLIADO

“Saúde é o estado de completo bem-estar físico, mental e social e não apenas a ausência de doença.”


          Tantas vezes citado, o conceito adotado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) em 1948, longe de ser uma realidade, simboliza um compromisso, um horizonte a ser perseguido. Remete à idéia de uma “saúde ótima”, possivelmente inatingível e utópica já que a mudança, e não a estabilidade, é predominante na vida. Saúde não é um “estado estável”, que uma vez atingido possa ser mantido.

          A própria compreensão de saúde tem também alto grau de subjetividade e determinação histórica, na medida em que indivíduos e sociedades consideram ter mais ou menos saúde dependendo do momento, do referencial e dos valores que atribuam a uma situação.

          Diversas tentativas vêm sendo feitas a fim de se construir um conceito mais dinâmico, que dê conta de tratar a saúde não como imagem complementar da doença e sim como construção permanente de cada indivíduo e da coletividade, que se expressa na luta pela ampliação do uso das potencialidades de cada pessoa e da sociedade, refletindo sua capacidade de defender a vida.

          Assumido o conceito da OMS, nenhum ser humano (ou população) será totalmente saudável ou totalmente doente. Ao longo de sua existência, viverá condições de saúde/doença, de acordo com suas potencialidades, suas condições de vida e sua interação com elas.


          Além disso, os enfoques segundo os quais a condição de saúde individual é determinada unicamente pela realidade social ou pela ação do poder público, tanto quanto a visão inversa, nem por isso menos determinista, que coloca todo peso no indivíduo, em sua herança genética e em seu empenho pessoal, precisam ser rompidos. Interferir sobre o processo saúde/doença está ao alcance de todos e não é uma tarefa a ser delegada, deixando ao cidadão ou à sociedade o papel de objeto da intervenção “da natureza”, do poder público, dos profissionais de saúde ou, eventualmente, de vítima do resultado de suas ações.

          Entende-se Educação para a Saúde como fator de promoção e proteção à saúde e estratégia para a conquista dos direitos de cidadania. Sua inclusão no currículo responde a uma forte demanda social, num contexto em que a tradução da proposta constitucional em prática requer o desenvolvimento da consciência sanitária da população e dos governantes para que o direito à saúde seja encarado como prioridade.


          A escola, sozinha, não levará os alunos a adquirirem saúde. Pode e deve, entretanto, fornecer elementos que os capacitem para uma vida saudável.

          Não se pode compreender ou transformar a situação de saúde de um indivíduo ou de uma coletividade sem levar em conta que ela é produzida nas relações com o meio físico, social e cultural.

          Intrincados mecanismos determinam as condições de vida das pessoas e a maneira como nascem, vivem e morrem, bem como suas vivências em saúde e doença. Entre os inúmeros fatores determinantes da condição de saúde, incluem-se os condicionantes biológicos (idade, sexo, características pessoais eventualmente determinadas pela herança genética), o meio físico (que abrange condições geográficas, características da ocupação humana, fontes de água para consumo, disponibilidade e qualidade dos alimentos, condições de habitação), assim como o meio socioeconômico e cultural, que expressa os níveis de ocupação e renda, o acesso à educação formal e ao lazer, os graus de liberdade, hábitos e formas de relacionamento interpessoal, a possibilidade de acesso aos serviços voltados para a promoção e recuperação da saúde e a qualidade da atenção por eles prestada.

          A humanidade já dispõe de conhecimentos e de tecnologias que podem melhorar bastante a qualidade da vida das pessoas. Mas, além de muitos deles não serem aplicados por falta de priorização de políticas sociais, há uma série de enfermidades relacionadas ao potencial genético de cada um ou ao inevitável risco de viver. Por melhores que sejam as condições de vida, necessariamente convivese com doenças, problemas de saúde e com a morte. Os serviços de saúde desempenham papel importante na prevenção, na cura ou na reabilitação e na minimização do sofrimento de pessoas portadoras de enfermidades ou de deficiências. Deveriam funcionar como guardiões da saúde individual e coletiva, até mesmo para reduzir a dependência com relação a esses serviços, ou seja, aumentando a capacidade de autocuidado das pessoas e da sociedade.


          O conceito de “Cidade Saudável”, originado no Canadá na década de 80, serve hoje como parâmetro para nortear projetos de saúde que vêm se desenvolvendo em diversas partes do mundo, a partir da sua incorporação pela OMS. Considera-se que uma “Cidade Saudável” deve ter:

• uma comunidade forte, solidária e constituída sobre bases de justiça social, na qual ocorre alto grau de participação da população nas decisões do poder público;

• ambiente favorável à qualidade de vida e saúde, limpo e seguro;

• satisfação das necessidades básicas dos cidadãos, incluídos a alimentação, a moradia, o trabalho, o acesso a serviços de qualidade em saúde, à educação e à assistência social;

• vida cultural ativa, sendo promovidos o contato com a herança cultural e a participação numa grande variedade de experiências;

• economia forte, diversificada e inovadora.

          Nesse contexto, falar de saúde implica levar em conta, por exemplo, a qualidade da água que se consome e do ar que se respira, as condições de fabricação e uso de equipamentos nucleares ou bélicos, o consumismo desenfreado e a miséria, a degradação social ou a desnutrição, estilos de vida pessoais e formas de inserção das diferentes parcelas da população no mundo do trabalho; envolve aspectos éticos relacionados ao direito à vida e à saúde, direitos e deveres, ações e omissões de indivíduos e grupos sociais, dos serviços privados e do poder público. A saúde é produto e parte do estilo de vida e das condições de existência, sendo a vivência do processo saúde/doença uma forma de representação da inserção humana no mundo.


          A Constituição brasileira, legitima o direito de todos, sem qualquer discriminação, às ações de saúde, assim como explicita o dever do poder público em prover pleno gozo desse direito. Trata-se de uma formulação política e organizacional para o reordenamento dos serviços e ações de saúde, baseada em princípios doutrinários que dão valor legal ao exercício de uma prática de saúde ética, que responda não a relações de mercado mas a direitos humanos:

• Universalidade: garantia de atenção à saúde a todo e qualquer cidadão.

• Eqüidade: direito ao atendimento adequado às necessidades de cada indivíduo e coletividade.

• Integralidade: a pessoa é um todo indivisível inserido numa comunidade.

          A promoção da saúde se faz por meio da educação, da adoção de estilos de vida saudáveis, do desenvolvimento de aptidões e capacidades individuais, da produção de um ambiente saudável.

          Está estreitamente vinculada, portanto, à eficácia da sociedade em garantir a implantação de políticas públicas voltadas para a qualidade de vida e ao desenvolvimento da capacidade de analisar criticamente a realidade e promover a transformação positiva dos fatores determinantes da condição de saúde. Entre as ações de natureza eminentemente protetoras da saúde, encontram-se as medidas de vigilância epidemiológica (identificação, registro e controle da ocorrência de doenças), vacinações, saneamento básico, vigilância sanitária de alimentos, do meio ambiente e de medicamentos, adequação do ambiente de trabalho e aconselhamentos específicos como os de cunho genético ou sexual. Protege-se a saúde realizando exames médicos e odontológicos periódicos, conhecendo a todo momento o estado de saúde da comunidade e desencadeando oportunamente medidas dirigidas à prevenção e ao controle de agravos à saúde mediante a identificação de riscos potenciais. As medidas curativas e assistenciais, voltadas para a recuperação da saúde individual, complementam a atenção integral à saúde.

          No Brasil, a maior parte dos casos de doença e morte prematura tem, ainda hoje, como causa direta, condições desfavoráveis de vida: convive-se com taxas elevadas de desnutrição infantil e anemias e uma prevalência inaceitável de hanseníase, doenças típicas de ausência de condições mínimas de alimentação, saneamento e moradia para a vida humana. Uma realidade de contrastes se espelha, paradoxalmente, na ocorrência de problemas de saúde característicos de países desenvolvidos: as doenças cardiovasculares vêm ganhando crescente importância entre as causas de morte, associadas principalmente ao estresse, à predisposição individual, a hábitos alimentares impróprios, à vida sedentária e ao hábito de fumar. Este quadro sanitário compõe o chamado “duplo perfil de morbimortalidade”, típico dos países denominados em desenvolvimento: convivem hoje, no Brasil, doenças próprias do Primeiro e do Terceiro Mundo.

          Uma concepção tão ampla de saúde pode levar a crer que o desafio que se impõe é demasiadamente grande para ser enfrentado ou demasiadamente caro para ser custeado.


          O relatório do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), “Situação Mundial da Infância — 1993”, combate com ênfase essa idéia. Demonstra que o atendimento de necessidades humanas elementares — dentre as quais destacam-se alimentação, habitação adequada, acesso à água limpa, aos cuidados primários de saúde e à educação básica — é viável em uma década, a um custo extra de US$ 25 bilhões anuais, em nível mundial. Cita, para fins de comparação, que essa cifra é inferior ao gasto anual da população dos EUA com o consumo de cerveja. O relatório reporta-se ao sucesso obtido no cumprimento de metas, como a vacinação de 80% das crianças do mundo até 1990. Bangladesh, por exemplo, ampliou a cobertura vacinal de suas crianças de 2 para 62% em apenas cinco anos, entre 1985 e 1990. É interessante lembrar que, neste século, uma doença milenar como a varíola foi eliminada e a paralisia infantil está prestes a ser erradicada.

“(...) o fato é que, apesar de todos os recuos, houve maiores progressos durante os últimos 50 anos do que nos 2.000 anos anteriores. Desde o final da Segunda Guerra Mundial (...) as taxas de mortalidade entre recém-nascidos e crianças caiu para menos da metade; a expectativa de vida média aumentou em cerca de 1/3; a proporção do número de crianças no mundo em desenvolvimento que entraram na escola subiu mais de 3/4; e a porcentagem de famílias rurais com acesso a água limpa subiu de menos de 10% para quase 60%. Na próxima década, existe uma clara possibilidade de romper com aquilo que pode ser chamado de última grande obscenidade: a desnutrição, as doenças e o analfabetismo desnecessários, que ainda obscurecem a vida e o futuro da quarta parte mais pobre das crianças de todo o mundo”.

          O que se deseja enfatizar é que grandes saltos na condição de vida e saúde da maioria da população brasileira e mundial são possíveis por meio de medidas já conhecidas, de baixo custo e eficazes, sensíveis já à próxima geração. São desafios grandiosos mas exeqüíveis. Numerosos exemplos podem ser encontrados em experiências locais, especialmente em alguns municípios brasileiros que ousaram cumprir a lei e garantir a atenção à saúde, produzindo impacto expressivo sobre as taxas de mortalidade infantil, de desnutrição, de doenças transmissíveis, ou ainda sobre a incidência de doença bucal.

          Sem dúvida, a melhoria das condições de vida e saúde não é automática nem está garantida pelo passar do tempo, assim como o progresso e o desenvolvimento não trazem necessariamente em seu bojo a saúde e a longevidade. A compreensão ampla dos fatores intervenientes e dos compromissos políticos necessários são exigências para sua efetivação.

          Neste cenário, a educação para a Saúde cumpre papel destacado: favorece a consciência do direito à saúde e instrumentaliza para a intervenção individual e coletiva sobre os determinantes do processo saúde/doença.


ENSINAR SAÚDE OU EDUCAR PARA A SAÚDE?

          No primeiro caso (ensinar saúde) o foco é colocado numa formação sobre saúde e na coincidência de conceitos que fundamentou a proposta clássica de inserção dos programas de saúde no escopo da disciplina de Ciências Naturais. Entretanto, essa estratégia não se revelou suficiente para a garantia de abordagem dos conteúdos relativos aos procedimentos e atitudes necessários à promoção da saúde.

          Quando inicia sua vida escolar, a criança traz consigo a valoração de comportamentos favoráveis ou desfavoráveis à saúde oriundos da família e outros grupos de relação mais direta.

          Durante a infância e a adolescência, épocas decisivas na construção de condutas, a escola passa a assumir papel destacado devido à sua função social e por sua potencialidade para o desenvolvimento de um trabalho sistematizado e contínuo. Deve, por isso, assumir explicitamente a responsabilidade pela educação para a saúde, já que a conformação de atitudes estará fortemente associada a valores que o professor e toda a comunidade escolar transmitirão inevitavelmente aos alunos durante o convívio escolar. Os valores, que se expressam na escola por meio de aspectos concretos como a qualidade da merenda escolar, a limpeza das dependências, as atividades propostas, a relação professor-aluno, são apreendidos pelas crianças na sua vivência diária.

          A tendência é a conformação de hábitos legitimados pelos diversos grupos de inserção do aluno e não necessariamente aqueles considerados teórica ou tecnicamente adequados. Pesquisa recente do Ministério da Saúde revelou que a maioria dos estudantes de segundo grau que usa algum tipo de droga considera o consumo prejudicial à saúde! No caso, os valores afetivos e sociais associados ao consumo habitual de drogas são muito mais decisivos do que o conhecimento dos agravos que causam.

          Isso não quer dizer que as informações e a possibilidade de compreender a problemática que envolve as questões de saúde não tenham importância ou que não devam estar presentes no processo de ensinar e aprender para a saúde, mas sim que a educação para a Saúde só será efetivamente contemplada se puder mobilizar as necessárias mudanças na busca de uma vida saudável.

          Para isso, os valores e a aquisição de hábitos e atitudes constituem as dimensões mais importantes.


          A experiência dos profissionais de saúde vem comprovando, de longa data, que a informação, isoladamente, tem pouco ou nenhum reflexo em mudanças de comportamento e a mera informação, ou o “biologismo” — que valoriza a anatomia e a fisiologia para explicar a saúde e a doença —, não dá conta dessa tarefa. Os detalhes relativos a processos fisiológicos ou patológicos ganharão sentido no processo de aprendizagem na medida em que contribuírem para a compreensão das ações de proteção à saúde a eles associadas. Não é pressuposto da educação para a Saúde a existência do professor “especialista”; o que se pretende é um trabalho pedagógico cujo enfoque principal esteja na saúde e não na doença. Por isso, o desenvolvimento dos conceitos deve ter como finalidade subsidiar a construção de valores e a compreensão das práticas de saúde favoráveis ao crescimento e ao desenvolvimento. Ao longo da aprendizagem e do desenvolvimento, os conceitos adquirem importância cada vez maior ao instrumentalizar os alunos para a crítica diante dos desafios que lhes serão apresentados de maneira crescente em suas relações sociais e com o meio ambiente, no enfrentamento de situações adversas, de opiniões grupais negativas para a saúde ou diante da necessidade de transformar hábitos e reavaliar crenças e tabus, inclusive na dimensão afetiva que necessariamente trazem consigo.

          Nessa concepção, os conteúdos do tema não serão suficientemente contemplados se ficarem restritos ao interior de uma única área. Concepções sobre saúde ou sobre o que é saudável, valorização de hábitos e estilos de vida, atitudes perante as diferentes questões relativas à saúde perpassam todas as áreas de estudo escolar, desde os textos literários, informativos, jornalísticos até os científicos. Por outro lado, para ser construída a visão ampla de saúde, é necessário ter acesso a informações de diversos campos, como, por exemplo, as mudanças históricas e as diferenças geográficas e socioculturais que interferem nas questões da saúde.


          O trabalho na área de Educação Física, por sua vez, tem uma interação especial com a educação para a Saúde. A organização do trabalho das áreas em torno de temas relativos à saúde permite que o desenvolvimento dos conteúdos possa se processar regularmente e de modo contextualizado.

          Pode-se, por exemplo, medir a estatura dos alunos e cotejá-las, desenvolvendo, a partir desse exercício, o conceito de medida, o estudo de diferentes formas de registro das informações coletadas, a herança genética e a diversidade, o estado nutricional de cada aluno e do grupo.

          O tratamento transversal do tema deve-se exatamente ao fato de sua abordagem dar-se no cotidiano da experiência escolar e não no estudo de uma “matéria”.

          Na realidade, todas as experiências que tenham reflexos sobre as práticas de promoção, proteção e recuperação da saúde serão, de fato, aprendizagens positivas, até porque não se trata de persuadir ou apenas de informar, mas de fornecer elementos que capacitem sujeitos para a ação.



Fonte: http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/livro092.pdf

CORRER DESCALÇO - OPINIÃO

          Como venho recebendo inúmeras perguntas e dúvidas sobre o assunto, e parte da mídia especializada vem dando um bom espaço para o mesmo...

          Primeiro uma história, é real!

          Aconteceu com este que digita, vagarosamente, estes caracteres:

Época Passada (mas não muita!):


         
          Ainda na Universidade, cursando Educação Física, final de ano, temporada de verão, praia, galera! Meu pai tinha uma propriedade em um dos areais aqui do estado. Ele um homem muito trabalhador, forte e ativo em casa, porém nunca foi um esportista. Trabalhou no campo, primeiro na juventude em terras da família, e, depois seguiu sua vocação e foi dar assistência aos trabalhadores rurais. Assim, andava muito por todos os tipos de terrenos! Como gostava muito de caminhar, esta era a sua atividade física diária! Não era diferente no litoral, logo cedo saia para o seu percurso!

          Nesta época, eu ainda muito jovem, tinha um preparo físico digamos que... razoável. Não era de correr por gostar de correr, mas jogava muita bola (em quantidade, para ficar bem claro!), no futebol e voleibol eu me virava. E ainda, levava alguns caldos com a minha Prancha, quando o mar ajudava!

          Neste dia em especial, ensolarado, como não estava entrando aquelas ondulações esperadas, resolvi fazer companhia ao “velho”. Vesti meu tênis especial (o da época) para corrida e preparado... Vi meu pai descalço! Ele sempre anda descalço na Praia! Mas explicando, ele não tem, não usa e não gosta de tênis! Seus pisantes são os chinelos, sandálias, sapatos, e em alguns casos a própria sola dos pés! Não tive dúvida... Também vou descalço hoje!

         Vale como consideração que eu, nesta época, deixara a infância alguns anos atrás, e há muito não sabia o que era pisar em terreno com os pés pelados! Pelo menos corriqueiramente. Limitava-me, quando na praia, uma pequena caminhada de deslocamento da casa até o mar e o retorno, e quase sempre (ainda na praia e somente por lá) os jogos de futebol e vôlei na areia fofa.

          E lá fomos nós... Passadas apressadas, como é de hábito do meu pai, e eu, num esforço para acompanhá-lo sem correr! Foi uma atividade muito agradável, conversamos... Trocamos algumas impressões... Atualizamos nossos conhecimentos um do outro e eu impaciente em meus pensamentos íntimos, até onde iria aquela pernada! Passado já quase uma hora, as solas e dedos dos meus pés já ardendo pelo atrito causado com a areia dura, vez ou outra desviava para ir ao encontro da água e aliviar o desconforto nos pés! Jovem, descompromissado com o mundo, sem grandes responsabilidades, não pensava muito no futuro, o que importava era o aqui e o agora... A companhia agradável! De repente me dei conta... Uma hora indo!! Putz... Cada passo adiante significava na realidade dois!! E aqui não existe atalho!! “Pai, penso que já é hora de retornarmos, não acha? O sol já está ficando alto e o calor...” Ele entendeu o recado!! Fizemos meia-volta!!! Seguindo na mesma passada, o retorno foi mudo e desconfortável para mim. Após duas horas e alguns minutos desde nossa largada... Avistei entusiasticamente a chegada!

          O restante do dia foi para tratar das bolhas e machucados nos dedos e solas dos pés! E o meu “velho” inteiro!! Isso é para aprender... Sem o hábito de andar descalço em terreno duro e áspero... Até então não tinha a mínima idéia que a situação iria complicar ainda mais!

          E passei este dia espichado numa rede!! Aproveitei para uma boa leitura ao menos!!


          Um novo dia começa, a turma que estava conosco (eles, todos os anos, quase sempre estavam!) já no agito com as arrumações das pranchas para levá-las ao mar! Aquela época era preciso parafinar as pranchas! Foi quando ouvi: “Parece que tem boas ondas hoje!” Disse alguém! Oba!! Mais do que depressa saltei da cama e... em contato com o chão... não eram mais as bolhas que me incomodavam!! Minhas panturrilhas (as pernas) estavam duras como pedras, uma dor que nunca havia sentido, pior do que aquela de quando fraturei a tíbia da perna direita em um jogo de futebol de salão na época ginasial (mas esta é uma outra história!) Quando dei conta que este desconforto não era apenas das “batatas das pernas” e sim, muito mais dos tendões logo abaixo delas! Explorando as áreas doloridas descobri que estavam extremamente sensíveis ao toque, a pressão! A perna parecia estar inchada, com um intumescimento febril. Não conseguia andar direito, mal dava para apoiar os pés no chão com o peso do corpo (naquela época eu era um pau de vira tripa!). Como pode! O que é tudo isso! O que aconteceu! Paaaaaaai, está tudo bem com o senhor? Se eu to assim... “Seu pai foi caminhar”, foi a resposta lá da cozinha dada pela minha mãe! Mas o que está acontecendo comigo? E foi mais um dia de boa leitura, rede, gelo, anti inflamatórios, analgésicos e muitas... Muitas Reflexões!


Época Passada (Muita...., Pré histórica):

          A pré-história é o período anterior ao aparecimento da escrita, por volta do ano 4000 a.C..Seu estudo depende da análise de documentos não-escritos, como restos de armas, utensílios, pinturas, desenhos e ossos.

          O gênero HOMO apareceu entre 4 e 1 milhão de anos a.C. Aceita-se três etapas na evolução do homem pré-histórico, entre os estudiosos.



São elas:

I - PALEOLÍTICO (idade da pedra lascada)

a) Paleolítico inferior: 500.000 – 30.000 a.C.

b) Paleolítico superior: 30.000 – 8.000 a.C.

II - NEOLÍTICO (nova idade da pedra)

8.000 – 5.000 a.C.

III - IDADE DOS METAIS

5.000 – 4.000 a.C.

          Portanto, durante milhões de anos, se seguirmos na teoria evolutiva das espécies pela seleção natural, proposta pelo naturalista britânico Charles Darwin em seu livro de 1859, "A Origem das Espécies" (muito contestada hoje não só pela igreja! Vale aqui lembrar!), o ser humano primitivo, ainda deslocava pelas planícies em busca do seu alimento através da caça e da coleta, como fazem ainda hoje, boa parte dos nossos índios, descalços. E esta adaptação muito provavelmente foi a ocorrida e introduzida em nossos gens pela seleção natural.



Sobre os Calçados:

          Muitos atribuem aos egípcios, a 4.000 anos a..C., a arte de curtir couro e fabricar sapatos, porém, existem evidências de que os “sapatos” foram inventados muito antes, no final do Período Paleolítico. Existem algumas evidências que a história do ancestral do sapato começa a partir de 10 mil a.C., ou seja, no final do Paleolítico, pois pinturas desta época, em cavernas na Espanha e no sul da França, fazem referência ao calçado.



          Em sendo assim desde o aparecimento dos primeiros homo sapiens (considerando apenas este novo ser em evolução mais parecidos conosco) sobre esta nossa terra por volta de 250.000 anos até a suposta utilização de calçados protetores para os pés, temos uma lacuna de “apenas” 240.000 anos (!) de deslocamentos com os pés no chão! Temos que convir que é um tempo razoável para ocorrer adaptações duradouras, que em um intervalo de míseros 10.000 de uso de pisantes provavelmente pouco confortáveis, iriam jogar por “água abaixo!” Só lembrando que não estou considerando o período anterior ao Sapiens (4 a 1 milhão de anos!), e que, possivelmente, já estavam presentes estas adaptações!

          Vale informar, como referência histórica, que a primeira manufatura em série conhecida do calçado vem da Inglaterra em 1642, quando Thomas Pendleton forneceu quatro mil pares de sapatos e 600 pares de botas para o exército. As campanhas militares desta época iniciaram uma demanda substancial por botas e sapatos. Em meados do século XIX começaram a surgir as máquinas para auxiliar na confecção dos calçados mas, só com a máquina de costura o sapato passou a ser mais acessível. A partir da quarta década do século XX, grandes mudanças começam a acontecer na Indústria calçadista, como a troca do couro pela borracha e pelos materiais sintéticos e estes passaram a ficar definitivamente mais confortáveis e populares.

Época Moderna (Dias Atuais):

          Nossas estruturas articulares, ligamentares, proprioceptivas, tendinosas, musculares e ósseas altamente adaptadas durante centenas de séculos de evolução pela seleção natural (é claro que você precisa acreditar ou no mínimo suspeitar que esta teoria possa ser verdadeira, para dar algum crédito no que eu estou querendo te empurrar!), para deslocamentos a pelo, agora passa a ganhar um grande “aliado” (?) para maior conforto, segurança e proteção!

         
          E estes pisantes vão se incorporando cada vez mais ao nosso vestuário e aos nossos dias. E mais, alta tecnologia em conforto e absorção da “terrível agente maligna” - a Força da Gravidade!

Em tempo:

          Na natureza reconhecemos alguns tipos de forças fundamentais, enumeradas por sua ordem de grandeza:

1) A força nuclear que está presente no núcleo atômico e não é observada no cotidiano;

2) A força eletromagnética que é responsável por todas as interações observadas no dia-a-dia, excetuando-se as interações gravitacionais;

3) A força da gravidade que constitui-se na espécie de força, sobre a qual Newton se debruçou, questionando-se sobre o motivo dos objetos caírem no solo (fábula da maçã caindo junto ao nascer da lua no horizonte).


          Em física clássica, a força (F) é aquilo que pode alterar (num mesmo referencial assumido inercial) o estado de repouso ou de movimento de um corpo, ou em deformá-lo. Detectamos uma força através de seus efeitos. Estes podem ser: a variação no módulo da velocidade do corpo (por exemplo, quando se dá um chute numa bola em repouso); uma alteração na direção e/ou sentido do movimento do corpo (no Movimento Circular Uniforme ou no "efeito" no voo de uma bola); ou pode haver uma deformação no corpo em que é aplicada a força (como exemplo geral a deformação momentânea da bola quando é chutada).

          Enquanto isso... a nossa evolução estrutural como seres humanos continua! Agora já nascemos com um par de tênis nos pés! E que tênis! Equipados com Sistemas de Redirecionamento de Força, Amortecedores, Freios, Sistemas Anti Derrapantes, Estabilizadores, e de Correção de Pisadas, ainda para os mais exigentes, acessórios tipo luzes, sinalizadores, alertas, contador de passos e/ou distância, som, computador de bordo, GPS... (e para não exagerar não vou fazer piada!)

          Temos então um produto para nos proteger de algo que, na realidade (ao que parece pela própria história!), nunca nos causou tanto mal assim!

          Pelo menos até aquelas estruturas, altamente preparadas e adaptadas ao longo dos séculos de pés nús, serem destreinadas por aquilo que quer resguardá-las!

Princípio da Adaptação:

          Podemos dizer que a adaptação é um dos princípios da natureza. Não fosse a capacidade de adaptação, que se mostra de diferentes modos e intensidades, várias espécies de vida não teriam sobrevivido ou conseguido sobreviver por longos tempos e em diferentes ambientes. O próprio homem conseguiu prevalecer no planeta, como espécie, devido à sua capacidade de adaptação.

          De acordo com Weineck, a adaptação é a lei mais universal e importante da vida. Adaptações biológicas apresentam-se como mudanças funcionais e estruturais em quase todos os sistemas. Sob “adaptações biológicas no esporte”, entendem-se as alterações dos órgãos e sistemas funcionais, que aparecem em decorrência das atividades psicofísicas e esportivas (WEINECK, 1991): “Na biologia, compreende-se “adaptação” fundamentalmente como uma reorganização orgânica e funcional do organismo, frente a exigências internas e externas; adaptação é a reflexão orgânica, adoção interna de exigências. Ela ocorre regularmente e está dirigida à melhor realização das sobrecargas que induz. Ela representa a condição interna de uma capacidade melhorada de funcionamento e é existente em todos os níveis hierárquicos do corpo. Adaptação e capacidade de adaptação pertencem à evolução e são uma característica importante da vida. Adaptações são reversíveis e precisam constantemente ser revalidadas (Israel 1983, 141).” (ibidem, 1991, p. 22).

          Imagino então que devemos ter, quando nascemos, esta capacidade de andar e/ou correr com os pés no chão, estamos adaptados para este tipo de atividade natural dos nossos ancestrais. E ao longo da nossa pré-infância, infância e adolescência, com os pés no chão, vamos treinando todos aqueles mecanismos de proteção e estruturas locomotoras para poder suportar a “Grande Força Maligna.”

         
          Penso que, ao usarmos quase que diuturnamente algum tipo de proteção ortopédica, desde o nosso nascimento, acabamos por destreinar e enfraquecer diversas estruturas fundamentais para o nosso desenvolvimento físico e motor. Pois desta maneira, a força gravitacional e a aceleração que deveriam impor às nossas estruturas algum estresse no momento, por exemplo, de um salto horizontal ou vertical (que são movimentos naturais), presentes nas atividades corriqueiras das crianças (ao menos deveriam ser!!), acabam por ser reduzidas sobremaneira com os recursos de proteção, tipo Tênis! E isso por um longo período da fase de desenvolvimento físico e motor (ou por todo a fase!).

          E mais... e não estou considerando ainda o sistema proprioceptivo.

Informando:

          Propriocepção também denominado de Cinestesia, é o termo utilizado para nomear a capacidade em reconhecer a localização espacial do corpo, sua posição e orientação, a força exercida pelos músculos e a posição de cada parte do corpo em relação às demais, sem utilizar a visão. Este tipo específico de percepção permite a manutenção do equilíbrio postural e a realização de diversas atividades práticas. Resulta da interação das fibras musculares que trabalham para manter o corpo na sua base de sustentação, de informações táteis e do sistema vestibular, este localizado no ouvido interno.
          O conjunto das informações dadas por esses receptores sensoriais nos permitem, por exemplo, desviar a cabeça de um galho, mesmo que que não se saiba precisamente a distância segura para se passar, ou mesmo o simples fato de poder tocar os dedos do pé e o calcanhar com os olhos vendados, além de permitir atividades importantes como andar, coordenar os movimentos responsáveis pela fala, segurar e manipular objetos, manter-se em pé ou posicionar-se para realizar alguma atividade e ainda corrigir movimentos indesejáveis.

          A propriocepção é efetiva devido à presença de receptores específicos que são sensíveis a alterações físicas, tais como variações na angulação de uma articulação, rotação da cabeça, tensão exercida sobre um músculo, e até mesmo o comprimento da fibra muscular.

Mas voltando ao raciocínio...

          Continuamos ainda ao longo da vida adulta a usar cada vez mais nossas armaduras ortopédicas! E já não andamos mais descalço rotineiramente faz muito tempo, não é mesmo?

          Quando foi a última vez que pisamos com os pés nús na grama, ou na terra molhada, ou na areia com pedrinhas??

          Quando foi a última trombada de seu dedão com um obstáculo e em um misto de dor e prazer soltou um PqP ou um FdP sem receios! Isso faz parte do processo!!

          Com raras exceções; quando jogamos uma pelada na areia, um mergulho na piscina ou mar, uma caminhada na praia, executamos o que deveria ser corriqueiro!!

          E Hoje (maior absurdo!) existe uma paranóia entre os pais de que se a criança andar descalça, vai pegar alguma doença ou bicho no pé ou parasita que vai entrar no corpo... Meu Deus!!! Desencorajamos nossos filhos desde cedo... incutimos em seu subconciente a ojeriza, o nojo de andar descalço!

          E é claro, depois de passar anos aprisionados em algum tipo de equipamento ortopédico seja para estética, conforto ou segurança... agora, do nada, sem mais nem menos... cansei, me revoltei, quero minha liberdade de volta!!

Abaixo os calçados!! Viva os pés Descalços!!

Opa!! Calma! Não é bem assim...

Veja bem...(não, não vou enrolar!)

          Acontece que hoje, estamos completamente destreinados para esta situação que deveria ser NORMAL!

          Então, não parecer ser prudente, agora com nossas estruturas enfraquecidas ou destreinadas para este tipo de atividade, sobrecarregá-las andando ou o que é pior correndo desmedidamente!!

          Ressalto que, esta recomendação é uma opinião minha para indivíduos que não tem o hábito de andar descaços!!

          Entretando... podemos começar a treinar novamente!!

          Sempre há tempo para recomeçar!

Para Refletir:



          Quero através destas informações, alertar para uma possível possibilidade (vamos fazer uso da nossa capacidade de reflexão!) que: o uso exagerado dos pisantes, principalmente aqueles que absorvem em demasia a carga que deveriamos carregar e ainda estabilizam ao máximo nossos tornozelos, situação que o nosso sistema proprioceptivo deveria trabalhar, não acabarão por destreinar e/ou enfraquecer todas estas estruturas?

          Com este breve (talvez tenha ficado um pouco maior do que o planejado) relato informativo, quero compartilhar que particularmente sou sim favorável não só a corrida deslaço, como qualquer outra atividade física que for possível usar nosso meio de proteção natural, os pés!

Ainda em tempo:

          Após aquele infeliz episódio ocorrido na minha juventude, sempre que possível faço atividades físicas sem nenhuma proteção para os pés, inclusive corridas. Já se passaram mais de vinte anos e meus pés, tornozelos, joelhos e quadris estão muito bem, obrigado!

É bom que se diga também... há muito não tenho pés de moça!!

terça-feira, 8 de junho de 2010

INVESTINDO NA SAÚDE!!

 SAÚDE –  Multiplicidade de aspectos do comportamento humano voltados a um estado de completo bem-estar físico, mental e social (OMS, 1978).


          A prática de exercícios físicos regulares tráz reconhecidas vantagens na melhoria da QUALIDADE DE VIDA. Segundo Guedes (1995), “a atividade física influencia diretamente os índices de aptidão física (ver matéria), os quais, por sua vez, interferem nos níveis de prática daquela”, ou seja, quanto melhor (e não mais) desenvolver alguma atividade física, melhor será o índice de aptidão; e, quanto melhor este índice, melhor será o desenvolvimento da prática esportiva.
          Diz ainda Guedes (1995) - “Considerando que o estado de ser saudável não é algo estático; pelo contrário, é necessário adquiri-lo e reconstruí-lo dia após dia de forma individualizada, constantemente ao longo de toda a vida”, a atividade física (juntamente com outros bons hábitos de vida) torna-se um dos meios mais eficazes e recomendados por toda a comunidade científica para tal objetivo. Justamente pela capacidade de agregar outras mudanças salutares no estilo de vida de quem se engaja definitivamente na prática regular de algum exercício físico!

          É muito divulgado os benefícios que a atividade física planejada, orientada e sistematizada traz ao aprimoramento da aptidão física e conseqüentemente à nossa saúde. Constata-se hoje, através dos inúmeros mecanismos de comunicações (televisão, revista, rádio, jornal, internet, etc.), orientações e indicações das mais diferentes modalidades e tipos de exercícios físicos para este ou aquele indivíduo ou grupos de indivíduos com esta ou aquela finalidade, necessidades e/ou objetivos. Segundo o Professor Bassoli (UFJF), “estes procedimentos, tem características genéricas e, invariavelmente, são desacompanhados de efetivas orientações e diagnósticos das condições físicas atuais e individuais dos praticantes..”.


          Serão abordados em outras matérias (e são um consenso no meio acadêmico e científico), os benefícios da prática regular e orientada da atividade física. Porém, devemos ter o maior cuidado de onde colhemos as informações para a escolha e execução de determinado tipo de exercício ou atividade.
          Pode inicialmente lhe parecer simples uma orientação sobre atividade física, não é? Mas... Quem está passando as informações? As orientações serão direcionadas às suas realidades? O que está sendo proposto é o que realmente se tem necessidade? Qual é o objetivo a ser alcançado? E para quê? Enfim... Inúmeras são as perguntas!!

          O que tem que ficar claro para o público interessado em iniciar ou dar continuidade na prática de qualquer atividade física, é de como estabelecer uma prescrição saudável, segura, sem riscos e com máximo de benefícios para cada realidade, condição pessoal, faixa etária, limitações e possibilidades.

         O quanto de atividade física necessita-se, que atividade física é a mais apropriada, quais a capacidades físicas a serem aprimoradas, qual o local mais adequado, qual a intensidade a ser utilizada, por quanto tempo, quantos são os exercícios, quantas repetições, em que velocidade, com qual amplitude de movimento, qual a melhor postura, qual técnica utilizar, que tipo de respiração, quais serão os materiais, que implemento ou equipamento se adapta melhor, qual metodologia de trabalho é a ideal usar em determinado momento. Ainda, acrescente a todas estas variáveis, o estilo de vida, tipo de trabalho, alimentação, sono, tempo disponível para a prática, possíveis limitações de ordem física ou neurológica, psicológicas ou fisiológicas, histórico familiar para doenças crônico-degenerativas como cardiopatias, diabetes, hipertensão, obesidade, osteoporose, acidente vascular cerebral, etc. São todos estes, fatores individuais, que um bom profissional da área de Educação Física irá avaliar para estabelecer um programa de atividade física ou exercícios físicos apropriados para cada praticante.
          Ainda assim lhe parece simples estruturar um programa que atenda a seus objetivos e necessidades com segurança e eficácia?

          Percebe-se desta maneira que, mais que motivar a prática geral das atividades físicas, é imprescindível orientá-la de maneira satisfatória para as diferentes realidades. O que se torna impossível através das reproduções sistemáticas e generalizadas das receitas formuladas e prontas, que tanto são empurradas por pseudo-profissionais e muitas vezes vendidas como “realidades milagrosas” pelos diferentes meios de comunicações. FAÇA A COISA CERTA! VALORIZE SUA SAÚDE! VALORIZE SEU PROFESSOR DE EDUCAÇÃO FÍSICA!


"Toda parte do corpo se tornará sadia, bem desenvolvida e com envelhecimento lento se exercitadas; no entanto, se não forem exercitadas, tais partes se tornarão suscetíveis a doenças, deficientes no crescimento e envelhecerão precocemente." (Hipócrates)

          Ao longo da história a atividade física sempre esteve presente na rotina da humanidade, em todo o tempo associado ao estilo da época; a caça dos homens das cavernas para a sobrevivência; os Gregos e suas práticas desportivas na busca de um corpo perfeito; ou de cunho militar como o exemplo na formação das legiões romanas... Mas essa relação entre a atividade física e o homem, em sua rotina diária, parece estar diminuído gradativamente ao longo de nossa história.

          E a medida em que as ciências e seus aparatos tecnológicos facilitam nosso dia-a-dia, o progresso traz uma situação paradoxal; de um lado temos a redução da mortalidade infantil e por doenças infecto-contagiosas e ainda o aumento da longevidade; e do outro, o aumento de doenças crônico-degenerativas e a perda da qualidade de vida, porque o fato de viver mais não necessariamente indica viver melhor. Destacando então a importância de reaprendermos hábitos saudáveis, como o cuidado com a dieta, prática de atividade física regular, administração de trabalho e lazer, controle do estresse, além de evitar substâncias e atividades que possam acelerar a degradação do nosso corpo.

          A tecnologia e o progresso trouxeram facilidades, isso é inquestionável, mas junto incrementaram as doenças silenciosas formando uma epidemia que se estabelece quase sem sintomas em suas primeiras fases e vão gradativamente se desenvolvendo ao longo dos anos, identificadas como Doenças Crônicos Degenerativas, que tem sua origem em uma série de fatores como: predisposição genética, influência do meio externo e hábitos de vida e nesse último inclui em destaque a prática de atividades físicas.


         Mas apesar dessa fórmula milagrosa, a atividade física, estar presente hoje em todas as mídias, cada vez mais a população apresenta problemas relacionados com a falta de exercícios. E a desculpa mais freqüente é a falta de tempo ou falta de condições para prática. Isso tudo é agravado pela economia de movimentos em nossa rotina, como a comodidades do controle remoto, telefone celular, elevadores e escadas rolantes, meios de transporte automotivos, sem falar nas horas diárias dedicadas a televisão ou ao computador. E infelizmente, parece ser um fenômeno de dimensões mundial, pois uma das doenças associadas à falta de exercícios como a obesidade tem prevalência em quase todo planeta.

          Como o avanço dessas epidemias silenciosas até o conceito de saúde teve de ser revisto e as instituições de saúde pública governamentais e não governamentais ressaltam a importância dos conceitos como promoção e prevenção na saúde. Destacando para a importância de hábitos mais saudáveis ao logo de toda a vida. Assim essas iniciativas foram divididas em duas frentes, uma de âmbito macro com o destaque em papel de políticas públicas (combate à poluição, saneamento básico e preocupação com o meio ambiente) e outra com a necessidade do compromisso pessoal com a manutenção da própria saúde.

          Para ressaltar o papel da atividade física basta comparar uma pessoa ativa fisicamente de qualquer idade com um inativo de mesma idade, quando comparados a diferença nos índices fisiológicos (não visíveis) são consideráveis, porém o que fica evidente é que o ativo invariavelmente terá maior mobilidade, autonomia e maiores capacidades físicas como por exemplo: força muscular, flexibilidade e resistência aeróbia, tão importantes em sua vida diária.

          Baseados nesse novo paradigma, diversos programas e projetos foram implementados ao longo dessas últimas décadas, mas sempre destacando a importância do envolvimento pessoal e a necessidades de hábitos mais saudáveis como a prática regular de atividades físicas.

          Mas por que toda essa preocupação com o grau de condicionamento físico da população mundial? Porque estudos longitudinais apontam para a relação direta e favorável entre o nível de aptidão física, atividade física praticada e a saúde.

          A relação abaixo demonstra quais as doenças que podem ser evitadas ou minimizadas com o fato de exercitar-se regularmente:

- Doenças aterosclerótica coronariana;

- Diabetes melito tipo II;

- Hipertensão arterial sistêmica

- Osteoporose e Osteoartrose;

- Acidente Vascular Encefálico -AVC;

- Obesidade;

- Doenças Vascular Periférica;

- Ansiedade e Depressão;

- Câncer de Cólon, Mama, Próstata e Pulmão;

Fonte: Consenso da Sociedade Brasileira de Medicina Desportiva - 1999

          E uma revisão das principais orientações quanto a prescrição da atividade física para a promoção da saúde se destacam:

TIPO DA ATIVIDADE PRATICADA:

          A escolha deste quesito passa pela interpretação do estado de saúde, nível do condicionamento físico, objetivos e necessidades perante a prática das modalidades e afinidades pessoais. Com a união desses fatores aumenta a possibilidade de aderência ao estilo de vida ativo.

          Seria interessante incluir a variabilidade na escolha (praticar mais de um tipo de atividade), outro ponto seria a necessidade de associar o trabalho aeróbico, com o trabalho de força ou localizado e o trabalho de flexibilidade formando um programa global em relação à promoção da saúde.

          Mas o que deve ser ressaltado é o investimento continuo no futuro onde as pessoas devem buscar formas de se tornarem mais ativas em suas rotinas diárias, subir escadas, sair para dançar, praticar atividades como jardinagem, lavar o carro, passear no parque, a palavra de ordem é movimento.

FREQUÊNCIA SEMANAL DE PRÁTICA:

          Esse item tem uma relação direta com a intensidade do esforço; não se deve exercitar menos de 3 vezes por semana com o risco de não haver benefícios fisiológicos ou até mesmo de se lesionar; de outra maneira, cargas de trabalho muito intensas necessitam de repouso maiores para regeneração após o esforço. Mas em geral, para iniciantes a cargas de trabalho deve ser de leve a moderada e a recomendação é para a prática na maioria dos dias da semana.

DURAÇÃO DA SESSÃO:

          Aqui está a grande novidade quanto a prescrição da atividades, antes era apenas recomendado atividades realizadas de forma contínuas, mas pesquisas recentes apontam para benefícios também de uma nova situação; a acumulação de cargas de trabalho em um mesmo dia. Assim a indicação é para um mínimo de 30 minutos por dia, que podem ser realizados de forma contínua ou acumulada em duas sessões de 15 minutos ou três de 10 minutos, o que facilita a adesão de pessoas com pouca disponibilidade de tempo ou iniciante nas atividades físicas regulares.

INTENSIDADE DAS ATIVIDADES:

          Esse é o grande problema a ser equacionado, porque sua definição passa pela individualidade biológica onde cargas muito leves não trazem benefícios e cargas muito pesadas podem ser prejudiciais. Mas se o objetivo é a promoção da saúde os estudos apontam como limiar mínimo de proteção cargas de leves a moderadas e recomendam a importância da regularidade e continuidade do trabalho. E conseqüentemente a adesão de um estilo de vida mais ativo, geralmente existe uma progressão natural da intensidade do trabalho.

Portanto... Dê um Tempo para Você!


Invista na sua SAÚDE!


Invista na Atividade Física Personalizada!!

MOVIMENTE-SE!!!!

Fonte:


VAMOS CAMINHAR?





Imagine um exercício fácil e barato de se fazer. Não exige horário fixo nem experiência para iniciar... Se pensou na caminhada acertou! Pode ter certeza que apenas 15 minutos por dia (para quem não faz nenhuma atividade) já são suficientes para obter bons resultados! 
Para você manter ou melhorar a sua Qualidade de Vida, a Saúde, o Bem-Estar Físico, Mental e Social, Prevenir Doenças e aprimorar sua Aptidão Física, estando apto à realizar com vigor e satisfação suas atividades diárias tanto profissionais e sociais como as de lazer, nada melhor que a prática regular e orientada do Exercício Físico.
E uma ótima opção são as Caminhadas vigorosas e em ritmo constante, que trazem excelentes benefícios ao coração, pulmões e a circulação além de fortalecer os grupos musculares, ossos, articulações e tendões das pernas e coxas.

DICAS IMPORTANTES:

•Faça uma avaliação periódica com o seu médico;

•Prefira locais arborizados, frescos e tranqüilo;

•Realize a atividade em grupo (é mais seguro e motivante);

•Aproveite o momento para conversar;

•Os horários mais adequados são: início da manhã e fim de tarde;

•Evite os horários excessivamente quentes;

•Use roupas adequadas ao clima e que permitam a transpiração;

•O calçado deve ser macio e que se adapte confortavelmente ao pé;

•Um aquecimento com alongamentos prévio é fundamental;

•Inicie em ritmo menor e depois gradualmente acelere;

•Passadas com a seqüência: Calcanhar, planta dos pés e dedos;

•Puxe o ar pelo nariz e libere-o pela boca;

•Atenção à postura correta;

•Saiba como controlar sua freqüência cardíaca alvo;

•Hidrate-se sempre que necessitar (antes, durante e após a atividade);

•Não pare repentinamente, desacelere gradualmente e alongue-se;

•Qualquer sintoma de dor ou mal estar, interrompa a atividade e procure um médico;

•Adote um estilo de vida saudável;

•Alimente-se adequadamente;

•Descanse bem;

•Abstenha-se do fumo e do álcool;

•Realize a atividade física de 3 a 5 vezes por semana;

•Oriente-se com o seu Professor de Educação Física.

Para que você não deixe para amanhã o início das caminhadas separamos nove motivos para começar já!   

1. Auxilia no tratamento da osteoporose -

Enquanto você caminha o impacto dos seus pés no chão provoca estímulos nos ossos que favorece a absorção do cálcio. Dessa forma os ossos ficam mais resistentes à osteoporose. Mesmo quem já sofre desse mal terá o benefício de impedir o avanço da doença.

2. Reduz a pressão arterial -


Estudos mostraram que 40 minutos de caminhada provoca uma ligeira queda na pressão arterial que pode durar até 24h após o exercício. Como a caminhada também ativa mais o coração você mantém a circulação do sangue eficiente, levando mais oxigênio para todas as células.
Por estimular os músculos da perna (panturrilha principalmente) a caminha melhora o retorno venoso, ou seja, seu coração vai precisar de um esforço menor para fazer o sangue voltar. Isso significa preservar a saúde do coração e aumentar a sua longevidade. 

3. Combate a depressão -

Caminhar, principalmente ao ar livre, faz o seu corpo produzir endorfina em grandes quantidades. Esse hormônio é responsável pela sensação de alegria e relaxamento e é uma substância chave no combate à depressão.
Por causa deste hormônio, caminhar pode se tornar em um círculo vicioso muito saudável. Quando mais você caminha, mais endorfina seu organismo produz, que te dará mais ânimo para ficar cada vez mais tempo caminhando.

4. Auxilia no controle do colesterol -


A relação entre o exercício de caminhada e a diminuição da gordura no sangue, não tem muita novidade. A caminhada aumenta a parte boa do colesterol conhecida como HDL, evitando que a parte ruim dele fique depositada nas artérias do indivíduo, podendo causar enfermidades.
Segundo pesquisadores de uma Universidade Canadense, uma caminhada de apenas 60 minutos, pode ajudar a reduzir efeitos prejudiciais à saúde que um alimentação rica em gordura pode ter sobre o corpo humano. Essa atividade física consegue diminuir os níveis de lipídios em até 30%, de acordo com o estudo.

5. Melhora a qualidade do seu sono -

A caminhada durante o dia faz com que o nosso corpo tenha um pico na produção de substâncias estimulantes, como a adrenalina. Essa substância deixa o corpo mais disposto durante as horas subsequentes ao exercício. Somado a isso, a caminhada melhora a qualidade do sono de noite.
Por gastar uma boa quantidade de energia durante uma caminhada, o nosso organismo adormece mais rapidamente no final do dia. Por isso, poucas pessoas que caminham frequentemente têm insônia e, consequentemente, não tem sonolência no dia seguinte.

6. É uma forte aliada no controle do diabetes -

Quando caminhamos o corpo produz mais insulina (substância que é responsável pela absorção de glicose pelas células do corpo), já que a atividade do pâncreas e do fígado são estimuladas durante a caminhada devido à maior circulação de sangue em todos os órgãos.
À medida que vai aumentando a intensidade dos treinos nosso corpo pode reverter a resistência à insulina, um fator importante para desenvolver o diabetes. Assim fica comprovado que os exercícios têm ainda mais benefícios contra o mal do que se pensava anteriormente.

7. Emagrece e equilibra o peso -


Caminhar emagrece. Se você está acostumado a gastar uma determinada quantidade de energia e começa a caminhar, o seu corpo passa a ter uma maior demanda calórica que causa uma queima do estoque de energias (gordura). Para tanto é necessário que faça uma caminhada vigorosa, aquela em que é difícil manter um conversa sem perder o fôlego.
Mas o benefício do emagrecimento vai mais além, pesquisadores comprovaram que, mesmo horas depois do exercício, a pessoa continua a emagrecer devido à aceleração do metabolismo causada pelo aumento na circulação, respiração e atividade muscular.

8. Controla a vontade de comer -

Pesquisadores da Universidade de Exeter, na Inglaterra, perceberam uma redução drástica na vontade de comer chocolate das pessoas que fizeram 15 minutos de caminhada. Aqueles que apenas tentaram resistir ao doce sem fazer exercícios tiveram mais dificuldade de conter a vontade de atacar o chocolate.
Além de ocupar o tempo com outra coisa que não seja a comida, a caminhada libera hormônios, como a endorfina, que relaxam e combatem a ansiedade, efeito este que faz muitas pessoas buscarem compulsivamente os doces.

9. Protege contra derrames e infartos -
Quem caminha tem o coração mais protegido, pois ter uma pressão sanguínea menor é um fator de prevenção contra derrames e infarto. Lembrando que todos os itens acima (redução de peso, diminuição do estresse e melhora dos níveis de colesterol) são de suma importância para ter um coração saudável e com menos possibilidades de complicações.




AGORA É COM VOCÊ, E TENHA EXCELENTES CAMINHADAS!!